24 de abr de 2011

Depressão Pós-Parto


Por que aparece
A causa da DPP pode englobar fatores biológicos e/ou psicológicos. Entre os biológicos estão: variações hormonais extremas e alterações metabólicas que influenciam no humor. Entre os fatores psicológicos podemos citar o processo de transformação pelo qual a mulher passa na gestação: além de ver seu corpo totalmente mudado, ela precisa lidar com a relação entre a sexualidade e a maternidade e com a questão de passar da condição de filha para mãe. Uma mulher tem mais probabilidade de ter DPP se tem histórico de depressão ou transtornos afetivos antes da gravidez, se passou por problemas de infertilidade, se tem um casamento problemático ou se é mãe solteira, se já perdeu um filho ou tem um bebê com sérios problemas de saúde.

Diagnóstico
Uma mulher com depressão pós-parto pode ter qualquer um destes sintomas: 
  • Perda de interesse pelas atividades do dia-a-dia, inclusive cuidar do bebê;
  • Sensação de incapacidade, falta de valor ou culpa;
  • Ansiedade, algumas vezes com obsessões ou compulsões, frequentemente relacionadas com o bebê;
  • Mudanças no apetite;
  • Alterações bruscas de humor;
  • Indisposição e irritabilidade;
  • Insônia;
  • Tristeza profunda e/ou pensamentos persistentes sobre morte;
  • Exaustão extrema por ter que cuidar do bebê.
    Médicos e familiares precisam ficar atentos para não confundir DPP com tristeza materna, uma condição comum no período pós-parto em que a mulher passa por um quadro de depressão leve, com vontade de chorar e baixo astral, mas que logo melhora. A diferença entre DPP e tristeza materna é a gravidade do quadro, os fatores limitantes e os riscos que oferece ao bem-estar da mãe e do bebê. O diagnóstico se dá após longa e detalhada conversa entre o médico e a mãe e os familiares. Se ele desconfiar que os sintomas podem ser causados por um problema físico, um exame de sangue pode ser necessário.
Riscos
Como a DPP pode se manifestar com intensidades variáveis, torna-se complicado para a mãe estabelecer um vínculo afetivo seguro com o filho, e isso pode ser prejudicial em longo prazo. Nos casos mais graves, algumas mães apresentam tendências homicidas e suicidas.

Tratamento
A intensidade da depressão pós-parto é que vai determinar o tratamento, que pode constar de psicoterapia, antidepressivos ou ambos.

Quando procurar o médico
No período pós-parto, é bom consultar o médico se alguns dos sintomas descritos se manifestarem, principalmente ansiedade, tristeza profunda e problemas de sono. O médico deve ser procurado imediatamente caso o bem-estar da mãe e do bebê estejam em risco.

Prevenção
A mulher grávida, ou que tem intenção de engravidar, pode se preparar para o nascimento da criança e as mudanças que isso acarreta conversando com algumas mães e com seu médico.

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