25 de mai de 2011

As verdades sobre infertilidade e a avaliação da fertilidade




- Idade, com mais de 35 anos na mulher

- Infeções na próstata no homem.

- Esterilização reversível em qualquer das partes

- Dificuldades nas relações sexuais

- Dor pélvica crônica

- Secreção mamária

- História de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)

- Acne ou pêlos faciais excessivos

- Histórico de endometriose

Quando os casais estão tendo relações sexuais sem proteção em duas ou três vezes por semana durante um ano ou mais (ou menos 6 meses se a mulher tem mais de 35 anos) sem engravidar, uma ou ambas as partes podem ser inférteis. Isto não significa que a gravidez não ocorrerá nos meses seguintes. Muitos casais acham que suspendendo o controle de natalidade, a gravidez se fará presente imediatamente. Na realidade, menos de 60% dos casais normalmente férteis conseguem conceber dentro dos primeiros três meses.

Ter dificuldades para conceber é muito comum. De fato, os problemas de fertilidade afetam ao re­dor de 20% da população, ou 1 casal em cada 5. A infertilidade se define como a incapacidade para conceber depois de um ano de relações sexuais sem proteção (depois de 6 meses se a mulher tiver mais de 35 anos), ou como a incapacidade de levar adiante uma gravidez até o nascimento de um bebê vivo.

Existem dois tipos de infertilidade. A infertilidade primária, se define como a dificuldade de conce­ber, para um casal que nunca antes havia tido um bebê. A infertilidade secundária se refere a dificuldade de conceber, em um casal, quando uma das partes havia tido um bebê previamente.
A infertilidade não é uma epidemia, porém na época em que vivemos, o auge dos bebês levou a um aumento no número de mulheres em idade de procriar, que conseguiram obter a gravidez. Devido ao estilo de vida de hoje em dia, muitas destas mulhe­res adiam a procriação até que estejam com 30 anos. Como resultado mais casais, atualmente, estão buscando os serviços de tratamento de infertilidade.

Um estudo feito nos Estados Unidos há alguns anos, mostrou que aproximadamente 10% a 15% dos casais entre os 15 e 44 anos de idade que desejavam conceber eram inférteis. Porém em estudo posterior a Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou que a média de casais inférteis é de 1 em cada 5 casais. Um diagnóstico de infertilidade é comum e não é razão para sentir-se envergonhado. Muitos casais conseguiram, em algum momento, superar o pro­blema de infertilidade com a assistência médica apropriada.


Ajuda para Casos de Infertilidade

Se um casal entende a definição de infertilidade, é importante que busque atenção médica logo que seja possível. Ainda que o casal possa se sentir desconcertado e isolado por este problema, é importante recordar que quanto mais rápido se detecte o problema, melhores serão as possibilidades para que um tratamento tenha êxito. De fato, a maioria dos casais inférteis que buscam ajuda médica final­mente conseguem ter filhos. Quando buscar ajuda, lembre-se que a infertilidade pode causar proble­mas nas relações pessoais.

É importante reconhecer que os homens e as mu­lheres freqüentemente diferem em suas respostas em relação à infertilidade. Pode-se sentir um pou­co de incômodo ao discutir aspectos pessoais, como a atividade sexual, com seu médico. Todavia, é importante manter as linhas de comunicação abertas para que se possa identificar de ma­neira efetiva e tratar com êxito a infertilidade.


Avaliação da Infertilidade

Para entender porque a gravidez não acontece, um casal e seu médico terão de responder à quatro perguntas importantes. Existe problema de ovulação? Existem problemas de espermatozóides? O óvulo pode unir-se ao espermatozóide? A implantação pode ocorrer e ser mantida? O processo para entender os problemas compreende o estudo da fertilidade.
A programação dos exames pode variar de­pendendo da situação individual, mas a regra geral é fazer inicialmente exames simples, e depois, aqueles mais complicados. Também é importante avaliar ambas as partes simultaneamente e recordar que a mulher só pode fazer certos exames em certas épocas do mês. A infertilidade é um problema compartilhado, aonde quer que se encontre o problema. Limitar a avaliação a só um membro do casal pode dar como resultado a perda de tempo muito valioso.


Seleção do Médico

A maioria dos casais consultam um gineco-obs­tetra quando a infertilidade se converte em preo­cupação. Alguns casais porém devem ser vistos por um especialista em medicina da reprodução (especialista em infertilidade). A primeira consulta deverá ser com ambas as partes e provavelmente incluirá uma história médica completa de ambos. São investigadas as possíveis causas da infertilidade e nesse momento se começa um pla­nejamento para determinar um diagnóstico. O passo seguinte será estabelecer um diagnóstico preciso isto é, porque a gravidez não está acontecendo. Muitas vezes, o homem é enviado ao urologista ou a um especialista em andrologia para uma analise de sêmen. Um urologista se encarrega principalmente do estudo, diagnóstico e tratamento das enfermidades genitais e das vias urinárias (o sistema genito- urinário) em ambos os sexos e de maneira específica, os órgãos genitais do homem. Um especialista em andrologia se dedica a enfermidades do homem, em particular a infertilidade.
Uma vez realizado o diagnóstico, o casal e sua equipe médica poderão comentar sobre um plano de tratamento.


História Médica e Exame Físico

Ao começar a avaliação, ambas as partes serão questionadas para proporcionar uma história médica detalhada, incluindo: estado atual de saúde, dieta e estilo de vida, sucessos médicos e cirúrgicos anteriores, perigos ocupacionais, desenvolvimento sexual desde a adolescência até a idade adulta, uso de controle de natalidade, qualquer gravidez prévia e temas sobre a sexualidade dentro da relação atual, como a freqüência e períodos das relações sexuais. Os assuntos não compartilhados abertamente com seu parceiro deverão ser discutidos de forma privada com o médico.
O estudo da mulher consta de um exame físico geral, incluindo uma exploração de mamas e uma exploração pélvica. A exploração interna (pélvica) é muito útil já que proporciona informações sobre o tamanho, forma e posição de seus órgãos reprodutores. O estudo do homem consta de um exame físico ge­ral, e uma exploração detalhada dos testículos, pênis e escroto. O médico também tratará de ob­ter dados para determinar a presença de varicocele (veias varicosas no saco escrotal), já que isto constitui um problema comum de infertilidade.


Curva de Temperatura Corporal Basal (CTB)

É utilizado como um indicador de ovulação e para programar e interpretar os outros exames. A curva de temperatura corporal basal (CTB) é todavia a forma mais barata e mais informa­tiva para recolher dados durante o estudo de infertilidade.
A CTB é empregada para determinar se a ovu­lação e a fase luteínica normal estão ocorrendo. Ao tomar a temperatura "basal" ou latente em forma oral a cada manhã, antes de iniciar qualquer atividade, uma mulher pode registrar diariamente as flutuações de temperatura durante seu ciclo menstrual, observando qualquer evento de importância que possa afetar a temperatura. Se o quadro não indica ovulação, outros exames podem ser requeridos.
Apesar de ser um exame prático e contribuir com dados importantes, seu sucesso depende da realização correta do exame. Exames feitos incorretamente podem gerar falsos resultados em até 30% dos casos.


Teste de exame para LH ou Ovulação

Os testes para exame do LH urinário ajudam a determinar com precisão quando a ovulação está ocorrendo, já que identificam o hormônio luteinizante (LH) que produz a ovulação. Também é útil para o planejamento das relações sexuais ao redor dos dias mais férteis da mulher. Os testes de LH se iniciam por volta dos dias 4 a 5 da metade do ciclo, começando aproximadamente no dia 11 do ciclo menstrual, e continua até que a ovulação se apresente. Vários testes de exame de LH se encontram no mercado para serem usados em casa. Deve­mos lembrar que, em alguns casos, o pico do LH está presente mas a ovulação não ocorre.


Análise do Sêmen

A análise de sêmen é o exame mais importante na avaliação do homem, e pode realizar-se a qualquer momento do dia ou mês. O exame proporciona uma medida do número de espermatozóides, a mobilidade (movimento) dos espermatozóides, o tamanho e forma do espermatozóide e volume da ejaculação.
Muitas vezes, se realizam várias análises de sêmen no homem já que existe uma ampla classifi­cação de valores para cada aspecto de análise de sêmen, e os resultados de um indivíduo podem flutuar com o tempo. Portanto, o exame deverá repetir-se de forma periódica se a avaliação e o regime de tempo forem prolongados. Se os resultados não são conclusivos, será necessário um exame mais extenso e uma exploração física para detectar possíveis defeitos anatômicos nos testículos ou condições anormais dos órgãos reprodutores do homem para ajudar a estabelecer um diagnóstico.


Teste Pós-Coito (TPC)

Este exame é uma avaliação de sobrevivência do espermatozóide no muco cervical e também é útil para sugerir a formação de anticorpos anti-espermatozóide. Este exame não é um substituto para a análise completa de sêmen porque não representa uma avaliação detalhada deste. Este exame necessita ser feito justo antes da ovulação. O coito deverá realizar-se na noite anterior ou na manhã da visita ao consultório. A mu­lher pode banhar-se, mas não deverá fazer ducha vaginal antes de ver o médico. No consultório, o médico colherá uma amostra de seu muco cervical que será imediatamente observada em microscópio para avaliar sua qualidade e o número e a motilidade dos espermatozóides. Em geral não existe nenhum incômodo físico, e os resultados se conhecem de imediato.

Devido a necessidade de que o casal tenha coito antes deste exame, a pedido do médico, este é um exame que freqüentemente se volta a programar.
Um resultado deficiente pode dever-se ao momento inadequado; todavia, vários exames pós-coito anormais podem sugerir a necessidade de uma avaliação detalhada da penetração de espermatozóide e do muco.


Estudos de laboratório

No momento da visita inicial, pode-se fazer estudos de laboratório nas mulheres, como um exame Papanicolau de rotina, exploração pélvica, exames para detectar células cancerosas ou pré-cancerosas no colo e também para detectar infeções. No homem pode-se fazer uma cultura do líquido seminal e uretra, en­quanto nas mulheres com história de ciclos menstruais irregulares ou ausentes, pode-se fazer exames de sangue para medir os níveis hormonais e determinar o perfil hormonal, em ambas as partes.


Histerossalpingografia (HSG)

As informações sobre a cavidade uterina, trompas de Falópio e da pélvis podem ser obtidas através de um exame de Raio-X chamado Histerossalpingografia (HSG).
A HSG realiza-se depois de um período mens­trual (entre o 9º e 11º dias do ciclo), antes da ovulação. Os resultados da HSG mostram o tamanho e forma da cavidade uterina e se as trompas de Falópio estão ou não abertas, e quais as suas características funcionais. Exis­tem outros exames mais sofisticados que po­dem complementar esse exame como a Histeroscopia, Histerosonografia e a Laparoscopia. Seu médico saberá lhe indicar a melhor opção para o diagnóstico do seu caso.


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