16 de mai de 2011

Tratamento da infertilidade - Reprodução assistida, testes, remédios e cirurgia


Testes no tratamento da infertilidade

O primeiro passo para tratar infertilidade é fazer uma avaliação da fertilidade. O médico fará testes tanto no homem quanto na mulher para descobrir onde está o problema. 

Os testes de fertilidade no homem focam na quantidade e saúde do esperma. O laboratório examinará uma amostra do esperma sob microscópio para verificar a quantidade de espermatozóides, forma e movimento. Testes de sangue também podem ser feitos para checar os níveis hormonais. Mais testes podem ser necessários para procurar por infecções ou problemas hormonais. Esses testes podem incluir:
* Raio-x, para examinar os órgãos reprodutivos.
* Teste de penetração espermática, para ver se o esperma pode nadar pelo muco.
* Ensaio de penetração em ovo de hamster, para ver se o esperma pode passar pelas células do ovo.

Os testes na mulher primeiro examinam se ela está ovulando cada mês. Isso pode ser feito ao registrar as alterações na temperatura basal ou examinando as mudanças no muco cervical. A ovulação também pode ser checada na clínica do médico com teste de ultra-som par os ovários ou teste de sangue que verifica os níveis hormonais. Caso a mulher esteja ovulando, mais testes serão necessários, os quais podem incluir:
* Histerosalpingografia, raio-x que checa forma do útero e se os tubos de falópio estão abertos.
* Laparoscopia, que examina os tubos de falópio e outros órgãos femininos para verificar doenças.
* Biópsia endometrial, um exame do revestimento uterino para ver se as mudança mensais nele são normais.

Outros testes podem ser feitos para mostrar se o esperma e muco estão interagindo da forma certa, ou se o homem e mulher estão formando anticorpos que atacam o esperma e o impedem de chegar ao ovo.


Remédios e cirurgia no tratamento da infertilidade

Diferentes tratamentos para infertilidade são recomendados dependendo de qual é o problema. Em torno de 90% dos casos são tratados com remédios ou cirurgia. Vários remédios e medicamentos para fertilidade podem ser usados por mulheres com problema de ovulação. É importante conversar com o médico sobre o remédio a ser usado para entender os seus benefícios e efeitos colaterais. Dependendo do tipo de medicamento para fertilidade usado e dosagem, podem ocorrer gestações múltiplas (gêmeos, trigêmeos, etc.) em algumas mulheres. Se necessária, cirurgia pode ser feita para reparar os ovários, tubos de falópio ou útero. Algumas vezes o homem tem problema de fertilidade que também pode ser corrigido com cirurgia.

Tecnologia de reprodução assistida

A tecnologia de reprodução assistida usa métodos especiais para ajudar casais com problema de infertilidade. Ela envolve manipular tanto o ovo como o esperma. As taxas de sucesso variam, dependendo de muitos fatores. A tecnologia de reprodução assistida pode ser cara e algumas vezes consumir bastante tempo.

A fertilização in vitro é um tipo de reprodução assistida muitas vezes usado quando os tubos de falópio estão bloqueados ou quando o homem apresenta baixa contagem de esperma. Um medicamento é usado para estimular os ovários a produzirem múltiplos ovos. Uma vez maduros, os ovos são removidos e colocados em uma cultura com o esperma masculino para fertilização. Depois de 40 horas, os ovos são examinados para ver se ficaram fertilizados. Os ovos fertilizados são então colocados no útero.

A transferência intrafalopiana de gameta é similar à fertilização in vitro, mas usada quando a mulher tem pelo menos um tubo de falópio normal. De três a cinco ovos são colocados no tubo de falópio junto com o esperma para fertilização dentro do corpo da mulher. A transferência intrafalopiana de zigoto combina a fertilização in vitro e transferência intrafalopiana de gameta. Os ovos são pegos dos ovários, fertilizados em laboratório e colocados nos tubos de falópio ao invés de no útero.

A tecnologia de reprodução assistida algumas vezes usa doadoras de ovos ou embriões previamente congelados. A doação de ovos pode ser usada se a mulher tem ovários com problema ou doença genética que pode ser passada ao bebê.

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