25 de mai de 2011


    
Na primeira consulta, além de todo o esclarecimento que o especialista irá fornecer, é necessário um exame físico inicial e análise dos resultados obtidos em exames de rotina ginecológicos e urológicos. Clique aqui e confira os exames solicitados pelo médico e que são muito importantes no diagnóstico e tratamento corretos:
Exames de rotina pré-concepcionais:

Tipagem sangüínea, exames para detectar possíveis doenças infecciosas como sífilis, hepatites B e C, por exemplo, e também presença de vírus como citomegalovírus, HTLV, HIV, e, no caso das mulheres, a citologia cervical (Papanicolau), além de exames para detectar rubéola ou toxoplasmose.
Exames masculinos:
  • Espermograma: é a principal fonte de informações sobre a possível infertilidade masculina. Esse exame traz dados sobre a produção e características dos espermatozóides. É avaliado principalmente concentração, motilidade e estudo das formas dos espermatozóides.
  • Avaliação hormonal: esse exame tem como objetivo avaliar a capacidade de produção de hormônios que agem sobre o testículo e que estimulam a produção de espermatozóides;
    Outros testes: testes genéticos (cariótipo, teste para deleção do cromossomo Y e fibrose cística), pesquisa de fragmentação do DNA do espermatozóide, avaliação ultrassonográfica, doppler escrotal, avaliação imunológica.
Exames femininos:
Os exames pedidos para as mulheres têm como objetivo principal identificar possíveis alterações na ovulação, na fase lútea e na nidação (implantação do embrião), o grau de hostilidade do colo uterino e possíveis alterações na anatomia e na funcionalidade das tubas uterinas.
  • História menstrual: a menstruação em mulheres que ovulam normalmente geralmente é regular, previsível, consistente em volume e duração do sangramento e tipicamente acompanhada com sintomas padrões reconhecíveis pré-menstruais e menstruais.
  • Dosagens hormonais: as taxas de vários hormônios são analisadas pelo exame de sangue; os níveis hormonais do sangue que estimulam o desenvolvimento do óvulo predizem a quantidade e qualidade dos óvulos. Consistem na medida do FSH (hormônio folículo estimulante), LH (hormônio luteinizante) e estradiol medidos no terceiro dia do ciclo. Os resultados podem ajudar a predizer a chance da paciente em conceber, determinar a dose de medicamentos estimuladores da ovulação que deverá ser empregada, além de fornecer algumas outras características. A dosagem da prolactina e TSH (hormônio tireo estimulante) pode nos ajudar especialmente nas mulheres que apresentam ciclos irregulares. Resultados alterados podem afetar o tratamento e a gravidez.
  • Teste pós-coito: exame utilizado para avaliar o fator cervical (colo uterino).
  • Ultra-sonografia pélvica: realizada por via transvaginal é fundamental para detectar causas da infertilidade, acompanhar o tratamento ou definir o período fértil da mulher;
  • Histerossalpingografia - HSG: é um exame radiológico que avalia as condições dos órgãos genitais internos, sendo principalmente avaliada a permeabilidade das tubas uterinas. A HSG não define alterações tubárias mais leves que não alterem a permeabilidade tubária.
  • Vídeo-histeroscopia: é um exame de imagem da cavidade uterina, obtida por uma fibra ótica. Pode ser o primeiro passo para um procedimento cirúrgico para corrigir alterações e sanar doenças como miomas e pólipos.
  • Vídeo-laparoscopia: é um exame de imagem da cavidade abdominal no qual a fibra ótica é introduzida por pequenas incisões na parede abdominal, por isso exige anestesia geral e ambiente hospitalar. É considerado o melhor exame para diagnóstico das lesões das tubas e endometriose. Aderências ou endometriose, se presentes, podem ser tratadas durante o mesmo procedimento.
Outros exames:

Também podem ser solicitados exames como testes imunológicos, exames ultra-sonográficos especiais, exame de cariótipo e pesquisas genéticas.
Nova técnica permite descobrir o sexo do bebê com apenas 5 semanas de gestação:
As células de um feto, formadas de DNA fetal, podem ser descobertas agora por meio de um método chamado Reação em Cadeia de Polimerase (PCR). Através dessa técnica é possível descobrir pequenas quantidades de DNA e, conseqüentemente, saber o sexo do bebê com apenas 5 semanas de gestação.
Os seres humanos apresentam 46 cromossomos e o que diferencia o sexo masculino do feminino são os chamados cromossomos sexuais. As mulheres possuem dois cromossomos X e os homens possuem um cromossomo X e um cromossomo Y. Dessa maneira, o que determina o sexo é a presença do cromossomo Y (nos homens), ou a ausência do cromossomo Y (nas mulheres).
Durante a gestação, o DNA do feto circula pelo sangue da gestante. Através da técnica de PCR, a partir de nove semanas de gestação (pouco mais que dois meses), é possível identificar se o bebê é menino ou menina, observando a presença ou ausência do cromossomo Y no sangue da gestante. Como a mulher não possui o cromossomo Y, se esse estiver circulante em seu sangue, significa que o bebê é do sexo masculino. Desse modo, somente com a coleta de sangue materno, podemos identificar com quase 100% de confiabilidade o sexo do bebê com 5 semanas de gestação, bem antes do necessário para que a ultra-sonografia faça o mesmo diagnóstico.

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