5 de mai de 2011

O que é Videolaparoscopia?


É a Cirurgia que permite descobrir doenças e fazer operações de alta complexidade. É uma microcâmera de vídeo que filma o que há no abdome e mostra as imagens em uma tela de televisão.

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Depois da anestesia geral, o especialista faz um corte no umbigo de no máximo 1 centimetro para colocar o primeiro equipamento, onde ficará a câmera de vídeo.
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Além da incisão no umbigo, são feitas outras duas na barriga - ás vezes três - com cortes de meio a um centímetro, para passar os outros instrumentos da cirurgia.






Um tubo passa pelo equipamento do umbigo para encher a cavidade abdominal de gás carbônico. O gás é essencial para afastar as alças do intestino. que podem atrapalhar a operação.
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Pelo local por onde passou o tubo, é colocada a microcâmera de vídeo que mostrará as imagens da cavidade abdominal em uma tela de televisão. A câmera fica até o fim.




O equipamento



Além dos aparelhos que ficam no abdome para passar a câmera e os instrumentos da cirurgia (pinças, bisturis, tesouras, etc), há todo um equipamento que controla as reações do paciente e a pressão do gás dentro do abdome.




Operação

O médico especialista não realiza a cirurgia sozinho. Ele conta com o apoio de um ou dois outros médicos auxiliares, além de um enfermeiro. A cirurgia exige muita delicadeza, pois os movimentos são avaliados apenas pela tela da televisão.



História

A videolaparoscopia foi desenvolvida pelos alemães na década de 80. A primeira cirurgia feita no Brasil foi de vesícula biliar, em 1990, em São Paulo, e em Brasília em 1991 no Hospital Santa Lúcia. Na Europa e nos Estados Unidos, cerca de 70% das cirurgias abdominais são feitas com videolaparoscopia. O treinamento para lidar com tal equipamentos é feito em porcos ou em bonecos.



Vantagens

O sangramento, quando feita a videolaparoscopia, praticamente inexiste. Na maioria das vezes, gazes são suficientes para estancar o sangue. O tempo do pós-operatório diminui em três vezes. O uso de antibióticos, antiinflamatórios e anestésicos é bem menor. O risco de se formar hérnia abdominal - que aparece quando um corte de uma cirurgia tradicional deixa a parede do abdome mais fraca e esta cede com esforço físico - cai em cinco vezes. Diminuem pela metade os riscos de infecção, graças às incisões mínimas e ao pouco sangramento.
Como o trauma da cirurgia é bem menor, as chances de se formar aderência entre órgãos - quando o tecido de um órgão se fixa ao de outro - ficam reduzidas em cinco vezes. O pós-operatório é bem mais rápido e a pessoa volta a andar logo. Isso reduz as chances de acontecer o que se chama de tromboembolia (formação de coágulo no pulmão, que pode ser fatal). Por fim, há muita vantagem estética, pois as cicatrizes quase não aparecem.



Contra-indicação

Quem tiver insuficiência cardíaca grave não pode fazer essa cirurgia. As complicações que podem acontecer são: lesão na alça abdominal e em vasos sanguíneos.


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