29 de jul de 2011

Muco Cervical e fertilidade, como funciona?!


O muco cervical sofre alterações durante o ciclo indicando a fase fértil ou não fértil da mulher. Então ele pode ser usado como método de controle de ovulação ou contracepção, sendo chamado de método de Billings.
Para fazer esse acompanhamento a mulher deve colocar um pouco de muco  no dedo indicador, pressionar com o polegar e separá-los em seguida, assim pode-se ver se o muco é mais pastoso, aguado, elástico...


ausência de muco, indica uma fase estéril, quase não há umidade, ocorre no começo e no final do ciclo, ou seja, logo após a menstruação e antes da menstruação. Nessa fase a acidez da vagina acaba matando os espermatozóides e o cólo uterino está fechado.


muco grosso e pastoso, figura A, pode ser branco ou amarelado, também indica a fase estéril, ele dificulta a passagem dos espermatozóides. Esse muco ao ser colocado entre os dedos, não estica.


muco mais aquoso (ágüado), leitoso e escorregadio, figura B, indica o período pré e pós período fértil, ou seja, aparece antes do PF e logo após o PF. Quando esse muco aparece já é possível engravidar, pois o cólo uterino já apresenta uma abertura e os espermatozóides podem sobreviver até 5 dias, ou seja, se nesse período a ovulação ocorrer pode ocorrer a fertilização.


muco elástico, gelatinoso, semelhante a clara de ovo, figura C, é o muco fértil. Quando ele aparece a ovulação pode acontecer  naquele dia ou em até 5 dias. Tem mulheres que tem um único dia, outras por vários dias, sendo que o dia de maior quantidade e em que o muco se estica mais, está mais elástico, é o dia da ovulação. Esse muco não é ácido, por isso ele facilita muito a chegada dos espermatozódes até as trompas e ainda os alimenta.
Algumas mulheres relatam ter muco fértil logo depois ou logo antes da menstruação, mas isso não quer dizer que se está ovulando, pode ser apenas uma alteração hormonal. Mas, sempre que o muco elástico aparece é bom treinar.
O muco cervical é produzido pelo estrogênio (hôrmonio), é ele que define todas as alterações do muco, por isso uma disfunção desse hormônio, ou alguma medicação que o altere, pode modificar o muco.
Então ter muco elástico é um bom indício de ovulação, mas não é uma certeza. O ideal é fazer outro controle de ovulação em conjunto por 2 ou 3 ciclos pra ter certeza que o aparecimento do seu muco está vinculado a ovulação.
Outra observação importante, é que o estresse e a ansiedade também podem alterar o muco, visto que, podem causar alterações hormonais na mulher.


Em resumo o ciclo do muco cervical é:
1º - Fase Infértil(antes do PF): ausência de muco, muco pastoso, leitoso, muco agüado, nessa ordem.


2º - Fase Fértil(PF): muco elástico, tipo clara de ovo


3º - Fase Infértil(depois do PF, antes da menstruação): muco agüado, muco pastoso, leitoso, ausência de muco.



Fonte/créditos:http://anunes.e-familyblog.com/note/3656

27 de jul de 2011

Histerossalpingografia

Resultado:








Minha Histerossalpincografia Laudo:
-A radiografia simples localizada da pelve não mostra alterações.
-Colo do útero permeável, normal.
-Útero do tipo bicorno simples com topografia normal, homogeneamente contrastado.
-Trompas permeáveis de calibre e contornos sem alterações, peritonizando normalmente o meio de contraste.
-Dispersão normal do meio de contraste pelo peritônio pélvico.


09/05/2011

Progesterona

A progesterona, ao contrário do estrogênio, não exerce atividade sobre a determinação das características sexuais femininas. A atividade da progesterona é preparar o útero para uma possível gestação, recebendo o óvulo fecundado e estimulando a produção de leite.
A progesterona foi a base do desenvolvimento de anticoncepcionais orais, e, combinados com estrógenos, promove a inibição da ovulação, prevenindo a maturidade folicular, pois inibe a secreção de gonadotropinas pela hipófise.


Ela é fundamental nos processos de menstruação, fecundação, transporte e implantação do óvulo fertilizado, manutenção da gravidez e lactação.
Síntese e secreção


A progesterona é produzida pelo corpo lúteo, sob estímulo da HGC (gonadotrofina coriônica) 15 dias após a ovulação e é liberada na segunda faze do ciclo menstrual, preparando o útero e o corpo da mulher para uma possível gestação, pois é um hormônio diretamente relacionado com a reprodução.


Gravidez


A progesterona é diretamente responsável pela manutenção e sustentação do feto no útero, estimulando, durante as primeiras duas semanas de gestação, as glândulas da trompa de Falópio e endométrio secretarem nutrientes essenciais para o zigoto. As contrações uterinas são inibidas para evitar que o feto seja expulso, pois bloqueia a produção de prostaglandinas e diminui a sensibilidade à ocitocina.


A progesterona também tem efeito sobre a amamentação, pois as bolsas alveolares das glândulas mamárias ficam maiores e formam um epitélio secretor, aumentando a capacidade de secretar leite pela deposição de nutrientes nas células. Ajuda a prevenir a rejeição corpo da mãe ao feto e estimula a eliminação de gás carbônico produzido pela mãe durante a gestação, que é maior nesta época.


Minha progesterona está baixa, devo repor progesterona?

Muitas mulheres ao realizarem exame de dosagem do hormônio progesterona se deparam com valores baixos.  Isso é tema de muita confusão e interpretações incorretas.  Antes da ovulação, a progesterona é sempre baixa, medindo menos de 1ng/ml.  Após a ovulação ela começa a se elevar.  O pico da curva da progesterona costuma a ir entre 6 e 8 dias após a ovulação.  Após esse período ela volta a cair atingindo valores abaixo de 1ng/ml antes da menstruação vir, a não ser que tenha havido gravidez. 
Se a medição foi feita antes da ovulação ocorrer, ela estará naturalmente baixa.  Em ciclos não ovulatórios ela aparecerá também com valores baixo de 1ng/ml em qualquer dia do ciclo.  Não adianta nesses casos repor progesterona.  Pois não estamos lidando com um problema de baixa produção de progesterona, chamado de insuficiência lútea ou luteínica.  Estamos lidando com um problema ovulatório que precisa ser investigado inicialmente a causa para se encontrar a melhor solução.  É possível que após a solução do problema ovulatório, os níveis de progesterona na fase lútea se regularizem e não seja necessário nenhuma reposição.
Os médicos geralmente pedem que a dosagem de progesterona seja feita no 21º dia do ciclo.  Entretanto algumas mulheres tem ovulação tardia ou antecipada.  Neste caso o pico do platô da progesterona estará deslocado, acontecendo um pouco antes ou depois.  Desta forma o número parecerá um pouco baixo, quando não é a realidade.  Para esses casos é interessante acompanhar por outro método a ovulação para coincidir o dia da dosagem com o pico e chegar a um valor real.  Outra opção é realizar uma série de medições do hormônio na fase pós-ovulatória para acompanhar toda a curva dos níveis.
Alguns médicos afirmam que o número deve permanecer acima de 7 durante toda a fase de implantação do embrião, que deve durar um 7 dias, portanto o pico da dosagem deve ser um número bem acima deste, para que mesmo enquanto ainda esta aumentando ou diminuindo o valor nunca esteja abaixo deste número.  Se de fato o valor estiver baixo é importante repor o hormônio, devido ao seu papel fundamental na preparação do endométrio para a implantação do embrião. 
Outro possível acontecimento é que a progesterona atinja valores altos no pico da curva, mas caia muito rapidamente, um dos sintomas seriam escapes de sangue antes da menstruação, outro seria a própria antecipação da menstruação, ocasionando fase lútea (pós ovulatória) muito curta.  Neste caso é interessante medir a progesterona, e também o estradiol a fim de verificar se estão em níveis apropriados para a implantação do embrião.
 Não se auto-medique, procure um médico.

Fonte/créditos:http://rose_rj.e-familyblog.com/note/3193

25 de jul de 2011

Sangramento de escape (Spotting)


Cinco por cento das mulheres experimentam manchas ou sangramento leve, entre os períodos menstruais (ver Referências). O stress é muitas vezes a culpa, mas não é a única causa possível. Existem várias outras condições que podem causar manchas menstrual.

Pílulas anticoncepcionais

  • Combinação de controle de natalidade pílulas contêm uma combinação dos hormônios estrogênio e progesterona em forma sintética. Comumente referido como "a pílula", eles podem causar manchas menstrual entre os períodos, e pode ocorrer quando uma mulher está a tomar a pílula ou imediatamente após a interrupção do uso. A pílula engrossa o muco cervical para torná-lo difícil para o esperma de alcançar o útero, eo forro pode se tornar excessivamente espesso; a pílula também pode interromper a ovulação, diminuindo a quantidade de estrogênio seu corpo recebe. Porque libera estrogênio em pequenas doses, pode causar manchas. Esta mudança nos níveis de estrogênio pode também causar o seu período para se tornar irregular.

Gravidez

  • Algumas mulheres grávidas experiência spotting em torno do tempo de sua menstruação normal seria ocorrer. Durante a gravidez, o corpo deixa de produzir estrogênio, que é responsável por induzir o ciclo menstrual. Esta mudança hormonal pode causar um sangramento leve que às vezes é confundido com um período muito leve menstrual. Durante o primeiro mês de gravidez, implantação do embrião no útero também pode causar manchas ligeira, que é comumente chamado de sangramento de implantação.

Distúrbios hormonais

  • Distúrbios hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e transição para a menopausa, os níveis de estrogênio pode causar a flutuar. Essa flutuação pode fazer períodos menos freqüentes, impedi-los completamente, mudar a sua extensão e volume, tornam-se esporádicos ou causar manchas.Durante a transição para a menopausa (também conhecido como perimenopausa), a produção de estrogênio diminui gradualmente ao longo de um período de até dois anos. Durante este tempo, o seu período pode tornar-se mais leve ou mais freqüentes. PCOS causa um aumento nos hormônios chamados andrógenos e uma diminuição nos níveis de estrogênio, que pára os ovários de lançar ovos. Este por sua vez, interrompe o revestimento do útero se acumule. Quando isso acontece, a menstruação deixa de acontecer, mas uma mulher pode continuar a ter luz spotting.

Endometriose

  • A endometriose é uma doença que provoca o revestimento endometrial a crescer fora do útero. Esse revestimento pode normalmente crescem no cólon, ovários, abdómen e no útero. Durante a época da menstruação, o revestimento endometrial galpões junto com o sangue no tecido uterino. Com endometriose, o forro vai sangrar onde quer que ela cresce. Não só vai ocorrer sangramento anormal, mas spotting vai bem.

Ovulação

  • Spotting luz também pode ocorrer durante a ovulação. Este tipo de mancha é inofensivo e, geralmente, acontece por volta da metade do ciclo menstrual. Esta mancha é geralmente acompanhada de dor leve, no lado direito ou esquerdo do abdômen. Em mulheres que não ovulam, o revestimento do útero continua a crescer e galpões em quantidades menores, às vezes esporádicas, o que também pode causar manchas menstrual.
    Pontos principais: sangramentos vaginais bem leves no começo da gravidez são bastante comuns. Eles ocorrem em cerca de 20 por cento das gestações. Mas não deixe de conversar com seu médico. 

O sangramento de escape é normal na gravidez? 

Esse tipo de sangramento vaginal é parecido com uma menstruação, porém mais leve. Ele varia em coloração do vermelho ao marrom -- mais ou menos como no comecinho ou no finzinho da menstruação. Embora não seja exatamente "normal", o sangramento leve, durante os três primeiros meses, em especial, é comum e geralmente causado por alguma coisa sem maior importância. 

O que devo fazer se notar um sangramento vaginal? 

Ligue para seu médico imediatamente, mesmo que o sangramento pare. Provavelmente, você precisará ser examinada para descartar complicações e garantir que você e o bebê estão bem. 

O que causa esse tipo de sangramento vaginal? 

Há muitas causas para um leve sangramento vaginal no início da gravidez. Por exemplo, quando o óvulo fertilizado adere à parede do útero, pode haver um sangramento de implantação, que normalmente é leve e dura um ou dois dias. Outra circunstância que pode provocar sangramento é uma infecção vaginal, irritação ou inflamação no colo do útero ou um pólipo cervical (benigno).

Um ultra-som pode detectar a presença de um hematoma intra-uterino, que esteja causando o sangramento. Nesse caso, o médico vai acompanhá-la com mais cuidado e pode receitar repouso.

O sangramento vaginal pode ser sinal de aborto espontâneo ou gravidez ectópica, especialmente se for acompanhado de dor abdominal ou cólica. No terceiro trimestre da gestação, sangramento pode indicar problemas com a placenta ou trabalho de parto prematuro.

Se tiver um sangramento vaginal depois de 37 semanas, o mais provável é que seja sinal de que o colo do útero está começando a afinar ("apagar", no termo técnico), ou até mesmo a se dilatar, e você poderá ter um corrimento de muco com um pouquinho de sangue, algo que assinala que o parto está próximo.

22 de jul de 2011

gonadotrofinas



As gonadotrofinas - hormona folículo-estimulante (FSH) e hormona luteinizante (LH) – desempenham um papel essencial no ciclo natural da mulher. Ambas são secretadas pela hipófise; a FSH estimula o crescimento dos folículos e a produção de estrogénio, a hormona feminina. Os óvulos, que se desenvolvem dentro dos folículos, começam o seu processo de maturação ao mesmo tempo. Ao 14.º dia de um ciclo médio, a hipófise liberta uma determinada quantidade de LH (pico de LH). A LH estimula a fase final do processo de maturação dos óvulos e desencadeia a ovulação – a libertação de um óvulo maduro pelo folículo dominante para a trompa de Falópio.
As gonadotrofinas também são utilizadas em vários tratamentos de fertilidade:
  • indução da ovulação;
  • estimulação ovárica ligeira em combinação com inseminação intra-uterina;
  • estimulação ovárica controlada em combinação com FIV ou ICSI.
O tratamento com gonadotrofinas – administradas por via parentérica (injecção) – é uma forma de estimulação da ovulação mais intensiva do que o tratamento com comprimidos (clomifeno). Os motivos para mudar do clomifeno para as injecções de gonadotrofinas são os seguintes:
  • A ovulação não ocorreu mesmo após a administração da dose máxima de comprimidos de clomifeno;
  • O clomifeno provocou efeitos secundários graves;
  • A mulher não conseguiu engravidar;
  • Falta de qualidade do muco cervical durante a ovulação;
  • A quantidade de hormonas secretadas pela hipófise era insuficiente.
Os riscos associados à estimulação da ovulação com gonadotrofinas são ligeiramente maiores do que os associados ao clomifeno, e incluem um risco acrescido de gravidez múltipla e hiperestimulação dos ovários. Por este motivo, as pacientes são submetidas a um exame rigoroso antes de iniciarem o tratamento com gonadotrofinas. Poderá ser realizada uma laparoscopia ou uma histeroscopia para verificar o estado dos ovários e para detectar eventuais anomalias nas trompas de Falópio e no útero. Por seu lado, o homem realizará um espermograma e outros exames para detectar eventuais problemas hormonais.
  • modo de atuação
  • modo de administração
  • possíveis efeitos secundários
  • resultados

modo de atuação

As gonadotrofinas estimulam directamente a ovulação, pois são as mesmas hormonas – FSH e LH – que, em circunstâncias normais, são responsáveis pela estimulação do crescimento dos folículos e pela estimulação da ovulação. As gonadotrofinas têm de ser administradas por via parentérica (injecção) porque, se fossem administradas por via oral (sob a forma de comprimidos) seriam imediatamente destruídas no intestino. Felizmente, existem métodos que permitem que as mulheres administrem facilmente estas injecções a si próprias.
Tradicionalmente, estas hormonas são extraídas da urina de mulheres pós menopáusicas, que contém elevadas concentrações de FSH e LH. Designando-se, neste caso, por gonadotrofina menopáusica humana (HMG). Para além de FSH, as gonadotrofinas menopáusicas contêm uma pequena quantidade de LH. Este medicamento tem de ser injectado no músculo ou no tecido celular subcutâneo.
Hoje em dia, também é possível produzir gonadotrofinas em laboratório com recurso a técnicas biotecnológicas (ADN recombinante). Através deste método, uma “fábrica” constituída por células é capaz de produzir FSH humana altamente purificada. (Dado que a administração de LH raramente é necessária, a maioria das mulheres necessita apenas de FSH purificada.)
A FSH recombinante é mais pura do que os produtos extraídos da urina, mas como o seu método de produção é complexo, é um pouco mais cara. Uma outra vantagem da FSH recombinante reside no facto de poder ser administrada através de um sistema hipodérmico altamente eficiente e de fácil utilização para o paciente, que permite a injecção do fármaco por via subcutânea. Trata-se de uma espécie de caneta de insulina, com a qual a paciente pode ajustar a dose libertada de acordo com as suas necessidades.


modo de administração
O tratamento com gonadotrofinas é mais complicado do que com comprimidos. As gonadotrofinas são administradas através de injecções hipodérmicas (subcutâneas) ou intramusculares (nos músculos). Geralmente, uma enfermeira da clínica dará instruções precisas à pessoa que irá administrar as injecções. Actualmente, existem métodos de administração cada vez mais simples e menos dolorosos, que permitem que seja a própria mulher a administrar as injecções. É o caso das canetas semelhantes às de insulina, que podem ser carregadas com cartuchos especiais e que permitem a regulação da quantidade exacta a injectar.
A mulher tem de administrar a injecção pelo menos uma vez por dia durante o período de uma a duas semanas. (Esta é uma das diferenças em relação ao tratamento com comprimidos, que têm de ser tomados durante cinco dias consecutivos em cada ciclo.) A duração do tratamento com gonadotrofinas varia de mulher para mulher e depende da rapidez de maturação dos folículos. Em certos casos, a mulher terá de visitar o seu médico com alguma regularidade. A formação de folículos nos ovários é cuidadosamente acompanhada através de ecografias e, por vezes, de análises ao sangue. Se os ovários não estiverem a reagir ao tratamento, o médico poderá aumentar a dose.
Quando a mulher está a realizar um tratamento para estimulação da ovulação, o casal poderá ser aconselhado a ter relações sexuais no dia da subsequente injecção de HCG (utilizada para estimular efectivamente a ovulação) e uma vez por dia durante os dois dias seguintes. (Mais adiante são fornecidas instruções específicas para a FIV e para a IIU.)
Se, após três a seis ciclos, o tratamento ainda não tiver produzido resultados, o passo seguinte será o recurso a técnicas de procriação medicamente assistida, tais como IIU ou FIV com ICSI.


possíveis efeitos secundários
É importante distinguir entre os efeitos secundários do fármaco e os riscos associados ao tratamento no âmbito do qual são administrados.
Potenciais efeitos secundários das gonadotrofinas:
  • Edema (inchaço) mamário; 
  • Erupção cutânea no local da injecção;
  • Alterações de humor;
  • Dor abdominal (na região do estômago) sensação de inchaço devido a hiperestimulação (síndroma de hiperestimulação do ovário).
Potenciais efeitos secundários do tratamento:
  • Risco acrescido de gravidez múltipla (uma dose adequada e consultas de acompanhamento permitem reduzir significativamente este risco).
  • Risco acrescido de gravidez ectópica (em que a gravidez ocorre fora do útero, normalmente numa das trompas de Falópio).
 Resultado
As gonadotrofinas podem aumentar as taxas de gravidez de tal forma que estas são ainda superiores às taxas de gravidez de casais com uma fertilidade normal. A probabilidade de gravidez depende, entre outros factores, do tipo de tratamento realizado.

21 de jul de 2011

Perguntas sobre Ovulação


1. Quando começo a ovular? Existem sintomas físicos que demonstrem que estou ovulando?
O ciclo menstrual de uma mulher começa no primeiro dia em que ela menstrua e vai até o último dia antes da próxima menstruação. "Em mulheres com ciclos regulares de 28 dias, a ovulação ocorre entre o 11º e 15º dia antes de cada menstruação", afirma Márcio. A conta é simples! Se o seu ciclo for de 35 dias, você irá ovular no 21º dia do ciclo (35 menos 14). Se for de 21 dias, será no 7º dia do ciclo (21 menos 14) e assim por diante.
Além de recorrer à calculadora, você poderá ficar atenta a algumas transformações no seu corpo durante esse período. "É comum durante a ovulação as mulheres se queixarem de uma dor abdominal, semelhante à cólica, provocada pela distensão do folículo na hora de eliminar o óvulo. Nessa fase, ela também produz e elimina um muco vaginal transparente, com aspecto de clara de ovo. E após o período ovulatório se nota um aumento de temperatura de 0,5º em virtude da produção de progesterona pelo folículo", explica Márcio.
Algumas mulheres também relatam maior sensibilidade aos odores e desejo sexual nos dias que antecedem a ovulação. Pesquisas recentes da Universidade Estadual de Nova York apontam, ainda, que durante a ovulação a mulher fica com a voz mais sexy. Mas não confie muito nessas transformações. Os especialistas alertam que nem sempre elas são sentidas por todas as mulheres.

2. Minha menstruação é irregular. Existem testes e métodos mais precisos para determinar a ovulação?
Hoje em dia já existem métodos mais fiéis para saber o dia exato da ovulação do que observar a temperatura e o aspecto do muco vaginal. Dentre eles está a ecografia, equipamentos que medem o aumento do hormônio LH na urina e a progesterona no sangue. "Mas a técnica mais precisa atualmente é a ultrassonografia transvaginal. Através dela é possível ver o folículo crescendo e se rompendo", esclarece Márcio. Existem ainda os testes de farmácia. "Eles funcionam como os de gravidez, mas os tracinhos indicam o pico de produção do LH que antecede a ovulação". Quando o teste der positivo e o casal estiver querendo engravidar, ele deve ter relações nesse mesmo dia ou no dia seguinte, já que a ovulação, nesse teste, é prevista com uma antecipação máxima de dois dias. Mas a ginecologista Nilka Donadio adverte: "Eles não são totalmente precisos"!

3. Quantos dias após a ovulação é meu período fértil? Por que nessa fase a probabilidade de gravidez é maior?
Segundo o Dr. Márcio, o período fértil começa um dia antes da ovulação e dura até quatro dias depois. "Se durante o período fértil a mulher tiver relação sexual com um homem, a probabilidade de gravidez é de 15 a 18% ao mês. Se o casal mantiver relações sem proteção, as chances aumentam para 90% ao ano", afirma o especialista.

4. Se eu ficar sem sexo durante os dias que estou ovulando, eu não engravido?
A idéia de se abster de relações sexuais nos dias férteis é muito usada no método tabelinha, no entanto as chances de erro são grandes. "Só é eficaz se houver certeza dos dias férteis. Como é difícil precisá-los, esse é um método falho", explica Márcio. E Nilka explica os motivos. "O ciclo da mulher pode apresentar alterações em função de medicamentos, ansiedade, viagens e, por isso, o período fértil pode se alterar". O melhor então é se abster de relações durante toda a ovulação, certo? Errado. "Os espermatozóides ficam viáveis por uma média de dois dias no trato genital da mulher. Ou seja, se a mulher tiver relação sexual hoje, mas só ovular depois de amanhã, mesmo assim existe risco de gravidez, e se ela ovular hoje e só tiver relação daqui a dois ou três dias também pode engravidar".

5. O que é o método de ovulação Billings? Ele é eficaz?
O método Billings é uma forma natural de planejamento familiar, muito incentivada pela Igreja Católica, na qual a mulher previne a gravidez através da observação de seu muco vaginal. Quando ele começa a ficar aquoso e semelhante à clara de ovo, a mulher está em seu período fértil. Por isso, recomenda-se que ela não tenha relações sexuais quatro dias antes e quatro dias depois desse dia. No entanto, as possibilidades de falha são grandes. E não há proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

6. Após parar de tomar a pílula, quanto tempo levo para engravidar?
De acordo com os especialistas, não há relação direta entre o fim da pílula e a gravidez. "Existem mulheres que engravidam na primeira tentativa pós-pílula e, nesses casos, a chance de gravidez de gêmeos é maior", revela Márcio. No entanto, segundo Nilka, as mulheres que usam anticoncepcional injetável trimestral podem demorar até seis meses para voltarem a menstruar e ovular. E ela esclarece: "É normal um casal sem nenhum problema para engravidar demorar até 18 meses para que isso aconteça".
A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma disfunção que atinge cerca de 10% das mulheres em idade fértil e é caracterizada pela produção de cistos nos ovários que levam à ovulação irregular

7. Quando eu tomo pílula eu não ovulo? Isso traz conseqüências para mim?
Grande parte dos anticoncepcionais à base de hormônios inibem a ovulação. É o caso das pílulas anticoncepcionais, adesivos e injeção que reproduzem os níveis hormonais do ciclo menstrual. Porém, não há nenhum malefício no uso prolongado dos mesmos. "Ficar sem ovular por causa da pílula não traz nenhum problema. Trata-se de um método transitório. Quando a mulher deixa de tomar a pílula, ela volta a ovular. Só havia conseqüências no passado, quando a pílula possuía altíssima dosagem hormonal e se recomendava que as mulheres dessem um intervalo em seu uso. Hoje, esses intervalos não são mais necessários", argumenta Márcio.

8. Existe hiperovulação? Quais as implicações?
"Ainda que não seja comum, a hiperovulação pode ocorrer nos extremos da vida reprodutiva, isto é, no início da adolescência e depois dos 40 anos, em virtude uma produção excessiva de hormônio FSH", explica Márcio. A única implicação é que o fenômeno aumenta a incidência de gravidez de gêmeos. No entanto, alguns medicamentos desencadeiam a hiperovulação e, nesses casos, ela pode ser perigosa. "Alguns remédios para engravidar podem provocar o desenvolvimento de vários óvulos no ovário causando problemas graves. Por exemplo, a síndrome de hiperestímulo ovariano, que provoca ascite, trombose entre outros", afirma Nilka. Mas isso só ocorre se as medicações forem tomadas em doses excessivas e sem controle de ultra-som.

9. Tenho ovário policístico. Não tenho ovulação? Como faço para engravidar?
A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma disfunção que atinge cerca de 10% das mulheres em idade fértil e é caracterizada pela produção de cistos nos ovários que levam à ovulação irregular. Nestes casos, geralmente o intervalo de uma menstruação e outra pode variar de 45 dias a três meses, ou ocorrer a ausência da mesma, dificultando a gravidez. São sintomas da disfunção: aumento de pêlos no rosto, seios e abdômen, e sobrepeso. "Nesses casos, o melhor a fazer para emagrecer é praticar atividade aeróbica. Se ainda sim a mulher não voltar a menstruar, será preciso a administração de remédios", explica Márcio. Mas, antes de se desesperar com o prognóstico, Nilka alerta: "Algumas mulheres tem ovários policísticos ao ultra-som, mas não têm a síndrome. Elas ovulam normalmente".
Vale lembrar que os exercícios em excesso prejudicam a ovulação. "A gordura seca tanto que não permite que o ovário tenha o substrato necessário para produzir o estrogênio. Assim, a mulher deixa de ovular/menstruar e perde também os formatos feminino - seios, bumbum, curvas", adverte Márcio. Entretanto, o processo é transitório e a mulher volta a ovular quando diminui a intensidade dos exercícios.

10. Existem métodos de indução da ovulação?
Nem tudo está perdido quando a mulher não ovula e deseja engravidar. Além de comprimidos de citrato de clomifeno, bem comuns, já existem alternativas mais modernas para realizar o sonho de muitos casais em serem pais. "As gonadotrofinas, em comprimidos ou injeção, estimulam a ovulação, mas sua administração deve ser acompanhada pelo ultra-som para evitar casos como gravidez de sêxtuplos", diz Márcio. Ele garante que se a dificuldade em engravidar for apenas devido à falta de ovulação, em alguns ciclos o problema estará resolvido.

20 de jul de 2011

Betahcg Quantitativo ou Qualitativo? oh dúvida cruel*

A tabela hCG mostra a evolução do hCG no sangue a partir do momento que ocorre a implantação. Tenha em mente que cada laboratório pode ter seus próprios valores de referência e você sempre deve consultar a tabela do laboratório. A tabela abaixo é a mais comumente achada.
Quantitativo Esse exame demora quase 12hs pra ficar pronto.((Vê de quantas semanas está))
Gonadotrofina coriônica - Beta HCG
Semanas Valores (mUI/mL)
1 semana 5 a 50 mUI/mL
1 a 2 semanas 50 a 100
2 a 3 semanas 100 a 5000
3 a 4 semanas 500 a 10.000
4 a 5 semanas 1000 a 50.000
5 a 6 semanas 10.000 a 100.000
6 a 8 semanas 15.000 a 200.000
2 a 3 meses 10.000 a 100.000

Qualitativo Esse demora 1 hora para o resultado.((Taxa de HCG no sangue))
Análise do Resultado
Resultado (mUI/mL)
Situação Até 4.9 (mUI/ ml) Negativo
10 a 100 (mUI/ ml) Indeterminado
Acima de 100 (mUI/ ml) Positivo
Mulheres após a menopausa menos de 9.5

19 de jul de 2011

Carência ou falta de Progesterona

A progesterona é um hormônio fundamental para a gravidez, pois ela é a responsável por manter a gestação.
A Progesterona aumenta o endométrio, oferece nutrição para o nenê e inibe a contração uterina. Percebe a importância? Um bom indicador de que tudo está bem com a Progesterona é a menstruação. Se você está menstruando normalmente sem o uso do anti-concepcional, é porque certamente está produzindo todos os hormônios adequadamente.
A progesterona é produzida principalmente no ovário. No processo da ovulação, o óvulo se encontra dentro de uma pequena bolinha líquida chamada folículo. É justamente este folículo que produz o estrógeno, hormônio feminino básico. Após a liberação do óvulo, o folículo se transforma em corpo amarelo e começa a produzir a progesterona. Ela é que prepara a mulher para a amamentação e o aleitamento. A realidade é que o ciclo menstrual prepara a mulher para a gravidez todos os meses.
O estrogênio é o hormônio básico da mulher. Sua produção começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa. É justamente a falta de estrogênio causa as ondas de calor na maioria das mulheres.
Voltando à Progesterona, ela é produzida pelo corpo lúteo do ovário, até cerca de 20 semanas de gestação, para depois ser sintetizada pela placenta. Muitas mulheres inférteis, com falhas de implantação e com aborto recorrente apresentam baixos níveis de progesterona no sangue.
Nesses casos, é indicada uma suplementação de progesterona na fase inicial da gravidez. A progesterona age não só na receptividade endometrial, mas também a resposta imunológica materna, devendo a suplementação permanecer até por volta da 16ª semana, alguns médicos recomendam somente até a 10ª semana.
Se você tiver mais dúvidas, converse com seu médico. Grávidas com mais de 35 anos sofrem aborto em 35% das gestações, consideradas em gravidez de risco por às vezes devido à má formação do feto que pode ser motivada pela carência de progesterona no organismo feminino nesta fase da vida.
De qualquer maneira, o médico pode fazer uso da progesterona em forma de comprimido para compensar o deficit ovariano e diminuir o risco de aborto.
Perguntas frequentes:
O que é Progesterona?
Progesterona é um dos hormônios produzidos pelo ovário desde a puberdade, e pela placente durante a gravidez
Como a Progesterona é produzida?
No processo da ovulação,(se você não lembra mais ou ainda não leu a nossa aulinha sobre o ciclo menstrual ainda está em tempo, aqui do lado esquerdo tem nosso índice! ) o óvulo, , se encontra dentro de uma pequena bolsinha chamado folículo. Após a liberação do óvulo este folículo se transforma no chamado corpo lúteo, e aí começa a produzir a progesterona.
Qual a função da Progesterona?
Simplificando, a Progesterona prepara o corpo e o emocional da mulher para a gravidez... Ele prepara o interior do útero para receber o ovo fecundado, espessando-o e aumentando a circulação sanguínea e iniciar a gestação... É responsavel pela preparação das mamas para a produção de leite... E por inibir as contrações do útero impedindo a expulsão do embrião que se está implantando ou do feto já em desenvolvimento (aborto)...
E se eu não engravidar o que ocorre com a Progesterona?
Se o óvulo em determinado ciclo não for fecundado, o corpo lúteo que começou a secretar a progesterona desaparece, fazendo com que os níveis do hormônio diminuam rapidamente, provocando a descamação do revestimento interno do útero que começou a ser preparado: é a menstruação...
Valores de Referência
Valores de Referência (ng/ml)*
Homens................ 0,22 a 0,94
Mulheres: Fase Folicular .... 0,22 a 0,56
Meio do Ciclo ..... 0,40 a 1,30
Fase Lutea ........ 3,64 a 18,10
Os valores de referência podem variar conforme o laboratório que foi realizado o exame, portanto siga os valores de referência do seu exame!
Bom, agora que já temos essas informações vamos as alterações que podem ocorrer na concentração desse hormônio...
O que pode estar ocorrendo se minha progesterona estiver diminuída?
Quando a progesterona está baixa no organismo as mulheres podem estar apresentando:
- Anovulação: quando a mulher não ovula o corpo lúteo não exite e a progesterona não é produzida (é importante pesquisar o motivo de não estar ovulando!)
- Retenção hídrica, enxaqueca, irritabilidade
- Disturbios menstruais: menstruar fora do tempo certo no ciclo
- Abortamento
Quando a Progesterona está baixa normalmente o Duphaston ou outro medicamento a base de progesterona é indicado no tratamento... Vamos falar do Duphaston que é o mais comum...
Duphaston
** Informações retiradas do Bulário Eletrônico da Anvisa **
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
DUPHASTON é um progestagênio oralmente ativo com mecanismo de ação muito similar ao da progesterona normalmente encontrada em seu organismo, que é um hormônio produzido pelos ovários.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
DUPHASTON é indicado nos casos em que há deficiência de progesterona e como complementar na terapia hormonal na menopausa.
Tratamento de deficiências de progesterona, tais como:
  • tratamento da dismenorréia
  • tratamento da endometriose
  • tratamento da amenorréia secundária
  • tratamento de ciclos irregulares
  • tratamento da síndrome pré-menstrual
  • tratamento de aborto habitual ou ameaça de aborto, associados com deficiência de progesterona comprovada
  • tratamento de infertilidade devido a insuficiência lútea.
ATENÇÃO !!
A progesterona baixa não é a causa da falta de ovulação!!
A falta de ovulação é que causa a diminuição da mesma !!
A medicação para aumentar os valores da progesterona tem a função de regular o ciclo mestrual das mulheres que apresentam sangramentos fora do período correto; auxiliar a preparação do corpo feminino para a gravidez, ajudando o embrião a fixar-se no útero e evitar o aborto...
NUNCA TOME MEDICAÇÃO POR CONTA PRÓPRIA!! SIGA SEMPRE AS INDICAÇÕES DE SEU MÉDICO!!