14 de jul de 2011

Hiperandrogenismo feminino

Amenorreia, hirsutismo, alopecia, aumento de oleosidade de pele são alguns dos sintomas.



A primeira inquietação dos pacientes é perceber a razão pela qual ocorrem estas alterações, se será por características pessoais ou se significa alguma alteração patológica.
De facto é devido a um excesso de hormonas masculinas ou à exacerbação da acção desta denominada por "hiperandrogenismo feminino".
São muitas as causas de hiperandrogenismo feminino, sendo a mais comum a síndrome dos ovários policísticos – SOP (75% dos casos), descrita em 1935 por Stein e Leventhal.
Manifesta-se clinicamente por amenorreia (irregularidade menstrual), hirsutismo (excesso de pêlos ou distribuição com carácter masculino), alopecia (queda de cabelos), aumento de oleosidade de pele ou obesidade abdominal.
Devem ser descartadas outras causas de origem ovariana (hipertecose, virilização da gravidez (luteoma), tumores de ovário secretores de hormonas masculinas), alterações na glândula supra renal (Cushing, tumores ou congénitas), causas familiares, hiperprolactinemia, feminização testicular incompleta, estado pós-menopausa, efeito colateral de alguma medicação como fenitoína, minixidil, ciclosporina, danazol, androgênicos, diazóxido.
A SOP apresenta-se como um grupo heterogéneo de desordens, onde as manifestações clínicas variam desde nenhuma até todos os componentes de síndrome.
O diagnóstico é feito com base na história, através da observação física e exames laboratoriais.
É importante realçar que depois de todos os exames, se houver suspeita clínica, não se pode descartar a SOP.
Para solucionar estes casos, o tratamento recomendado é personalizado a cada paciente, basicamente consiste na correcção hormonal através de medicamentos, tais como: Ciproterona, Espironolactona, Flutamida, estrógenos associados a progesterona, cetocozanol, prednisona.
Pode ainda ser associado, nos casos de resistência insulínica: Mudanças nos hábitos de vida, correcção de peso e uso de Metiformina.

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