18 de out de 2011

Gravidez passo a passo




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Seu ciclo menstrual


A menstruação é uma descamação do endométrio (membrana que reveste a cavidade do útero, em vermelho na figura), acompanhada de saída de sangue. Isto ocorre porque os ovários reduzem muito a secreção de hormônios, e estes, por vários mecanismos, reduzem o estímulo ao endométrio, cujas células morrem e descamam. O primeiro dia do ciclo menstrual é o dia em que a menstruação se inicia.




Enquanto o endométrio descama, o hormônio FSH (folículo estimulante) começa a ser secretado em maior quantidade pela hipófise (glândula situada no cérebro), fazendo com que se desenvolvam os foliculos ovarianos (bolsas de líquido que contém os óvulos ou oócitos). Perto do 7º dia do ciclo, o FSH começa a diminuir e, com a falta desse hormônio, alguns folículos param de crescer e morrem. Por isso, em cada ciclo menstrual, de todos aqueles folículos que começam a crescer, apenas um se desenvolve e vai ovular.

Durante seu crescimento, o folículo ovariano produz quantidades de estradiol, hormônio feminino, cada vez maiores. Esse hormônio produz aumento da espessura do endométrio, preparando-o para receber o embrião. Também favorece a secreção do muco cervical ("clara de ôvo"), que às vezes flui pela vagina.


Quando a quantidade de estradiol atinge seu máximo, é estimulada a liberação de grande quantidade de hormônio luteinizante (LH) pela hipófise. Algumas horas após, ocorre a ovulação. Como o LH é secretado pelos rins e sai na urina, sua medida na urina pode ser útil para determinar a proximidade da ovulação.


 
.Após a ovulação, o folículo se transforma numa estrutura chamada corpo lúteo, e passa a fabricar, além do estradiol, o hormônio progesterona, que prepara do endométrio para a implantação do embrião. Se a concentração deste hormônio no sangue for baixa, o endométrio pode ser não receptivo ao embrião e não ocorre gravidez.. Ainda não se conhece com toda a precisão o dia da implantação do embrião: parece acontecer de cinco a dez dias após a ovulação. Se não ocorre implantação, a progesterona e o estradiol param de ser fabricados pelo corpo lúteo, seu nível diminue no sangue e se inicia outra menstruação.

Estou ovulando?


Algumas formas de conhecer o intervalo de dias dentro do qual acontece a ovulação estão descritos abaixo. A precisão e simplicidade de cada um varia, não existindo uma forma de determinar a ovulação com precisão absoluta. A ovulação acontece cerca de 14 dias antes da próxima menstruação. Assim, se os ciclos menstruais tiverem sempre mesma duração (o que é difícil), então será possível prever aproximadamente um período em que a ovulação possa ocorrer.
  • dor no baixo abdomen: dentre as muitas causas de dor, uma delas é a ovulação, especialmente se a dor acontecer mais ou menos 14 dias antes da próxima menstruação.
  • secreção de muco cervical: é a saída, pela vagina, de uma secreção que parece com clara de ovo. Isto acontece, aproximadamente, entre um dia antes até um dia depois da ovulação.
  • temperatura do corpo: perto da ovulação, a temperatura do corpo aumenta em até meio grau centígrado. É preciso, então, tirar a temperatura todos os dias (de preferência antes de levantar-se, pela manhã, colocando o termômetro sob a língua), para saber o dia do aumento. Este aumento pode acontecer, aproximadamente, de dois dias antes até dois dias depois da ovulação.
  • testes de hormônios: existem testes desenvolvidos para detectar, na urina, o aumento do hormônio LH, que precede de mais ou menos um dia a ovulação.

Hormônios mais Importantes para engravidar


FSH - Abreviatura inglesa de hormônio folículo-estimulante. Atua nos folículos ovarianos, promovendo seu crescimento e proporcionando um meio adequado ao desenvolvimento dos óvulos (oócitos). A dosagem de FSH no sangue, feita entre o primeiro e o quinto dia do ciclo menstrual, tem relação com a quantidade de folículos (e também de óvulos) que existem nos ovários: quando esta quantidade é pequena, o valor de FSH é alto. Desta forma, para a reprodução, é melhor que o FSH tenha concentração plasmática baixa. A concentração de FSH no sangue tende a aumentar com a idade, sendo muito alta na menopausa.

LH - Abreviatura inglesa de hormônio luteinizante. Este hormônio, também produzido na hipófise, como o FSH, atua principalmente na iniciação do mecanismo de ovulação. Quando o LH aumenta no sangue (o que ocorre aproximadamente no meio do ciclo menstrual, perto do 14º dia), o folículo se rompe e libera o óvulo, que pode ser capturado pela tuba (trompa). Se a concentração de LH no sangue for muito alta, pode ocorrer dificuldade de crescimento dos folículos e maturação dos óvulos, levando a infertilidade por falha na ovulação.

E2 - Abreviatura de estradiol, hormônio produzido pelos folículos ovarianos e que determina as características sexuais femininas. Quando o FSH induz o crescimento dos folículos, estes produzem quantidades cada vez maiores de estradiol. Quando existem poucos folículos ou seu funcionamento não é adequado, a quantidade de estradiol no sangue se torna baixa, o que acarreta uma redução das características sexuais femininas. Isto ocorre na menopausa, e pode ser tratado através da reposição hormonal com estradiol.

PROLACTINA - é secretada pela hipófise (como o FSH e o LH) e tem papel importante durante a lactação. Algumas vezes, sua concentração no sangue aumenta muito, o que acaba por produzir alterações na secreção de FSH e LH, prejudicando o crescimento dos foliculos e trazendo a infertilidade como consequencia. Frequentemente tumores da hipófise aumentam a prolactina no sangue, o que também ocorre quando existem alterações na secreção de hormônios da tireóide.

HORMÔNIO ANTI-MÜLLERIANO - produzido pelos ovários, é indicador indireto do potencial dos folículos ovarianos.

PROGESTERONA - produzida pelo folículo ovariano após a ovulação (chamado, então, de corpo lúteo), prepara o endométrio uterino para a implantação do embrião.

14 de out de 2011

Infertilidade na mulher: os exames a fazer


Sonohisterografia, histerossalpingografia e sonohisterossalpingografia são alguns dos exames a que é preciso de se submeter. Além disso existem as ecografias 3D e 4D.
  • A sonohisterografia é um exame ecográfico que permite o estudo preciso e indolor da cavidade uterina através da inserção de um cateter no canal cervical e introdução de soro fisiológico estéril. O exame inteiro leva uma média de 15-20 minutos e é indolor. É realizado nos primeiros dias após a paragem das menstruações.
  • A histerossalpingografia é um método de contraste que consiste na opacificação da cavidade uterina e trompas de Falópio através da introdução de um meio de contraste iodado e radiopaco. Permite o diagnóstico de malformações uterinas, pólipos, evidencia sinéquias e fibromas e verifica a permeabilidade tubárica.
  • sonohisterossalpingografia é um método de contraste ecográfico que não requer a utilização de um meio de contraste radiopaco nem raios-x sucessivos. Introduz um cateter fino no canal cervical e enche-se um balão na extremidade, para o manter no sítio: através desse cateter é injectado no útero uma pequena quantidade de soro fisiológico. Através de uma sonda de ultra-sonografia transvaginal observa-se se há saída de fluido das tubas. Além da permeabilidade tubárica, é possível avaliar a presença de pólipos, miomas e patologias endocavitárias do útero.
  • Ecografia 3D e 4D, obtém-se uma imagem tridimensional extremamente precisa e muito semelhante à das estruturas anatómicas que se esta a visualizar. Estes dois métodos permitem a avaliação e medição de malformações da cavidade uterina.
  • A histeroscopia permite examinar a cavidade uterina através da passagem de um pequeno instrumento de fibra óptica (histeroscópio) através do canal cervical até visualizar toda a cavidade. É o teste mais fiável para a avaliação de patologias endocavitárias como miomas, pólipos, septos completos e sub-septo.
  • A laparoscopia é a inspecção visual da anatomia da tuba uterina e sua posição em relação ao ovário, evidenciando também as aderências e alterações morfo-funcionais da cavidade peritoneal. Efectua-se mediante a inserção de uma sonda óptica na cavidade peritoneal através de uma pequena incisão na parede abdominal. Inspeccionados os órgãos reprodutivos é injectado líquido de contraste através do canal cervical para visualizar a passagem através do tubo.
    Este método requer anestesia geral e internamento por um par de dias.