25/05/2011

O que é hidrossalpinge?


Hidrossalpinge e Infertilidade!
Hidrossalpinge é a presença de líquido na tuba de Falópio, obstruída devido à infecção, endometriose ou cirurgia prévia. Frequentemente se estabelece após um episódio de doença inflamatória pélvica. Nesta condição, bactérias ascendem da vagina em direção ao útero e tubas, desencadeando um processo infeccioso. O diagnóstico de hidrossalpinge é feito mais precisamente através da ultrassonografia transvaginal, que mostra tubas dilatadas com líquido em seu interior , ou através da laparoscopia.
Hoje, sabe-se que estas tubas dilatadas, além de dificultar que a mulher engravide espontaneamente, também reduzem as taxas de gestação quando a mesma é submetida à fertilização in vitro. O mecanismo exato através do qual a hidrossalpinge interfere com as taxas de gestação não é bem conhecido, mas acredita-se que três fatores estejam envolvidos. Primeiro, o líquido da tuba em contato com a cavidade uterina deslocaria o embrião, dificultando sua implantação. Segundo, este líquido liberaria várias substâncias tóxicas ao embrião, dificultando o seu desenvolvimento e , por último, interferindo com a receptividade endometrial.
Desta forma, a conduta mais recomendada hoje é a de que mulheres que apresentam hidrossalpinge com mais de 3cm, ou visíveis ao ultrassom, considerem a possibilidade de remover cirurgicamente esta tuba dilatada antes de se submeterem a procedimentos de fertilização in vitro, a fim de aumentar as taxas de implantação e gestação.


Falando Sobre a Infertilidade


A infertilidade pode ser definida como a ausência de gravidez após um ano de relações sexuais regulares, sem o uso de qualquer método contraceptivo, por exemplo, pílula anticoncepcional, preservativo, DIU (dispositivo intra-uterino) dentre outros. Hoje em dia os casais inférteis representam 10% a 15% de todos os casais. Vários fatores característicos do mundo moderno estão contribuindo para o aumento dos índices de infertilidade, dentre eles, alimentação não-balanceada (alto teor de gorduras, conservantes, corantes artificiais etc.), vida sedentária (especialmente a falta de exercício físico), estresse e principalmente, a tendência da mulher em adiar a maternidade, devido ao seu papel no mercado de trabalho, optando pela gestação após os 30 ou 35 anos. Relatos da literatura demonstram uma discreta queda da fecundidade (taxa de gestação por ciclo de tratamento) após os 30 anos, porém acentuada após os 35 anos. Conseqüentemente, tem sido observada uma maior procura por tratamentos utilizando técnicas de reprodução assistida. A reprodução assistida constitui-se de um conjunto de técnicas que tem como objetivo viabilizar a gestação em mulheres com dificuldades de engravidar. Podem ser divididas em dois grandes grupos: as técnicas de inseminação artificial (a fecundação ocorre no organismo da mãe) e as técnicas de fertilização in vitro (FIV) e suas variantes. A aplicação dos diferentes tipos de terapia depende da causa da infertilidade. 


Para um diagnóstico claro e consistente, a análise da história sexual do casal é fundamental. Fatores como frequência e duração da relação sexual devem ser avaliados, bem como a utilização de lubrificantes, já que estes possuem um efeito negativo na qualidade do sêmen. 
Após a obtenção da história sexual, o casal é encaminhado para avaliação da história clínica, exames clínicos e testes diagnósticos apropriados, que incluem investigação genética. A infertilidade pode ser classificada como primária, quando o casal nunca engravidou antes, ou secundária, quando o casal já teve gestação anterior.

Principais causas da infertilidade
É possível dividir as causas da infertilidade em quatro principais categorias: a) fator feminino, b) fator masculino, c) combinação dos dois fatores, d) infertilidade sem causa aparente (inexplicada). A porcentagem exata para cada categoria é difícil de ser obtida devido ao grande número de variáveis, entretanto, relata-se que aproximadamente 35% das causas são femininas, 30% são masculinas e 20% dos casais apresentam causas conjuntas, tanto do homem como da mulher. Em 15% dos casos, a definição da etiologia não é conclusiva, sendo denominada infertilidade sem causa aparente (ISCA).

Fator feminino
As causas femininas de infertilidade estão relacionadas a quatro fatores: cervical, ovariano, uterino e tuboperitonial. O fator cervical pode ser avaliado pelo teste pós-coito (TPC), que consiste na coleta do muco cervical e da secreção vaginal, com quatro a doze horas 
após uma relação sexual. As causas ovulatórias resultam de alterações hormonais que impedem ou dificultam o crescimento e a liberação do óvulo, como por exemplo, na Síndrome do Ovário Policístico. Uma em cada cinco mulheres apresenta sinais ou sintomas dessa doença e os critérios para o diagnóstico incluem a presença de ovário policístico ao ultrassom, ovulação deficiente e/ou sinais de hiperandrogenismo. O fator uterino é decorrente de alterações anatômicas como malformações, tumores e aderências, que alteram a cavidade uterina. No endométrio, podem ocorrer alterações infecciosas, além de pólipos, que dificultam a implantação do embrião. O fator tuboperitoneal inclui as alterações anatômicas causadas pela endometriose (quando o tecido endometrial implanta-se fora da cavidade uterina) e os processos inflamatórios secundários a infecções por agentes como gonococos, clamydia e outros. Em menor frequência, pode ser relacionado a lesões causadas por cirurgias pélvicas. A forma avançada da endometriose pode provocar 
obstrução na tuba uterina, impedindo o óvulo de chegar ao espermatozóide. 

Fator masculino
As causas principais de infertilidade masculina são a varicocele, falência testicular primária, as infecções seminais, as obstruções de epidídimo ou do canal deferente e as alterações hormonais. São decorrentes principalmente da diminuição do número (oligozoospermia) e da mobilidade dos espermatozóides (astenozoospermia), ou até mesmo de sua ausência (azoospermia) ou morfologia anormal (teratozoospermia). A frequência dessas alterações tem aumentado significativamente nas últimas duas décadas, provavelmente associada a fatores ambientais, como stress, hábitos alimentares, poluição, hábito de fumar, uso de drogas, entre outros.


Infertilidade sem causa aparente 
Este diagnóstico é sugerido quando os ciclos menstruais são ovulatórios, as tubas uterinas têm função adequada e o espermograma (exame para análise do número, morfologia e viabilidade do espermatozóide) é normal. 

Aspectos Genéticos da Infertilidade
As alterações cromossômicas numéricas ou estruturais são importantes causas de infertilidade e podem ser responsáveis por anomalias congênitas em recém nascidos. Além disso, estas alterações estão presentes em mais de 50% dos abortos espontâneos do primeiro trimestre. Paralelamente, a infertilidade pode estar associada a diferentes síndromes genéticas, como consequência de mutações em genes relacionados ao desenvolvimento e funções reprodutivas. 


Estima-se que 5,8% dos homens inférteis apresentam alguma alteração genética. Algumas das anormalidades genéticas associadas com a infertilidade masculina, são: 
•  Anormalidades cromossômicas: 92% são aberrações dos cromossomos sexuais, como por exemplo, a Síndrome de Klinefelter (pacientes azoospérmicos, com cariótipo 47, XXY e suas variantes), indivíduos 47, XYY (apresentam espermatogênese anormal).
•  Deleções no cromossomo Y: no braço longo do cromossomo Y, um complexo de genes chamado de fator de azoospermia (AZF) é responsável pela espermatogênese normal. Algumas deleções nesta região resultam em azoospermia ou oligospermia severa.
•  Fibrose Cística (CF): é uma doença autossômica recessiva, causada por mutações no gene regulador da passagem de cloro e sódio pelas membranas celulares, levando a uma obstrução dos vasos relacionados à ejaculação. 

Tratamento
O tratamento para estes casais deve ser progressivo e depende do fator responsável pela infertilidade. Procedimentos de baixo custo e pouco invasivos são os primeiros, como por exemplo, o coito programado, indução da ovulação, inseminação intrauterina. Caso não ocorra gestação, os tratamentos tornam-se mais sofisticados, caros e invasivos. A grande maioria dos centros de reprodução assistida está relacionada a instituições privadas, com custos elevados e inacessíveis para a população. No estado de SP existem poucos serviços gratuitos para esse tipo de tratamento, com longas filas de espera. Infelizmente, no Brasil, há uma enorme desproporção entre o número de casais inférteis e os que realizam tratamento por meio de reprodução assistida.Os tratamentos mais indicados incluem:


coito programado: relações sexuais nos dias de ovulação, que é controlada por medicação e ultrassom; b) inseminação intrauterina, também conhecida como inseminação artificial: 
após o preparo do sêmen, este é introduzido no útero da mulher em consultório; 


fertilização in vitro, também conhecida como bebê de proveta: o espermatozóide fecunda o óvulo em laboratório e após a formação do embrião, este é transferido para o útero materno; 


ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóides) que consiste em injetar um espermatozóide diretamente no interior do óvulo; e) tratamento cirúrgico, caso seja necessário, para endometriose, obstrução tubária, obstrução dos ductos ejaculatórios.


Possibilidades de Sucesso
As probabilidades de obter uma gravidez reduzem de maneira expressiva se o tempo da infertilidade for superior a três anos. O sucesso de gravidez para casais que se submetem a técnicas de reprodução assistida é variável. Os índices de sucesso dependem da idade da mulher, do fator responsável pela infertilidade, da resposta da paciente a estimulação hormonal e da técnica de reprodução utilizada. Para o homem, o tratamento das alterações 
seminais e das causas obstrutivas pode alcançar altas taxas de sucesso, devido à aplicação dessas técnicas.


Para a inseminação artificial, a taxa é de aproximadamente 20 % podendo chegar a até 80 % depois de várias tentativas, quando o casal não apresenta outras causas de infertilidade. Quando o casal opta pela fertilização in vitro ou ICSI, a taxa de sucesso aumenta até 
25% e 56% respectivamente a cada tentativa. Em média, a taxa de sucesso (que significa nascimento e não gravidez) situa-se entre 30 e 40% nos principais serviços de reprodução assistida. Vale relembrar que apesar dos avanços tecnológicos dos tratamentos, a taxa de sucesso no caso de mulheres acima de 35 anos ainda é bem menor do que em mulheres mais jovens. O tratamento do casal infértil gera expectativas e frustrações, por isso, é necessário que os casais recebam acompanhamento multidisciplinar adequado, incluindo apoio psicológico. Os aspectos sociais também devem ser considerados, uma vez que questões como adoção e o desejo do casal de ser inserido em uma sociedade “normal”, composta por pais e filhos, podem modificar a forma ideal de tratamento.



Causas da Infertilidade


Em mulheres:
  • alterações na ovulação:
  • lesões nas tubas uterinas:
  • endometriose:
  • fator cervical:
  • fator uterino:
  • idade:
  • fatores imunológicos:
  • sem causa aparente:
Em homens:
A infertilidade masculina está presente em 30% dos casais com infertilidade. Esta alta freqüência parece estar crescendo em paralelo com uma possível diminuição no número e função dos espermatozóides em todo o mundo. O espermatozóide é uma célula relativamente frágil e pode ser danificada por várias condições ambientais e hábitos de vida. Aumento na temperatura do organismo resultante de doenças, períodos prolongados em banheiras quentes e roupas apertadas podem alterar a produção e função dos espermatozóides. Exercícios extenuantes repetitivos como correr maratonas, longas distâncias de bicicleta, bem como ganho ou perda exagerada de peso podem também alterar a produção espermática. Drogas, incluindo nicotina e álcool, podem diminuir a fertilidade masculina e devem reduzir ou evitar consumo durante tentativas para engravidar. Exposição à toxinas ambientais, como metais pesados ou outras substâncias químicas também reduz a produção espermática.
  • alterações na produção de espermatozóides:
  • obstruções anatômicas:
  • infecções:
  • disfunções hormonais:
  • varicocele:
  • ejaculação retrógrada:
  • outros fatores:
  • imunológico: 
Em muitos casos, os casais têm mais de uma causa de infertilidade, sendo portanto necessária avaliação completa do casal.
Abortamento
A paciente que apresenta dois ou mais abortamento espontâneos consecutivos, precisa de acompanhamento especial para conseguir engravidar – abortos são comuns, mas não em quantidade excessiva. Nesses casos é recomendado que a mulher consulte um especialista para diagnosticar a causa destas perdas. Existem várias causas, entre elas: malformações uterinas, miomas, insuficiência do colo uterino, insuficiência lútea, causas genéticas, imunológicas, doenças crônicas, infecções ou alterações ovulatórias.
Na gravidez normal a mulher desenvolve uma estratégia que desliga a rejeição imunológica do útero, o que impede a rejeição do feto e da placenta e promove o desenvolvimento fetal. Se o sistema imunológico da mulher não compreende a mensagem da gravidez, o resultado pode ser um aborto. Nesses casos pode ser necessário um tratamento imunológico.

Impacto da Infertilidade

                                     
Cada vez tem sido mais frequente a necessidade de se recorrer à ajuda médica para conceber um filho. As causas variam desde problemas relacionados ao aparelho reprodutor masculino, feminino, ou envolvendo ambos, como também a fatores sócio culturais: idade avançada das mulheres, estresse, obesidade, entre outros.


No passado, quando a concepção não ocorria de forma natural, recorria-se a adoção, e isto era habitual. Hoje, com os recursos cada vez maiores da medicina, os casais buscam respostas e tentam entender o que acontece com o seu próprio corpo. A adoção ainda é uma chance para a maternidade mas, para muitos casais, só depois de esgotadas todas as outras possibilidades.Deparar-se com a impossibilidade de gerar um filho abala profundamente homens e mulheres, ainda que não na mesma proporção. 


São elas que sentem na própria pele as dores deste processo e são submetidas, com maior frequência, a exames e ao estresse do tratamento em si. Nos últimos anos tem-se tido o cuidado em tratar o “casal infértil”, tirando da mulher a culpa e responsabilidade.Devido ao desenvolvimento da Reprodução Assistida criou-se uma ideia de que tudo é possível nesta área. A mídia tem noticiado com certa frequência a possibilidade de se conceber em qualquer idade, porém esta é uma realidade parcial porque omite a dificuldade da gravidez após os 35 anos, deixando de elucidar o quanto o caminho para o tratamento da infertilidade é longo e tortuoso. Esta idealização só faz aumentar as expectativas e quando não se obtém o resultado esperado a frustração é muito grande.Após um ano de tentativas estima-se que 25% dos casais não conseguirão a gravidez naturalmente e, assim, necessitarão investigar junto a um especialista em reprodução humana o que pode estar ocorrendo. 


Diante disto a primeira reação é de surpresa e susto, pois a certeza acerca da gravidez começa a ser abalada. Inicia-se todo um processo de muita angústia, dor, dúvidas e sofrimento.Este primeiro momento de investigação tem suas particularidades: fica-se diante do desconhecido, não se sabe ainda o que está ocorrendo e nem aonde se pode chegar. O não saber favorece o surgimento de inúmeras fantasias, que geram questionamentos individuais, sentimentos de punição, busca por explicação.Cada sujeito tenta encontrar suas próprias respostas frente a este vazio. Além dos questionamentos e fantasias intensos, o corpo todo está sendo investigado com exames constrangedores e doloridos. Diante de tantas interferências, o tratamento começa a invadir, principalmente, a vida da mulher, dominando a sua mente. 


É importante conseguir ver a vida com alguma perspectiva para não se esquecer dos outros papéis que desempenha.A busca pelo diagnóstico pode ser lenta e trabalhosa: passa-se de exames simples até pequenos processos cirúrgicos, tentando encontrar alguma explicação. Existe ainda uma parcela de casos chamados infertilidade sem causa aparente (ISCA), em que nenhum diagnóstico pôde ser alcançado.Um dos pontos mais importantes no estudo da esterilidade é o fato de poderem coexistir fatores fisiológicos e psicológicos: “Nem a ausência aparente de causa, ou o seu desconhecimento, indicam por si a presença do fator psíquico, nem a presença de qualquer fator fisiológico descarta concomitante o fator psíquico” (Serafini,1998).


Ao chegar a um diagnóstico, a infertilidade é então sentida como uma dificuldade real e esta é uma das mais difíceis experiências da vida de um casal. Envolve um abalo no aspecto subjetivo – o desejo e a dificuldade de ter filhos e constituir uma família – e, também, no aspecto relacional, ou seja, lidar com a expectativa da família e amigos quanto à gravidez daquele casal. “A infertilidade cria nos casais a sensação de estarem sendo tratados pela vida de maneira cruel, de não estarem sendo abençoados”. O diagnóstico desencadeia sentimentos negativos, principalmente culpa e vergonha. 


Neste momento a mente está em intensa turbulência, sendo invadida por questionamentos e sentimentos de punição: porque comigo? O que tenho de errado? Será que nasci para ser mãe? Estou sendo castigada por alguma coisa? Este período pode ser propício ao surgimento de aspectos mais depressivos. O casal sofre com tudo isso, ocorrendo uma diminuição da libido, muitas vezes um desinteresse pelas questões profissionais, e também certo isolamento social. Como o desejo de engravidar é intenso e não pode ser deixado para um segundo plano, faz-se necessário voltar para esta situação criando recursos para enfrentá-la. A dor gerada pela infertilidade impulsiona o sujeito a ter que lidar com o subjetivo, com questões muito íntimas que envolvem a história pessoal, relações familiares, vinculação do casal e a própria personalidade.É um momento particular e a elaboração desta etapa depende de pessoa para pessoa. 


A psicoterapia pode ser um instrumento interessante, contribuindo neste desenvolvimento pessoal.A psicoterapia, em muitos casos, torna-se necessária, contribuindo para o enfrentamento de sentimentos que permeiam e fragilizam o momento, colaborando para o fortalecimento interno, ajudando a redefinir objetivos e planos de ações. Assim ocorre também na elaboração do luto do filho que não veio ou que foi perdido nos consecutivos abortos.
O psicoterapeuta também contribui na vinculação médico-paciente, que pode estar prejudicada pela frustração do casal com as tentativas fracassadas, possibilitando a formação da tríade paciência, persistência e insistência, no decorrer dos tratamentos.O Psicólogo ainda pode colaborar utilizando recursos como palestras informativas que, mesmo sendo mais abrangentes, podem se tornar uma ferramenta de trabalho para conscientizar o paciente da necessidade do enfrentamento de seus sentimentos. 


A infertilidade é uma situação na qual as pessoas passam a conviver com sentimentos difíceis de lidar como inveja, raiva e rejeição, o que se torna assustador para quem já está tão abalado.As clínicas especializadas em Reprodução têm percebido a importância de profissionais da Psicologia para dividir e enriquecer este trabalho. Hoje o psicólogo entra como um parceiro e colaborador do processo, não sendo mais visto como alguém que vem apontar mais dificuldades. A questão primordial não é detectar se a infertilidade tem a ver com bloqueios psicológicos, mas sim de colaborar e ajudar o paciente neste caminho, contribuindo para que este crie mais recursos psíquicos para lidar com as limitações e desafios que a vida impõe.

    
Na primeira consulta, além de todo o esclarecimento que o especialista irá fornecer, é necessário um exame físico inicial e análise dos resultados obtidos em exames de rotina ginecológicos e urológicos. Clique aqui e confira os exames solicitados pelo médico e que são muito importantes no diagnóstico e tratamento corretos:
Exames de rotina pré-concepcionais:

Tipagem sangüínea, exames para detectar possíveis doenças infecciosas como sífilis, hepatites B e C, por exemplo, e também presença de vírus como citomegalovírus, HTLV, HIV, e, no caso das mulheres, a citologia cervical (Papanicolau), além de exames para detectar rubéola ou toxoplasmose.
Exames masculinos:
  • Espermograma: é a principal fonte de informações sobre a possível infertilidade masculina. Esse exame traz dados sobre a produção e características dos espermatozóides. É avaliado principalmente concentração, motilidade e estudo das formas dos espermatozóides.
  • Avaliação hormonal: esse exame tem como objetivo avaliar a capacidade de produção de hormônios que agem sobre o testículo e que estimulam a produção de espermatozóides;
    Outros testes: testes genéticos (cariótipo, teste para deleção do cromossomo Y e fibrose cística), pesquisa de fragmentação do DNA do espermatozóide, avaliação ultrassonográfica, doppler escrotal, avaliação imunológica.
Exames femininos:
Os exames pedidos para as mulheres têm como objetivo principal identificar possíveis alterações na ovulação, na fase lútea e na nidação (implantação do embrião), o grau de hostilidade do colo uterino e possíveis alterações na anatomia e na funcionalidade das tubas uterinas.
  • História menstrual: a menstruação em mulheres que ovulam normalmente geralmente é regular, previsível, consistente em volume e duração do sangramento e tipicamente acompanhada com sintomas padrões reconhecíveis pré-menstruais e menstruais.
  • Dosagens hormonais: as taxas de vários hormônios são analisadas pelo exame de sangue; os níveis hormonais do sangue que estimulam o desenvolvimento do óvulo predizem a quantidade e qualidade dos óvulos. Consistem na medida do FSH (hormônio folículo estimulante), LH (hormônio luteinizante) e estradiol medidos no terceiro dia do ciclo. Os resultados podem ajudar a predizer a chance da paciente em conceber, determinar a dose de medicamentos estimuladores da ovulação que deverá ser empregada, além de fornecer algumas outras características. A dosagem da prolactina e TSH (hormônio tireo estimulante) pode nos ajudar especialmente nas mulheres que apresentam ciclos irregulares. Resultados alterados podem afetar o tratamento e a gravidez.
  • Teste pós-coito: exame utilizado para avaliar o fator cervical (colo uterino).
  • Ultra-sonografia pélvica: realizada por via transvaginal é fundamental para detectar causas da infertilidade, acompanhar o tratamento ou definir o período fértil da mulher;
  • Histerossalpingografia - HSG: é um exame radiológico que avalia as condições dos órgãos genitais internos, sendo principalmente avaliada a permeabilidade das tubas uterinas. A HSG não define alterações tubárias mais leves que não alterem a permeabilidade tubária.
  • Vídeo-histeroscopia: é um exame de imagem da cavidade uterina, obtida por uma fibra ótica. Pode ser o primeiro passo para um procedimento cirúrgico para corrigir alterações e sanar doenças como miomas e pólipos.
  • Vídeo-laparoscopia: é um exame de imagem da cavidade abdominal no qual a fibra ótica é introduzida por pequenas incisões na parede abdominal, por isso exige anestesia geral e ambiente hospitalar. É considerado o melhor exame para diagnóstico das lesões das tubas e endometriose. Aderências ou endometriose, se presentes, podem ser tratadas durante o mesmo procedimento.
Outros exames:

Também podem ser solicitados exames como testes imunológicos, exames ultra-sonográficos especiais, exame de cariótipo e pesquisas genéticas.
Nova técnica permite descobrir o sexo do bebê com apenas 5 semanas de gestação:
As células de um feto, formadas de DNA fetal, podem ser descobertas agora por meio de um método chamado Reação em Cadeia de Polimerase (PCR). Através dessa técnica é possível descobrir pequenas quantidades de DNA e, conseqüentemente, saber o sexo do bebê com apenas 5 semanas de gestação.
Os seres humanos apresentam 46 cromossomos e o que diferencia o sexo masculino do feminino são os chamados cromossomos sexuais. As mulheres possuem dois cromossomos X e os homens possuem um cromossomo X e um cromossomo Y. Dessa maneira, o que determina o sexo é a presença do cromossomo Y (nos homens), ou a ausência do cromossomo Y (nas mulheres).
Durante a gestação, o DNA do feto circula pelo sangue da gestante. Através da técnica de PCR, a partir de nove semanas de gestação (pouco mais que dois meses), é possível identificar se o bebê é menino ou menina, observando a presença ou ausência do cromossomo Y no sangue da gestante. Como a mulher não possui o cromossomo Y, se esse estiver circulante em seu sangue, significa que o bebê é do sexo masculino. Desse modo, somente com a coleta de sangue materno, podemos identificar com quase 100% de confiabilidade o sexo do bebê com 5 semanas de gestação, bem antes do necessário para que a ultra-sonografia faça o mesmo diagnóstico.

As verdades sobre infertilidade e a avaliação da fertilidade




- Idade, com mais de 35 anos na mulher

- Infeções na próstata no homem.

- Esterilização reversível em qualquer das partes

- Dificuldades nas relações sexuais

- Dor pélvica crônica

- Secreção mamária

- História de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)

- Acne ou pêlos faciais excessivos

- Histórico de endometriose

Quando os casais estão tendo relações sexuais sem proteção em duas ou três vezes por semana durante um ano ou mais (ou menos 6 meses se a mulher tem mais de 35 anos) sem engravidar, uma ou ambas as partes podem ser inférteis. Isto não significa que a gravidez não ocorrerá nos meses seguintes. Muitos casais acham que suspendendo o controle de natalidade, a gravidez se fará presente imediatamente. Na realidade, menos de 60% dos casais normalmente férteis conseguem conceber dentro dos primeiros três meses.

Ter dificuldades para conceber é muito comum. De fato, os problemas de fertilidade afetam ao re­dor de 20% da população, ou 1 casal em cada 5. A infertilidade se define como a incapacidade para conceber depois de um ano de relações sexuais sem proteção (depois de 6 meses se a mulher tiver mais de 35 anos), ou como a incapacidade de levar adiante uma gravidez até o nascimento de um bebê vivo.

Existem dois tipos de infertilidade. A infertilidade primária, se define como a dificuldade de conce­ber, para um casal que nunca antes havia tido um bebê. A infertilidade secundária se refere a dificuldade de conceber, em um casal, quando uma das partes havia tido um bebê previamente.
A infertilidade não é uma epidemia, porém na época em que vivemos, o auge dos bebês levou a um aumento no número de mulheres em idade de procriar, que conseguiram obter a gravidez. Devido ao estilo de vida de hoje em dia, muitas destas mulhe­res adiam a procriação até que estejam com 30 anos. Como resultado mais casais, atualmente, estão buscando os serviços de tratamento de infertilidade.

Um estudo feito nos Estados Unidos há alguns anos, mostrou que aproximadamente 10% a 15% dos casais entre os 15 e 44 anos de idade que desejavam conceber eram inférteis. Porém em estudo posterior a Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou que a média de casais inférteis é de 1 em cada 5 casais. Um diagnóstico de infertilidade é comum e não é razão para sentir-se envergonhado. Muitos casais conseguiram, em algum momento, superar o pro­blema de infertilidade com a assistência médica apropriada.


Ajuda para Casos de Infertilidade

Se um casal entende a definição de infertilidade, é importante que busque atenção médica logo que seja possível. Ainda que o casal possa se sentir desconcertado e isolado por este problema, é importante recordar que quanto mais rápido se detecte o problema, melhores serão as possibilidades para que um tratamento tenha êxito. De fato, a maioria dos casais inférteis que buscam ajuda médica final­mente conseguem ter filhos. Quando buscar ajuda, lembre-se que a infertilidade pode causar proble­mas nas relações pessoais.

É importante reconhecer que os homens e as mu­lheres freqüentemente diferem em suas respostas em relação à infertilidade. Pode-se sentir um pou­co de incômodo ao discutir aspectos pessoais, como a atividade sexual, com seu médico. Todavia, é importante manter as linhas de comunicação abertas para que se possa identificar de ma­neira efetiva e tratar com êxito a infertilidade.


Avaliação da Infertilidade

Para entender porque a gravidez não acontece, um casal e seu médico terão de responder à quatro perguntas importantes. Existe problema de ovulação? Existem problemas de espermatozóides? O óvulo pode unir-se ao espermatozóide? A implantação pode ocorrer e ser mantida? O processo para entender os problemas compreende o estudo da fertilidade.
A programação dos exames pode variar de­pendendo da situação individual, mas a regra geral é fazer inicialmente exames simples, e depois, aqueles mais complicados. Também é importante avaliar ambas as partes simultaneamente e recordar que a mulher só pode fazer certos exames em certas épocas do mês. A infertilidade é um problema compartilhado, aonde quer que se encontre o problema. Limitar a avaliação a só um membro do casal pode dar como resultado a perda de tempo muito valioso.


Seleção do Médico

A maioria dos casais consultam um gineco-obs­tetra quando a infertilidade se converte em preo­cupação. Alguns casais porém devem ser vistos por um especialista em medicina da reprodução (especialista em infertilidade). A primeira consulta deverá ser com ambas as partes e provavelmente incluirá uma história médica completa de ambos. São investigadas as possíveis causas da infertilidade e nesse momento se começa um pla­nejamento para determinar um diagnóstico. O passo seguinte será estabelecer um diagnóstico preciso isto é, porque a gravidez não está acontecendo. Muitas vezes, o homem é enviado ao urologista ou a um especialista em andrologia para uma analise de sêmen. Um urologista se encarrega principalmente do estudo, diagnóstico e tratamento das enfermidades genitais e das vias urinárias (o sistema genito- urinário) em ambos os sexos e de maneira específica, os órgãos genitais do homem. Um especialista em andrologia se dedica a enfermidades do homem, em particular a infertilidade.
Uma vez realizado o diagnóstico, o casal e sua equipe médica poderão comentar sobre um plano de tratamento.


História Médica e Exame Físico

Ao começar a avaliação, ambas as partes serão questionadas para proporcionar uma história médica detalhada, incluindo: estado atual de saúde, dieta e estilo de vida, sucessos médicos e cirúrgicos anteriores, perigos ocupacionais, desenvolvimento sexual desde a adolescência até a idade adulta, uso de controle de natalidade, qualquer gravidez prévia e temas sobre a sexualidade dentro da relação atual, como a freqüência e períodos das relações sexuais. Os assuntos não compartilhados abertamente com seu parceiro deverão ser discutidos de forma privada com o médico.
O estudo da mulher consta de um exame físico geral, incluindo uma exploração de mamas e uma exploração pélvica. A exploração interna (pélvica) é muito útil já que proporciona informações sobre o tamanho, forma e posição de seus órgãos reprodutores. O estudo do homem consta de um exame físico ge­ral, e uma exploração detalhada dos testículos, pênis e escroto. O médico também tratará de ob­ter dados para determinar a presença de varicocele (veias varicosas no saco escrotal), já que isto constitui um problema comum de infertilidade.


Curva de Temperatura Corporal Basal (CTB)

É utilizado como um indicador de ovulação e para programar e interpretar os outros exames. A curva de temperatura corporal basal (CTB) é todavia a forma mais barata e mais informa­tiva para recolher dados durante o estudo de infertilidade.
A CTB é empregada para determinar se a ovu­lação e a fase luteínica normal estão ocorrendo. Ao tomar a temperatura "basal" ou latente em forma oral a cada manhã, antes de iniciar qualquer atividade, uma mulher pode registrar diariamente as flutuações de temperatura durante seu ciclo menstrual, observando qualquer evento de importância que possa afetar a temperatura. Se o quadro não indica ovulação, outros exames podem ser requeridos.
Apesar de ser um exame prático e contribuir com dados importantes, seu sucesso depende da realização correta do exame. Exames feitos incorretamente podem gerar falsos resultados em até 30% dos casos.


Teste de exame para LH ou Ovulação

Os testes para exame do LH urinário ajudam a determinar com precisão quando a ovulação está ocorrendo, já que identificam o hormônio luteinizante (LH) que produz a ovulação. Também é útil para o planejamento das relações sexuais ao redor dos dias mais férteis da mulher. Os testes de LH se iniciam por volta dos dias 4 a 5 da metade do ciclo, começando aproximadamente no dia 11 do ciclo menstrual, e continua até que a ovulação se apresente. Vários testes de exame de LH se encontram no mercado para serem usados em casa. Deve­mos lembrar que, em alguns casos, o pico do LH está presente mas a ovulação não ocorre.


Análise do Sêmen

A análise de sêmen é o exame mais importante na avaliação do homem, e pode realizar-se a qualquer momento do dia ou mês. O exame proporciona uma medida do número de espermatozóides, a mobilidade (movimento) dos espermatozóides, o tamanho e forma do espermatozóide e volume da ejaculação.
Muitas vezes, se realizam várias análises de sêmen no homem já que existe uma ampla classifi­cação de valores para cada aspecto de análise de sêmen, e os resultados de um indivíduo podem flutuar com o tempo. Portanto, o exame deverá repetir-se de forma periódica se a avaliação e o regime de tempo forem prolongados. Se os resultados não são conclusivos, será necessário um exame mais extenso e uma exploração física para detectar possíveis defeitos anatômicos nos testículos ou condições anormais dos órgãos reprodutores do homem para ajudar a estabelecer um diagnóstico.


Teste Pós-Coito (TPC)

Este exame é uma avaliação de sobrevivência do espermatozóide no muco cervical e também é útil para sugerir a formação de anticorpos anti-espermatozóide. Este exame não é um substituto para a análise completa de sêmen porque não representa uma avaliação detalhada deste. Este exame necessita ser feito justo antes da ovulação. O coito deverá realizar-se na noite anterior ou na manhã da visita ao consultório. A mu­lher pode banhar-se, mas não deverá fazer ducha vaginal antes de ver o médico. No consultório, o médico colherá uma amostra de seu muco cervical que será imediatamente observada em microscópio para avaliar sua qualidade e o número e a motilidade dos espermatozóides. Em geral não existe nenhum incômodo físico, e os resultados se conhecem de imediato.

Devido a necessidade de que o casal tenha coito antes deste exame, a pedido do médico, este é um exame que freqüentemente se volta a programar.
Um resultado deficiente pode dever-se ao momento inadequado; todavia, vários exames pós-coito anormais podem sugerir a necessidade de uma avaliação detalhada da penetração de espermatozóide e do muco.


Estudos de laboratório

No momento da visita inicial, pode-se fazer estudos de laboratório nas mulheres, como um exame Papanicolau de rotina, exploração pélvica, exames para detectar células cancerosas ou pré-cancerosas no colo e também para detectar infeções. No homem pode-se fazer uma cultura do líquido seminal e uretra, en­quanto nas mulheres com história de ciclos menstruais irregulares ou ausentes, pode-se fazer exames de sangue para medir os níveis hormonais e determinar o perfil hormonal, em ambas as partes.


Histerossalpingografia (HSG)

As informações sobre a cavidade uterina, trompas de Falópio e da pélvis podem ser obtidas através de um exame de Raio-X chamado Histerossalpingografia (HSG).
A HSG realiza-se depois de um período mens­trual (entre o 9º e 11º dias do ciclo), antes da ovulação. Os resultados da HSG mostram o tamanho e forma da cavidade uterina e se as trompas de Falópio estão ou não abertas, e quais as suas características funcionais. Exis­tem outros exames mais sofisticados que po­dem complementar esse exame como a Histeroscopia, Histerosonografia e a Laparoscopia. Seu médico saberá lhe indicar a melhor opção para o diagnóstico do seu caso.


24/05/2011

Visita ao Ginecologista

Frequência Anual: 
Toda mulher que teve ou tem vida sexual deve consultar o ginecologista uma vez por ano para fazer o exame de toque, pélvico e colher material para o teste de papanicolau.
O exame interno ou pélvico, aquele feito com ajuda do espéculo, permite ao médico coletar material e observar o colo do útero, como se chama a entrada do órgão, atrás de sinais de corrimentos indesejáveis, de doenças.e suspeita de câncer. O câncer cervical, também chamado de câncer de colo do útero ainda afeta muitas brasileiras (clique aqui para saber mais).
No exame de toque com apalpação abdominal o ginecologista consegue perceber se existe alguma irregularidade nos ovários, trompas de falópio e no útero.


Outras frequências: 
Os casos em que o exame pélvico deve ser repetido e menos de um ano:
  • Sangramento fora das menstruações ou fluxo menstrual muito intenso
  • Sangramento após a menopausa
  • Irritação ou coceira nos genitais ou corrimentos suspeitos
  • Dor e sangramento durante a relação sexual
  • Presença de sinais estranhos como manchas, verrugas ou vermelhidão na vulva (a região da entrada da vagina).
O que é exame Papanicolau? 
O nome é homenagem a seu descobridor, o cientista de origem grega George Papanicolaou (1883-1962), que estudou a citologia vaginal e conseguiu descrever as células malignas em seus primeiros estágios de desenvolvimento e desenvolver um teste para detecção precoce do câncer de útero.
O Papanicolau consiste no exame em microscópio de uma amostra de células que o ginecologista coleta raspando com uma espátula especial a região da entrada do útero. Ele detecta o câncer de colo de útero precocemente, ao detectar a presença de células fora do padrão em seus primeiros estágios de desenvolvimento.
A análise serve para diagnosticar além do câncer, no início, também as doenças infecciosas chlamydia, gonorreias, trichomonas e candidíase e a contaminação pelo HPV, sigla que vem do inglês Human Papiloma Vírus. 

Rotinas de exames: (Click na imagem para aumentar)

Cuidados com o Útero:

O câncer de útero é o terceiro tipo de câncer que mais afeta as brasileiras. O primeiro é o câncer de mama e o segundo, de pele.(não melanoma). De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de útero mata mais de 4 mil mulheres por ano, atualmente. Sua incidência no país é maior nas regiões norte e nordeste. É uma doença muito comum em países pobres ou em desenvolvimento.


Fatores de Risco:
Início da atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados), higiene precária e uso prolongado de contraceptivos orais.Estudos recentes mostraram que o vírus do papiloma humano (HPV) e da Herpes Tipo II (HSV) desempenham papel importante na transformação das células cervicais em células cancerosas. O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em 99% dos casos de câncer do colo do útero e o contágio por ele está diretamente associado ao relacionamento sexual e troca de parceiros.


Prevenção:
O rastreamento através do exame do papanicolaou continua sendo o melhor método preventivo. A coleta de material para o exame inclui amostras de células da região externa e interna do colo do útero. A eficácia do exame depende da observação de certos cuidados. A mulher deve evitar manter relações sexuais, usar duchas, medicamentos vaginais ou anticoncepcionais locais nos dois dias anteriores ao exame.


Freqüência dos exames:
Os dois primeiros, uma vez por ano. Se os dois resultados forem negativos para displasia ou neoplasia, o exame passa a ser necessário apenas a cada dois anos. Ele deve ser feito por toda mulher sexualmente ativa, ou que já manteve relações sexuais, principalmente depois dos 25 anos. A presença de distúrbios como menstruação muito longa, sangramentos vaginais no meio do ciclo ou depois de relações sexuais pode exigir a frequência maior do exame, a critério medico.


Sintomas:
Dor e sangramento durante a relação sexual são os principais, quando o tumor já está em estágio invasivo de desenvolvimento.

O Ciclo Feminino e o Desejo


O ciclo hormonal feminino é outro fator que pode influir sobre o desejo sexual e o prazer e deve ser observado. Diferente dos homens, que produzem testosterona (o hormônio da libido masculina) ininterruptamente a partir da puberdade, a mulher só produz estrogênio, o hormônio estimulante da libido feminina, durante metade do ciclo. Em um ciclo de 21 a 35 dias, com média de 28 dias, o organismo feminino libera estrogênio durante 14 dias após o primeiro dia de menstruação. No final desse período o óvulo está maduro, pronto para ser fecundado, inicia-se o período fértil e a produção de progesterona, o hormônio que prepara o ninho para o ovo, no interior do útero.
Os ginecologistas observam que a progesterona deixa as mulheres indiferentes em relação ao desejo. Não existem estudos científicos comprovando essa ação da progesterona sobre a libido feminina, mas é conhecida sua associação com as flutuações de humor. Algumas mulheres seriam mais suscetíveis do que outras à ação desse hormônio, daí o desinteresse sexual que muitas apresentam na segunda metade do ciclo, na avaliação dos médicos. Os distúrbios hormonais do ciclo sem dúvida prejudicam o prazer sexual, uma vez que produzem uma série de efeitos como transtorno de humor, cólicas terríveis, dores, enxaquecas, enfim, mal estar generalizado.



DISTÚRBIOS HORMONAIS
01 - Uma glândula como pouco mais de 1 centímetro alojada na base do cérebro, chamada hipófise, comanda a produção de hormônios no organismo. Qualquer alteração na hipófise pode afetar a libido.
02 - O excesso ou a queda de produção de hormônios pela tireóide também interferem no desejo sexual, atenuando-o.
03 - Problemas nas supra-renais desregulam a produção de testosterona, uma dos hormônios cruciais estimulante da libido masculina e também feminina.
04 - O desequilíbrio de produção de estrogênios e progesterona com queda nos níveis estrogênios diminui o desejo e a excitação e contribui para o ressecamento vaginal após a menopausa.

A IMPORTÂNCIA DO TOQUE
Para fazer sexo e vivenciar o desejo até o orgasmo é preciso estar disposto a aprender mais sobre o as sensações do próprio corpo. Os médicos e sexólogos tentam orientar as pessoas sobre a participação dos hormônios nesta história, como já vimos, e também sobre a importância de tocar-se para conhecer pontos sensíveis e saber conduzir o parceiro na estimulação destes.
Em todos os órgãos há regiões que concentram mais terminações nervosas e por isso são especialmente vulneráveis às sensações de prazer ou de dor, a começar da pele, lembra a dra. Carmita. O torso da nossa mão, por exemplo, é muito mais sensível ao toque do que a palma da mão. O clitóris e a entrada da vagina até o denominado ponto G (no primeiro terço da parede anterior do canal vaginal), concentram uma malha complexa de terminações nervosas e são particularmente suscetíveis à estimulação. Nos movimentos de penetração o homem deve estimular mais a entrada da vagina do que o fundo, que é pobre em terminações nervosas. A região do ânus é outra área de grande concentração de terminações nervosas e super sensível.


A FISIOLOGIA DO ATO SEXUAL
A relação sexual prazerosa se desenrola necessariamente em quatro fases. A fase do desejo, da excitação, de orgasmo e resolução. O desejo envolve o querer o outro e os pensamentos sexuais que levam a ter vontade de contato. A excitação inclui sensações de prazer com a preparação do corpo para o ato sexual. É o momento da ereção do pênis, nos homens, e da lubrificação da vagina, nas mulheres. O orgasmo é o ponto máximo da relação sexual. Ele ocorre sob a forma de descarga de energia ou da tensão sexual represada nas duas fases anteriores, a qual produz no corpo sensação de prazer intenso. A resolução é a fase de bem-estar e relaxamento proporcionada pelo exercício sexual como um todo.
Em cada uma dessas fases da atividade sexual o organismo produz substâncias químicas que causam mudanças físicas no corpo e abrem caminho à experiência do prazer erótico. Durante a excitação, há liberação de hormônios sexuais (estrógeno na mulher e testosterona no homem). A alta hormonal aumenta a circulação sangüínea e acelera os batimentos cardíacos.Os pêlos eriçam, a pele enrubesce e os órgãos sexuais dilatam, devido a grande concentração de sangue nos vasos que irrigam os tecidos da região. Na mulher, o clitóris e os lábios vaginais incham e a musculatura da entrada do canal se abre. No homem, ocorre a ereção.

OS BENEFÍCIOS DO PRAZER ERÓTICO
No ápice da excitação, entra em ação a endorfina, substância responsável pelas sensações de prazer. É o momento em que as células nervosas do cérebro "descarregam" a energia acumulada, promovendo no organismo a experiência do orgasmo. Na mulher, ele provoca a miotonia, como se chama a contração de tecidos musculares, especialmente na região pélvica, em espasmos involuntários. Algumas mulheres liberam grande quantidade de líquido no momento do orgasmo, semelhante a uma ejaculação seminal masculina. O organismo feminino produz ainda um outro hormônio nesse momento, a ocitocina, que produz contrações do útero, favorecendo a entrada dos espermatozóides.
As mudanças químicas e físicas descritas tormam o sexo uma atividade física que faz muito bem ao corpo. Ele ativa a circulação sangüínea, fortalece a musculatura pélvica --os músculos da bexiga, ânus, pênis e vagina --, deixa a pele com mais viço, melhora o sono e alivia dores de cabeça, de cólicas menstruais ou de origem reumática. O prazer sexual é fundamental ainda para o bem estar psíquico. Na medida em que contribui para descarregar tensões, ele pode aliviar o estresse, melhorar o ânimo e o humor e aumentar a auto-estima.

Métodos Hormonais Quais São?


ANTICONCEPCIONAIS ORAIS
OPÇÕES SOB MEDIDA
A pílula é o método anticoncepcional reversível mais utilizado no país. Estima-se que 20% das mulheres em idade fértil (entre 15 e 49 anos), utilizem contraceptivos orais. Eles contém hormônios sintéticos combinados (estrogênio e progestogênio) ou apenas progestogênios, que imitam os produzidos pelos ovários femininos. A variedade existente hoje confere às mulheres opções sob medida para acabar com a tensão pré-menstrual, cólicas, anemia e até interromper a menstruação, como se verá a seguir:

CONTRACEPTIVOS ORAIS COMBINADOS [COC]
São as pílulas que contém dois hormônios sintéticos (estrogênio e progesterona). Eles confundem e paralisam o processo natural de produção hormonal, inibindo com isso aovulação. Em algumas formulações, ainda espessam o muco cervical, a secreção que é produzida na entrada do útero, dificultando com isso a passagem dos espermatozóide em direção ao interior do órgão.
EFICÁCIA
usados corretamente, os contraceptivos orais combinados são altamente eficazes. Os estudos mostram que no primeiro ano de uso apenas 1 em cada 1000 engravidam apesar da pílula (0,1 mulheres em 100)
VANTAGENS
  • Reduz a preocupação com o risco da gravidez e melhora a espontaneidade da relação sexual;
  • Regulariza os ciclos menstruais e reduz o fluxo do sangramento e seu tempo de duração;
  • Diminui a frequência e a intensidade das cólicas menstruais;
  • Pode ser útil como anticoncepção de emergência, após uma relação sexual desprotegida;
  • Previne a anemia por privação de ferro;
  • Diminui a incidência de gravidez ectópica, câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário, doença inflamatória pélvica, doenças mamárias benignas e miomas uterinos.
DESVANTAGENS
  • Náuseas, especialmente nos três primeiros meses de uso, dor de cabeça leve, sensibilidade nas mamas, ganho de peso, nervosismo e acne em cerca de 10% das usuárias;
  • Amenorréia (ausência de menstruação) e alterações no ciclo menstrual, especialmente nos três primeiros meses de uso, com presença de manchas ou sangramento nos intervalos entre as menstruações, principalente entre as mulheres que esquecem de tomar a pílula ou tomam tardiamente (mais comum nos 3 primeiros meses);
  • Alterações do humor, depressão e baixa da libido podem ocorrer, mas não são comuns.
CONTRA-INDICAÇÕES
  • Contraceptivos orais combinados não são indicados para mulheres que estão amamentando porque afetam a qualidade e quantidade do leite;
  • Fumantes (de um maço ou mais/dia) com mais de 35 anos correm risco de acidentes vasculares, tromboses venosas profundas ou infarto com doses plenas de COCs e devem usar os COCs de baixa dose;
RISCOS
  • Podem aumentar o risco de desenvolvimento de tumores no fígado, mas os casos malignos são extremamente raros;
  • Até onde se sabe a pílula combinada não aumenta o risco de câncer de colo uterino e de mama, mas são necessários mais estudos para que uma conclusão precisa a respeito.
  • Há dúvidas sobre a influência da pílula na aceleração do desenvolvimento de câncer pré-existente.
OS TIPOS DE CONTRACEPTIVOS ORAIS COMBINADOS
São classificados em três categorias de acordo com o esquema (a posologia) de administração hormonal. São eles:
MONOFÁSICOS - mais comuns, são encontradas em embalagens de 21 ou 22 comprimidos ativos. A grande maioria tem 21 comprimidos. Todos os comprimidos ativos têm a mesma composição e dose. Em algumas marcas, as cartelas incluem as 21 pílulas ativas e mais 6 ou 7 comprimidos sem hormônios, denominados placebo, para completar a série de 28 dias de comprimidos, o que ajuda a usuária a não perder o controle do uso correto da pílula.
BIFÁSICOS - contêm dois tipos de comprimidos ativos, com os mesmos hormônios mas em proporções que variam de acordo com o período do ciclo. Eles vêm em cores diferentes e devem ser tomados na ordem indicada na cartela.
TRIFÁSICOS - contêm três tipos de comprimidos ativos, com os mesmos hormônios que variam de acordo com o período do ciclo. Eles vêm em cores diferentes e devem ser tomados na ordem indicada na cartela.
HORMÔNIOS
MARCA
POSOLOGIA
ORAIS MONOFÁSICOS
Mestranol 0,1mg+noretindrona 0,5mg
Biofim
Megestran
21 ativas pílulas + 7 placebos
Etinil-estradiol 0,05mg+linestrenol 1,0mg
Anacyclin
21 ativas + 7 placebos
Etinil-estradiol 0,05mg+dl-norgestrel 0,5mg
Anfertil
Primovlar
21 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,05mg+levonorgestrel 0,25mg
Evanor
Neovlar
21 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,0375mg + linestrenol 0,75mg
Ovoresta
22 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,03mg+levonorgestrel 0,15mg
Microvlar
Nordette
Levordiol
Ciclo 21
Normamor
Levogen
21 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,03 mg+desogestrel 0,15mg
Microdiol
21 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,03mg+gestodeno 0,075mg
Gynera
Minulet
Tâmisa 30
21 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,03mg+gestodeno 0,075mg
Gestinol 28
28 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,035mg+acetato de ciproterona 2mg
Diane 35
Selena
21 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,02mg+gestodeno 0,075mg
Femiane
Harmonet
Diminut
Gestrelan
Micropil
Tâmisa 20
Ginesse
21 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,02mg+desogestrel 0,15mg
Mercilon
Femina
Minian
21 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,015 mg + gestodeno 0,060 mg
Minesse
Mirelle
24 pílulas ativas
Etinil-estradiol 0,015 mg + gestodeno 0,060 mg
Mínima
24 pílulas ativas +4 placebos
Etinil-estradiol 0,03mg+ drospirenona 3mg
Yasmin
21 pílulas ativas
ORAIS BIFÁSICOS
Etinil-estradiol 0,04mg/0,03mg+desogestrel 0,025mg/0,125mg
Gracial
22 pílulas ativas
EE 0,04mg+desogestrel 0,025mg - 7 comp
EE 0,03 mg+ desogestrel 0,125mg - 15 comp
ORAIS TRIFÁSICOS
Etinil-estradiol 0,03mg/0,04mg/0,03mg + levonorgestrel 0,05mg/0,075mg/0,125mg
Trinordiol
Triquilar
21 pílulas ativas
EE 0,03mg+LNg 0,05mg -6comp
EE0,04mg+LNg0,075mg-5comp
EE0,03mg+LNg0,125mg - 10comp
Etinil-estradiol 0,035mg/0,035mg/0,035mg + noretisterona 0,5mg/0,75mg/1,0mg
Trinovum
21 pílulas ativas
EE 0,035mg + norestiterona 0,5mg - 7 comp
EE 0,035mg+norestisterona 0,75mg - 7 comp
EE 0,035mg+ noretisterona 1,0mg - 7 comp


 
São pílulas que contém somente progestogênios. São também conhecidas como minipílulas e especialmente recomendadas para mulheres que estão amamentando ou que tem contra-indicação para usar estrogênios. A minipílula não contém este último hormônio e compõem'se de doses baixas de progestogênios, quase a metade do que é usado nos anticoncepcionais orais combinados (COC). Os progestagênios espessam o muco cervical dificultando a penetração dos espermatozóides.
ANTICONCEPCIONAIS ORAIS DE PROGESTOGÊNIO DISPONÍVEIS NO BRASIL
HORMÔNIOS
MARCA
POSOLOGIA
Noretisterona 0,35mgMicronor, Norestin35 ativas
Levonorgestrel 0,030mgNortrel, Minipil35 ativas
Linestrenol 0,5mgExluton28 ativas
EFICÁCIA
PARA LACTANTES
Usada corretamente essa pílula tem alta eficácia. O índice de falha é de 0,5 gravidez em cada 100 mulheres em um ano. Durante a fase de amamentação, especialmente nos primeiros seis meses, a mulher tem dupla proteção tomando a minipílula, pois a própria atividade de lactação dificulta uma gravidez.
PARA NÃO LACTANTES
O método protege contra a gravidez, mas não é tão eficaz quanto a pílula combinada.
VANTAGENS (LACTANTES E NÃO LACTANTES)
  • Podem ser usados a partir de seis semanas após o parto.
  • Não prejudicam a quantidade e a qualidade do leite materno (já os anticoncepcionais orais combinados, podem reduzir a produção de leite);
  • Menor risco de efeitos colaterais (comparando com os COCS) como acne e aumento de peso;
  • Não apresentam os riscos dos efeitos colaterais dos estrogênios
  • Podem ajudar a prevenir algumas doenças benignas de mama, câncer de endométrio ou de ovário, doença inflamatória pélvica
DESVANTAGENS
PARA LACTANTES
  • Podem prolongar a amenorréia durante a amamentação;
  • Cefaléia ;
  • Sensibilidade mamária.
PARA NÃO LACTANTES
  • Spotting (manchas de sangue );
  • Amenorréia;
  • Fluxo menstrual abundante ou prolongado;
  • Cefaléia;
  • Sensibilidade mamária.
PÍLULA DO DIA SEGUINTE
 
É um método de anticoncepção oral de emergência, isto é, deve ser usado após uma relação sexual desprotegida. Ajuda a prevenir uma gravidez indesejada ou um possível aborto. Interfere no processo de fecundação, impedindo a união do óvulo com o espermatozóide ou retardando a ovulação. É mais eficaz quanto mais precocemente for tomada. O ideal é seu uso logo após o coito, embora seja prescrita para ser usada até 72 horas depois da relação.
ANTICONCEPCIONAIS ORAIS APENAS DE PROGESTOGÊNIO
NOMES COMERCIAIS*
Levonorgestrel 0,75mg
Postinor-2
Norlevo
Pozato
Pilem
MÉTODO DE YUZPE
NOMES COMERCIAIS*
Anticoncepcionais orais combinados contendo 0,25mg de levonorgestrel e 0,05mg de etinilestradiol
Evanor
Neovlar
Anticoncepcionais orais combinados contendo 0,15mg de levonorgestrel e 0,03mg de etinilestradiol
Microvlar
Nordette
* Nota: Os nomes comerciais são apenas exemplos, existem outros produtos com a mesma dose:lista de anticoncepcionais orais disponíveis no Brasil
EFICÁCIA
Previne a gravidez em 75% dos casos. As pílulas feitas só de progestogênio tem maior eficácia, segundo os estudos.
VANTAGENS (LACTANTES E NÃO LACTANTES)
  • Evita um possível aborto.Segundo a Organização Mundial da Saúde, em todo o mundo, ocorrem cerca de 585.000 mortes maternas, muitas secundárias ao aborto.
DESVANTAGENS
  • Irregularidade menstrual;
  • Náuseas;
  • Cefaléia;
  • Dor nos seios;
  • Tontura;
  • Dor abdominal;
  • Diarréia.
ANTICONCEPCIONAIS INJETÁVEIS
INJEÇÕES
São anticoncepcionais hormonais injetáveis. Podem ser mensais ou trimestrais.A injeção mensal contém os dois hormônios, estrógeno e progesterona e a trimestral, apenas progesterona. As injeções hormonais inibem a ovulação e torna o muco cervical espesso dificultando a passagem dos espermatozóides.
ANTICONCEPCIONAIS INJETÁVEIS MENSAIS
HORMÔNIOS
MARCA
50 mg de enantato de noretisterona + 5 mg de valerato de estradiol
Mesigyna
25 mg de acetato de medroxiprogesterona + 5mg de cipionato de estradiol
Cyclofemina
150 mg de acetofenido de dihidroxiprogesterona + 10 mg de enantato de estradiol
Perlutan
Ciclovular
Unociclo
ANTICONCEPCIONAIS INJETÁVEIS TRIMESTRAIS
suspensão aquosa contendo 150 mg de acetato de medroxiprogesterona, em frasco-ampola de 1 ml
Depo-Provera
Tricilon

EFICÁCIA
Usada corretamente, a injeção trimestral proporciona taxas de gravidez baixas entre 0,1% a 0,3% durante o primeiro ano de uso.
VANTAGENS
  • Ameniza as cólicas menstruais
  • Pode ser preventiva da anemia ferropriva
  • Ajudam a prevenir a gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica, câncer de endométrio , câncer de ovário, cistos de ovário, doença inflamatória pélvica, doenças mamárias benignas e miomas uterinos
DESVANTAGENS
  • Alterações do ciclo menstrual como spotting (manchas ou sangramento nos intervalos entre as menstruações), ausência de menstruação, sangramento prolongado, e amenorréia;
  • Aumento de peso ;
  • Dores de cabeça;
  • Demora muitos meses para engravidar após a suspensão do uso.
CONTRA-INDICAÇÕES
O método do hormônio injetável não é indicado para mulheres que:
  • Possuem câncer no seio ou ginecológico
  • Têm sangramento vaginal anormal;
  • Têm problemas no coração;
  • Possuem doença no fígado;
  • Não toleram a falta de menstruações;
  • Estejam grávidas ou com suspeita.
ANTICONCEPCIONAIS INJETÁVEIS
IMPLANTES  
Tem a forma de um bastonete e é inserido sob a pele, na parte superior do braço. Contém apenas progestogênio que é liberado em pequenas doses no organismo, continuamente. Inibe a ovulação, aumentando a viscosidade do muco cervical e diminuindo a espessura do endométrio, o que dificulta a implantação do embrião.
CARACTERÍSTICA DO IMPLANTE
CARACTERÍSTICAS
IMPLANON
BASTONETE
BASTONETE ÚNICO
SISTEMA
APLICADOR
COMPRIMENTO
4 CM
DIÂMETRO
2 MM
INVÓLUCRO
ETHYLENEVINYLACETATO
COMPONENTE ATIVO
68MG ETONOGESTREL
INSERÇÃO/REMOÇÃO
RÁPIDA
DURAÇÃO DE USO
3 ANOS
APRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DO BASTÃO DE IMPLANON
EFICÁCIA
Altamente eficaz. Estudos mostraram taxa de gravidez igual a zero durante os três anos de uso do implante.
VANTAGENS
  • Longa duração ( 3 anos);
  • Anticoncepção eficaz;
  • Proporciona mais liberdade nas relações sexuais;
  • Previne a gravidez ectópica;
  • Método de rápida reversibilidade: estudos mostram que fertilidade retorna em cerca de três semanas após a retirada do bastonete;
  • Pode ser utilizado após até 12 semanas após aborto e 21 a 28 dias depois do parto ou de aborto de segundo trimestre.
DESVANTAGENS
  • Estudos apontam que 6% das mulheres apresentam sangramento freqüente ( mais de 5 vezes em 90 dias);
  • 11,8 % das usuárias tiveram sangramento por mais de 14 dias consecutivos num período de 90 dias;
  • 20,7 % das mulheres tiveram amenorréia;
  • 27,2 % das mulheres tiveram um sangramento irregular de três episódios em um período de 90 dias;
  • Acne;
  • Sensibilidade nas mamas;
  • Cefaléia;
  • Dor abdominal;
  • Diminuição da libido;
  • Tonturas;
  • Náuseas.

DIU HORMONAL  
É um dispositivo intra-uterino que libera hormônio (levonorgestrel) diretamente no útero. Pode também ser utilizado para tratamento de distúrbios menstruais e na terapia de reposição hormonal. Tem formato de "T" com dimensões de 32 mm de comprimento. Sua haste vertical é de 19 mm de comprimento contendo 52 mg de Levonorgestrel. Diminui a produção do muco cervical e aumenta a viscosidade , inibindo a penetração dos espermatozóides.
CARACTERÍSTICA DO DIU HORMONAL
CARACTERÍSTICAS
MIRENA
FABRICANTE
SCHERING
CONTEÚDO HORMONAL
52 mg
LIBERAÇÃO/DIA
20 mcg
VIDA MÉDIA
5 -7 ANOS
REDUÇÃO SANGRAMENTO
90%
MANCHAS
2 -3 MESES
RISCO GRAVIDEZ ECTÓPICA
PEQUENO
APRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DO ENDOCEPTIVO MIRENA
EFICÁCIA
O índice de falha é de 0,2 em 100 mulheres em 5 anos de uso, semelhante à taxa de esterilização cirúrgica.
VANTAGENS
  • Alta taxa de eficácia na prevenção da gravidez;
  • Anticoncepção prolongada e duradoura;
  • Liberdade nas relações sexuais;
  • Previne gravidez ectópica;
  • As taxas de retorno da fertilidade são altas.
DESVANTAGENS
  • Spotting isto é, manchas de sangue (mais frequentes nos 3 primeiros meses);
  • Amenorréia: com uma porcetagem de 20% em um ano e 50% em 5 anos;
  • Sensibilidade mamária, acne (14%);
  • Dor abdominal;
  • Dor nas costas
  • Dores de cabeça;
  • Depressão;
  • Náuseas;
  • Edema;
  • Pode ocorrer perfuração na parede do útero quando a inserção não foi bem feita;
  • Pode deslocar-se e até sair do útero.