30/06/2011

Vacina Rogam Sabem para que Serve?

A incompatibilidade Rh é uma doença que acomete o feto, e não a mãe. A repercussão na mãe vai ser na medida que vai aumentar o risco de cesária, perda de um filho, impossibilidade de ter mais filhos. Então, é uma doença que acomete o feto levando o feto ou o recém nascido a hemólise , anemia, e conseqüentemente vai causar edema generalizado, anasarca e ascite  por insuficiência cardíaca. Qualquer um de nós que tiver uma anemia crônica profunda e as vezes aguda, vai entrar em insuficiência cardíaca. O bebê sofre tudo isso.
Então, na evolução da doença primeiro vai ter hemólise e progressivamente entra em insuficiência cardíaca , hidropsia e óbito (por hipóxia, quando não tem mais hemácia para carrear O2 ou quando não suporta mais o grau grave de insuficiência cardíaca). Então vai fazendo hipertensão porta, ascite, e edema generalizado. Isso vai levar a hipóxia de múltiplos órgãos, vai tentando poupar o cérebro até o ultimo momento, e depois ele não consegue mais, entrando em falecia de todos os órgãos, coração e inclusive cérebro, e morre.
 
Existem vários graus da doença. Aqui nesse caso é uma doença sem diagnóstico, sem tratamento, e que vai acabar dessa forma, com o óbito. Mas se for uma doença de grau leve, vai nascer um bebê com anemia, com icterícia por hemólise, e a mãe vai ficar sensibilizada (e em outra gravidez pode acontecer tudo isso).

Na verdade, é uma doença de alto risco para o feto, grande risco de morte ou de seqüelas neurológicas por hipóxia.

ETIOLOGIA:

Incompatibilidade sanguiena materno-fetal
MAE (Rh-)    x   FETO (Rh+)

FISIOPATOLOGIA:
O que acontece:
Quando tem um feto intra útero Rh positivo, com uma gestante Rh negativo, em qualquer momento da gestação (mais comum no parto), pode ocorrer lise dos cotilédones, que vai misturar sangue do feto com o da mãe. Isso não é para acontecer, os cotilédones protegem contra isso. O cotilédone é um vaso do feto, envolvido por endométrio da mãe, que tem vasos maternos. Ocorre uma troca, é ali que tem a barreira placentária, entre feto e mãe, sem ter contato do sangue de um com o outro. Qualquer ruptura do cotilédone vai ocorrer a mistura. Pode ser por ameaça de aborto, placenta prévia, descolamento de placenta, parto (que é o mais fácil de acontecer a contaminação), intra útero (na vida dessa mulher no útero lá na mãe dela). O mais comum é ocorrer intra útero, na gravidez atual, se ocorrer mistura do sangue do feto e da mãe, vai haver uma reação antígeno anticorpo. A mãe não reconhece o antígeno Rh como seu e passa a produzir anticorpos contra o feto que tem esse antígeno.

Então para que isso ocorra  é preciso ter:
- uma mulher Rh negativo
-um parceiro Rh positivo
-um feto Rh positivo.

Vai ocorrer:
     1º sensibilização IgM
     2º isoimunização IgG

O IgM é uma partícula grande e o IgG é uma partícula pequena. É preciso que ocorra um processo fisiopatológico, em que ocorra primeiro a sensibilização e depois a isoimunização.

Pode ocorrer duas situações:
- Primeiro momento ocorre o reconhecimento do antígeno(sensibilização), e aqui pode não ser nessa gravidez que vai comprometer o bebê, e sim numa outra gravidez, quando entrar em contato de novo com o antígeno e aí produzir IgG(isoimunização).
- Outra situação é quando ocorre ameaça de aborto, placenta previa ou qualquer sangramento durante a gravidez que sensibiliza a gestante, e mais adiante passa hemácia da mãe de novo para o feto. Ela tem tempo durante a gestação para se isoimunizar e produzir IgG contra o Bebê. Não é comum.
O comum é após o parto, não fazer vacina(ser sensibilizada nessa hora) e na próxima gravidez com um bebê positivo ocorrer a isoimunização.
Além disso é preciso que a gestante seja competente. Na hora que acontece a mistura do sangue do feto com o da mãe e ocorre a sensibilização  produzindo IgM, só vai haver produção de IgG e passar a barreira placentária, agredindo o feto, se a gestante tiver um sistema imunológico bom. Se for desnutrida, tiver SIDA, pouca hemácia ou qualquer problema imunológico, a mulher não vai ser competente para comprometer o bebê.
Então não basta ter incompatibilidade para ter a doença. Mas o mais comum é que a maioria das pessoas são competentes.

Não é uma doença tão frequente, de cada 10% das mulheres sensibilizadas, metade delas(5%) vão fazer isoimunização(passar IgG p/ bebê).

O QUE TEMOS QUE FAZER NO PRÉ-NATAL?

-Encontrar as mães Rh negativas
-Encotrar as mães que estão produzinho anticorpos contra os bebês.

ROTINA PRÉ-NATAL:

- Pedir entre os exames de rotina pré-natal, tipagem sanguinea ABO e Rh.

- Se ela for negativa, pedir tipagem para o parceiro.

- Se o parceiro for positivo, tem risco do feto sofrer a incompatibilidade

- Pedir coombs indireto para a gestante (para ver se ela já tem anticorpos contra Rh positivo ou não)

- Se coombs indireto negativo, significa que está tudo bem, não tem risco de desenvolver a doença, até que ocorra alguma coisa na gravidez.

- Repetir coombs indireto na gestante várias vezes durante o pré-natal(na primeira consulta, 28, 32 e 36semanas). Se sempre der negativo, está tudo sob controle, o bebê não vai ter a doença.

- Quando o bebê nascer, fazer tipagem do bebê e coombs direto do bebê.

- Se o Rh do bebê for negativo, não é preciso fazer nada com a mãe pois ela não correu risco nenhum de ser sensibilizada.

- Se o Rh do bebê for positivo, e tiver coombs direto negativo, vacinar a mãe após o parto, para impedir que ela se sensibilize.


Na hora do parto, ela teve uma grande quantidade de sangue fetal na sua circulação, e ela tem uma media de 72 horas para que essas hemácias fetais cheguem no sistema imunológico. Então, dando uma vacina passiva, com anticorpos puros que destroem todas as hemácias, antes de ativar o sistema imunológico dela, evitando que ela seja sensibilizada. Não são 100% que conseguimos evitar a sensibilização, então repetir o coombs indireto depois de 6 meses para confirmação.

No parto, só fazer vacina na mãe quando:
- a mãe tiver coombs indireto negativo
- o bebê for Rh positivo e tiver coombs direto negativo

Se a mãe tiver coombs indireto positivo, já está sensibilizada, não tem mais o que fazer.
Se o bebê tiver coombs direto positivo, também significa que a mãe já está sensibilizada pois já atingiu o bebê.

Explicando de novo:

A gestante chegou ao final da gestação, ela é Rh negativa, o bebê é Rh positivo. Na hora do parto, romperam-se todos os cotilédones e passou grande quantidade de sangue do feto para mãe. O que eu tenho que fazer? Impedir que esses antígenos cheguem ao sistema imunológico da mãe. Fazemos isso dando uma vacina para destruir os antígenos, que é a ROGAN (gamaglobulina anti-Rh), que são anticorpos contra esses antígenos.

Como fazer isso?
1º) Fazer uma tipagem  do bebê para confirmar que ele é positivo
2º) Repetir o coombs indireto da mãe para confirmar que ela não tem anticorpos do próprio sistema imunológico dela.
Então, se o feto é positivo, a mãe é negativo e o coombs indireto é negativo, ou seja, ela não tem anticorpos, não podemos deixar ela ter! Por isso, essa é a indicação da vacina.

Se não for feita a vacina, nesse momento a mãe vai ser sensibilizada. Em uma próxima gestação, se o bebê for positivo, ela vai desenvolver a doença. A placenta vai envelhecendo no decorrer da gravidez, e no meio pro final, vai ocorrendo infartos e calcificações. Nesses infartos, ocorrem microrupturas de cotilédones, passando hemácias do feto pra mãe. Como ela já estava sensibilizada, vai então ser isoimunizada, mandando IgG pro bebê. Depois de isoimunizada, não tem mais volta, será sempre isoimunizada.  Não adianta mais fazer vacinas.
Nesses caos, se a paciente quer engravidar novamente, deverá ser feito estudo de cariótipo do casal. Se ele é heterozigoto, terá 50% de chance de ter bebê positivo e 50% negativo. Deverá ser estudado o caso e o casal deve decidir correr o risco ou não.
Hoje em dia já se pode selecionar embriões, mas é muito caro.

Resumindo, a vacina é feita quando:

Mãe Rh negativa com coombs indireto negativo + parceiro Rh positivo
Nas seguintes situações:

1)      Após o parto ou cesariana (quando bebê é Rh positivo e com coombs direto negativo)
2)    Após ABORTO! Muito importante. Uma das principais causas de sensibilização da mãe. É feito curetagem e não é possível ver tipagem sanguinea do feto, e muitas vezes se esquece de realizar a vacina.
3)    Após acidente de punção
4)    Após qualquer sangramento da placenta (ectópica, DPP, placenta previa), em qualquer momento da gestação.
5)    Após transfusão sanguínea incompatível

Obs 1: A vacina destrói a hemácia, ela é o anticorpo no lugar do sitema imune da mãe. Por isso a mãe não fica imunizada para sempre. O anticorpo vai la matar a hemácia e é reabsorvido. Após 4 semanas não há mais anticorpos. Então, em uma mesma gestação se houver mais de um sangramento, realizar a vacina denovo!!!

Obs 2: Lembrar também que se houver qualquer sangramento, não importa o período da gestação, deve ser feito a vacina!
Há um mês, tivemos um caso de uma paciente Rh negativo com placenta previa, que sangrou. Sangrou, tem que vacinar!!! Após a vacina, fica 4 semanas com o coombs positivo. Depois de 4 semanas, tem que negativar (no máximo em 6 semanas). Se continuar positivo é pq não conseguimos evitar a sensibilização.

Uso de vacina durante a gestação:

Existe uma proposta de que se faça a vacina entre 28 e 32 semanas em todas as gestantes negativas com coombs indireto negativo. Aqui em Pelotas não se faz isso pois não temos dinheiro. Precisamos tratar Lues, infecção urinaria (que mais mata os bebês por trabalho de parto prematuro), tem quer pagar UTI e outras coisas. Então, foi decidido que não será feito isso aqui em Pelotas, pois a doença nem é tão comum assim.
O objetivo da vacina administrada durante a gravidez  é diminuir a chance de sensibilização, e parece que funciona mesmo.
Há um mês, tivemos um caso de uma paciente Rh negativo com placenta previa, que sangrou. Sangrou, tem que vacinar!!! Após a vacina, fica 4 semanas com o coombs positivo. Depois de 4 semanas, tem que negativar (no Maximo em 6 semanas). Se continuar positivo é pq não conseguimos evitar a sensibilização.


Outra situação:

Se no meio do caminho da gestação, descobrimos que ela já está sensibilizada ou isoimunizada, ou seja, ela tem coombs indireto positivo em algum momento da gravidez, eu preciso saber se o feto está sendo comprometido ou não (se está havendo passagem de anticorpos pela placenta e ocorrendo lise de hemácias do feto).

Exemplo: Pedimos coombs indireto na primeira consulta e deu negativo. Na 28º semana repetimos, e deu positivo (o qualitativo). Pedir um coombs quantitativo, se der  > ou = 1/16 , já investigar o feto. E hoje em dia se sabe que independente dos valores do coombs, já pode estar tendo repercussão fetal.


AVALIAÇAO DO FETO:

Ecografia  comum obstétrica com perfil biofísico e com dopplerfluxometria
Se na eco, em qualquer momento da gravidez, houver ascite, polihidramnio (vai ter poliúria), sinais de hidropsia fetal, uma ecocardio com sinais de cardiomegalia, qualquer sinal de que o feto não está bem ou uma doppler alterada, mostra que o feto está comprometido.

Então, temos que saber o quanto esse feto está comprometido. Se ele já tiver ascite, hidropsia...ele já está muito comprometido! Fazer uma cordocentese e avaliar o grau da anemia, para decidir entre fazer uma transfusão intra-útero ou fazer o feto nascer.

-Se feto<34 semanas, muito doente, anemiado, fazer transfusão através de cordocentese intra-uterina
- Se feto não estiver com muita anemia, continuar acompanhamento com eco e assim que tiver 34 semanas (já vai ter usado corticoide) interromper a gravidez.
- Se o feto não está  hidropico, e o Doppler não está bom, também fazer cordocentese., ver se está anemiado ou não, avaliando se deve ser feita transfusão ou não. 

Histerossalpingografia


Esquema mostrando a introdução do catéter pelo colo uterino.





O que é o exame:
A histerossalpingografia nada mais é do que um raio-x contrastado da cavidade uterina e de suas tubas. Ele é realizado em série, com a injeção de um líquido (contraste iodado) através do orifício do colo do útero, com o auxílio de um catéter (sonda) fino.
É um dos exames mais antigos existentes na rotina da investigação do casal infértil, sendo utilizado há praticamente um século. Apesar de tão antigo, ainda é o melhor para avaliar a anatomia das tubas uterinas, não existindo outro exame que possa nos dar a mesma qualidade de informação sobre esta estrutura.
A histerossalpingografia tem como principal objetivo avaliar a morfologia das tubas uterinas e, através desta análise, inferir sobre sua função reprodutiva. Pode também oferecer dados sobre a anatomia uterina, como a presença de mal-formações Müllerianas (útero bicorno, unicorno, septado etc), presença de pólipos ou miomas e sinéquias uterinas.
O resultado do exame é um verdadeiro divisor de águas entre os tratamentos. Se estiver normal, os tratamentos podem ser de menor complexidade ("in vivo"), mas caso tenha alterações, devemos partir para os procedimentos mais complexos ("in vitro").

Medos e anseios:
É muito comum no consultório receber pacientes que tem verdadeiro terror ao ouvir falar neste exame. Quantas e quantas vezes não ouvi a frase: "faço qualquer coisa, mas não me peça para repetir este exame!".
De certa forma, não posso deixar de tirar a razão das minhas pacientes. A histerossalpingografia quando não é bem indicada e bem realizada, é extremamente dolorosa e desconfortável.
Assim, é obrigação do médico que solicita o exame explicar à paciente como ele é feito e para que está sendo solicitado.
Vale ressaltar que quando o exame é feito seguindo rigorosos critérios e por médicos experientes e com bons equipamentos, não há queixa de dor.


Catéter flexível com balão, utilizado para a realiazação do exame





Cuidados ao realizar o exame:

  • A histerossalpingografia deve ser realizada em uma fase específica do ciclo menstrual, previamente à ovulação e logo após o término da menstruação, ou seja, algo como entre os dias 6 e 12 do ciclo menstrual.
  • Deve ser feita uma limpeza do intestino previamente, que pode ser obtida com o auxílio de laxantes no dia anterior ao da realização do exame. Isso serve para retirar os gases e fezes da região pélvica, visando melhorar a qualidade das imagens e a sua interpretação.
    Atenção: Não faça uso destes medicamentos sem que o médico tenha recomendado!
  • Podem ser utilizados anti-inflamatórios ou anti-espasmódicos 30 minutos antes de realizar o exame, para prevenir a ocorrência de dores durante sua realização.
  • É muito importante que o médico examinador seja especializado na realização deste exame.
  • Um bom laboratório ou clínica também ser preferido, pois se existir um aparelho chamado de radioscópio, o exame é muito mais facilmente realizado e com melhor qualidade das imagens.
  • Não deve ser utilizada uma pinça para pinçar o colo do útero, chamada de Pozzie. Esta pinça causa dor e contração muscular, fechando a saída das tubas e confundindo quem analisa os resultados.
  • Da mesma forma, o contraste deve ser aquecido, para evitar a contração uterina.
  • O catéter a ser inserido no colo do útero deve ser flexível e bem fino
Seguindo estes cuidados, raramente há queixa de dor e o exame terá uma ótima qualidade, facilitando a interpretação do Médico.



Exame normal, mostrando as tubas finas e permeáveis.

Cicatriz de cesárea anterior (setas).

Útero unicorno.

Útero bicorno.

Pólipo uterino (note a falha de enchimento bem no centro do útero).

Sinéquias uterinas (uma parede do útero "cola" com a outra).

Adenomiose: imagens "serrilhadas" no fundo uterino.

Hidrossalpinge (líquido na tuba): veja a dilatação da tuba.




Fonte/créditos:http://www.bebedeproveta.net/histero.htm 

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29/06/2011

Infertilidade e Acupuntura


A infertilidade é uma condição comum nos dias atuais, acometendo cerca de 10 a 15% dos casais, porém vem sendo descrita e discutida há mais de 3000 mil anos em textos antigos da Medicina Tradicional Chinesa.
A Acupuntura é uma técnica da Medicina Tradicional Chinesa que se baseia na estimulação de determinados pontos do corpo (mobilizando sua Energia) a fim de restaurar e manter a saúde. Dentro da concepção chinesa, toda doença é uma manifestação de desequilíbrio, e a Acupuntura seria uma forma de readquirir a harmonia perdida.
Além dos casos de dor, várias doenças funcionais podem ser tratadas pela Acupuntura. Pode tratar de várias doenças ao mesmo tempo, cuidando também da mente e das emoções. A Infertilidade é uma das indicações desse tipo de tratamento.
O tratamento da Infertilidade por Acupuntura pode ser indicado de forma exclusiva ou com o objetivo de complementar e potencializar o tratamento convencional, dependendo de cada caso em particular.
Na mulher, do ponto de vista da Medicina Tradicional Chinesa, a Matriz (Útero, Trompas, Ovários) deve estar adequadamente suprida Energia para poder gerar um novo ser. O apropriado funcionamento dessa Matriz está na dependência do equilíbrio Yang/Yin dos outros órgãos e vísceras do corpo.
Fatores emocionais são fundamentais na gênese dos distúrbios energéticos da Matriz. São também importantes fatores alimentares e relativos à atividade física, uso de fumo, álcool e drogas, bem como os fatores constitucionais e a existência de patologia geral ou ginecológica anterior.

Infertilidade: possíveis benefícios do tratamento por Acupuntura
Pode melhorarcondições do endométrio, incluindo a melhora da perfusão uterina
Pode ajudar a regular os níveis hormonais e proporcionar maiores taxas de ovulação
Pode beneficiar mulheres com Síndrome de Ovários Policísticos e ciclos anovulatórios
Pode proporcionar melhora quantitativa e qualitativa do sêmen de homens inférteis
Pode beneficiar pacientes com alterações da tireóide que possam alterar a fertilidade
Pode aumentar o número de folículos produzidos no tratamento de Fertilização in vitro (FIV)
A acupuntura diminui o estresse emocional e a ansiedade, que são muito freqüentes em casais inférteis, o que contribui para melhor resultado terapêutico.


fonte/créditos:http://site.fmabc.br/conteudos/pgfmabc_pInt.asp?NTB8NTIO

Sinéquias uterinas o que é?


As sinéquias uterinas ocorrem principalmente como conseqüência de processos infecciosos intra-uterinos ou após procedimentos cirúrgicos, como a curetagem uterina.


A incidência de sinéquias uterinas após uma cuteragem é de aproximadamente 16%. Após duas ou três curetagens, a incidência pode chegar a 32%, sendo o quadro moderado a severo.


Classificação histeroscópica das sinéquias uterinas:
- Mínimas: menos de ¼ da cavidade, com óstios e fundo livres;
- Moderadas: ¼ a ¾ da cavidade, óstios ocluídos, sem aglutinação das
   paredes; 
- Graves: aglutinação das paredes com aderências espessas.


A presença de sinéquias intra-uterinas pode estar associada a alterações do padrão menstrual, devido à redução da superfície de endométrio ativo, podendo se manifestar por hipomenorréia ou amenorréia. 
Está também associada a alterações da capacidade reprodutiva, manifestada por infertilidade ou mesmo abortamento habitual.


A histeroscopia cirúrgica é o procedimento de escolha para tratamento das sinéquias uterinas. O tratamento histeroscópico para Síndrome de Asherman  parece ser efetivo para a restauração da funcionalidade da cavidade uterina. Determina retorno à normalidade menstrual em 85% dos casos, reconstrução da cavidade uterina normal em 50 a 97% das pacientes, com taxas gravidez de 42,8% (62,5% para pacientes com menos de 35 anos) .


A principal complicação relacionada à gestação pós-tratamento é o sangramento por placentação anormal. 
Está indicada, no pós-operatório, realização de revisão histeroscópica após 30-60 dias como único procedimento (Luca Mencaglia e col; Histeroscopia Cirúrgica, 2004) ou associado à estrogenioterapia, na dose de 4 mg estradiol/dia x 60 dias.

O uso de DIU não é mais recomendado pela maioria dos autores por não mostrar resultados superiores a estrogenioterapia.





fonte:http://www.webartigos.com/articles/46753/1/Sinequia-Uterina----Cicatriz-Uterina/pagina1.html

O que é uma gestação anembrionária?

Ao fazer uma ultrassonografia, o saco gestacional aparece vazio, o que é sinal de um "ovo cego", ou seja, o óvulo fertilizado implantou-se no útero, mas o embrião não se desenvolveu. Esse tipo de gravidez pode acontecer com qualquer mulher, e a maioria delas consegue ter gestações normais depois. 

Pode não haver nenhum sinal, como dor ou sangramento, de que a gravidez não está se encaminhando como deveria. Os hormônios podem fazê-la se sentir ainda grávida, embora às vezes os níveis comecem a cair, diminuindo as mudanças no corpo (os seios podem ficar menos sensíveis, por exemplo). Geralmente, a mulher só fica sabendo que algo está errado quando passa pelo primeiro ultrassom. 

Apesar de as causas não serem totalmente identificadas, a gestação anembrionária costuma ser considerada um acidente da natureza. Quando um óvulo é fertilizado por um espermatozóide, as células começam a se dividir. Algumas se desenvolvem em forma de embrião, outras em forma da placenta e do saco gestacional. Em alguns casos, a parte do óvulo fertilizado que deveria se tornar o bebê não vai para a frente (provavelmente porque aconteceu um erro durante a fertilização e há cromossomos demais ou de menos), mas a que se destinaria à placenta e às membranas continua crescendo dentro do útero. 

Seu corpo não reconhece que o saco gestacional está vazio, já que os hormônios da gravidez ainda estão sendo produzidos (o que impede que haja um aborto espontâneo). 

Durante a ultrassonografia, o médico mede o saco gestacional e procura sinais do embrião. Se o saco gestacional medir mais de 20 mm e não houver indícios do embrião, ele provavelmente fará um diagnóstico de ovo cego. No caso de o diâmetro do saco ser menor que 20 mm, pode ser que sua gestação esteja em um estágio menos avançado do que você imaginava, e um novo ultrassom será realizado em uma ou duas semanas para tirar a dúvida. Se nessa etapa o embrião ainda não aparecer, o diagnóstico será confirmado. 

Uma gestação de 12 semanas normal (abaixo) 


 


Um ovo cego em uma gestação de 12 semanas (abaixo) 


 


O choque de descobrir que a gravidez não está progredindo conforme o previsto é enorme, e poderá ser muito difícil entender e aceitar o que aconteceu. Talvez você não queira tomar as providências médicas necessárias logo de cara. 

É seguro aguardar por um aborto espontâneo até que os índices dos hormônios da gravidez baixem sozinhos, mas isso pode levar muitas semanas. Se você já teve algum sangramento ou secreção mais amarronzada, pode valer a pena esperar pelo fim natural da gravidez. A maioria das mulheres, no entanto, acaba realizando uma curetagem uterina, um procedimento feito sob anestesia em que a mulher recebe alta hospitalar no mesmo dia. 

Uma vez que a gestação tenha chegado ao fim, você passará a menstruar normalmente e poderá tentar engravidar de novo, de acordo com as orientações de seu ginecologista. 

A maior parte das mulheres que voltam a tentar ter filhos tem uma gestação normal na vez seguinte. A realização de uma ultrassonografia mais cedo poderá tranquilizá-la, já que uma vez que o batimento cardíaco do bebê é identificado a gravidez é considerada viável, e as chances de sucesso são bem maiores. Mas é importante não se apressar demais no exame -- o ideal é aguardar até sete ou oito semanas --, porque ultrassonografias realizadas muito cedo podem trazer mais incertezas que tranquilidade.







Fonte/créditos:http://brasil.babycenter.com/pregnancy/perdas/anembrionada/

Teste De Ovulação – Saiba os dias mais férteis para engravidar


O teste de ovulação é um importante aliado quando a mulher deseja engravidar, com este texto pretendo esclarecer algumas dúvidas sobre o teste de ovulação. E ainda ensinar como fazer o teste da ovulação. Quando é meu período fértil? Eu quero engravidar, quando acontece a ovulação? Como posso saber a data certa que ocorre minha ovulação? São algumas perguntas que tentaremos esclarecer neste texto. O teste da ovulação é útil, mas é necessário entender o processo chamado ciclo menstrual para saber aproveitar as informações que o teste irá lhe oferecer.
Ovulação e ciclo menstrual
A ovulação é um acontecimento que normalmente ocorre todo mês no organismo da mulher, onde ovário libera o óvulo (ovulação – devido ao aumento do hormônio LH), entrando, a partir deste momento em período fértil, estando desta forma propensa a engravidar caso tenha relação onde este óvulo possa entrar em contato com o espermatozóide.
É importante saber a duração do seu ciclo menstrual. Por exemplo, se a menstruação “veio para você” dia 5, devemos considerar que dia 5 foi o primeiro dia do ciclo menstrual. E quando termina o ciclo menstrual? Simples, se no outro mês a menstruação iniciar dia 3, conseqüentemente o ciclo anterior terminou dia 2, portanto esta mulher tem um ciclo de 28 dias. Se tiver um ciclo desregulado é necessário fazer um cálculo aproximado usando os últimos ciclos para ter um valor médio de dias do ciclo menstrual.
Depois que soubermos qual é a quantidade de dias do ciclo menstrual (ou uma média), vai ficar mais fácil entendermos e sabermos usar o kit para o teste de ovulação.
Os Hormônios
Os hormônios FSH e LH provenientes da glândula pituitária (no cérebro) influenciam o ovário para que ocorra a ovulação, e os hormônios ovarianos, estrógeno e progesterona influenciam os órgãos reprodutivos.
Normalmente no ciclo menstrual o hormônio Luteinizante (LH) se mantém abaixo de 20 mUL/ml, quando por volta de 14 dias antes do início de um novo ciclo, o hormônio LH aumenta consideravelmente, esta fase é a chamada “onda LH”. É neste momento que ocorre a liberação do óvulo, um ou mais, do ovário. Depois de 2 a 3 dias da ovulação onde ocorreu o pico máximo a onda LH retorna aos valores normais até que em um novo ciclo volte a elevar-se.
Quando Começar a Fazer o Teste?
Pronto, entendido até aqui, é hora de realizarmos o teste da ovulação para descobrir o período em que há melhores condições para obter sucesso e a fecundação ocorra. O teste vai definir o momento mais provável da ovulação.
Saber o dia certo para começar a coletar a urina para fazer o teste de ovulação é muito importante, para melhor visualizar e definir o dia, a tabela ao lado pode ajudar, depois de saber a duração do ciclo menstrual. Na primeira coluna temos os dias de duração do ciclo (explicado acima), na segunda coluna, veja os dias do ciclo para começar os testes. Por exemplo, se a duração do seu ciclo for de 28 dias (coluna esquerda) o dia ideal para começar a fazer os testes é o dia 12 (coluna da direita), ou seja, no décimo segundo dia do início da menstruação irá começar a fazer o primeiro teste, até que o resultado seja positivo (ver abaixo como fazer) e depois de 24 a 48 h irá acontecer a ovulação.
Como proceder para realizar o teste de ovulação
Geralmente os kits reagentes existentes no mercado possuem cinco tiras reagentes usadas para fazer o teste em cinco dias consecutivos.
Determinar um horário para realização do teste durante os cinco dias, de preferência no início da manhã, antes que se tome muita água para não tornar a urina muito diluída, coletando em um recipiente limpo (pode ser um recipiente qualquer que você tenha em casa, mas deve estar bem limpo e seco). Normalmente dentro dos kits reagentes comprados na farmácia possuem um recipiente para onde deve ser transferida a urina, depois a fita reativa que também está no kit, deve ser mergulhada na urina, até a marca indicada (respeitar o limite), 2 a 3 minutos depois ver o resultado do teste.
Se formar uma linha colorida na posição “teste” o resultado é positivo, se não desenvolver nenhuma coloração o teste é negativo. Caso positivo a ovulação ocorre normalmente 24-48 horas, mais freqüente dentro de 36 h . Por isso é importante fazer o teste no mesmo horário todo dia, desta forma poderá estar preparada para que a ovulação ocorra. Resultado lido depois de cinco minutos não tem valor.
Sabemos que a ovulação poderá ser irregular, dependendo do estado emocional da mulher ou nível de estresse, assim a ovulação pode não ocorrer sempre neste mesmo dia que foi detectado, nos próximos ciclos menstruais, por isso deverá repetir o procedimento.
Quais são as limitações deste teste?
Este teste só funciona corretamente se os procedimentos forem seguidos conforme indicado nas bulas dos kits, com um nível de segurança de 98%, lembrando que não deve ser usado como um método anticoncepcional.
Consulte sempre seu médico.


Fonte/créditos:http://www.plugbr.net/teste-de-ovulacao-saiba-os-dias-mais-ferteis-para-engravidar/

Teste de gravidez – Quando realizar, precisão e quanto custa o teste


A amostra geralmente utilizada para detectar o hCG, hormônio presente na gravidez, é a de urina, melhor indicada a primeira urina do período da manhã por conter maior concentração do hormônio, também podendo ser realizada a coleta dosangue em laboratórios de análises clínicas para dosagem no soro (sangue depois de coagulado é centrifugação e retirado a parte líquida) e realizado o exame.
testerap.gifTeste de Gravidez pode ser realizado em casa ou mais indicado em um laboratório de sua confiança, na maior parte das vezes é oferecido nas farmácias em forma de Tiras – Envelope contendo 1 Tira.
O dia ideal para realização do teste de gravidez vai depender da sensibilidade (Quanto maior a sensibilidade de um teste, maior a chance de detectar o hormônio hCG).
Nem todos os testes são iguais e pode ser que um tenha uma sensibilidade que possa dar positivo na presença de gravidez alguns dias após a fecundação, já outros são feitos para ser realizados do terceiro dia de atraso menstrual em diante. A qualidade do material e a boa técnica para realização seguindo todas as recomendações do fabricante são outros fatores determinantes para a se chegar a um resultado confiável.
Um procedimento que você pode fazer é ligar ou ir até a farmácia ou no próprio laboratório e perguntar qual é a sensibilidade do teste de gravidez que eles oferecem, qual é o dia ideal para realizar o teste usando este material.
Com base nesta resposta você pode decidir se já pode fazer o teste ou tem que aguardar mais alguns dias, observando neste intervalo os sintomas clínicos como: amenorréia (ausência de menstruação), mamas mais sensíveis e com certo inchaço, desejos alimentares, escurecimento dos mamilos, micção mais freqüente, náuseas e enjôos que geralmente estão presentes na maioria dos casos de gravidez, tendo sempre em mente que cada organismo se comporta de maneira diferente, podendo algum dos sintomas não estar presente ou surgirem outros.
O acompanhamento do seu médico e o teste de gravidez aliado a outros exames que ele achar necessário lhe dará segurança para chegar a um resultado confiável.
Nos testes de farmácia o resultado pode ser visto em 2 a 3 minutos e a leitura é visual.
Teste de gravidez “A”
Sensibilidade do material para o teste (Kits): maior ou igual a 25 mUI/ml valor escrito na bula dos kits ou testes de gravidez.
Quando pode ser realizado: testes de gravidez com esta sensibilidade podem ser realizados no primeiro dia do atraso menstrual (para maior segurança depois do quinto dia)
Valor do kit: Varia de cinco a vinte reais
precisão: Boa (dependendo dos fatores mencionados acima)
Teste de gravidez de laboratório (nem todos realizam este teste)
Sensibilidade do material para o teste: determinação quantitativa e qualitativa da gonadotrifina coriônica humana fração beta (b-hCG) em soro ou plasma
Quando pode ser realizado: Assim que for necessário.
Valor do exame: Varia entre vinte e quarenta reais
precisão do teste: Muito boa.
Relembrando que a realização de teste de gravidez adquirido na farmácia deve seguir sempre, com atenção a técnica descrita na bula do kit.
Outras questões importantes:
  1. O teste de gravidez deve ser realizado quando? O teste de gravidez deve ser realizado depois do quinto dia de atraso da menstruação, depois deste período temos maior segurança, pois se fizer antes deste prazo, pode dar negativo (mas ainda não será definitivo podendo fazer alguns dias depois dar positivo), pois na primeira vez ainda estava produzindo uma quantidade de hormônios pequena, assim o teste não tinha “sensibilidade técnica” para acusar positividade, por isso se realizado depois do quinto dia de atraso menstrual o resultado é fortemente seguro.
  2. Se realizar o teste depois do quinto dia de atraso e ainda assim der negativo, o que fazer? Se mesmo assim continuar dando negativo, e ainda tiver suspeita de gravidez, a menstruação não desceu, deve procurar o médico para uma consulta, pode ser alguma infecção, ou outro problema que deve ser investigado pelo ginecologista.
  3. Se meu parceiro não usar preservativo durante a relação, mas não “gozar dentro” corro risco de engravidar? Sim, corre, se estiver no período fértil poderá engravidar, mesmo a possibilidade sendo menor, mas existe, pois durante a relação pequena porção de esperma pode sair do pênis mesmo sem o homem perceber.
  4. Se a sua dúvida é sobre a pílula do dia seguinte, desregulou o organismo (normal), se é segura (não totalmente), quando deve tomar (somente em casos de acidente como rompimento do preservativo, nunca como anticoncepcional de forma corriqueira.
  5. Uma coisa extremamente importante, algumas mulheres dizem ter vergonha de ir ao médico, deixe isso de lado, procure o médico ginecologista, ele vai avaliar todos os sintomas e saberá qual o exame que no seu caso é necessário fazer ou se você deve tomar alguma dose de medicamento, não deixe menstruação atrasada por muitos dias sem procurar um médico.
  6. O teste deu positivo, com quantos dias estou de gestação? Pelo teste de gravidez não é possível dizer quantos dias de gestação.
  7. Apareceu duas linhas coloridas, uma bem fraca e a outra forte no resultado do teste, é positivo ou não? Sim é positivo, mesmo uma linha aparecendo com coloração fraca, o teste deve ser considerado positivo.


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