30 de mai de 2012

Problemas Tubários e tratamentos!


Várias são as possibilidades de tratamento disponíveis na doença tubária. Incluíndo: cirurgia tubária, salpingografia seletiva e a fertilização in vitro (FIV).   

Cirurgia tubária

Pode ser realizada por laparoscopia (cirurgia por vídeo) ou laparotomia (cirurgia com abertura do abdomen). Os resultados da cirurgia tubária quando realizado por técnicas de microcirurgia (laparotomia) são melhores.
Entretanto, para cada caso deverá ser avaliado a melhor via de acesso.A cirurgia tubária está indicada em casos selecionados quando o dano tubário não é grave. Alguns exemplos em que a cirurgia pode ser apropriada:

Reanastomose tubária

Algumas mulheres que realizaram a ligadura tubária gostariam de engravidar novamente e solicitam a possibilidade de reanastomose de suas trompas. O método usado para reanastomose tubária dependerá da cirurgia inicialmente realizada para ligadura e da extensão do dano causado. O médico pode necessitar de uma histerossalpingografia e laparoscopia para acessar as condições tubárias antes de decidir pela cirurgia. As tubas ligadas algumas vezes podem ser recanalizada, mas, se elas foram removidas totalmente ou muito danificadas, isto não é possível e a única chance seria a FIV. A cirurgia inclui a remoção da cicatriz e a anastomose dos cotos tubários. As taxas de sucesso são boas; mas os melhores resultados são alcançados se a cirurgia for feita por técnicas microcirúrgicas (laparotomia) e dependerá do comprimento do coto distal. As chances das tubas tornarem-se pérvias após a a cirurgia são por volta de 80%, e as taxas de gravidez 60%.

Lise de aderências tubárias

Envolve a remoção das aderências em volta das tubas. Essas aderências com frequência grudam as tubas aos outros órgãos internos causando a junção destes, reduzindo a mobilidade tubária. Essas aderências podem ser causadas por infecções pélvicas prévias, cirurgias anteriores ou endometriose.

Salpingostomia

Usada para o tratamento do bloqueio das fímbrias (porção distal das trompas). Aderências que cobrem a porção distal das tubas são removidas; a trompa é aberta e é feito uma sutura especial para que permaneça aberta.
As taxas de sucesso após esta cirurgia dependerão primariamente da extensão e do local do dano tubário. Outros fatores que podem afetar os resultados são: a técnica usada, idade da mulher, etc... Em 80% dos casos elas podem ser abertas, mas em somente 20% as mulheres engravidam. Isto porque quando a tuba é bloqueada, muito do seu lúmen (tecido que a recobre internamente) é destruído e mesmo que seja aberta por cirurgia elas permanecem sem função adequada. Além disso, as aderências comumente retornam após a cirurgia. O tempo de seguimento após cirurgia tubária deve ser de pelo menos 12 meses. Por esse motivo não está indicado para pacientes de idade mais avançada, para essas pacientes devemos considerar a FIV como a primeira escolha. Outro fato é que a primeira tentativa da cirurgia é sempre a melhor chance para o sucesso, repetir a cirurgia raramente obtém-se sucesso. Devemos considerar como primeira opção a cirurgia, quando outras formas de tratamento não são aceitas pela paciente. A remoção das tubas danificadas, ex. hidrossalpinge, antes da FIV aumenta as chances de sucesso. Adicionalmente as complicações gerais associadas a qualquer cirurgia como: anestésicas, infecções, sangramentos ou danos de outros órgãos como o intestino, existem complicações específicas como: formação de aderências, novo bloqueio da tuba e gravidez ectópica. A gravidez ectópica tem uma incidência acima de 40%, após cirurgia tubária.

Salpingografia seletiva

Este procedimento pode ser usado em casos de bloqueio tubário proximal (próximo do útero) quando o resto da trompa é saudável. É realizado sob controle radiológico e leva de 15 - 20 minutos. É injetado um contraste radiológico pelo colo uterino até a visualização da cavidade uterina. Um cateter curvo especial então é guiado ao orifício tubário e então injetado mais contraste com maior pressão para remover a obstrução. Este procedimento tem uma aceitável taxa de sucesso. 90% das tubas permanecem desobstruídas e 50% engravidam nos 12 meses seguintes. As complicações incluem: perfuração da tuba, infecção e risco aumentado para gravidez ectópica.

FIV

É um tratamento mais efetivo para todas as formas de dano tubário e aderências pélvicas. Deve ser considerado o tratamento de escolha para doença tubária moderada ou grave. O objetivo é contornar a fertilização nas trompas.



Fonte: http://www.clinicadereproducaohumana.com.br

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