31 de mai de 2012

Síndrome Antifosfolípide


O que é a síndrome antifosfolípide?
A síndrome antifosfolípide foi definida como uma síndrome em 1983, consistindo de uma tríade de manifestações envolvendo trombose arterial e/ou venosa acompanhada por diminuição de plaquetas e títulos elevados de auto-anticorpos (anticoagulante lúpico e anticardiolipinas). Atualmente, sabemos que a doença é sistêmica, ou seja, pode afetar quase todos os órgãos e tecidos.

Quais as causas?
A causa ainda é considerada um mistério. Uma combinação de fatores genéticos e ambientais tem sido proposta. Dados recentes indicam a participação de agentes infecciosos.

Quais os sintomas?
Na síndrome antifosfolípide, todo o sistema de coagulação está envolvido (associando-se a tromboses), assim como outros mecanismos. De fato, os anticorpos têm se mostrado diretamente tóxicos ao desenvolvimento fetal (numa pesquisa, esses anticorpos foram transferidos de humanos para ratos e induziram a perdas fetais nestes).
Recomenda-se pesquisar a síndrome nos indivíduos com trombose e nas mulheres com complicações da gestação citadas acima. Outros sintomas são difíceis de encontrar, mas a síndrome também pode estar associada à queda nas plaquetas e a algumas lesões de pele.

Como é a evolução da doença?
Naquele paciente que sabe ser portador da doença, os riscos são avaliados e a evolução costuma ser boa, pois há várias formas de prevenção de trombose que podem ser orientadas, mas o seguimento com um especialista é recomendado, pois a evolução da doença é instável.

Quais os fatores de risco?
Obesidade, tabagismo, varizes, cirurgias de grande porte, repouso prolongado, gestação e uso de hormônios são fatores de risco para desenvolver os sintomas da síndrome, e a trombose pode se manifestar mais freqüentemente nos pacientes com anticorpos positivos.

Quem mais atinge?
É mais comum em mulheres, principalmente as mulheres em seu período de vida reprodutivo.

Como é feito o diagnóstico?
São dosados os anticorpos antifosfolipídeos. É importante frisar, no entanto, que os resultados alterados devem ser sempre confirmados por exames a serem repetidos no período mínimo de 3 meses, pois hoje sabemos que pessoas normais podem apresentar alteração passageira desses exames.

Qual o tratamento?
O tratamento é feito com medicamentos anticoagulantes. O tempo de tratamento e o tipo de anticoagulação deverão ser determinados pelo médico especialista que segue o paciente. Em geral, os especialistas que lidam com a síndrome são reumatologistas, hematologistas, mas também hoje alguns obstetras têm experiência nesta área, em vista da doença atingir mulheres jovens em idade reprodutiva.

Existe prevenção?
Recomendamos prevenir trombose tratando a obesidade, as varizes, suspender o tabagismo, avaliar adequadamente os riscos do paciente quando se trata de introdução de terapêuticas hormonais, tais como pílulas anticoncepcionais ou tratamento do climatério.
Durante a gestação o uso de anticoagulantes (heparina/aspirina) ajuda a evitar os abortamentos e as outras complicações.


Fonte: http://www.idmed.com.br"

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