26 de jun de 2012

útero arqueado


Animação

 
Clique no menu da imagem (à direita) para mostrar a animação correspondente

 O útero arqueado é uma anormalidade de fusão no momento da formação do útero. Em geral, ele não é responsável por casos de infertilidade como um fator isolado. O útero arqueado justifica abortamentos de repetição, pois em alguns casos, pode prejudicar a implantação do embrião, podendo justificar casos de partos prematuros. Na maioria dos casos não é necessário correção cirúrgica desse defeito, e nos casos de gestação é recomendado o acompanhamento do tamanho do colo e a realização de cerclagem uterina , já que em 30% dos casos o útero arqueado está relacionado com a incompetência istmo cervical, ou seja, o colo do útero se dilata antes do tempo e ocorre o parto prematuro podes sim ter filhos desde o momento que faças um acompanhamento médico.

25 de jun de 2012

Hidrotubação. torne seu sonho de ser mãe em realidade

Pouca gente ouviu falar ou sabe o que é a hidrotubação.

A hidrotubação é o processo de desobstrução das trompas. actualmente é um metodo pouco usado, porque muitas vezes as mulheres preferem a cirurgia, no meu ponto de vista quando a trompa está obstruida não devemos pensar logo na cirurgia porque não é somente a cirurgia que resolve esse problema e geralmente a cirurgia seria para os casos da reversão da laqueação das trompas.

Como saber que as trompas estão obstruidas? saberas se tens as trompas obstruidas ou não, fazendo uma histerossalpingografia, esse é o exame que diz se as trompas estão obstruidas ou não e ela so é marcada com receita medica. 
As causas de obstrução das trompas podem ser diversas tais como: aborto quer seja ele espontâneo ou provocado, Curetagem, infecções mal tratadas etc. 

A hidrotubação é um processo pouco doloroso e que pode ser feito no consultório pelo seu genecologista, ele pode ser feito no mesmo dia ou pode ser feito em 3 dias consecutivos é rapido e as vezes milagroso para algumas mulheres. Há muitas mulheres que conseguiram engravidar depois da hidrotubação ex: minha amiga, ela engravidou no mesmo mês que fez a hidrotubação e hoje ela está com 8 meses de
gestação a espera de um menino.

Caso queiras saber mais converse com seu GO sobre esse processo pode ser que essa seja a razão de ainda não teres engravidado.

 
Entenda bem não estou dizendo que o mesmo possa acontecer contigo. Cada organismo reage de forma diferente ao tratamento, por isso não perca as esperanças, vá em frente e não desanime pode ser que essa seja sua change, pode ser por isso desejo-te sorte.

E se estás a tentar engravidar lembre-se de tomar sempre o acido folico ele não ajuda a engravidar, mas previne mal formação no bebé, vai que estejas gravidas e não sabes. muita mulher toma o acido folico só depois de descobrir que está gravida, segundo alguns especialistas, quando a mulher descobre que está gravida ai a formação do tubo neural já fechou então aconselha-te a toda mulher em idade
fertil tomar acido folico ele pode ser comprado em farmacias e sem receita médica.



Relato do medico Dr. André Vaz 
Sou médico e tenho boa resposta com o uso da hidrotubação. O método é realizado uma vez na semana, são três aplicações, de preferência entre as menstruações. As medicações que são descritas neste fórum estão corretas com exceção da HIALOZIMA, nome correto. É importante ressaltar que existem MUITOS casos de pacientes com obstrução de uma única trompa, estando a outra "sadia", e essas pacientes não conseguem engravidar. Passei á considerar essas´pacientes como tendo as trompas doentes, e iniciei o tratamento com HIDROTUBAÇÃO. Para nossa surpresa passamos a ter vários casos de gravidez após o tratamento!!! Minha explicação é a seguinte: a histerossalpingografia faz o diagnóstico da desobstrução, mas não diz como está o epitélio que reveste o interior da trompa. Será que a doença que "entupiu" uma trompa não vai ter potência para destruir o epitélio da outra trompa dita "sadia"??? Para mim aqui esta o segredo. A hidrotubação pode desobstruir e ao mesmo tempo regenerar o interior da trompa doente. Dr. André Vaz 

22 de jun de 2012

O que Imunologia tem a ver com Infertilidade?


Página para colorir laboratório
Antes de tudo, precisamos esclarecer o que é e para que serve nosso sistema imune. O sistema imune é o principal mecanismo de defesa do nosso corpo contra agentes externos, ou seja, que não fazem parte do organismo. Sendo assim, existem células especializadas do sistema imune que atacam agentes agressores, o que pode ocorrer tanto de forma direta, ou pela produção de substâncias, como os anticorpos e as citocinas, que são mediadores químicos fundamentais na organização e no equilíbrio de todo o processo de defesa.


Além de defender o corpo contra agentes externos infecciosos, tais como vírus e bactérias, o sistema imune tem uma importante função de vigilância em relação à presença de células estranhas. Estas células “estranhas”, reconhecidas como “não próprias” do nosso organismo podem ser tanto células de órgãos transplantados (daí o risco de rejeição e a necessidade de medicamentos imunossupressores em pessoas que recebem algum tipo de transplante) como células do nosso próprio corpo que sofrem modificações e podem originar um câncer. É papel do sistema imune destruir estas células logo no início e evitar que o câncer se desenvolva. O processo costuma ser tão eficaz que nem mesmo tomamos conhecimento de que isto acontece constantemente.

O sistema imune e a gestação

Agora que entendemos as funções básicas do sistema imune, precisamos parar um pouco para refletir sobre o que acontece num momento muito especial da vida da mulher: a gestação.
Já sabemos que o sistema imune está sempre “de prontidão” para atacar e destruir tudo o que não faz parte do nosso organismo, ou seja, que tem características estranhas a ele. Assim, é natural a pergunta: o que acontece quando um novo ser, que tem metade de sua carga genética compatível com o organismo do pai, começa a se desenvolver dentro do útero materno?
Por muito tempo, acreditou-se que o ambiente uterino servia como uma barreira de proteção para que o sistema imune não reconhecesse o feto como “estranho” e, assim, não o destruísse. Hoje, já se sabe que não só este reconhecimento ocorre como é necessário para um desenvolvimento saudável da gestação.

imunidade

Acredita-se que, para que uma gestação seja bem sucedida, deve haver pouca compatibilidade genética entre a mãe e o feto. Todos provavelmente já ouviram dizer que o risco de malformações e de doenças genéticas é maior quando existe parentesco entre o homem e a mulher. Isto ocorre principalmente porque a consangüinidade aumenta a chance de que um gene recessivo se expresse, caso seja portado pelos dois membros do casal. Desta forma, a diversidade genética é o caminho encontrado pela natureza para que a reprodução da espécie seja bem sucedida. Acredita-se que o sistema imune materno possua mecanismos para reconhecimento de um feto com carga genética diferente e, com isso, consiga protegê-lo contra a destruição. Haveria, assim, a produção dos chamados anticorpos bloqueadores que protegeriam o embrião recém-implantado no útero. Este tipo de resposta recebe o nome de aloimunidade. Quando não existe grande variabilidade genética, por outro lado, entre o homem e a mulher, mesmo que eles não sejam parentes, tais anticorpos não são produzidos, deixando o embrião susceptível ao ataque do sistema imune. Este seria o mecanismo para evitar que fetos geneticamente semelhantes fossem gerados. Entretanto, mesmo quando não existe parentesco entre o casal, muitas vezes o sistema imune materno interpreta o embrião como semelhante porque avalia apenas moléculas (do sistema HLA) da membrana das células. Quando existe um certo grau de semelhança entre o HLA materno e paterno, tais anticorpos bloqueadores não serão produzidos. Isto não significa que existe grande compatibilidade genética entre o casal e que o risco de feto com malformação é maior.


Mas o embrião terá chances maiores de ser destruído pelo sistema imune da mãe e o quadro clínico em tais casos poderá ser o de abortamento de repetição. É para tais casos que costumamos indicar um tratamento imunológico baseado na utilização de vacinas produzidas com linfócitos presentes no sangue do pai, que são injetados no organismo da mãe com o intuito de estimular, por uma via diferente, a produção de anticorpos contra o HLA paterno, que poderão, assim, ter o efeito protetor numa gravidez subseqüente. Esta é a teoria que justifica o tratamento de imunização com linfócitos paternos (ILP) para casos de abortamentos de repetição de causa aloimune.


A avaliação da presença de tais anticorpos é feita com um exame denominado Cross-Match (realizado por Citometria de Fluxo Quantitativa), que pesquisa a existência de anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe. Os resultados dos exames de Cross-Match são usados para indicar o tratamento e para monitorizar a resposta materna à aplicação das vacinas (ILP).


Produção de citocinas


Como já foi explicado, citocinas são mediadores químicos produzidos por células e que são fundamentais para um funcionamento adequado do sistema imune. Existem dezenas de tipos de citocinas diferentes, sendo que cada uma pode desempenhar diferentes funções. Acredita-se que para que uma gravidez seja bem sucedida, a resposta imune predominante deve ser a de produção das chamadas citocinas Th2 (que levam a uma resposta imune principalmente humoral, ou seja, baseada na produção de anticorpos). O prognóstico da gestação pode não ser favorável se o tipo predominante de resposta for a Th1, que estimula mais a ação direta das células (resposta celular) em relação à resposta Th2. Assim, casos de infertilidade podem se dever a um desbalanço do equilíbrio Th1/Th2. Neste aspecto, acredita-se que as vacinas com linfócitos paternos, além do mecanismo de aloimunidade já explicado, também possam funcionar através do direcionamento do sistema imune materno para uma resposta predominantemente Th2. Tal efeito também pode ser obtido pela administração de imunoglobulina endovenosa.


Autoimunidade


Embora o sistema imune de uma pessoa seja “adestrado” a reconhecer substancias estranhas a ele (ditas “não-próprias”), este mecanismo pode não ser perfeito. Algumas vezes, componentes próprios do organismo podem ser reconhecidos, levando à produção de auto-anticorpos. Estes auto-anticorpos podem levar a quadros de inflamação e de aumento da formação de coágulos no sangue, o que também pode levar a quadros clínicos de abortamentos de repetição e, possivelmente, de falhas da implantação do embrião (esterilidade sem causa aparente e falhas repetidas em ciclos de fertilização in vitro, por exemplo). É importante que fique claro que o fato de conseguirmos detectar os chamados auto-anticorpos em exames como dosagem de fator anti-núcleo (FAN) e anticorpos anti-fosfolípides não significa que a mulher é portadora de alguma doença auto-imune, como lupus e esclerodermia, entre outras. Pode haver apenas um leve desequilíbrio do sistema imune, cuja única manifestação clínica seja a dificuldade para engravidar e/ou manter a gestação até o final. Tais casos costumam responder bem ao tratamento indicado.


O fato anti-núcleo (FAN)


Os anticorpos anti-nucleares costumam indicar distúrbios auto-imunes. A doença auto-imune que mais se associa a sua presença é o lupus eritematoso sistêmico. A presença de um FAN positivo, importante frisar este ponto, não indica obrigatoriamente que a pessoa tem ou desenvolverá o lupus. Pode indicar apenas alguma atividade auto-imune que não causa nenhum problema fora do período gestacional, mas que pode levar a fenômenos inflamatórios deletérios em uma placenta em formação. A pesquisa de tais anticorpos, portanto, se faz obrigatória em casos de infertilidade. Quando presentes, a terapia com a utilização de medicações com ação anti-inflamatória (corticoesteróides) costuma dar bons resultados.


Células NK


A sigla NK vem do inglês “natural killer”. As células NK são células de defesa do sistema imune que tem a função de reconhecer células estranhas ao organismo, células infectadas por vírus ou com algum tipo de alteração que possa levar ao surgimento de um câncer (participam ativamente do mecanismo de vigilância imunológica). Atuam prontamente, destruindo diretamente a células alterada pela injeção de substâncias que levam à destruição de sua membrana. Existe uma grande quantidade de células NK no endométrio e um equilíbrio adequado de sua função é fundamental no processo de aceitação ou não de um embrião. Vários estudos já mostraram que quando a quantidade de células NK ativadas é aumentada, aumenta o risco de que elas venham a atacar o embrião, levando a quadros de abortamento. Nestas situações, o tratamento imunológico baseia-se na utilização de imunoglobulina endovenosa e tem o objetivo de regular a ativação e o número de células NK, evitando a destruição do embrião.


Estudos recentes mostraram que o próprio embrião, ainda, participa do processo de regulação da atividade NK, por meio da expressão, na membrana de suas células, de uma molécula denominada HLA-G, que tem ação inativadora sobre as células NK.


Anticorpos anti-tiroide


Os anticorpos anti-tiroide, até onde se sabe, não têm uma participação direta na evolução da gravidez. Servem apenas como marcadores de algum distúrbio imunológico, já que fazem parte do grupo de auto-anticorpos. Alguns estudos já mostraram pior prognóstico da gestação quando eles estavam presentes, mas o mecanismo por trás desta observação permanece desconhecido. A detecção de anticorpos anti-tiroide, ainda, torna obrigatória a investigação da função da glândula tiróide, já que se sabe que um mau funcionamento da mesma afeta todo o metabolismo corpóreo, que, quando alterado, pode ter repercussões indesejadas sobre a gravidez.


Anticorpos anti-fosfolípides


Fosfolípides são componentes normais das membranas de nossas células. Existem vários tipos de fosfolípides: cardiolipina, fosfatidil-serina, fosfatidil-inositol, ácido fosfatídico, fosfatidil-etanolamina, etc. Anticorpos anti-fosfolípides, assim, fazem parte do grupo de auto-anticorpos. Quando presentes em títulos altos, podem levar a lesões do endotélio, que é o tecido epitelial de revestimento dos vasos sanguíneos, e, como conseqüência, levar a formação de coágulos dentro dos mesmos (recebendo o nome de trombos). É fácil entender que a presença de micro-trombos em uma placenta em formação é altamente prejudicial, levando a áreas de infartos e impedindo as trocas materno-fetais, resultando freqüentemente em abortamento. Alguns tipos de anticorpos anti-fosfolípides, como o anti-fosfatidil-serina, podem levar ainda ao ataque direto do tecido embrionário no início da gestação, também resultando em perda da gravidez. Para tais casos, o tratamento adequado com medicações anti-coagulantes, como a heparina de baixo peso molecular, costuma ter ótimos resultados em termo de sucesso da gravidez.


Trombofilias hereditárias


Algumas mutações genéticas podem levar a alterações de componentes do sistema de coagulação que resultam em maior chance de coagulação do sangue no interior dos vasos sanguíneos: são as trombofilias hereditárias, que devem ser pesquisadas em casos de abortamentos de repetição. Como exemplos deste tipo de situação, temos as mutações do gene da protrombina, do fator V de Leiden, de gene da metileno-tetrahidrofolato redutase, etc. O tratamento também é baseado na utilização de drogas anti-coagulantes.


Como podemos perceber, existem vários distúrbios imunológicos que podem prejudicar o desenvolvimento adequado de uma gestação. Sabemos hoje que muitos casos de infertilidade anteriormente classificados como esterilidade (ou infertilidade) sem causa aparente (ESCA) se devem, na verdade, a distúrbios imunológicos para os quais existe tratamento. Não se admite mais, atualmente, que seja dado um diagnóstico de ESCA sem que seja realizada uma avaliação imunológica detalhada. Distúrbios imunológicos podem responder não apenas por quadros de abortamentos de repetição, mas também de falhas repetidas de implantação dos embriões. Ou seja, mulheres que nunca engravidaram também são candidatas à investigação imunológica.

Anticorpo Anti-Protrombina


Assim como a beta 2 glicoproteína I, a protrombina pode servir de cofator para a ligação de anticorpos fosfolípides com os fosfolípides. Além disso, parece haver casos em que o anticorpo antifosfolípide se liga à proteína cofator mesmo na ausência do fosfolípide, o que evidencia ainda mais a heterogeneidade destes auto anticorpos.
A relevância clínica da presença de anticorpos anti-protrombina é controversa na literatura. A maioria dos estudos, no entanto, descreve uma associação entre eles e a ocorrência de trombose venosa ou arterial. Anticorpos contra a protrombina têm sido descritos em casos de síndrome anti-fosfolípide. Em relação ao seu potencial trombogênico, foi relatado que IgG anti-protrombina de pacientes com anticorpos anti-fosfolípides inibem a inativação do fator V a pela proteína C ativada. No lupus eritematoso sistêmico, a presença de IgG anti-protrombina é maior em pacientes com trombose.

A pesquisa de anticorpos anti-protrombina parece ser especialmente útil em pacientes com história clínica compatível com síndrome anti-fosfolípide, mas para os quais os exames habituais resultem negativos, já tendo sido descrita prevalência de até 48% de tais anticorpos nestes pacientes. Assim, o anticorpo anti-protrombina é um outro potencial marcador da síndrome antifosfolípide. A detecção deste anticorpo é ainda mais freqüente em pacientes com história de vários episódios de trombose venosa profunda, representando, assim, risco de tromboembolismo recorrente.
No que se refere à gestação, embora existam estudos com resultados controversos, foi demonstrada associação entre antecedente de abortamentos em pacientes com diagnóstico de síndrome anti-fosfolípide e a presença de IgG anti-protrombina.

Hormônio Anti-mülleriano (AMH)


O hormônio anti-mülleriano (AMH) foi identificado como um fator que leva à regressão dos ductos müllerianos no embrião do sexo masculino. Em mulheres, é produzido por células da granulosa de folículos pré-antrais e pequenos folículos antrais, sendo que seus níveis podem ser medidos no sangue. No ovário, o AMH pode atuar levando ao crescimento dos folículos primordiais, além de estar envolvido no recrutamento de folículos antrais sensíveis ao FSH.
Considerando-se que o AMH somente é produzido por folículos ovarianos em crescimento, seus níveis séricos podem ser usados como marcador de reserva ovariana, representando a quantidade e a qualidade do “pool” de folículos ovarianos. Uma vez que o número de folículos ovarianos diminui com o aumento da idade da mulher, o AMH pode ser usado como marcador de reserva ovariana, sendo seus níveis basais (3º dia do ciclo) reduzidos em mulheres com baixa reserva. Tal fato já foi demonstrado por estudos científicos, que mostraram que os níveis de AMH diminuem com a idade da mulher e que o AMH inicial está associado com a resposta ovariana em ciclos de FIV para pacientes com níveis normais de FSH. Verificou-se também que a medida concomitante de inibina B e de FSH melhora ainda mais a previsão da resposta ovariana em mulheres que serão submetidas a ciclos de fertilização in vitro.

21 de jun de 2012

Vídeo Laparoscopia


Vídeo Laparoscopia Diagnóstica: Este procedimento é muito utilizado no diagnóstico de doenças existentes no interior do abdômen como endometriose, miomas, cistos de ovário, dor pélvica aguda ou crônica, aderências genitais – (laqueadura tubárea), e também no diagnóstico de infertilidade. Geralmente, este procedimento é realizado após uma investigação clínica básica.
Por se tratar de um exame mini-invasivo, a videolaparoscopia é considerada praticamente um procedimento ambulatorial, podendo ser utilizada em regime de Hospital Dia, com a internação de apenas algumas horas.
Procedimento: Após uma avaliação médica completa, que inclui exame ginecológico e uma avaliação pré anestésica, o exame é realizado sob anestesia geral.

Assim que a paciente estiver adormecida, uma pequena incisão é feita no interior da cicatriz umbilical. Uma agulha é colocada e através dela é feita a insuflação do abdômen com gás carbônico. O gás empurrará as alças intestinas para cima, longe dos órgãos genitais, permitindo a inserção de uma ótica acoplada a uma micro-câmera com o monitor.

Esta micro-câmera aumentará a visão em até 20 vezes, podendo avaliar com precisão as trompas, ovários e útero.

Nos casos de esterilidade, um aparelho colocado pela via vaginal, injetará dentro do útero uma solução colorida, que mostrará por transparência o trajeto tubário, e a sua permeabilidade.

Quando o procedimento estiver terminado, apenas um ponto será dado na incisão do umbigo e suprapúbica, colocando-se apenas um Band-Aid como curativo.

Se alguma anormalidade for notada, pode ser corrigida e a laparoscopia diagnóstica se torna cirúrgica. 

Vídeo Laparoscopia Cirúrgica
Funcionando como uma extensão do procedimento de diagnóstico, a vídeo laparoscopia cirúrgica nada mais é do que o tratamento da anormalidade vista na laparoscopia diagnóstica. Quando ela é realizada, são necessários instrumentos adicionais, e outras duas incisões podem ser feitas, para melhor manusear o órgão.

Além da vantagem de não precisar abrir o abdômen, a vídeo cirurgia traz outras vantagens: rápida recuperação, permitindo à paciente um retorno mais rápido às suas atividades, a identificação exata da área doente, permitindo apenas a retirada da área lesada, e conservando a parte sadia do órgão. Além disso, o fato de não necessitar abrir o abdômen e a curta permanência no hospital, praticamente eliminam a possibilidade de infecção hospitalar e a paciente recebe alta em até 8 horas.
Este tipo de procedimento é geralmente utilizado para tratar miomas uterinos, aderências, endometriose, cisto de ovário, gravidez nas tubas, ou até mesmo cirurgias para a retirada do útero (histerectomia), ovário e trompas ou correção de incontinência urinária.

Indicação para Histeroscopia


             
A cavidade uterina pode ser explorada pela ultra-sonografia, histerossonografia, histerografia, curetagem e biopsia do endométrio. Se existe alguma indicação para esses procedimentos, provavelmente poderá ser complementada ou substituída pela histeroscopia.
As principais indicações diagnósticas são:
Sangramento uterino anormal.
Aborto habitual.
Patologia uterina suspeita por outro método de malformação uterina, pólipo do endométrio, sinéquia, mioma submucoso com e sem componente intramural.
Follow-up de cirurgia histeroscópica, complicações na curetagem, doença trofoblástica, implante utero-tubárico e anastomose istmo-interticial.
GIFT, ZIFT, TET, FIVET. 
Metaplasia óssea do endométrio.
Amenorréia secundária e com teste estrogênico-progestínico negativo.
Dor pélvica.
Câncer.
As principais indicações cirúrgicas são:
Sinéquia.
Septo.
Pólipo.
Mioma submucoso com ou sem componente intramural.
Sangramento uterino disfuncional resistente a terapia hormonal (as técnicas de ablação do endométrio normalmente utilizadas são a eletrocoagulação - roller, a eletrorressecção associada à eletrocoagulação - loop + roller, o laser, a radiofreqüência, a hidrotermo e a termocoagulação com o balão).
Cateterismo da tuba.
Esterilização temporária (tampão de hidrogel P e tampão de Hamou) ou definitiva (tampão de borracha siliconizada).
Retirada de corpo estranho (dispositivo intra-uterino).

Histeroscopia Cirurgica - indicações, contra indicações e complicações.

Meninas algumas de vcs sabem que vou operar então foi pensando nisso que resolvi pesquisar mais a fundo a respeito dessa cirurgia então vamos lá:


                                                                   INDICAÇÕES
 Baixa complexidade:

  • Lise de sinéquias mucosas 
  • Cateterismo tubáreo 
  • Biópsia de endométrio 
  • Retirada de Diu ou corpos estranhos 
Média complexidade:

  • Polipectomias 
  • Endometrectomia 
  • Lise de sinéquias musculares 
  • Miomectomia de miomas sub mucosos 
Alta complexidade:  

  • Septoplastia 
  • Lise de sinéquias fibrosas 
  • Miomectomia de miomas com porção sub mucosa e intra mural 
 Sangramento Uterino Anormal (Sua)
Abaixo de 35 anos:
Nessa idade, mais comumente encontramos boa resposta ao tratamento hormonal da metrorragia. Em caso de falha terapêutica, devemos suspeitar da existência de um fator mecânico como um pólipo ou mioma submucoso. A histeroscopia é o método de escolha para diagnóstico destas patologias e a histeroscopia cirúrgica é uma excelente indicação para o seu tratamento na maioria dos casos.


Acima de 35 anos:
A partir dessa faixa etária, além das metrorragias por alterações hormonais ligadas à peri menopausa e também aos pólipos e miomas, não podemos esquecer das provocadas por hiperplasias e adenocarcinomas.


A histeroscopia é um excelente método para o diagnóstico dessas patologias, nos permitindo fazer biópsias assistidas ou dirigidas. Porém devemos excluir a patologia maligna para o tratamento histeroscópio da metrorragia. Inicialmente, a histeroscopia cirúrgica foi encarada como uma potencial panaceia no tratamento do SUA. Com o passar do tempo, foi sendo reconhecido que a técnica tem suas limitações e depende de ser muito bem indicada, para obtenção de bons resultados.


Infertilidade, abortamentos de repetição:
Podem ser provocados tanto por sinéquias como por malformações uterinas como septos, que podem, serem corrigidas por histeroscopia cirúrgica. Para estas indicações, a histeroscopia cirúrgica é o método considerado "gold standard", sendo sempre o de primeira escolha.


DIUs perdidos e corpos estranhos:
Quando o fio do DIU não está visível e não conseguimos removê-lo ambulatorialmente ou nos encontramos, por exemplo, diante de uma metaplasia óssea de difícil remoção, podemos recorrer à histeroscopia cirúrgica para a retirada do corpo estranho.


                                                                     CONTRA-INDICAÇÕES


Existem poucas contra-indicações para a realização de uma cirurgia vídeo histeroscópica, sendo que a mais absoluta é a inexperiência do endoscopista na realização do procedimento proposto.
Não existe nenhuma área em que a cirurgia ginecológica pode estar sujeita a desastres tão súbitos e catastróficos, diante de uma deficiência no treinamento do cirurgião.


Contra-indicação absoluta:
  • Cirurgião inexperiente 
  • Patologia maligna. 
  • Infecção ativa. 
  • Histerotomia ou perfuração uterina há menos de 4 semanas. 
Contra-indicações relativas: 

  • Doença cárdio-respiratória grave. 
  • Sangramento uterino ativo. 

                                                            COMPLICAÇÕES 




A incidência de complicações na cirurgia histeroscópica, a exemplo de qualquer outro tipo de cirurgia, depende dos cuidados profiláticos que forem tomados. Apesar de ser um procedimento aparentemente fácil, não deve ser vendida ao paciente a impressão de ser totalmente inócuo e isento de complicações.Quando se utiliza todo o rigor da técnica e equipamentos adequados, realmente a incidência de complicações graves é pequena, mas quando ocorrem podem ser muito devastadoras, chegando a óbito da paciente.
Devem ser observados três princípios básicos para se minimizar o risco de complicações:
  1. Instrumental adequado e em bom estado de conservação.
  2. Indicação cirúrgica e seleção do paciente criteriosas.
  3. Adequado treinamento e experiência do cirurgião e de sua equipe.
As complicações podem ser divididas nas gerais e nas específicas do procedimento.
Gerais:
  Anestésicas
 Infecções

 Específicas: 
 Lacerações de colo.

Podem ser minimizadas através do uso de creme de estrógenos por via vaginal por 2 a 3 semanas nas pacientes climatéricas. O uso de prostaglandina intra vaginal facilita muito a dilatação do colo, devido ao amolecimento de seu estroma. Em nosso meio dispomos de misoprostol, utilizando-se dentro da vagina, um comprimido partido em quatro pedaços 1-2 horas antes do procedimento. Durante a dilatação cuidado ao se utilizar as velas de Hegar.

Perfuração uterina: As perfurações são mais freqüentes durante a dilatação do colo do que no ato cirúrgico propriamente dito. Além dos cuidados supracitados, devemos fazer uma histeroscopia com a ótica com camisa diagnóstica, antes de iniciarmos a dilatação do colo. Com isso, já fazemos uma dilatação prévia sob visão e podemos avaliar tanto a endocérvix, como a cavidade uterina, minimizando o risco de uma perfuração. Durante o ato cirúrgico devemos tomar todo o cuidado com o uso da alça do ressectoscópio próximo aos óstios tubáreos, que é uma região muito delgada e propensa a perfurações. Nunca devemos utilizar a alça do ressectoscópio no sentido ótica à fundo uterino e sim no sentido fundo ótica.


Fonte:http://histeroscopia.med.br/index/?q=node/62                                             

20 de jun de 2012

Teste de Fertilidade

O testedefertilidade.com ou fertilitycheckonline.com já 


ajudou mais de 2.000 pessoas em todo o Brasil, 


gratuitamente. Faça sua parte: divulgue.

Tb calcula: ovulação para evitar ou engravidar; data do 



parto; semanas da gestação; quantos óvulos restam nos 


ovários; quando será a menopausa; encontrar clinicas de 


reprodução humana.

VAMOS DIVULGAR?

 
É GRATUÍTO!



Imagem ilustrativa:►►


Galera é muito interessante dá pra saber quantos óvulos vc 


tem, com quantos anos + ou - irá entrar na menopausa é 


bem legal.
Site:http://testedefertilidade.com

17 de jun de 2012

Problemas na tireoide podem prejudicar fertilidade da mulher

Os distúrbios que afetam a tireoide podem ser mais uma causa dos problemas de fertilidade. O fenômeno acontece porque o ciclo menstrual e a ovulação .... Foto: Shutterstock/Especial para Terra
Os distúrbios que afetam a tireoide podem ser mais uma causa dos problemas de fertilidade. O fenômeno acontece porque o ciclo menstrual e a ovulação dependem diretamente do bom funcionamento da glândula. Se há alguma irregularidade, o ciclo fértil da mulher também sofre mudanças, o que acaba interferindo na fertilidade feminina. 

De acordo com Marcio Coslovsky, ginecologista e diretor da clínica de reprodução humana Primórdia, do Rio de Janeiro, os tratamentos dos distúrbios podem ser a solução para o problema de fertilidade. "Se a tireoide for a única causa, e a paciente for jovem, nós tratamos e ela vai tentar engravidar naturalmente. Caso a mulher já tenha idade mais avançada, vamos iniciar o tratamento para o distúrbio aliado a uma das técnicas de reprodução assistida", afirma. 

Problemas na tireoide durante a gestação
Casos de descontrole do hipotireoidismo (quando a tireoide funciona menos que o necessário e o metabolismo fica abaixo do esperado) ou do hipertireoidismo (quando a glândula funciona de maneira muito acelerada) durante a gestação podem representar um grande risco para o bebê. 

"Quando a tireoide de uma gestante funciona de maneira errada, as chances de abortamento no primeiro trimestre da gravidez são muito altas e a probabilidade de parto prematuro também é alta", diz Marcio. 

Tratamento para mulheres grávidas
Segundo o médico, para passar bem pelos nove meses de gestação, a futura mãe deve tratar o distúrbio da tireoide e fazer um pré-natal que acompanhe o desenvolvimento da doença. A relação entre o obstetra e o endocrinologista deve ser efetiva durante o período. 



As medicações que controlam o hipotireoidismo durante a gravidez podem ser as mesmas que são utilizadas em qualquer outra situação. A diferença é que ela é ministrada em doses maiores. No caso do tratamento para o hipertireoidismo, os remédios devem ser bem controlados, porque podem influenciar a saúde do feto.


Fonte:http://vidaeestilo.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI5836315-EI20142,00-Problemas+na+tireoide+podem+prejudicar+fertilidade+da+mulher.html

16 de jun de 2012

Perguntas mais frequentes sobre endometriose


A endometriose e a infertilidade estão sempre juntas?
Não, a endometriose é uma das causas de infertilidade sendo diagnosticada em cerca de 25% a 50% das mulheres inférteis. Dentre as portadoras de endometriose cerca de 30% a 50% são inférteis. Em 5% das mulheres férteis submetidas a laqueadura tubária foi diagnosticada endometriose. Sabe-se que a endometriose diminui as taxas de gravidez em ciclos de inseminação e de fertilização in vitro em mulheres portadoras da doença.

Porque a endometriose causa infertilidade?
A endometriose produz uma diminuição na taxa de fecundidade em mulheres portadoras da doença. Os mecanismos exatos pelos quais a endometriose causa infertilidade ainda não esta totalmente esclarecido. Nos casos em que há formação de aderências tubárias, ovarianas e distorção da anatomia pélvica que interferem com a ovulação, a captura do óvulo e o transporte do mesmo pelas trompas é fácil entender esta relação. Entretanto, em muitos casos a endometriose causa infertilidade mesmo quando não há aderências ou alterações tubo-ovarianas. Estudos demonstraram que a endometriose pode alterar a função do líquido peritoneal, alterar a produção hormonal, provocar anormalidades na ovulação, e interferir na implantação embrionária. Todos estes fatores isolados ou associados podem levar a infertilidade feminina.

Mulher com endometriose consegue engravidar?
Sim. As mulheres com endometriose tem sim grandes possibilidades de engravidar. Fatores como idade da mulher, grau da doença e reserva ovariana são extremamente importantes nesta avaliação. Algumas mulheres poderão engravidar espontaneamente nos casos mais leves. Outras engravidarão após tratamento cirúrgico e outras vão precisar de tratamento com reprodução assistida (fertilização in vitro  ou inseminação) para conseguir engravidar. 

O marcador CA-125 é um bom método para o diagnóstico da endometriose?
Não! O CA-125 é uma proteína usada como marcador de algumas doenças como o câncer de ovário e a endometriose entre outros. Quando comparado à laparoscopia o CA - 125  não tem valor no diagnóstico da endometriose. Seu maior problema é que o marcador não é específico para a endometriose, podendo estar aumentado em casos de câncer de ovário, inflamações na pelve, miomas e outras patologias que afetam o peritônio. O fato de vir resultado baixo não exclui a presença de endometriose assim como o fato de estar elevado não confirma o diagnóstico da doença.

A endometriose pode virar câncer?
Não, a endometriose é uma doença benigna que não se transforma em câncer.

Todo endometrioma de ovário deve ser operado?
Não! Endometriomas pequenos até 3,0cm em pacientes com diagnóstico prévio de endometriose através de laparoscopia e assintomáticas não precisam ser submetidas a nova laparoscopia. Entretanto, devem ser acompanhadas constantemente para avaliar o crescimento do endometrioma ou o surgimento de sintomas.

Quando a mulher deve suspeitar de endometriose?
Sempre que apresentar sintomas sugestivos da doença como dor tipo cólica no período menstrual, dor na relação sexual, dor para evacuar, sangramento nas fezes e infertilidade associada. Em geral os sintomas da doença começam antes dos 20 nos de idade e podem se acentuar com o passar dos anos.

É possível prevenir o aparecimento da endometriose?
Não! Ainda não sabemos a origem exata da doença e não temos um marcador genético ou molecular que possa nos predizer quem terá ou não endometriose. Tão pouco temos uma medicação ou comportamento que seja eficaz na prevenção do desenvolvimento ou agravamento da doença.

Os ginecologistas estão todos preparados para tratar a endometriose?
Em tese todos os ginecologistas devem ser capazes de identificar as pacientes com suspeita clinica de endometriose, assim como solicitar exames complementares para confirmação da doença. Entretanto, a endometriose é uma doença ainda muito enigmática tanto no seu aparecimento quanto no seu tratamento. O pensamento atual é que pacientes com esta doença deve ser acompanhadas por profissionais especializados em centros especializados em endometriose.

A endometriose sempre evolui para doença profunda de intestino e/ou de bexiga?
Não! Cerca 20% das mulheres com endometriose vão desenvolver a forma mais grave da doença - endometriose severa ou infiltrativa profunda. O órgão pélvico fora do sistema reprodutivo mais afetado pela doença é o intestino, em especial o reto e o sigmóide. Em seguida o sistema urinário é o mais afetado principalmente a bexiga e o ureter.