9 de jan de 2015

Remédios de ervas para ovulação

A ovulação é a fase do ciclo menstrual durante o qual um óvulo maduro é libertado do ovário dentro da trompa de Falópio, e está disponível para a fertilização. Normalmente, um ovo é libertado por ciclo de ovulação e que o ovo pode sobreviver durante 12 a 24 horas após a saída do ovário. Se o esperma não fertilizar o óvulo durante esse período, o óvulo se desintegra e é absorvido no revestimento do útero. A ovulação ocorre naturalmente na maioria das mulheres. No entanto, para as mulheres que estão encontrando dificuldades para engravidar, devido à ovulação irregular, algumas ervas podem ajudá-los a conceber.

Óleo de Prímula
Suplementos de óleo de Prímula (EPO) são feitos a partir do óleo extraído das sementes de prímula ou planta Oenothera biennis. EPO é rico em ácidos graxos essenciais, como o ácido linoléico e ácido gama-linoléico e é recomendado pelo site Home remédios para aumentar a fertilidade. Ele deve ser tomado desde o início do ciclo menstrual, a ovulação para aumentar a fertilidade, mas deve ser interrompido após a ovulação, pois pode levar a contrações uterinas e causar aborto. EPO também ajuda a aumentar a qualidade do fluido cervical, que ajuda o esperma sobreviver mais tempo no tracto reprodutivo feminino. EPO é geralmente segura para usar, embora possam ocorrer efeitos colaterais leves, como náuseas, dor de estômago e dor de cabeça. Também pode interagir com certos medicamentos. Por isso, é melhor falar com um médico antes de usá-lo.
Óleo de linhaça
O óleo de linhaça vem das sementes de Linum usitatissimum ou planta do linho, e está disponível na forma líquida e na forma de cápsulas. É uma rica fonte de ácidos graxos poliinsaturados, que ajudam a manter a saúde geral das mulheres e, assim, melhorar a fertilidade, diz Jorge Chavarro no livro “A Dieta da Fertilidade”. O óleo de linhaça também contém fitormônios e lignanas que ajudam a equilibrar os níveis hormonais no organismo e regular o ciclo menstrual e ovulação. Os suplementos podem levar a perturbações gástricas. Eles também podem interferir com certos medicamentos. Assim, suplementos de linhaça não deve ser usado sem a supervisão de um médico.
Vitex
Os frutos secos de Vitex ou Vitex agnus castus planta é usada para fazer os suplementos Vitex que pode ajudar a regular a produção de hormônios na glândula pituitária e corrigir irregularidades de ovulação. Vitex suplementos podem, no entanto, causa efeitos secundários tais como a diarreia, acne, dores de estômago e dor de cabeça. Também podem ocorrer reacções alérgicas graves. A dosagem depende da idade e da condição geral do paciente. Drugs.com também recomenda falar com um médico diagnosticar a causa real da ovulação irregular antes de usar Vitex.
Unkei-a
Unkei-a tem sido utilizada na medicina tradicional japonesa para tratar problemas de fertilidade feminina. Na verdade, de acordo com um artigo publicado em uma edição de 2003 do “American Journal of Chinese Medicine”, Unkei-to pode ajudar a melhorar os níveis de gonadotrofinas e estradiol em mulheres com ovulação irregular. Como outras ervas, Unkei-to pode levar a efeitos colaterais e interações medicamentosas também. Por isso, converse com seu médico antes de usá-lo.
Chá Verde
Tori Hudson, autor do livro “Enciclopédia de Medicina Natural das Mulheres”, diz que o chá verde estimula a globulina de ligação do hormônio, o que pode reduzir os níveis de estrogênio e androgênio no corpo. Isso pode corrigir o problema hormonal subjacente e induzir a ovulação. O uso excessivo de chá verde pode, contudo, levar a náuseas, vômitos, diarréia e dor de cabeça. Mulheres com distúrbios psicológicos, úlceras de estômago e distúrbios renais devem consultar um médico antes de beber chá verde.

Fonte:http://www.i-legumes.com/ 

14 de set de 2014

Suco de romã funciona como Viagra natural ??


superstição sempre avisou: romã traz fartura e fertilidade. E não é que a ciência comprovou mesmo a relação dessa fruta com o sexo? (Tem a ver com fertilidade, vai) Mas não adianta só guardar as sementes na carteira. Se quiser sentir o poder afrodisíaco da romã, você vai precisa beber pelo menos um copo de suco por dia.
Um estudo realizado pela Universidade Queen Margaret, na Escócia, escalou 58 voluntários(homens e mulheres entre 21 e 54 anos) para beber um copo de suco de romã por dia, durante duas semanas. Após o período, o nível de testosterona dos participantes aumentou de 16% a 30%.
Se aumenta a quantidade de testosterona no corpo, cresce também a vontade de fazer sexo. E isso acontece tanto com homens quanto com mulheres.
Os pesquisadores ainda descobriram outros benefícios da romã. Eles mediram, antes e depois da dose diária de suco, os níveis de algumas emoções, como medotristezaculpatimidez eautoconfiança. Depois do teste, as emoções positivas aumentaram e as negativas diminuíram. Ah, e a romã ainda reduziu a pressão arterial dos voluntários.
Fora os benefícios para a saúde, o suco ainda sair até mais barato que o Viagra. Olha só: 4comprimidos azuis custam uns R$ 50; já o litro do suco de romã de caixinha sai por uns R$ 10 – se for beber 250 mL todo dia, por duas semanas, os gastos serão de R$ 40. Mais barato. Mas o efeito do remédio natural deve ser bem mais fraco (sem contar que o suco industrial é “batizado”, vem com maçã e uva.). Ainda assim, você acha que vale acrescentar o suco dentro da sua dieta diária?  Vai que…
Crédito da foto: flickr.com/mizzmurray
Site:http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/suco-de-roma-funciona-como-viagra-natural/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super

13 de mai de 2014

Você tem Síndrome dos Ovários Policísticos?


E se você pudesse usar um remédio que melhorasse a qualidade dos óvulos, aumentando suas chances de engravidar? Pois essa é a promessa do recém-lançado Inofolic. A explicação é que ele traz em sua fórmula uma combinação de ácido fólico e mio-inositol, sendo capaz de melhorar as desordens metabólicas, hormonais, além de regular o ciclo menstrual.
A novidade ainda não desembarcou nas farmácias do Brasil, mas já pode ser encontrada na versão manipulada, com receita médica, claro. Há também a possibilidade de comprar pela internet de sites gringos, mas nesse caso, preste muita atenção para saber se o site é confiável. “Nos Estados Unidos o medicamento é vendido como Mio–Inositol e pode ser usado sozinho ou associado ao ácido fólico”, diz o ginecologista e obstetra especialista Arnaldo Schizzi Cambiaghi, especialista  em medicina reprodutiva, diretor do centro de reprodução humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), e autor de diversos livros, entre eles Grávida Feliz, Obstetra Feliz (LaVida Press).
Por dentro do assunto
Para entender melhor a relação da substância mio-inositol e a síndrome, o médico explica que a Síndrome dos Ovários Policísticos é uma das alterações endócrinas mais comuns na idade reprodutiva da mulher e a maior causa de falta de ovulação. Uma das causas mais comuns é a resistência à insulina, que provoca uma deficiência do inositol no corpo, aumentando as chances de infertilidade. “Assim, nesse grupo, a suplementação de mio-inositol apresenta os melhores resultados, pois também aumenta a sensibilidade à insulina, melhora a atividade ovariana e a qualidade e a quantidade dos óvulos”, enfatiza Arnaldo Cambiaghi.
Resultado comprovado
O médico ressalta que recentes estudos têm demonstrado que a qualidade dos óvulos e dos embriões depende não só da formação genética e cromossômica, mas também do ambiente onde os óvulos se desenvolvem. “O Inositol faz parte desse ambiente, tanto que dados da literatura médica mostram que a presença de altos níveis dessa substância no fluído folicular está relacionada à boa qualidade dos óvulos. E quando usado nos tratamentos de fertilização há melhora da divisão celular e nos resultados de gravidez”, conclui.


fonte:http://maeaos40.com.br/boa-noticia-para-quem-tem-sindrome-dos-ovarios-policisticos/

16 de mai de 2013

POLIDRAMNIA O QUE SIGNIFICA?



A gestação é sem dúvida alguma uma das fases mais importantes na vida de uma mulher. É um período de intensas mudanças e inseguranças constantes. O corpo está sendo exigido ao máximo e é preciso que tudo funcione em perfeita harmonia. Contudo, algumas alterações podem colocar a gravidez em risco. A Polidramnia é um desses casos. Este breve artigo objetiva esclarecer alguns aspectos relevantes deste distúrbio, orientando a paciente e permitindo um maior proveito no momento da consulta médica. Estar devidamente informada e apta para discutir as melhores alternativas com seu médico é um passo importante para diminuir a ansiedade e obter sucesso na gestação.

O que é Polidramina ?

Polidramina é a presença de volume de líquido amniótico acima de 1.700 – 2.000 mL em uma gestação com 30 semanas ou mais e representa uma alteração que deve ser minunciosamente investigada durante a gravidez.

Quais as suas causas?

A Polidramnia possui várias causas. Má-formação congênita (p.ex.: anencefalia, agenesia ou atresia esofageana, espinha bífida, etc), produção excessiva de Hormônio Antidiurético pelo bebê, presença de gêmeos, doença placentária, diabetes e doenças hepáticas são as principais.

Como esse distúrbio se manifesta?

As formas de apresentação variam. A forma Aguda é rara e de surgimento precoce (por volta do primeiro trimestre de gestação). O útero encontra-se excessivamente aumentado, ocorrem edema e dor nos membros inferiores, estrias, falta de ar e pulso acelerado. A forma Crônica é mais comum, ocorrendo no terceiro trimestre, e oferece menor risco para o feto. As manifestações são semelhantes àquelas da forma aguda, porém com menor intensidade.

Que outras condições podem ser confundidas com a Polidramnia?

O estado de Polidramnia deve ser diferenciado de gravidez gemelar (gêmeos), ascite (acúmulo de líquido dentro da cavidade abdominal), processos inflamatórios, mioma, cistos ovarianos volumosos, megacólon (dilatação anormal do intestino grosso) e mola hidatiforme.

Que complicações a Polidramina pode trazer para a gravidez?

As principais complicações na gravidez são parto prematuro, toxemia gravídica, desequilíbrio do diabete melito, insuficiência cardíaca congestiva e insuficiência renal. A Polidramina torna o parto mais trabalhoso e pode trazer complicações para o bebê tais como prematuridade, traumatismos durante o trabalho de parto (tocotraumatismos), infecções em mal-formações congênitas.

Como a Polidramina é tratada?

O primeiro passo é realizar um exame ultrassonográfico detalhado. Caso exista mal-formação fetal, indica-se interrupção da gravidez. Nos casos em que o bebê está bem, o objetivo é prolongar ao máximo a gavidez. Em algumas gestantes, pode ser necessário puncionar o abdome para retirar líquido. Esta intervenção se chama Amniocentese e tem por objetivo diminuir o desconforto, melhorar a evolução da gestação, e acelerar a contratilidade uterina no pré-parto.

Fonte:http://www.saudevidaonline.com.br/ale_polidramnia.htm

3 de abr de 2013

Como entender o resultado do exame? (Citomegalovírus, toxoplasmose, varicela, rubéola, etc…)


O exame da sorologia tem por objetivo dosar dois tipos de moléculas: a IgM e a IgG. A IgM é a molécula que é formada rapidamente no corpo logo após o primeiro contato dele com um bicho (qualquer bicho). É através dessa molécula, formada perfeitamente para aquele determinado bicho, que o corpo organiza o ataque inicial para combater essa determinada infecção. Essa molécula tem como característica ter uma vida curta, assim não durando muito tempo no corpo.
A IgG é uma molécula que demora mais tempo para ser formada, e ela é responsável pelo impedimento da re-infecção por aquele determinado bicho. Ela funciona como soldados especializados no reconhecimento e combate daquele bicho específico, desta forma impedindo que ele cause uma nova infecção, caso entre em contato com o corpo num outro momento.
Existem muitas doenças cujo diagnóstico não é feito pela pesquisa do bicho em si, mas pela pesquisa da presença ou ausência das células que o corpo produz responsáveis pelo combate dessa doença. Esse exame é chamado de sorologia.
Como entender o resultado do exame?

IgM negativo (não reagente) e IgG positivo (reagente): imune: você já entrou em contato com esse bicho, e já criou defesa contra ele. Portanto, você não tem mais que se preocupar com esse problema.
IgM positivo (reagente) e IgG negativo (não reagente): infecção aguda: você está com uma infecção por esse bicho, ou seja, você está entrando em contato com ele pela primeira vez. Converse com seu obstetra sobre quais medidas devem ser tomadas.
IgM e IgG positivos (reagente): indeterminado: não é possível saber há quanto tempo você entrou em contato com esse bicho pela primeira vez. Pode ser há pouco tempo, ou há muito tempo. Converse com seu obstetra sobre quais medidas devem ser tomadas.
IgM e IgG negativos (não reagente): susceptível: você nunca entrou em contato com esse bicho. Portanto, deve se prevenir para que esse contato não ocorra pela primeira vez durante a gravidez.

fonte: Dra. Paula.
http://mulhersaude.wordpress.com/2009/07/12/como-entender-o-resultado-do-exame-cmv-toxoplasmose-varicela-rubeola-etc/

27 de mar de 2013

Exame de sangue pode prever quando mulher vai entrar na menopausa?


Um simples exame de sangue pode ser capaz de prever com precisão com qual idade as mulheres vão atingir a menopausa. A técnica foi desenvolvida por um grupo de cientistas iranianos.
Para os cientistas, a vantagem do teste é que as mulheres poderão planejar a família e a carreira anos antes.
Em geral, as mulheres entram na menopausa por volta dos 51 anos -a ovulação termina entre 40 e 60 anos.
O teste de sangue mede os níveis do hormônio AMH (anti-mülleriano), produzido pelas células dos ovários. Os resultados serão apresentados na conferência da Sociedade Europeia dos Direitos Humanos, Reprodução e Embriologia, em Roma, nesta segunda-feira.
"Os resultados permitem fazer uma avaliação mais realista da situação reprodutivo das mulheres muitos anos antes de elas atingirem a menopausa", diz Ramezani Tehrani, líder do estudo.
Para especialistas, os resultados desse trabalho são promissores, mas precisam ser confirmados em pesquisas maiores.

A PESQUISA

Os pesquisadores avaliaram amostras de sangue de 266 mulheres com idades entre 20 e 49 anos durante 12 anos. A cada três anos, eles mediram as concentrações do hormônio AMH.
É esse hormônio que controla o desenvolvimento dos folículos nos ovários (a partir dos quais os óvulos se desenvolvem), por isso, os pesquisadores acreditam que ele poderia ser útil para avaliar a função ovariana.
Os pesquisadores também colheram informações sobre o perfil socioeconômico das mulheres estudadas e sua história reprodutiva.
Eles criaram um modelo estatístico para estimar a idade da menopausa, com base nas concentrações do AMH.
Segundo os autores, os resultados mostraram "um bom nível de concordância" entre a idade prevista estatisticamente e a idade real da menopausa de 63 mulheres que atingiram a menopausa durante o estudo.
Segundo a pesquisa, a diferença média entre a idade prevista e idade real das mulheres na menopausa foi de quatro meses e a margem máxima de erro foi de três a quatro anos.
Agora, os pesquisadores querem descobrir se esse método também poderia ajudar a prever o momento exato em que a fertilidade da mulher efetivamente termina.






Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/758092-exame-de-sangue-pode-prever-quando-mulher-vai-entrar-na-menopausa.shtml

19 de mar de 2013

RESUMO DA PESQUISA COMPLEMENTAR POR FALHA DA FERTILIZAÇÃO IN VITRO



Fonte: http://www.ipgo.com.br/por-que-a-fertilizacao-in-vitro-pode-falhar/


15 de mar de 2013

ENDOMETRITE - O que é ?

Definição:



Inflamação e/ou irritação do endométrio (revestimento do útero). 

Causas, incidência e fatores de risco:

A causa mais comum da endometrite é a infecção, quer se trate de endometrite clamidial ou de gonocócica. Ocorre com freqüência em pacientes com salpingite, endometrite tuberculosa, endometrite purulenta ou endometrite posterior a uma instrumentação ou cirurgia. Pode ocorrer após o nascimento, após um aborto (terapêutico, eletivo ou espontâneo - todos levam ao aborto séptico) ou pela inserção de um dispositivo intra-uterino (DIU).

Além dos procedimentos ginecológicos mencionados acima, vale mencionar outros fatores de risco como antecedentes de salpingite aguda, de cervicite aguda ou de outras infecções pélvicas, incluindo muitas formas de DST. 

Sintomas:
* desconforto generalizado, inquietação ou mal-estar
* febre, que pode ser baixa (de 37.8º a 38.9º C) ou alta (de 39.5º a 40º C)
* dor pélvica ou na parte inferior do abdome (dor uterina)
* sangramento vaginal anormal
* secreção vaginal anormal (maior quantidade e/ou com cor, odor ou consistência incomuns )

* evacuação que causa desconforto, podendo haver constipação
* distensão abdominal

Sinais e exames:

A palpação da parte inferior do abdome revela sensibilidade abdominal; pode haver diminuição dos sons intestinais. Durante o exame pélvico, o útero está sensível e sensível à manipulação do colo uterino. Pode haver secreção cervical.

Para os exames de diagnóstico de endometrite, podem ser realizados os seguintes exames:

* glóbulos brancos (contagem de glóbulos brancos) em quantidade elevada.
* TSE (taxa de sedimentação) elevada.
* culturas endocervicais para streptococo, clamídia, gonorréia e outros organismos.
* biópsia endometrial
* laparoscopia 

Tratamento:

Os casos mais complicados (os que se dão início após o parto ou aqueles que apresentam uma infecção mais disseminada ou localizada) necessitam de hospitalização. 

Normalmente são utilizados antibióticos intravenosos, seguidos pelo tratamento à base de antibióticos via oral. Repouso e hidratação são complementos importantes da terapia.

Quer se trate de paciente ambulatorial ou internado, é de suma importância que também haja o tratamento concomitante do(s) parceiro(s) sexual(ais), quando se fizer necessário, e o uso de preservativos.

Expectativas (prognóstico):

A maioria dos casos de endometrite é solucionada com terapia antibiótica adequada. Um caso de endometrite não tratado pode evoluir e tornar-se uma infecção de maior gravidade, causando complicações nos órgãos pélvicos, na fertilidade e na saúde de uma forma geral.
Complicações:

* peritonite pélvica (infecção pélvica generalizada)
* formação de abscessos uterinos ou pélvicos
* septicemia
* choque séptico
* infertilidade

Solicite assistência médica se:

Solicite assistência médica se houver sintomas de endometrite (especialmente se ocorrer alguns dias após o nascimento da criança, a inserção de DIU ou um aborto). 

Prevenção:

* comportamento sexual mais seguro
* obediência por parte do paciente e acompanhamento médico após os procedimentos ginecológicos
* diagnóstico precoce e tratamento adequado (inclusive para os companheiros) das doenças sexualmente transmissíveis

Reduz-se o risco por meio de técnicas estéreis e cuidadosas utilizadas pela assistência médica adequada em partos, abortos, inserções de DIU e outros procedimentos ginec
ológicos. 

21 de fev de 2013

Hormônios Sexuais Femininos

Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Esses hormônios, como os hormônios adrenocorticais e o hormônio masculino testosterona, são ambos compostos esteroides  formados, principalmente, de um lipídio, o colesterol. Os estrogênios são, realmente, vários hormônios diferentes chamados estradiol, estriol e estrona, mas que têm funções idênticas e estruturas químicas muito semelhantes. Por esse motivo, são considerados juntos, como um único hormônio.

Funções do Estrogênio: o estrogênio induz as células de muitos locais do organismo, a proliferar, isto é, a aumentar em número. Por exemplo, a musculatura lisa do útero, aumenta tanto que o órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou, mesmo, a triplicar de tamanho. O estrogênio também provoca o aumento da vagina e o desenvolvimento dos lábios que a circundam, faz o púbis se cobrir de pêlos  os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovoide  em vez de afunilada como no homem; provoca o desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus elementos glandulares, e, finalmente, leva o tecido adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas como os quadris e coxas, dando-lhes o arredondamento típico do sexo. Em resumo, todas as características que distinguem a mulher do homem são devido ao estrogênio e a razão básica para o desenvolvimento dessas características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do corpo.

O estrogênio também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a puberdade, mas promove rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos que crescem se "extingam" dentro de poucos anos, de forma que o crescimento, então, pára. A mulher, nessa fase, cresce mais rapidamente que o homem, mas pára após os primeiros anos da puberdade; já o homem tem um crescimento menos rápido, porém mais prolongado, de modo que ele assume uma estatura maior que a da mulher, e, nesse ponto, também se diferenciam os dois sexos.
O estrogênio tem, outrossim, efeitos muito importantes no revestimento interno do útero, o endométrio, no ciclo menstrual.

Funções da Progesterona:  a progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos; está principalmente relacionada com a preparação do útero para a aceitação do embrião e à preparação das mamas para a secreção láctea. Em geral, a progesterona aumenta o grau da atividade secretória das glândulas mamárias e, também, das células que revestem a parede uterina, acentuando o espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente invadido por vasos sanguíneos  determina, ainda, o surgimento de numerosas glândulas produtoras de glicogênio. Finalmente, a progesterona inibe as contrações do útero e impede a expulsão do embrião que se está implantando ou do feto em desenvolvimento.


OBSERVAÇÃO: a ovulação ocorre aproximadamente entre 10-12 horas após o pico de LH. No ciclo regular, o período de tempo a partir do pico de LH até a menstruação está constantemente próximo de 14 dias. Dessa forma, da ovulação até a próxima menstruação decorrem 14 dias.

Apesar de em um ciclo de 28 dias a ovulação ocorrer aproximadamente na metade do ciclo, nas mulheres que têm ciclos regulares, não importa a sua duração, o dia da ovulação pode ser calculado como sendo o 14º dia ANTES do início da menstruação.
Generalizando, pode-se dizer que, se o ciclo menstrual tem uma duração de n dias, o possível dia da ovulação é n – 14, considerando n = dia da próxima menstruação.



1º dia do ciclo à endométrio bem desenvolvido, espesso e vascularizado começa a descamar à menstruação
hipófise aumenta a produção de FSH, que atinge a concentração máxima por volta do 7º dia do ciclo.
amadurecimento dos folículos ovarianos
secreção de estrógeno pelo folículo em desenvolvimento
concentração alta de estrógeno inibe secreção de FSH e estimula a secreção de LH pela hipófise / concentração alta de estrógeno estimula o crescimento do endométrio.
concentração alta de LH estimula a ovulação (por volta do 14º dia de um ciclo de 28 dias)
alta taxa de LH estimula a formação do corpo lúteo ou amarelo no folículo ovariano
corpo lúteo inicia a produção de progesterona
estimula as glândulas do endométrio a secretarem seus produtos
aumento da progesterona inibe produção de LH e FSH
corpo lúteo regride e reduz  concentração de progesterona
menstruação

OBSERVAÇÃO: os cálculos acima só funcionam para mulheres com ciclos regulares (ou que sofrem apenas pequenas variações nos ciclos).

Concluindo, o ciclo menstrual pode ser dividido em 4 fases:
  1. Fase menstrual: corresponde aos dias de menstruação e dura cerca de 3 a 7 dias, geralmente.

  2. Fase proliferativa ou estrogênica: período de secreção de estrógeno pelo folículo ovariano, que se encontra em maturação.

  3. Fase secretora ou lútea: o final da fase proliferativa e o início da fase secretora é marcado pela ovulação. Essa fase é caracterizada pela intensa ação do corpo lúteo.

  4. Fase pré-menstrual ou isquêmica: período de queda das concentrações dos hormônios ovarianos, quando a camada superficial do endométrio perde seu suprimento sanguíneo normal e a mulher está prestes a menstruar. Dura cerca de dois dias, podendo ser acompanhada por dor de cabeça, dor nas mamas, alterações psíquicas, como irritabilidade e insônia (TPM ou Tensão Pré-Menstrual).


    fonte:http://www.afh.bio.br/reprod/reprod3.asp

18 de fev de 2013

Por que não engravido com a fertilização in vitro?


Um dos maiores avanços da medicina nas últimas décadas foi o desenvolvimento das técnicas de reprodução humana assistida. Dentre os diferentes tratamentos, a fertilização in vitro (FIV) foi o que mais contribui para que milhares de casais pudessem engravidar e terem os seus filhos.

O nascimento do primeiro bebê de proveta ocorreu em 1978, na Inglaterra. Inicialmente o método estava indicado apenas para mulheres com problemas nas trompas. Se no início a chance de gravidez era muito pequena, hoje contamos com taxas de gestação bem maiores, mas que ainda não ultrapassam, nos casos mais favoráveis, índices de 50 a 60% por tentativa. Mas, dependendo de fatores como a idade da mulher ou o grau de severidade do problema os índices de sucesso são inferiores a 10%.

Muitos casais têm a felicidade de engravidar em uma primeira fertilização. No entanto, alguns precisam repetir o tratamento e, às vezes, é necessário fazer várias tentativas até o bebê chegar. Quando o tratamento dá certo, tudo é alegria. Mas, e quando não deu certo, o que pensar? Não é fácil passar por um tratamento que geralmente é desgastante fisicamente, financeiramente e, sobretudo, emocionalmente para depois se defrontar com um resultado frustrante. Se tudo o que foi orientado foi feito, por que não engravidei? Sem dúvida esta é a primeira pergunta que vem à tona. Tão frustrante quanto o tratamento não dar certo é não ter uma explicação convincente de por que o tratamento não deu certo.

No Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz tanto a perda de uma gestação natural quanto o insucesso em uma tentativa de FIV são amplamente investigados. O objetivo desta pesquisa é identificar o motivo pelo qual o casal teve um desfecho gestacional mal sucedido, tentando assim evitar a repetição da dolorosa experiência.
Dentre as causas mais comuns que levam a falhas na fertilização in vitro temos:

Alterações imunológicas

Existe um grande número de anormalidades no funcionamento do sistema imunológico que podem impedir a adequada implantação de embriões no ambiente uterino. Através da realização de exames de sangue altamente especializados, faz-se hoje possível diagnosticar e tratar tais alterações. Depois de adequada investigação, frequentemente são diagnosticadas elevações nos níveis de células natural killers (NK) ou de anticorpos do tipo anti-fosfatidilserina, anti-cardiolipina, anti-tireoglobulina, entre outros. Além da síndrome anti-fosfolípides, mutações em gens como o MTHFR, da protrombina e do fator V de Leiden também podem ser avaliadas. Os tratamentos variam desde o uso de comprimidos de ácido fólico, prescrição de corticóides, até a necessidade do uso diário de injeções subcutâneas de enoxaparina sódica. Em alguns casos específicos, pode estar indicada a administração de imunoglobulina humana endovenosa ou de imunizações com linfócitos paternos.

Alterações uterinas

Através de exames como a ultra-sonografia transvaginal de alta resolução, a histerossonografia, a ressonância nuclear magnética, a histerossalpingografia e a histeroscopia é possível diagnosticar e tratar problemas que levem às falhas de implantação embrionária. Anormalidades como endometrite, pólipos endometriais, miomas submucosos ou sinéquias podem ser identificadas e tratadas.

Alterações cromossômicas e genéticas

Significativo percentual dos embriões gerados, seja naturalmente, seja mediante tratamento, apresenta anomalias em seus gens ou cromossomas, o que acabar por impedir o desenvolvimento de uma gestação normal. Sucessivos abortamentos ou repetidas falhas em fertilizações in vitro podem ser decorrentes deste tipo de alteração. Além da análise por cariótipo do homem e da mulher, hoje dispomos de uma série de métodos capazes de identificar o problema. Destacam-se o estudo do material nos casos de abortamento, o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD/PGS) e o array-CGH, estes últimos capazes de rastrear alterações cromossômicas e gênicas no estágio embrionário, antes mesmo da implantação da gestação no útero da futura mãe. O método array-CGH, por exemplo, está permitindo revelar milhares de alterações gênicas que até então não eram nem sequer suspeitadas. Algumas começam a ser descobertas e descritas na literatura médica somente agora. Este exame, quando indicado, analisa embriões no estágio de blastocisto (5º dias pós-fertilização in vitro) e exclui alterações gênicas imperceptíveis no estudo do cariótipo, elevando assim a taxa de gestação para até 60% por tentativa.

Alterações na qualidade dos gametas (óvulos e espermatozoides)

A qualidade dos gametas femininos (óvulos) e masculinos (espermatozoides) influencia diretamente nas taxas de gravidez. O embrião é o resultado da fusão destas duas células germinativas.  Basta uma ser alterada para não ocorrer a fecundação ou haver o desenvolvimento inicial de um embrião que não resultará em gestação evolutiva. No caso dos óvulos, verifica-se com o passar da idade o aumento no percentual de anômalos. Tal queda na qualidade se acentua após os 35 anos. Mas, mesmo mulheres jovens podem ter problemas desta ordem. Fatores agravantes são o tabagismo, o uso de drogas, o contato com substâncias químicas tóxicas e uma alimentação inadequada, sobretudo, a ingestão frutas e verduras com pesticidas. No caso do homem, verifica-se no exame espermatograma uma parcela significativa de distúrbios na quantidade, na motilidade e/ou na morfologia dos espermatozoides  Exames como o teste de fragmentação do DNA espermático, por exemplo, podem quantificar se há ou não um comprometimento acentuado na cromatina. A super ampliação da imagem dos espermatozoides em até 16 mil vezes (técnica denominada de IMSI ou, no Brasil, de super-ICSI) tem auxiliado os embriologistas a selecionarem os melhores espermatozoides.

Um dos principais quesitos para o sucesso do tratamento é o controle rigoroso da qualidade vigente no laboratório de reprodução assistida. Os investimentos em equipamentos e insumos, bem como na constante qualificação da equipe são fatores que, embora não estejam ao alcance da avaliação dos casais, tem estreita relação com o sucesso dos ciclos de fertilização in vitro.  


Fonte:http://www.nilofrantz.com.br