24 de mai de 2011

Câncer de ovário: como prevenir?



 Câncer de ovário é o tumor maligno ginecológiais letal.co m Infelizmente, a prevenção e o diagnóstico precoce  não são muito fáceis. Um editorial brasileiro dá uma panorama atual deste temido problema  
 Você se preocupa com  a prevenção do câncer de ovário?.   
   
Um interessante editorial brasileiro aborda um grave problema de saúde feminina: o câncer de ovário. Mais especificamente a prevenção e o diagnóstico precoce. Para se ter uma noção do problema, no mundo, 200.000 novos casos de câncer ovariano ocorrem a cada ano. Ele é a neoplasia ginecológica mais letal e a sétima causa mais comum de óbito em mulheres. No Brasil, a incidência supera a dos países industrializados, pelo menos em dois registros de câncer de base populacional: Porto Alegre (13/100.000 mulheres) e São Paulo (11/100.000). O risco de vir a ter câncer de ovário aumentou de 1para 70, em 1970, para 1 para 55, em 2006.
E uma questão fundamental é o diagnóstico precoce já que menos da metade das mulheres sobrevivem por mais de cinco anos após o diagnóstico de câncer do ovário. Para ter noção de comparação, no caso de cânceres de endométrio e colo do útero a sobrevida em cinco anos é de mais de 70%. Isso porque, em geral, o tumor é detectado em fases mais adiantadas da doença, quando as esperanças de cura são bem reduzidas. Na população, em geral, a idade média ao diagnóstico é de 63 anos.


O perfil epidemiológico típico para risco de câncer de ovário é o da mulher após a menopausa, que nunca teve filhos, de nível socioeconômico mais elevado. Sabe-se que as condições associadas a um maior número de ovulações, tais como a primeira menstruação precoce, menopausa tardia e não ter nunca tido filhos são associadas ao risco de desenvolver a doença, assim como história de câncer de mama. Por outro lado, gestações a termo, lactação, uso de contraceptivo hormonal oral, laqueadura tubária, histerectomia e uso de vitamina D conferem proteção.

Curiosamente existem dúvidas quanto a diversos fatores de risco, tais como ao índice de massa corpórea, a dieta pobre em vegetais ou rica em gordura, o consumo de álcool e o tabagismo. Recentemente, surgiram estudos demonstrando a importância da história familiar de câncer de ovário: história positiva para mãe ou irmã duplica o risco para aparecimento em idades mais avançadas e quintuplica para diagnósticos antes dos 50 anos de idade, com maior tendência para determinados tipos de tumores ovarianos.
Nesta altura, algumas mulheres devem estar se perguntando sobre o impacto da pílula anti-concepcional. 


Adolescentes obesos: a mãe deveria dar o exemplo
 Sobrepeso e obesidade estão se tornando cada vez mais comuns em jovens. Um estudo brasileiro mostra com que frequência isso ocorre e quais fatores se associam com o problema  
 Qual a influência do peso materno sobre a obesidade do adolescente ?.
  
Jovens estão cada vez mais gordinhos, para não falarmos obesos. E isso preocupa já que é bem documentada a associação entre obesidade e aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, já durante a infância e a adolescência. Um estudo brasileiro procurou analisar a associação entre fatores de risco familiares e a presença de obesidade abdominal entre adolescentes.
A amostra foi composta por 691 jovens de ambos os gêneros, com idades entre 11 e 17 anos, residentes na cidade de Presidente Prudente, em São Paulo. A identificação da obesidade abdominal foi baseada no valor da circunferência de cintura, e os fatores de risco familiares, tais como escolaridade e excesso de peso dos pais, condição socioeconômica, número de irmãos e quantidade de televisores na residência foram analisados por meio de questionários.


Quanto aos resultados, dois dados chamam a atenção: o primeiro é que aproximadamente 15% dos participantes eram obesos, independentemente do sexo, apesar de leve predomínio entre os meninos. O segundo é que a obesidade abdominal associou-se com a rede privada de ensino, e sobrepeso/obesidade dos pais, mas, principalmente, e, em particular, da mãe. Isto sugere que além da carga genética, o fator ambiental é fundamental já que habitualmente cuida da criança e adolescentes é a mãe. É ela que cuida do que eles podem e devem comer.


Em outras palavras fica difícil cobrar dos filhos alimentação saudável se nós, os pais, não dermos o exemplo. Pois como bem poderia dizer o ditado neste caso “filho de peixe, gordinho é”. (Fernandes et al, 2009. Fatores familiares associados à obesidade abdominal entre adolescentes. 

Fonte:http://dralexandrefaisal.blog.uol.com.br

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