24 de mai de 2011

Maior risco de morte súbita infantil em gestantes fumantes


Ninguém duvida dos malefícios do cigarro. Mas nem sempre os mecanismos de dano associados ao tabagismo são completamente explicados. Ou seja, como a nicotina e outros componentes do cigarro causam lesões ou mau funcionamento dos órgãos e sistemas. Pois bem, mais um destes mecanismos, felizmente, está sendo desvendado. E envolve um problema pouco comum, mas muito sério: a síndrome da morte súbita infantil.

     A síndrome acomete recém-nascidos e tem sido associada ao modo de colocar o bebê para dormir, infecção do trato aéreo superior, práticas do aleitamento e mesmo ao tabagismo. Já se sabe que este risco é de 2 a 5 vezes maior nos bebês de mães que fumam na gravidez, na comparação com as mães não fumantes. Uma revisão recente de estudos sobre a Síndrome procurou entender melhor o efeito do cigarro, durante a gestação e após o parto, no sistema respiratório das crianças. Para os autores, o efeito da nicotina sobre o controle respiratório dos bebês poderia explicar a ligação entre o fumo nesta época e a síndrome da morte súbita infantil. Eles revisaram estudos em humanos e animais. Um fato importante é que existe uma associação bem documentada entre tabagismo na gravidez e prematuridade, que é por si só um fator de risco para a Síndrome. Mas, além disso, eles observaram que os recém-nascidos de mães fumantes apresentavam uma diminuição significativa na resposta aos eventos obstrutivos e subseqüente baixa de oxigenação. Tudo isso causando maior dificuldade de autoresuscitação.

       Para eles, a nicotina é apontada como a principal culpada nestas alterações do controle respiratório. De fato, estudos em animais confirmaram uma associação entre a exposição pré-natal da nicotina e interferência neste processo de autoresuscitação. A mensagem é clara. Gestantes fumantes devem parar de fumar antes mesmo do bebê nascer.





Fonte:http://dralexandrefaisal.blog.uol.com.br

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