24 de mai de 2011

Vacina para a paixão


Vacina para a paixão

  
Uma vacina para fazer o outro se apaixonar por você poderá ser criada no futuro
Você apoiaria a criação desta vacina mesmo sabendo que ela poderia ser usada contra você?




Vamos direto ao x da questão. O que você acha da idéia: uma fórmula química, tipo uma poção do amor, colocada, vamos dizer assim, inadvertida-mente, na bebida do seu desinteressado parceiro, capaz de torná-lo um homem apaixonado por você. Aposto que algumas mulheres e homens vão gostar. Parece também ficção científica, mas pode se tornar realidade num futuro próximo. Pelo menos é o que sugere o neurocientista Larry Young, num artigo publicado na famosa revista científica Nature e que foi comentado no New York Times. Após analisar a química cerebral da formação do vínculo entre casais de determinada espécie de ratos, os rato-calunga, que ao contrário da grande maioria dos mamíferos, tem propensão à monogamia, o autor observou que assim que a fêmea recebia uma infusão artificial de oxicitocina, um hormônio normalmente produzido por ocasião do parto e lactação, ela procurava formar vínculos com o primeiro macho disponível. Do mesmo modo, uma outra substância, a vasopressina, quando injetada nos machos, ou quando ativada naturalmente a partir da estimulação sexual, também provocava desejos de formação de vínculos. A hipótese do pesquisador é que o amor humano possa ser desencadeado por uma cadeia de reações bioquímicas, que se inicia nas primeiras relações mãe-filho e está muito associada à liberação da oxitocina por ocasião do trabalho de parto e amamentação. Não é a toa que alguns autores chamam a oxicitocina do hormônio do amor. Para reforçar esta hipótese, o autor da pesquisa destaca que as regiões do corpo da mulher são as mesmas tanto nas preliminares sexuais e na relação sexual quanto no trabalho de parto e amamentação. De sobra ele explica o fascínio masculino com os seios femininos e sugere que quanto mais frequente é a relação sexual, maior a chance de se estabelecer vínculos. Se tudo isto parece fantástico e surreal, mais incrível é a possibilidade de, no futuro, serem desenvolvidos produtos químicos, com base na oxicitocina, que possam uma vez inoculados, borrifados ou ingeridos pela pessoa cobiçada, criar nela o mesmo encanto e disposição para o acasalamento. O articulista do NYT não deixou passar em branco e percebeu que esta ficção também tem um lado de horror. Será que uma vez criada a poção mágica do amor, não será criada também a vacina, um bloqueador de oxicitocina, que funcionará como antídoto, impedindo as pessoas de se apaixonarem?. Senhores e senhoras façam suas apostas. 
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Fonte:http://dralexandrefaisal.blog.uol.com.br
                                                 

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