26 de ago de 2012

Abortos podem ser evitados

O aborto espontâneo é uma fatalidade comum que acomete de 20% a 25% das mulheres que engravidam. É considerada uma das maiores frustrações da vida reprodutiva de um casal. Mesmo sendo um fato bastante comum nas gestações iniciais, deve merecer um tratamento médico específico e, muitas vezes, um acompanhamento psicológico. A definição de aborto é a perda fetal antes de 20 semanas de gestação ou a perda de um feto com peso inferior a 500g. Abortamento de repetição é definido na teoria como a ocorrência de três abortos consecutivos. Embora do ponto de vista acadêmico a pesquisa mais detalhada para os abortos repetidos deva ser feita depois de três perdas fetais, na nossa opinião, esta pesquisa avançada pode ser iniciada após o segundo ou, em casos especiais, após o primeiro aborto. Os abortamentos de repetição representam um trauma na vida do casal e, por isto, devem ser vistos com seriedade, caso contrário, a alegria e expectativa positiva, por um filho que virá, sentida nos primeiros dias do atraso menstrual, poderão frustrar e causar uma decepção imensurável. Portanto, todas alternativas que justifiquem as causas de abortos, mesmo as pouco prováveis e não cobertas por seguros-saúde, devem ser investigadas.
Infelizmente, do ponto de vista estatístico, 50% das gestações reconhecidas bioquimicamente (antes mesmo do atraso menstrual), não progridem. As causas de abortamento são variadas e podem ser devido a uma estatística normal de perda, natural do ser humano e comum a todas as mulheres. Mesmo aquelas que já tiveram filhos mas perderam um bebê sem causa justificada, podem ter problemas específicos como que devem ser investigados. São eles:
  • Anomalias cromossômicas e genéticas
  • Doenças infecciosas
  • Problemas hormonais
  • Anomalias da estrutura do útero (miomas, malformações, aderências e outras)
  • Imunológicos
  • Fatores ambientais
Com exceção deste último, todas as causas possíveis devem ser exaustivamente pesquisadas.
Informações complementares importantes para o diagnóstico
Galactorreia (saída de leite pelas mamas): sugere hiperprolactinemia
Submeteu-se à Curetagem uterina: sugere aderências intrauterinas.
  • Ciclo menstrual anormal: sugere disfunção hormonal
  • Há historia de filhos com defeitos e anomalias congênitas.
  • Há historia de trombose venosa: sugere uma trombofilia herdada ou uma síndrome de anticorpo antifosfolipide.
  • Que informações estão disponíveis em exames de laboratórios prévios, exames patológicos ou em um estudo de imagem?
  • O exame físico deve incluir avaliação física geral, com atenção quanto a sinais de endocrinopatias (por exemplo, hirsutismo, galactorreia) e anormalidades de órgãos pélvicos (por exemplo, dilaceração do colo uterino ou uma malformação uterina).


Exames importantes para o diagnóstico e os tratamentos

  • Avaliação da mulher;
  • Cariótipo-exame de sangue (avaliação de anomalias cromossômicas estruturais, translocações e mosaicismo);
  • Avaliação uterina;
  • Ultra-som vaginal;
  • Histerossonografia ou histerossalpingografia;
  • Ressonância magnética (reservada para casos especiais);
  • Videhisteroscopia
Investigar doenças auto-imunes, trombofilias e avaliação imunológica.
Os exames para esta pesquisa são feitos por coleta de sangue em laboratórios especializados e sempre com indicação médica. São eles:
  • Anticorpos antifosfolípides (Anticardiolipina e Anticoagulante lúpico)
  • Anticorpo antifosfatidil – serina (IgG, IgM e IgA)
  • Anticorpos antitireoideanos
  • Anticorpos antinucleares
  • Anticorpos anti-DNA
  • Pesquisa de células LE
  • Anti-Ro e Anti-La
  • IgA
  • Células NK (biópsia do endométrio) CD 56
  • Anticorpo antiespermatozóide
  • Fator V de Leiden -Mutação G1691A
  • Antitrombina III
  • MTHFR-Mutação 677T e A1298T
  • Protrombina mutação G20210A
  • Hemocisteína
  • Proteína S
  • Proteína C
  • Pesquisa de Endometrite (CD 138)
  • Beta 2 Glicoproteína I

Dosagens hormonais

  • FSH
  • LH
  • Prolactina
  • Hormônios tireoidianos

Avaliação de doenças infecciosas
Conteúdo vaginal:

  • Mycoplasma hominis
  • Ureaplasma urealiticum
  • Chamydia trachomatis
  • Listeria monocytogenes
  • Streptococus Beta hemolítico

Sangue:

  • Sorologia para Toxoplasmose
  • Sorologia para Citomegalovírus
  • Sorologia para Listeriose
  • Sorologia para Brucelose

Investigar endometriose

  • CA 125
  • Avaliação ultrassonográfica
  • História clínica

Investigar ovários policísticos

  • História clínica
  • Ultrasson
  • Dosagens hormonais


Avaliação do homem

  • (www.fertilidadedohomem.com.br)
  • Espermograma completo
  • Fragmentação do DNA do espermatozóide
  • Cariótipo (avaliação de anomalias cromossômicas, translocações e mosaicismo)
  • Avaliar possíveis infecções

Tratamentos

Os tratamentos devem ser individualizados de acordo com o diagnóstico dos pacientes e do conhecimento médico atualizado.

Causas Imunológicas, trombofilias e vacinas

Os problemas imunológicos têm sido responsabilizados por alguns casos de insucesso na fertilização in vitro e por abortos de repetição. Alguns autores acreditam que muitos casos de falha são, na verdade, abortos muito precoces que, após um período curto de implantação embrionária, não chegam a ser detectados nos testes de gravidez, não evoluem e são eliminados. Existem controvérsias a respeito desse tema, mas os resultados positivos após a terapia com vacinas têm nos encorajado a prosseguir com esse tratamento, indicado em situações especiais.
Cross Match: é um exame que não apresenta comprovação nem evidências científicas comprovadas nos resultados obtidos (Medicina Baseada em Evidências). Por isso, a sua indicação deve ser restrita a alguns casos. São poucos os países no mundo que realizam essa pesquisa com tal finalidade, entretanto, pode ser uma opção. Para que se entenda esse exame é necessária a compreensão de que todo ser humano possui a capacidade de rejeitar corpos estranhos e o embrião pode ser considerado como tal, pois traz com ele o DNA paterno, que é estranho ao organismo materno. Entretanto, em condições normais, o organismo da mãe deve produzir um “anticorpo protetor” – chamado de fração HLA-G –, que protege o embrião contra este “ataque imunológico” e impede a rejeição. Quando esse “anticorpo de proteção” não é formado, os mecanismos de agressão imunológica seguem o seu caminho natural, impedindo a gravidez ou mais tarde provocando o aborto. Essa alteração do organismo – que curiosamente aparece quando há semelhança imunológica entre o pai e a mãe e não quando são muito diferentes – é detectada pelo exame Cross Match. Para se realizar essa pesquisa retiram-se amostras de sangue do homem e da mulher e, em laboratório, realiza-se uma prova cruzada entre os dois, para identificar a presença dos anticorpos. Se não estiverem presentes, será necessário o tratamento com vacinas. Esta imunização é realizada com o sangue paterno, do qual são separadas as células brancas (linfócitos) e com elas preparadas as vacinas, depois injetadas na mãe pela via intradérmica. São realizadas duas ou três aplicações com espaço de tempo de três semanas entre elas. Após o término dessa série, o Cross Match é repetido e, confirmando a virada do resultado anterior para positivo, uma nova tentativa de fertilização poderá ser iniciada. Se não houver essa virada, uma nova série de duas aplicações será realizada.
Trombofilias: Existem outros exames que avaliam fatores imunológicos e, junto com este grupo de exames, estão as trombofilias. São doenças pouco frequentes e que provocam alterações de coagulação do sangue. Essas alterações não são detectadas em exames de sangue comuns e, quando existem, aumentam a chance de formar coágulos sanguíneos e causar tromboses mínimas capazes de impedir a implantação do embrião ou provocar abortos. Os exames para essa pesquisa são feitos por coleta de sangue em laboratórios especializados e sempre com indicação médica.
São eles:
  • Anticorpos antifosfolípides
  • Anticorpo antifosfatidil – serina (IgG, IgM e IgA)
  • Anticorpos antitireoideanos
  • Anticorpos antinucleares
  • IgA
  • Células NK (Biópsia do Endométrio)CD56
  • Anticorpo antiespermatozoide
  • Fator V de Leiden
  • Antitrombina III
  • MTHFR
  • Protrombina mutação
  • Hemocisteína
  • Proteína S
  • Proteína C
  • Beta 2 Glicoproteína I
  • Pesquisa de Endometrite (CD138)
A presença dessas alterações no sangue das mulheres sugere causas imunológicas ou trombofilias. Os tratamentos variam de ingerir uma simples aspirina infantil até tomar medicamentos mais sofisticados, como a heparina, corticoides e imunoglobulina injetável.
É fundamental salientar que essa tecnologia não representa garantia no sucesso para a obtenção da gestação e sim uma nova alternativa para aqueles que até o momento não tiveram sucesso em tratamentos anteriores.

fonte:http://www.ipgo.com.br/abortos/

18 de ago de 2012

Como Somos por dentro? Anatomia da Pelve Feminina e Masculina

Vagina:
  • Órgão de cópula feminina que possui musculatura elástica permitindo a passagem do feto no parto.
  • canal fibromuscular que se estende do vestíbulo perineal até o colo do útero
  • mede de 8 a 10 cm de comprimento e tem em torno de 4 cm de diâmetro
  • situa-se entre a bexiga e o reto
  • sustentada , principalmente, pelos ligamentos cervicais transversos (ligamentos cardinais ou de Mackenrodt) e pelos músculos levantadores do ânus
  • a parede vaginal anterior está em contato com a superfície posterior da bexiga
  • a parede vaginal posterior continua com a parede anterior do reto e do fundo-de-saco retouterino
Uretra:
  • Mede de 3 a 5 cm de comprimento
  • Uretra Proximal - grupos de musculatura lisa
  • Uretra 1/3 médio -músculo esquelético em forma de C (Rabdoesfíncter)
  • Uretra Distal  -musculatura periuretral
  •  
Bexiga:
  • Víscera ôca
  • Capacidade - 300 a 600 ml
  • É esvaziada de 4 a 8 vezes/dia
  • Variação: no tamanho, na forma e na espessura das paredes
Útero:
  • Tem forma de pêra invertida, de paredes espessas, formadas por fibras musculares lisas
  • Situado entre a bexiga e o reto
  • Fixado às paredes pélvicas laterais pelos ligamentos largos
  • Delimita-se inferiormente pela vagina e superiormente pelas tubas uterinas
  • Divide-se em: fundo uterino, corpo e istmo
  • Apresenta três camadas: interna ou endométrio; média ou miométrio e externa ou perimétrio
  • Sustentação feita pelos Ligamentos Redondos, Uterossacros, Largos e Cardinais ou Cervicais Transversos (Mackenrodt).
Ovários:
  • Órgão par, situado um de cada lado do útero
  • São responsáveis pela produção dos gametas femininos (óvulos)
  • Secretam estrogênio e progesterona sob a influência da hipófise anterior
  • Armazenam no seu córtex os folículos primários, sendo que a cada mês apenas um deles amadurece.
Trompas uterinas:
 
  • Fazem a comunicação da cavidade uterina com a cavidade peritoneal
  • Tem de 10 a 12 cm de comprimento, e diâmetro que varia de 2 a 4 mm na região ampular
  • Transportam os óvulos que romperem a superfície do ovário para a cavidade do útero
  • Apresentam os seguintes segmentos: infundíbulo ou extremidade fimbriada; ampola; istmo e segmento intersticial ou intramural
Reto:
  •  É o segmento inferior do intestino grosso e tem cerca de 12 cm de comprimento.
  •  A parede muscular do reto é formada por camadas de fibras longitudinais e uma camada de músculos lisos e circulantes.
 ANATOMIA MASCULINA

O sistema reprodutor masculino é formado por:
  • Testículos ou gônadas
  •  Vias espermáticas: epidídimo, canal deferente, uretra.
  •  Pênis
  •  Escroto
  •  Glândulas anexas: próstata, vesículas seminais, glândulas bulbouretrais.

• Testículos: são as gônadas masculinas.
- formação dos espermatozoides
- produção dos hormônios sexuais masculinos, sobretudo a testosterona, responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários

• Vesículas seminais:  responsáveis pela produção de um líquido, que será liberado no ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozóides, entrarão na composição do sêmen.

• Próstata:  glândula localizada abaixo da bexiga urinária. Secreta substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e  ativa os espermatozóides. É uma glândula que faz parte do sistema reprodutor do homem, secretando um líquido que se junta à secreção da vesícula seminal para formar o sêmem e auxiliar no transporte dos espermatozóides produzidos nos testículos até a sua ejaculação.
 
• Pênis: é considerado o principal órgão do aparelho sexual masculino, sendo formado por dois tipos de tecidos cilíndricos: dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso (envolve e protege a uretra).


fonte:http://www.fisiobemviver.com.br/links/43/anatomia-da-pelve-humana.html

15 de ago de 2012

Quero engravidar, mas tenho hipotireoidismo. Preciso de algum cuidado especial?

Em primeiro lugar, se os níveis hormonais estiverem baixos demais, pode ser que você não esteja ovulando normalmente, o que dificulta por si só uma gravidez. Por isso, a reposição correta da tiroxina, o hormônio que sua tiroide produz de forma deficiente, ajuda a retomar a ovulação e sua fertilidade. 

Independentemente de ter o ciclo menstrual afetado, é muito importante passar por uma consulta médica para checar a quantas anda o funcionamento de sua tiroideantes de começar a tentar engravidar. Se as taxas da tiroide estiverem baixas demais, você provavelmente vai ter que iniciar uma reposição de tiroxina antes de pensar em concepção. 

hipotireoidismo em mulheres grávidas não costuma ter efeitos significativosdesde que esteja bem controlado, já que os hormônios da tiroide (TSH) da mãe são necessários para o desenvolvimento do cérebro do bebê. 

Se a função da tiroide não estiver bem regulada, há risco maior de aborto espontâneo, complicações da gravidez (como pré-eclâmpsia) e problemas para a criança (como defeitos cardíacos). 

Em muitos casos, durante a gestação, os médicos até aumentam as doses da medicação, para que não falte nada do que o bebê precisa para se desenvolver de forma saudável. Lembrando sempre que esse tipo de decisão precisa ser tomada por um especialista e varia bastante caso a caso. 


fonte:http://brasil.babycenter.com/preconception/planejando/hipotireoidismo/

Tomar pílula anticoncepcional em excesso traz riscos

Esquecer-se de tomar a pílula anticoncepcional é um ato muito comum entre as mulheres. Mas isso não pode se tornar rotina. É preciso seguir à risca as indicações da pílula anticoncepcional e de um médico especialista para que o medicamento seja, de fato, eficaz e não traga efeitos colaterais.

Renata Zito, ginecologista especializada em reprodução humana e cirurgia endoscópica, conta que a pílula anticoncepcional age no organismo feminino inibindo os hormônios e, consequentemente, a ovulação. “A pílula determina uma mudança na camada interna do útero, o endométrio, que impede a implantação do embrião. Também altera a movimentação do óvulo nas trompas e o muco vaginal, comprometendo a passagem dos espermatozoides nas paredes vaginais”, explica.

Quando a mulher se esquece de tomar a pílula no dia e horário determinados e acaba ingerindo mais de uma unidade, ela afeta totalmente o ciclo e a eficácia do tratamento. “Além disso, ela pode sentir os efeitos colaterais indesejáveis, como dores de estômago, e o pior, perder o  efeito do tratamento e até engravidar”, conta.

Fique atenta ao que deve ser feito caso não se lembre de tomar a pílula. Renata recomenda que “se o esquecimento for de até 12 horas do horário determinado, a mulher deve tomar a pílula assim que se lembrar e ingerir novamente no horário que estava habituada. Se for superior a 12 horas, o ideal é cancelar o  tratamento deste ciclo e, assim que menstruar, iniciar uma nova cartela”. Também não se deve tomar a pílula anticoncepcional em jejum. Renata diz que “se assim for ingerida, algumas mulheres podem sentir uma intolerância gástrica”.
É por isso que as orientações de um especialista são fundamentais. “Qualquer método anticoncepcional é individual. Cada paciente se adapta melhor a um deles”, diz.  Se não forem seguidas as indicações, a pílula pode deixar de ser um método seguro.

IMPORTANTE.
  • Sempre procure um médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e prescrever medicamentos.
  • As informações aqui disponibilizadas são de caráter exclusivamente informativo.

Fonte:http://renatazito.site.med.br/index.asp?PageName=Tomar-20p-EDlula-20anticoncepcional-20em-20excesso-20traz-20riscos

CÂNCER COLORRETAL

O que é câncer colorretal?
É o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem o reto e o cólon (partes do intestino), podendo espalhar-se para outras regiões do organismo (metástase).
Segundo as últimas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em termos deincidência, o câncer colorretal é a terceira causa mais comum de câncer no mundo em ambos os sexos, com padrões geográficos similares entre homens e mulheres. O câncer de reto é mais frequente em homens.
câncer de reto é mais comum do que o de cólon. Neste último, os segmentos mais freqüentemente acometidos são o sigmóide e o cólon descendente, seguidos pelo cólon ascendente e o transverso.
prognóstico para este tipo de neoplasia é bom quando a doença é diagnosticada em estágio inicial. A detecção precoce de pólipos adenomatosos colorretais (precursores docâncer de cólon e reto) e de tumores localizados é possível pela pesquisa de sangue oculto nas fezes e através de métodos endoscópicos, como a colonoscopia.

Quais são os sintomas deste tipo de tumor?
Os sinais e sintomas dependem da localização do tumor, mas inicialmente costumam ser inespecíficos. Os mais observados são:  
  • Dor abdominal.
  • Alteração do hábito intestinal (mudança da consistência das fezes e da freqüência de evacuações).
  • Sangramento anal (hematoquezia) ou melena.
  • Anemia.
  • Fraqueza (ocorre em 20% dos pacientes).
  • Perda de peso (não é um achado comum no câncer colorretal).
  • Tenesmo (sensação de defecação incompleta).
  • Náuseas e vômitos.
  • Redução no diâmetro das fezes.
  • Presença de sangue ou muco nas fezes.
  • Obstrução intestinal.
  • Tumoração abdominal, observada pelo paciente ou por médicos.
Tumores localizados mais próximos do ânus tendem a causar obstrução mais precocemente e sangramento anal. Tumores localizados no lado direito do abdome (ceco, cólon ascendente ou cólon transverso) levam mais tempo para causar obstrução. Nessas localizações o calibre do intestino é maior e o sangramento não é facilmente identificado,  já que exterioriza-se na forma de fezes mais escuras e não como sangue vivo nas fezes.

Existem fatores de risco para o desenvolvimento de câncer colorretal?  
São fatores de risco para este tumor
  • Idade acima de 50 anos: tanto a incidência, como a mortalidade, aumentam com a idade. A maioria dos casos ocorre entre 60 e 70 anos de idade, enquanto casos antes de 50 anos são incomuns, a menos que uma história familiar de câncer de cólon esteja presente.
  • Pólipos: pólipos no cólon, principalmente os adenomatosos, são lesões que poderão sofrer transformação maligna, passando por atipias celulares até a degeneração paratumor. A remoção desses pólipos pela colonoscopia reduz o risco subsequente decâncer de cólon. Os pólipos hiperplásicos não demonstram poder de degeneração maligna.
  • História de câncer: pessoas com diagnóstico e tratamento prévios para câncercolorretal estão em maior risco de desenvolver este tipo de tumor no futuro. Mulheres que já tiveram câncer de ovárioendométrio ou mama têm maior risco de desenvolver câncer colorretal.
  • Hereditariedade: história familiar de câncer de cólon ou de reto, especialmente em parentes próximos antes da idade de 55 anos ou em múltiplos parentes aumentam a probabilidade de desenvolvimento desta lesão. A Polipose Adenomatosa Familiar (FAP) está relacionada a um risco de cerca de 100% de desenvolvimento de câncercolorretal por volta dos 40 anos, se não for tratada.
  • Síndrome de Lynch ou Câncer Colorretal Não Polipóide Hereditário (HNPCC).
  • Cigarro: fumantes são mais prováveis de morrer por câncer colorretal do que os não fumantes. Um estudo da Sociedade Americana do Câncer (American Cancer Society) mostrou que mulheres que fumam são 40% mais prováveis de morrer por câncercolorretal do que as que nunca fumaram. Os homens fumantes têm um risco 30% maior de morrer por esta doença do que aqueles que nunca fumaram.
  • Dieta: dietas ricas em carnes vermelhas, com baixo teor de cálcio, pobres em frutas frescas e vegetais, aves e peixes, aumentam o risco de câncer colorretal.
  • Vírus: exposição a alguns vírus (como algumas cepas de papilomavírus humano ou HPV) pode estar associada com câncer colorretal.
  • Baixos níveis de selênio.
  • Doenças inflamatórias intestinais: cerca de um por cento dos pacientes com câncercolorretal têm história de Colite Ulcerativa Primária. O risco de desenvolver câncercolorretal varia inversamente com a idade de início da colite e diretamente com a extensão do envolvimento colônico e a duração da atividade da doença. Pacientes com doença de Crohn colorretal tem um risco maior que a média de desenvolver estecâncer, mas menor que os indivíduos com Colite Ulcerativa.
  • Fatores ambientais:
    Inatividade física: pessoas fisicamente ativas têm menor risco de desenvolver câncercolorretal.
  • Colangite Esclerosante Primária(CEP). Oferece risco independente para Retocolite Ulcerativa. Setenta por cento dos portadores de CEP apresentam também Retocolite Ulcerativa e cerca de 2,4 a 4% dos portadores de Colite Ulcerativa desenvolverão CEP.
  • Uso de hormônios exógenos: há pequena evidência da influência de hormônios endógenos no risco de câncer colorretal. Em contraste, há evidências de que o uso de hormônios exógenos como a Terapia de Reposição Hormonal (TRH), Tamoxifen e contraceptivos orais podem estar associados a tumores colorretais.
  • Obesidade.
  • Sedentarismo.
  • Álcool: ingerir bebidas alcoólicas, principalmente em grande quantidade, pode serfator de risco para o aparecimento precoce de câncer colorretal. 
    Um estudo mostra que pessoas que consomem mais de 30 gramas de álcool por dia, especialmente aquelas que consomem mais de 45 gramas por dia, parecem ter um risco maior de desenvolver câncer colorretal.
Como detectar precocemente um tumor colorretal?
Segundo informações do INCA, o câncer colorretal quando detectado em seu estágio inicial possui grandes chances de cura, diminuindo a taxa de mortalidade associada ao tumor.
Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente ao exame de pesquisa desangue oculto nas fezes. Naqueles indivíduos com exame positivo deve ser realizada umacolonoscopia.
Pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer de cólon e reto, portadores de doença inflamatória do cólon (Retocolite Ulcerativa e Doença de Crohn) e de algumas condições hereditárias (FAP e HNPCC) devem procurar orientação médica.

Como é feito o diagnóstico deste tumor?
diagnóstico da doença é feito através de biópsia endoscópica com estudo histopatológico da lesão. Ele começa sempre com uma boa consulta médica e um exame físico detalhado. A suspeita do câncer de intestino requer a confirmação de sua presença através da realização de uma colonoscopia com biópsia.

Posso fazer alguma coisa para prevenir esta doença?
Como prevenção é indicada uma dieta saudável e a prática regular de exercícios físicos.
Uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio, folato e pobre em gorduras animais é considerada uma medida preventiva. A ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcoólicas deve ser evitada.
As vitaminas, principalmente a C e a E, além de outros antioxidantes, diminuem a quantidade de substâncias carcinogênicas contidas nas fezes, levando a menor alteração celular e, consequentemente, menor incidência de câncer colorretal.

Como é o tratamento do câncer colorretal?
O tratamento depende do estágio em que o tumor é diagnosticado. Quando detectado precocemente, pode ser curado. Entretanto, se detectado em estágios avançados (quando metástases estão presentes) as chances de cura diminuem.
A cirurgia é o tratamento inicial, que pode ser acompanhada de quimioterapia e/ouradioterapia dependendo do estadiamento da doença e de outros fatores médicos.
diagnóstico de câncer frequentemente resulta em uma grande mudança no bem-estar psicológico do indivíduo. Existem grupos de apoio, serviços sociais de auxílio e outros serviços que podem auxiliar nas dificuldades enfrentadas por essas pessoas.

Como é feito o acompanhamento do paciente com câncer colorretal?
O objetivo do acompanhamento é detectar precocemente tumores ou metástases que se desenvolvem mais tarde e que não são originárias do tumor9 inicial ou mesmo o aparecimento de pólipos adenomatosos (lesões precursoras do câncer).
Para isso, uma história clínica e um exame físico estão recomendados a cada 3 a 6 meses durante dois anos e depois a cada 6 meses durante 5 anos ou, diferente disso, segundo recomendação médica.
Geralmente, durante o seguimento são realizados consulta médica, dosagens sanguíneas de antígeno carcinoembrionário (CEA) e exames de imagem como a colonoscopia, radiografias de tórax, tomografias computadorizadas e cintilografias, dependendo da necessidade de cada paciente.  

fonte:http://renatazito.site.med.br/index.asp?PageName=C-E2ncer-20Colorretal