18 de mai de 2012

Cistos de Ovário


A 1a coisa a explicar é o que são cistos, ou seja, são pequenas bolsinhas com conteúdo líquido e que, a princípio podem aparecer em qualquer parte do organismo.


Mas quanto as Cistos de Ovário?!
Todo mês, nos ovários, desenvolve-se um cisto que inicialmente é pequeno (5 a 9mm) cresce na primeira fase ciclo menstrual e atinge, na época da ovulação, a dimensão aproximada de 18mm. Estes recebem o nome de folículo e dentro está um óvulo. Na ovulação ele se rompe, o óvulo sai e se encaminha para as tubas (trompas) onde poderá ser fertilizado pelo espermatozóide - caso ocorra a relação sexual nesta época. Nesses casos, cisto não é problema e chama-se cisto funcional, isto é, decorrente do funcionamento normal do organismo. Entretanto, quando um ou mais cistos formam-se fora dessas características passam ser uma doença.


Quais são os tipos de Cistos de Ovário?!

Funcionais
São os mais comuns. Formam-se durante o processo de ovulação, período no qual a mulher produz pequenos nódulos que devem ser expelidos na menstruação. Quando não o são, formam o cisto. Tendem a regredir naturalmente.



Serosos
Secretam um líquido claro, transparente e de baixa viscosidade. Com características bem diferentes do funcional, o seroso não regride. Ao contrário, tende a crescer. O quanto antes for detectado, melhor o tratamento.


Teratomas ou Dermóides
São cistos preenchidos com vários tipos de tecidos do organismo. Podem ocorrer em qualquer idade e, eventualmente, se tornar malignos. O tratamento é a retirada do cisto por cirurgia..


Endometrióticos
São constituídos por células do endométrio (camada formada durante o ciclo reprodutivo e é mensalmente expulsa pela menstruação). Em seu interior, há um líquido sanguinolento, de cor achocolatada.


Malignos ou Carcinomas
São tumores císticos malignos que também se desenvolvem a partir das células que recobrem os ovários. Muitas vezes apresentam áreas sólidas no seu interior. O tratamento utiliza os mesmos preceitos do câncer de ovário.


Como os cistos são diagnosticados
Como os cistos de ovário não causam sintomas, na maioria das vezes, o diagnóstico é feito por meio do exame ginecológico anual. O médico pode perceber, ao toque vaginal, um aumento de um ou ambos os ovários e solicitar exames complementares para uma melhor avaliação.
A ultra-sonografia transvaginal é um dos principais exames para avaliar as características dos cistos de ovário. Entretanto, a ultra-sonografia não define com certeza se o cisto é benigno ou maligno.
A laparoscopia permite visualizar diretamente o cisto através de pequenas incisões no abdômen e, se necessário, retirá-lo.
A vantagem dela sobre a cirurgia convencional é o menor tempo de recuperação e internação, além de deixar uma pequena cicatriz.
Apesar de todos estes exames ajudarem na avaliação dos cistos ovarianos, o diagnóstico definitivo só pode ser feito através do exame histopatológico, ou seja, pela análise do tecido do cisto após sua retirada.

Quando é preciso Tratamento?!
O tratamento é indicado quando o cisto não é um cisto funcional ou quando um cisto funcional ultrapassa 40mm.
Na maioria das vezes, quando se tem boa certeza que o cisto é funcional, isto é, pequeno e sem áreas sólidas no seu interior, a mulher ficará em observação durante três a seis meses.

Medicamento
anticoncepcional pode ser indicado como forma de avaliação, pois inibe a formação de novos cistos funcionais ao impedir a ovulação em si. Como esses cistos tendem a regredir em um a três meses, a presença de um cisto ovariano após três meses de uso de anticoncepcional requer, muitas vezes, sua retirada.
Existem algumas situações é necessária a retirada do cisto, pelo risco de malignidade:
  • Cisto de ovário com áreas sólidas no seu interior;
  • Crescimento anormal do cisto;
  • Cisto de ovário em crianças e adolescentes que não menstruaram ainda;
  • Cisto de ovário em mulheres na pós-menopausa.
Os medicamentos podem ser utilizados, como reguladores hormonais e tratamentos específicos para ovários policísticos como metformina.
Cirurgia

A técnica com menos efeitos nocivos ao organismo é a videolaparoscopia. Com pequenos cortes e guiado por uma minicâmera de vídeo, o especialista separa o cisto da parede do ovário e o retira.
Punção
Guiado pela ecografia, o especialista introduz pela vagina uma agulha especial até alcançar o interior do cisto. O líquido no interior é aspirado, fazendo com que o cisto murche. É colocado álcool no cisto para que este desidrate e fique com suas paredes.
Sintomas

A maioria dos cistos não apresenta sintomas. Quando eles surgem, são:

    Dor abdominal;
    Aumento do abdome;
    Alteração no ciclo menstrual;
    Perda de peso (em casos de cisto maligno).

Dicas

É fundamental que as mulheres façam exames periódicos - ao menos uma vez por ano - para prevenir ou evitar o crescimento descontrolado do cisto.
Controlar sempre os dias de menstruação. Se notar variações muito grandes, procurar o médico.
Nunca tomar anticoncepcionais ou indutores sem acompanhamento médico. Mulheres que sofrem de problemas como hipertensão, varizes, obesidade, etc, podem ter a saúde prejudicada com o uso, ou mesmo piorar ainda mais o problema.

O ovário policístico é um tipo diferente de doença e raramente é operado.
Fonte: http://www.santalucia.com.br/ginecologia/ e http://www.bancodesaude.com.br/

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