31 de mai. de 2012

Estenose Cervical Uterina (Estreitamento do Cólo do Útero)


A estenose cervical uterina é o estreitamento do cólo do útero, podendo causar a obstrução parcial ou total do canal cervical. Ainda há poucos estudos sobre o tema e não é um problema comum, mas sabe-se que isso pode causar problemas de fertilidade na mulher, dificultando a passagem de espermatozóides ao útero. E também, para mulheres que conseguem engravidar, pode trazer dificuldades ao parto, levando a indicação de cesárea.
Algumas mulheres nascem com estenose cervical, outras desenvolvem o problema por algum procedimento ou condição como cirurgia no útero, menopausa, câncer de endométrio, conização, ablação endometrial.

Os principais sintomas da estenose são: cólicas, menstruação dolorosa, sangramentos anormais, falta de menstruação (amenorréia), espessamento anormal do endométrio, inchaço abdominal e infertilidade. Uma mulher com estenose cervical também pode sentir nódulos na região pélvica.

A estenose cervical pode causar endometriose, por dificultar ou impedir a saída da menstruação pelo canal do cólo.

O diagnóstico da estenose é feito com pelo médico com exame de Papanicolau, citologia cervical, e biópsia endometrial. Outra forma de confirmar o diagnóstico é a obtenção de imagens do colo do útero ou retirar amostras de tecido e analisá-las sob um microscópio.

Nem sempre é preciso tratar a estenose, depende da severidade e dos sintomas. O tratamento é feito através da inserção de um instrumento, chamados dilatadores, para alargar o cólo, podendo ser colocado um stent (alargador) cervical ou tubos por um período até que a dilatação do canal se mantenha por si só.


Fontes de pesquisa: 
http://mintarticles.com/read/womens-health-articles/cervical-stenosis,12040/Portuguese/ 

Corioamnionite: Gravidez de risco!


A corioamnionite é uma infecção das membranas placentárias e do líquido amniótico. É um pouco frequente, apresenta-se em cerca de 1 a 2% de todas as gravidezes, mas é mais comum nos partos prematuros já que a corioamnionite pode causar bacteremia (infecção no sangue) na mãe e provocar um parto prematuro e uma grave infecção no neonato. Os organismos geralmente responsáveis da corioamnionite são os que normalmente se encontram na vagina, incluindo a Escherichia coli (E. coli). Os estreptococos grupo B também podem produzir a infecção.

Durante a gestação, o muco cervical e as membranas ovulares formam uma importante barreira que separa o feto e o liquido amniótico, que são esterilizados, do canal vaginal, que é carregado de bactérias. Mas, às vezes, se há uma rotura prematura das membranas, os germes passam ou ascendem desde a vagina até ao útero infectando o liquido amniótico. A infecção também pode vir através do sangue ou depois de um procedimento obstétrico invasivo, como a amniocentese. O risco de contágio depois de uma amniocentese diagnóstica é aproximadamente de 1%; depois de transfusões intra-uterinas é de cerca de 5%.

Sintomas principais
- Febre.
- Aumento da frequência cardíaca na mãe e no feto.
- Dor ou sensibilidade no útero.
- Odor desagradável do liquido amniótico.
- Leucocitose materna (>15 000 leucócitos/mm3).

Estes sintomas são semelhantes a outros problemas, por isso é necessário um exame minucioso do obstetra. O diagnóstico deve ser feita por análises de laboratório para detectar a infecção. Às vezes é necessário coletar o líquido amniótico através de uma amniocentese.

As mulheres que tiveram um episódio prévio de corioamnionite devem ter mais cuidado em futuras gestações, visto que apresentam mais risco de reincidência. O papel do obstetra na sua prevenção consistirá em realizar cultivos de urina e vagina periódicos (mensais), investigações para descartar infecção por clamidia e mycoplasma, e cultivo do reto para descartar infecção por estreptococos do grupo B.

Complicações
Os riscos mais frequentes associados à corioamnionite são: bacteriemia da mãe ou do feto, aumento da mortalidade perinatal, desprendimento prematuro da placenta, atonia uterina, etc.

Tratamento da corioamnionite
O tratamento dependerá do estado de saúde da grávida, do seu histórico médico, do avanço da doença, da sua tolerância a certos medicamentos e das expectativas de evolução do problema.

Imediatamente quando se diagnostica a infecção também se administram antibióticos para tratar a corioamnionite. Frequentemente é necessário induzir o parto para prevenir complicações na mãe ou risco ao feto, e continuar com os antibióticos após o parto.

Recomenda-se, sempre que se possa, o parto vaginal para evitar a contaminação da cavidade peritoneal durante o nascimento. Mas perante qualquer problema, deve-se praticar uma cesariana. O índice de cesarianas em pacientes com esta infecção é bastante alto, devido ao fato de ser frequente o trabalho de parto disfuncional ou o sofrimento fetal.

Para que serve o liquido amniótico?
Este liquido forma-se na quarta semana de gravidez, quando o embrião já está aninhado nas paredes do útero e quando se começa a formar a cavidade amniótica, a qual irá enchendo de liquido. Durante o primeiro trimestre, este líquido é um ultrafiltrado do plasma sanguíneo materno, mas a partir da 12ª semana também o bebê intervém com a sua urina.

O líquido amniótico protege a criança de lesões externas, servindo como um amortecedor e evita que a pressão dos órgãos da mãe afetem o bebê. Também mantêm o bebê aquecido, ajuda a desenvolver os pulmões e alimenta o bebê, já que cada gole de líquido amniótico proporciona ao seu bebê milhões de proteínas. Também é um importante indicador do estado de saúde do bebê e de possíveis complicações.
Quando há líquido em excesso pode indicar que sejam gêmeos, diabetes ou má-formações do feto. Se há pouco, significa que existe um perigo claro, devido, por exemplo, a uma fissura na bolsa ou a um problema no sistema renal do bebê. Isto pode provocar infecções uterinas ou fazer o feto comprimir o cordão umbilical, sendo necessário adiantar o parto.

Através do líquido amniótico pode-se diagnosticar má-formações, já que contém um grande número de células fetais, com as que se pode conhecer o cariótipo do bebê e diagnosticar uma doença cromossômica.


Fonte:http://www.todopapas.com.pt/gravidez/saude-na-gravidez/gravidezes-de-alto-risco-corioamnionite-2839  

30 de mai. de 2012

O que são os fibromiomas?



Embora os médicos e outras pessoas se possam referir aos fibromiomas como sendo um tipo de "tumor" (ou através de outros termos médicos como "miomas," "fibromiomas" ou "leiomiomas"), não se deixe assustar por estas palavras. Os fibromiomas quase nunca são cancerosos. Os fibromiomas são, normalmente, tumores benignos (não cancerosos), que crescem no interior do músculo e do tecido conjuntivo do útero. Normalmente desenvolvem-se a partir de uma só célula de músculo liso, que continua a crescer. É possível ter apenas um fibroma ou ter vários fibromiomas ao mesmo tempo; por vezes, os fibromiomas crescem em grupos. Os fibromiomas podem variar consideravelmente de tamanho. Podem ser tão pequenos como uma ervilha, e a maioria mantém-se com pequenas dimensões. Mas também podem crescer e atingir um tamanho razoável, chegando em alguns casos a ser maiores do que uma laranja grande. Na maioria das vezes, os fibromiomas crescem lentamente, mas existem casos em que se desenvolvem mais rapidamente. Normalmente, vão crescendo com o passar do tempo.


Ilustração da anatomia feminina


Descrição do sistema reprodutor


Tipos de fibromiomas



Quem pode desenvolver fibromiomas uterinos?
Os fibromiomas são mais comuns em mulheres em idade fértil, especialmente em mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos. Os médicos descobrem fibromiomas em até 30 % destas mulheres. Os estudos sugerem que no máximo três em cada quarto mulheres têm fibromiomas, embora estes possam não estar diagnosticados por não causaram sintomas.

Ainda há muito a aprender sobre quais as pessoas que desenvolvem fibromiomas e por que motivo os desenvolvem, mas os investigadores identificaram já vários factores de risco possíveis:

As probabilidades de formação de fibromiomas nas mulheres Afro-Americanas são 3-5 vezes superiores às registadas nas mulheres de raça branca.
As mulheres com excesso de peso para a sua altura (com base no índice de massa corporal ou IMC) também parecem correr um risco ligeiramente mais elevado de desenvolver fibromiomas do que as que apresentam um peso médio para a sua altura.
As mulheres que já deram à luz apresentam um risco menor de desenvolver fibromiomas uterinos.
Alguns estudos sugerem que as mulheres que utilizam contraceptivos orais também apresentam um risco mais baixo.  No entanto, poucos dados conhecidos são conclusivos quanto ao motivo pelo qual se desenvolvem fibromiomas numas mulheres e noutras não.

Surpreendentemente, pouco se sabe acerca do desenvolvimento dos fibromiomas. Algumas das pesquisas efectuadas sugerem que a predisposição para o desenvolvimento de fibromiomas pode ser hereditária. Também parece haver uma ligação entre o crescimento dos fibromiomas e factores hormonais, porque os fibromiomas tendem a desenvolver-se durante a idade reprodutiva, podendo também expandir-se rapidamente durante a gravidez, altura em que os níveis de estrogénios estão mais elevados. Normalmente, os fibromiomas mirram após a menopausa, quando os níveis de estrogénios declinam. O mais provável é os fibromiomas serem o resultado de uma combinação destes e de outros factores ainda por definir. 

Quais são os sintomas dos fibromiomas e que problemas podem causar?

A maioria dos fibromiomas não causa quaisquer sintomas, pelo que nem sequer saberá que eles existem. Dependendo do tamanho, do número e da localização, os fibromiomas podem ser responsáveis por alterações do ciclo menstrual, dores abdominais ou lombares, dor durante o acto sexual, dificuldade em urinar ou micções frequentes, obstipação, aborto, dificuldade em engravidar ou anemia (devido a hemorragia menstrual excessiva). Muitas mulheres consideram que os sintomas são ligeiros e que não é difícil lidar com eles. Outras mulheres, contudo, podem apresentar sintomas mais graves ou problemas associados aos fibromiomas que possam fazer com que valha a pena considerar a hipótese de efectuar um qualquer tipo de tratamento.

O facto de ter fibromiomas significa que não vou conseguir engravidar ou que vou ter dificuldade em engravidar?
Embora seja raro, alguns fibromiomas podem fazer com que seja mais difícil engravidar de forma natural se estiverem a bloquear as trompas de Falópio ou se, de qualquer outra forma, impedirem a implantação de um óvulo fertilizado no útero. Alguns tratamentos de fibromiomas podem afectar também a fertilidade.

No entanto, existem opções de tratamento dos fibromiomas que podem ajudar a proteger a sua capacidade de ter filhos; os avanços registados no tratamento da infertilidade também melhoraram muito as probabilidades de engravidar, mesmo que os fibromiomas o estejam a dificultar.



O tratamento dos fibromiomas que mais se adequa ao seu caso vai depender de muitos factores - dos seus sintomas e do efeito que eles têm na sua vida, do tamanho dos fibromiomas, da sua idade e dos planos que fez para engravidar, assim como das suas expectativas de tratamento.

Se os fibromiomas não causarem sintomas, não é necessário qualquer tratamento, e pode sentir-se confortável com a abordagem "esperar para ver". O prestador de cuidados de saúde que a acompanha irá verificar os fibromiomas durante as consultas de rotina, para ver se eles estão a crescer. Sintomas ocasionais ou ligeiros podem, por vezes, ser tratados de forma simples com analgésicos de venda livre ou receitados.

No caso de sintomas mais graves, dispõe de várias opções cirúrgicas e não cirúrgicas que podem ser consideradas e que são descritas a seguir.

Não cirúrgicas: 

Terapêutica hormonal
 - Uma forma de reduzir os sintomas consiste em tomar um tipo de medicação denominada agonista da Gn-RH (hormona libertadora de gonadotropina). Estas hormonas fazem com que os fibromiomas mirrem, através de um bloqueio da produção de estrogênios. É um tratamento de curto prazo, que normalmente não dura mais de 3-6 meses, voltando os fibromiomas a aparecer depois de o tratamento ser interrompido. Além disso, a terapêutica hormonal pode ter efeitos secundários adversos, incluindo aqueles que estão associados à menopausa induzida, como, por exemplo, afrontamentos, secura vaginal, insonia, irritabilidade e depressão. É por este motivo que, regra geral, estes medicamentos só são utilizados quando uma mulher está perto da menopausa, ou já está na menopausa, ou então com o objectivo de fazer com que os fibromiomas mirrem e diminuir a hemorragia antes da cirurgia. 

Embolização da artéria uterina - Este procedimento é uma das abordagens não cirúrgicas mais recentes para o tratamento dos fibromiomas, mas ainda está numa fase experimental, pelo que os seus resultados a longo prazo são ainda desconhecidos. Durante uma embolização, o médico - normalmente um especialista em radiologia - utiliza imagens radiográficas para orientar um tubo estreito (cateter) ao passar dentro de uma artéria da perna em direção às artérias do útero que transportam o sangue para os fibromiomas. Uma vez posicionado o cateter, o médico introduz partículas minúsculas de plástico dentro da artéria uterina. Formam-se então coágulos em volta das partículas, bloqueando o fluxo de sangue para o fibroma. Sem o aporte de sangue, o fibroma mirra ou desaparece com o passar do tempo.

Cirúrgicas: 
Miomectomia - Uma miomectomia é um procedimento cirúrgico destinado a remover fibromiomas do útero, deixando o útero intacto. É uma boa opção para as mulheres que pretendem preservar a sua fertilidade. Uma miomectomia tradicional é feita através uma incisão aberta, longa, no abdômen. Alguns cirurgiões realizam miomectomias utilizando técnicas menos invasivas, que lhe permitirão curar-se rapidamente e que produzem o mínimo de cicatrização. Entre estas incluem-se a miomectomia laparoscópica (realizada através de pequenas incisões no abdômen) ou a miomectomia histeroscópica (realizada através da vagina e do colo do útero, sem qualquer incisão). Pergunte ao seu médico se estas opções menos invasivas são adequadas ao seu caso. Calcula-se que em 25-50% das mulheres que foram submetidas a miomectomia podem crescer fibromiomas novos. O procedimento também é de execução ligeiramente mais difícil do que a histerectomia e pode causar mais perda de sangue. Outros riscos potenciais incluem infecção, lesões em órgãos vitais e, em casos raros, perfuração do útero. 

As miomectomias também estão associadas a uma taxa elevada de formação de aderências. As aderências são constituídas por tecido cicatricial que se desenvolve internamente no local da cirurgia e pode fazer com que os órgãos internos fiquem ligados uns aos outros; por vezes, podem causar dor pélvica e infertilidade. As técnicas cirúrgicas modernas podem ajudar a reduzir as aderências, e os cirurgiões também podem colocar uma barreira sobre o local, para impedir que os órgãos fiquem unidos. Esta barreira vai-se dissolvendo gradualmente à medida que vai cicatrizando. Antes de fazer uma miomectomia, não se esqueça de falar com o seu médico sobre tudo o que pode ser feito para evitar a formação de aderências.

Aderências nas Trompas



As aderências pélvicas são faixas anómalas de tecido cicatricial, que se formam na pélvis e fazem com que os órgãos fiquem colados ou unidos uns aos outros. As aderências ocorrem na maioria das mulheres que são submetidas a cirurgia pélvica. E, no entanto, muitas mulheres pouco sabem acerca das aderências e não discutem o assunto com os seus médicos antes de serem submetidas a uma cirurgia ginecológica (nem mais tarde, quando se desenvolvem esses problemas). Mas deveriam fazê-lo.


Como se formam as aderências? 

Todos os órgãos abdominais e pélvicos, excepto os ovários, estão pelo menos parcialmente envolvidos numa membrana transparente denominada peritoneu. Quando o peritoneu fica traumatizado durante uma cirurgia ou de qualquer outra forma, o local que sofre o trauma fica inflamado. A inflamação é normal, fazendo mesmo parte do processo de cicatrização. Mas a inflamação também contribui para a formação de aderências, encorajando o desenvolvimento de faixas fibrosas de tecido cicatricial (denominadas matriz de fibrina). 

Normalmente, estas faixas de fibrina acabam por se dissolver através de um processo bioquímico denominado fibrinólise, e o local traumatizado continua a cicatrizar. No entanto, por vezes, a natureza da cirurgia tem como resultado uma diminuição do afluxo de sangue a essas áreas (um problema denominado isquemia), que pode suprimir a fibrinólise. Se as faixas de fibrina não se dissolverem, podem transformar-se em aderências, que irão desenvolver-se ligando ou unindo órgãos ou tecidos pélvicos que normalmente estão separados.

As aderências são frequentes? 

As aderências são uma ocorrência comum após uma cirurgia pélvica ou abdominal. As aderências também são vulgares nas mulheres que sofrem de doença inflamatória pélvica (DIP), endometriose ou doenças sexualmente transmissíveis. As probabilidades de se formarem aderências após uma cirurgia e os problemas que daí podem resultar variam com base em variados factores - por exemplo, o tipo de cirurgia efectuado, o número de cirurgias efectuadas anteriormente, a técnica cirúrgica utilizada durante o procedimento e a sua própria predisposição individual para a formação de aderências.


Que problemas podem ser causados pelas aderências? 

Embora a maioria das aderências não causem problemas, podem dar origem a toda uma variedade de complicações potencialmente graves, incluindo:
  • Dor pélvica: As aderências são uma causa muito comum de dor pélvica - calcula-se que cerca de 38% das mulheres que sofrem de dor pélvica têm aderências. As aderências causam dor pélvica porque unem órgãos e tecidos que normalmente estão separados, "atando-os", essencialmente, de forma a que as pressões e os estiramentos inerentes aos movimentos do dia a dia irritam os nervos que se encontram mais próximos.
  • Dor durante as relações sexuais: As aderências também podem causar dores durante as relações sexuais (um problema denominado dispareunia).
  • Infertilidade: As aderências que se formam em resultado de alguns tipos de cirurgia ginecológica, especialmente cirurgias das trompas e cirurgias para remoção de fibromiomas (miomectomias), são uma causa muito comum de infertilidade. As aderências entre os ovários, as trompas de Falópio ou as paredes pélvicas podem bloquear a passagem do óvulo dos ovários para as trompas de Falópio e através destas. As aderências em torno das trompas de Falópio também podem dificultar ou impossibilitar a chegada do esperma ao óvulo.
Imagem Aderências nos órgãos pélvicos
O que pode causar aderências?
A endometriose é uma condição em que porções de tecido semelhante ao endométrio se unem às superfícies de outros órgãos na pélvis (como os ovários e as trompas de Falópio) e na cavidade abdominal. A endometriose pode desenvolver-se com estimulação hormonal, provocando dor, inflamação e tecido cicatricial, e também pode provocar infertilidade.

Como são tratadas as aderências?


A única forma de tratar as aderências consiste em removê-las ou separá-las através de cirurgia. Este procedimento denomina-se adesiólise/lise de aderências. Estudos têm demonstrado que as pacientes com dores pélvicas e aderências graves podem apresentar uma redução acentuada dos sintomas após adesiólise laparoscópica. Além disso, a infertilidade devido a aderências pélvicas pode ser tratada com sucesso através de adesiólise/lise de aderências em aproximadamente 40-60% das pacientes.
No entanto, uma das razões pelas quais as aderências são tão problemáticas é o facto de, em mais de 70% dos casos, elas voltarem a formar-se após a adesiólise. Consequentemente, a prevenção da formação de aderências tem uma importância crucial.

Problemas Tubários e tratamentos!


Várias são as possibilidades de tratamento disponíveis na doença tubária. Incluíndo: cirurgia tubária, salpingografia seletiva e a fertilização in vitro (FIV).   

Cirurgia tubária

Pode ser realizada por laparoscopia (cirurgia por vídeo) ou laparotomia (cirurgia com abertura do abdomen). Os resultados da cirurgia tubária quando realizado por técnicas de microcirurgia (laparotomia) são melhores.
Entretanto, para cada caso deverá ser avaliado a melhor via de acesso.A cirurgia tubária está indicada em casos selecionados quando o dano tubário não é grave. Alguns exemplos em que a cirurgia pode ser apropriada:

Reanastomose tubária

Algumas mulheres que realizaram a ligadura tubária gostariam de engravidar novamente e solicitam a possibilidade de reanastomose de suas trompas. O método usado para reanastomose tubária dependerá da cirurgia inicialmente realizada para ligadura e da extensão do dano causado. O médico pode necessitar de uma histerossalpingografia e laparoscopia para acessar as condições tubárias antes de decidir pela cirurgia. As tubas ligadas algumas vezes podem ser recanalizada, mas, se elas foram removidas totalmente ou muito danificadas, isto não é possível e a única chance seria a FIV. A cirurgia inclui a remoção da cicatriz e a anastomose dos cotos tubários. As taxas de sucesso são boas; mas os melhores resultados são alcançados se a cirurgia for feita por técnicas microcirúrgicas (laparotomia) e dependerá do comprimento do coto distal. As chances das tubas tornarem-se pérvias após a a cirurgia são por volta de 80%, e as taxas de gravidez 60%.

Lise de aderências tubárias

Envolve a remoção das aderências em volta das tubas. Essas aderências com frequência grudam as tubas aos outros órgãos internos causando a junção destes, reduzindo a mobilidade tubária. Essas aderências podem ser causadas por infecções pélvicas prévias, cirurgias anteriores ou endometriose.

Salpingostomia

Usada para o tratamento do bloqueio das fímbrias (porção distal das trompas). Aderências que cobrem a porção distal das tubas são removidas; a trompa é aberta e é feito uma sutura especial para que permaneça aberta.
As taxas de sucesso após esta cirurgia dependerão primariamente da extensão e do local do dano tubário. Outros fatores que podem afetar os resultados são: a técnica usada, idade da mulher, etc... Em 80% dos casos elas podem ser abertas, mas em somente 20% as mulheres engravidam. Isto porque quando a tuba é bloqueada, muito do seu lúmen (tecido que a recobre internamente) é destruído e mesmo que seja aberta por cirurgia elas permanecem sem função adequada. Além disso, as aderências comumente retornam após a cirurgia. O tempo de seguimento após cirurgia tubária deve ser de pelo menos 12 meses. Por esse motivo não está indicado para pacientes de idade mais avançada, para essas pacientes devemos considerar a FIV como a primeira escolha. Outro fato é que a primeira tentativa da cirurgia é sempre a melhor chance para o sucesso, repetir a cirurgia raramente obtém-se sucesso. Devemos considerar como primeira opção a cirurgia, quando outras formas de tratamento não são aceitas pela paciente. A remoção das tubas danificadas, ex. hidrossalpinge, antes da FIV aumenta as chances de sucesso. Adicionalmente as complicações gerais associadas a qualquer cirurgia como: anestésicas, infecções, sangramentos ou danos de outros órgãos como o intestino, existem complicações específicas como: formação de aderências, novo bloqueio da tuba e gravidez ectópica. A gravidez ectópica tem uma incidência acima de 40%, após cirurgia tubária.

Salpingografia seletiva

Este procedimento pode ser usado em casos de bloqueio tubário proximal (próximo do útero) quando o resto da trompa é saudável. É realizado sob controle radiológico e leva de 15 - 20 minutos. É injetado um contraste radiológico pelo colo uterino até a visualização da cavidade uterina. Um cateter curvo especial então é guiado ao orifício tubário e então injetado mais contraste com maior pressão para remover a obstrução. Este procedimento tem uma aceitável taxa de sucesso. 90% das tubas permanecem desobstruídas e 50% engravidam nos 12 meses seguintes. As complicações incluem: perfuração da tuba, infecção e risco aumentado para gravidez ectópica.

FIV

É um tratamento mais efetivo para todas as formas de dano tubário e aderências pélvicas. Deve ser considerado o tratamento de escolha para doença tubária moderada ou grave. O objetivo é contornar a fertilização nas trompas.



Fonte: http://www.clinicadereproducaohumana.com.br

Reprodução Humana gratuitos ou a preços acessíveis

240764 inseminacao artificial Fertilização Artificial, Como Fazer
São Paulo

Hospital Pérola Byington
Gratuito
Como funciona: o tratamento é gratuito. Os interessados devem agendar uma consulta no hospital público de São Paulo. Para isso, basta ligar na terceira quarta-feira de cada mês a partir das 8 horas, para os seguintes números: (11) 3112-1210 ou (11) 3104-2785. Entre 40 e 50 pacientes são atendidas mensalmente. Após os exames e a visita ao médico, é necessário aguardar o tratamento numa fila de espera de até três anos. O critério de seleção é a ordem de chegada – não há análise socioeconômica. O programa já tem medicamentos incluídos e é válido para pessoas de qualquer parte do país. 

Endereço: rua Santo Antônio, 630 
Informações: hospitalperola@ig.com.br 
Telefones: (11) 3248-8000 (PABX do hospital) 

Hospital São Paulo
Desconto de até 60%
Como funciona: há desconto de até 60% no tratamento. No primeiro dia útil do mês, os interessados de todo o país podem ligar na Central de Reprodução Humana, no número 0800-7723322, das 10 às 17h30. São aceitos novos pacientes até completar o número de vagas mensais, que varia de 50 a 100, dependendo da disponibilidade do hospital no período. Quem conseguir um lugar assistirá à palestra sobre a reprodução humana, marcada para o primeiro sábado do mês seguinte. Depois do encontro explicativo, os casais passam pelos exames e pela consulta médica e partem para o tratamento com profissionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Não há fila de espera nem análise de renda. A fertilização in vitro custa de R$ 6 mil a R$ 7 mil, e a inseminação, R$ 2 mil, incluindo as medicações. 

Projeto Beta
Descontos de até 40%
Como funciona: nessa iniciativa, localizada na capital paulista e fundada por especialistas da área e professores universitários, é oferecido um desconto de até 40% no tratamento. A primeira consulta custa R$ 170 e deve ser agendada pelo número (11) 3826-7017, de segunda à sexta das 8 às 17h30. O médico faz os exames básicos de fertilidade e marca o retorno dos pacientes. Ao voltar à clínica, o casal é entrevistado por um assistente social, que analisará a situação financeira e estipulará a porcentagem de desconto concedida. Há abatimento também nos medicamentos. No número telefônico, pode-se ainda reservar vaga para a palestra gratuita sobre técnicas de reprodução assistida, que o Projeto promove uma vez ao mês. Sempre aos sábados, a partir das 9 horas, o encontro esclarece as principais dúvidas dos participantes sobre o assunto. 

Santo André

Faculdade de Medicina do ABC
Descontos de até 70%
Como funciona: há descontos de até 70% no tratamento. Professores e médicos residentes do hospital universitário atendem cerca de 100 mulheres por mês. O agendamento da consulta, gratuita, é feito no número (11) 4993-5401, de segunda à sexta das 8 às 17 horas. Estima-se em dez dias o tempo de espera para a primeira visita ao médico, que inclui uma palestra sobre a reprodução humana. Depois dos exames, não é necessário aguardar em uma fila para fazer o procedimento recomendado. O custo estimado da fertilização in vitro é de R$ 4 mil a R$ 5 mil e a inseminação sai por R$ 600, incluindo as medicações. Não há a análise de renda. Os exames podem ser feitos pelo SUS ou pelo convênio médico e o programa atende casais de todo o país.

Ribeirão Preto

Hospital das Clínicas
Gratuito
Como funciona: o tratamento é gratuito e o serviço é exclusivo para pacientes do interior paulista. Os interessados devem ir a um posto de saúde em sua cidade, que encaminhará o pedido para a divisão regional até chegar ao hospital. Não há a análise socioeconômica e a fila de espera é de cerca de um ano. Os tratamentos são realizados pelos professores e médicos residentes da instituição universitária. Os custos com medicamentos variam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil e devem ser pagos pelo casal. 

Rio de Janeiro

Projeto Vida
Gratuito
Como funciona: há tratamentos gratuitos e com desconto de 50%, mas apenas casais com renda até R$ 2,3 mil podem se inscrever no site da clínica carioca Pró Nascer Pró Nascer para uma palestra sobre a reprodução humana, que acontece a cada dois meses. No encontro, com 90 casais, são sorteados dez tratamentos gratuitos, a serem realizados pelos profissionais da instituição, para pessoas com renda até R$ 1,2 mil e dez descontos de 50% para quem ganha entre R$ 1,2 mil e R$ 2,3 mil. Nesse caso, a tentativa da fertilização in vitro sai por R$ 3.960, parcelados em duas vezes. Os medicamentos não estão incluídos no valor. 

Todo o país

Programa Acesso
Desconto de 50%
Como funciona: para participar, é necessário que a renda do casal não ultrapasse R$ 3.850. Não existe seleção, fila de espera e vagas delimitadas, mas é preciso comprovar os rendimentos e preencher um questionário disponível nas 72 clínicas conveniadas em todo o país. Para saber se existe alguma na sua cidade, basta acessar o site.

29 de mai. de 2012

Tratamentos para Engravidar

1º tratamento é o :  Coito programado

2º. Inseminação artificial:

É a técnica mais simples e barata de reprodução assistida.

Consiste na indução da ovulação através de hormônios .O acompanhamento do desenvolvimento dos folículos ovarianos, que vão desencadear a ovulação, é feito através de exames de ultra-sonografia. 

Quando se verifica a iminência de ovulação pelo ultra-som, programa-se a transferência dos espermatozoides. Para isso é feita a coleta de esperma e seleção dos melhores espermatozoides. Após esta seleção, estes espermatozoides são transferidos para dentro do útero através de um cateter. 

Este tratamento está indicado para mulheres com tubas uterinas desobstruídas e homens com alterações leves na qualidade espermática.


3. Fertilização assistida (FIV)


Esta técnica consiste na fertilização no laboratório e na transferência de embriões para o útero. Como os embriões são formados fora do útero materno, daí a denominação “fertilização in vitro”.

Esta técnica tem custo mais elevado, visto ser bem mais complexa. Está indicada em casos de falha de inseminação artificial, obstrução tubárea e deficiência mais significativa na qualidade dos espermatozóides.

A seguir está descrito o processo de fertilização em 5 passos.

Primeiro passo: Indução da ovulação. 

A indução da ovulação é feita com medicação hormonal: São administrados hormônios através de injeções subcutâneas com a finalidade de aumentar a capacidade do ovário para produzir óvulos. Sem esta medicação o ovário produz apenas um óvulo, normalmente, ora do lado esquerdo, ora do lado direito. Com a medicação, os dois ovários tornam-se funcionantes e, assim, aumentam as chances de se obter maior número de óvulos e, conseqüentemente, maior número de embriões fertilizados no laboratório. O acompanhamento da ovulação é feito por exames de ultra-sonografia seriados. Este monitoramento deve ser realizado por profissional especializado, para evitar complicações em caso de excesso de produção hormonal. 
Quando a maioria dos folículos ovarianos atinge cerca de 2,0cm de diâmetro, é realizada uma medicação injetável, por via subcutânea, denominada “HCG purificado”. Esta medicação promove a maturação dos óvulos contidos nos folículos ovarianos. Após 34 a 36 horas da aplicação do HCG, os óvulos estarão prontos para serem colhidos e utilizados.
Segundo passo: Coleta de óvulos


A coleta dos óvulos é realizada sob anestesia, logo o procedimento é absolutamente indolor.

A coleta é feita aproximadamente 34 horas após a administração do “HCG”, através da punção dos folículos ovarianos guiada por ultra-sonografia. Este Procedimento visa aspirar o líquido dos folículos ovarianos que contêm os óvulos.

No mesmo dia da punção dos folículos, é realizada a coleta do sêmen. Este sêmen será processado e, finalmente, colocado em contato com os óvulos puncionados em laboratório.


Terceiro passo: Fertilização dos óvulos

Este procedimento pode ser feito de duas maneiras: fertilização in vitro convencional (FIV) ou ICSI (o espermatozóide é injetado dentro do óvulo).


Fertilização in vitro (FIV):

Os espermatozóides são colocados em contato com os óvulos para que um deles penetre na membrana que envolve o óvulo (zona pelúcida) e entre dentro do óvulo. Assim, ocorre a fecundação e formação do embrião.
ICSI (Injeção intracitoplasmática do espermatozóide)
Nesta técnica, o embriologista seleciona os espermatozóides de melhor qualidade para serem colocados dentro do óvulo.  


Um único espermatozóide selecionado é injetado dentro do óvulo com auxílio de um micromanipulador acoplado ao microscópio.

Está técnica está indicada em casos de deficiência severa da qualidade espermática, 
Veja a representação ao lado do espermatozóide sendo introduzido no óvulo.

Quarto passo: transferência dos embriões

Em 24 horas, o embriologista reavalia os embriões formados e classifica os mesmos segundo critérios rigorosos de morfologia. Os embriões são avaliados diariamente para acompanhamento do processo de desenvolvimento e divisão celular. 
Após a formação dos embriões, aguardamos cerca de três a cinco dias para o adequado desenvolvimento embrionário no laboratório e    posterior transferência dos mesmos para o útero materno. 
A transferência dos embriões é um procedimento indolor, com passagem de um fino cateter para dentro do útero. É realizada com auxilio de ultra-som, para visualizar a passagem dos embriões pelo colo do útero e colocação dos mesmos em local ideal na cavidade uterina.

Quinto passo: É a melhor parte  teste de gravidez 
O teste de gravidez, com pesquisa de βHCG no sangue, é realizado doze dias após a transferência dos embriões.
O exame de ultra-sonografia, após teste de gravidez positivo, é realizado de 2 a 3 semanas após a transferência dos embriões.

Ai meninas quanto mais leio pesquiso sobre gravidez sinto que nossos sonhos estão cada vez mais perto!!!


fonte:http://adrianadegoes.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=51:tratamentos&catid=34&Itemid=65


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