7 de jun. de 2012

Útero septado


O septo uterino é uma anomalia congênita que resulta de um defeito na reabsorção do septo formado pela fusão dos ductos müllerianos. É o tipo mais comum de malformação do sistema reprodutivo e única com possibilidade de tratamento cirúrgico histeroscópico.


Sua prevalência está aumentada em mulheres com repetidas perdas gestacionais. A presença do septo uterino está associada com alta incidência de falência reprodutiva e complicações obstétricas, tais como abortamentos recorrentes de primeiro e segundo trimestres, RCIU, apresentação fetal anômala, nascimento prematuro e infertilidade por dificuldade de implantação do blastocisto.

O diagnóstico pode ser feito por ultra-sonografia tridimensional, que apresenta 91,6% de correlação com laparoscopia para configuração externa do útero, por ressonância magnética, que apresenta 100% de acurácia diagnóstica (Pellerito et al, 1992; Fischetti et al, 1995) ou por laparoscopia associada à histeroscopia, que é considerada padrão ouro tanto para diagnóstico como para tratamento.

A metroplastia (ressecção do septo) histeroscópica está indicada nas seguintes situações: 
1. Perdas gestacionais e recorrentes (2 ou +);
2. Mulheres com infertilidade já investigada e inexplicada;
3. Mulheres acima de 35 anos (melhora a fecundidade);
4. Mulheres que serão submetidas a reprodução assistida;
5. Mulheres submetidas a histeroscopia e laparoscopia por outras razões, a excisão do septo é oportuna e parece lógica;
6. Na presença de dismenorréia e sangramento anormal.

Alguns autores recomendam sua realização mesmo em pacientes sem história de perdas fetais e que desejam engravidar (Mencaglia,2004, Pace, S,2006).

Resultados da metroplastia histeroscópica (Hayden A H, Fertility and sterility, 2000-Meta analise):
- Redução das taxas de abortamentos de 88% para 5,9% após a cirurgia;
- Redução das taxas de nascimentos prematuros de 9% para 6%; 
- Infertilidade primária: taxas de gravidez de 48% após metroplastia histeroscópica.
Recomenda-se follow-up histeroscópico em 1 a 2 meses após a cirurgia para prevenção de sinéquias.


Fonte:http://www.videohisteroscopia.net/site/home.php?funcao=septo

31 de mai. de 2012

Minha menstruação está atrasada, mas fiz um teste e deu negativo. O que isso quer dizer?

Antes de tudo é preciso ter certeza de que você não está mesmo grávida. Se o exame de sangue deu negativo (com hCG abaixo de 5 IU/l, por exemplo), é negativo mesmo. Já o exame de urina pode dar falso negativo, se for feito muito cedo. Para ter certeza, repita o exame depois de mais alguns dias. Caso dê negativo de novo, é provável que o atraso da menstruação tenha outra razão.


A menstruação pode atrasar devido a uma série de motivos, incluindo estresse e atividades físicas exageradas.

Em um ciclo menstrual regular, um dos ovários geralmente libera um óvulo a cada, mais ou menos, 28 dias e, se depois de 14 não houver a fertilização, a parede interna do útero "descama" e a menstruação se inicia.

Se os ovários não liberam óvulos conforme deveriam, é possível que o útero não receba todos os sinais de que precisa para deflagrar a menstruação. Dependendo do histórico, podem ser receitados medicamentos para ajudar os ovários e o útero a se comunicar e a menstruação acontecer com regularidade.

Caso mais de três menstruações não tenham vindo e os testes de gravidez continuem negativos, procure um médico para passar por uma avaliação e descobrir o que anda causando a irregularidade menstrual. Entre as possibilidades estão:

• Problemas de tiroide: Se a sua tiroide (glândula que controla o metabolismo do corpo) não estiver funcionando direito, poderá haver efeitos na menstruação e na ovulação. Entre os sintomas de problemas de tiroide estão cansaço extremo, perda de cabelo, ganho de peso e uma sensação constante de frio, mesmo quando todos ao redor parecem confortáveis com a temperatura.

Um simples exame de sangue pode determinar como anda o funcionamento da tiroide e evitar que ela desregule ainda mais seu corpo. Desequilíbrios de tiróide são corrigidos com remédios.

• Excesso de prolactina: Quando o cérebro produz um nível bem acima do normal do hormônio prolactina, a menstruação pode começar a falhar. O corpo feminino costuma fabricar prolactina para amamentar, razão pela qual a menstruação geralmente fica interrompida quando uma mulher dá de mamar.

Se você não está amamentando (ou grávida), mas notou um corrimento esbranquiçado saindo dos mamilos, então pode mesmo haver um problema de prolactina no seu organismo. Isso também pode ser medido através de exames de sangue e depois tratado com medicação.


Fonte: Baby Center Brasil

Cross-Match e Vacina de Linfócitos Paternos, por que é preciso?


Acredita-se que o sistema imune materno possua mecanismos para reconhecimento da carga genética diferente de um feto, e com isso, consiga protegê-lo contra a destruição. Haveria, assim, a produção dos chamados anticorpos bloqueadores que protegeriam o embrião recém-implantado no útero. Este tipo de resposta recebe o nome de aloimunidade. Quando não existe grande variabilidade genética entre o homem e a mulher, mesmo que eles não sejam parentes, tais anticorpos não são produzidos, deixando o embrião susceptível ao ataque do sistema imune. Portanto, se existe certo grau de semelhança entre o HLA materno e paterno, tais anticorpos bloqueadores não serão produzidos. Sendo assim, o embrião tem maior chance de ser destruído pelo sistema imune da mãe e o quadro clínico em tais casos poderá ser reconhecido comoabortamento de repetição.

Vacina com linfócitos paternos (ILP)
É para tais casos que costumamos indicar um tratamento imunológico baseado na utilização de vacinas produzidas com linfócitos presentes no sangue do pai, que são injetados no organismo da mãe com o intuito de estimular, por uma via diferente, a produção de anticorpos contra o HLA paterno, que poderão, assim, ter o efeito protetor numa gravidez subseqüente. Esta é a teoria que justifica o tratamento de imunização com linfócitos paternos (ILP) para casos de abortamentos de repetição de causa aloimune.

Exame de Cross-Match
A avaliação da presença de tais anticorpos é feita com um exame denominado Cross-Match, que pesquisa a existência de anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe. Existem diferentes métodos para a detecção desses anticorpos no soro materno, tais como a microlinfocitotoxicidade e a Citometria de Fluxo Quantitativa, sendo somente o último indicado para a avaliação na área de reprodução, principalmente por ser mais sensível e apresentar menos variância entre resultados da mesma amostra. Os resultados dos exames de Cross-Match são usados para indicar o tratamento e para monitorizar a resposta materna à aplicação das vacinas (ILP).
Após mais de 4 anos de estatística e experiência com nossas pacientes, concluímos que 3 aplicações de ILP com intervalos médios de 3 semanas são suficientes para sensibilizar a grande maioria das pacientes, e em torno de 30% dos casos necessitam de mais uma dose de reforço. Uma vez imunizada, a paciente permanece por volta de 6 meses sem a necessidade de novo tratamento, possibilitando assim durante esse período engravidar espontaneamente ou por métodos de fertilização caso seja necessário. 

É importante lembrar que todo casal deve passar por prévia consulta com médico especializado antes de qualquer tipo de tratamento. Só o médico é capaz de julgar a necessidade de exames complementares coadjuvantes bem como qual terapêutica será necessária para cada casal.




A Imunização com Linfócitos Paternos (ILP) está indicada nos casais que apresentam compatibilidade HLA e/ou não apresentam anticorpos anti-linfócitos do esposo (anticorpos bloqueadores), detectados através do resultado negativo de um exame conhecido como crossmatch ou prova cruzada com o sangue do parceiro.
O objetivo da terapia é tornar a prova cruzada positiva. A ILP consiste em imunizações intradérmicas preparada a partir de sangue do esposo e administrada, inicialmente, em 2 ocasiões com intervalo de 4 a 6 semanas. Após 1 mês da segunda imunização a paciente realiza um novo teste (prova cruzada – crossmatch) para detectar a presença de anticorpos bloqueadores.

Aproximadamente 85% das pacientes respondem ao tratamento inicial de forma plena, sendo liberada para engravidar. Os 15% restantes respondem parcialmente ou não respondem a terapia inicial, sendo indicada doses de reforço em intervalos menores, com o sangue do próprio esposo associado ou não com um doador. Após essa segunda seqüência um novo teste avalia a resposta, obtendo bons resultados na maioria dos casos.
A boa resposta a terapia depende de uma seleção adequada do casal que poderá se beneficiar com a terapia, uma avaliação do casal pré-tratamento e um controle rígido do protocolo de imunização.

As imunizações devem ser preparadas e administradas no menor intervalo possível e devem conter uma concentração mínima de 80 milhões de linfócitos. Recentemente, foi descrito uma baixa eficácia terapêutica nas imunizações que são preparadas e aplicadas de um dia para o outro.

Pacientes com teste pós-imunização positivo devem realizar imunizações de reforço a cada três meses, caso não engravide, para manter níveis elevados de anticorpos bloqueadores. Dados revelam que cerca de 80% das pacientes engravidam nos primeiros 12 meses pós-imunização, 60% nos primeiros 3 meses. No período gestacional é recomendada imunização mensal durante a primeira metade da gravidez, para manter os níveis de anticorpos bloqueadores elevados, fundamental para manutenção da gravidez.

O principal efeito da LIT é promover o aparecimento de anticorpos bloqueadores. Observa-se também, como efeito da LIT, uma diminuição da atividade das células NK e conversão da resposta Th1 em Th2. Elevação do número e atividade das células NK são indicadores de mau resultado gestacional, aborto recorrente e falhas de FIV/ET. Cerca de 80% dessas pacientes apresentam uma diminuição da atividade das células NK com a LIT.
Previamente a preparação da LIT é realizada no sangue do esposo e caso necessário do doador uma triagem rigorosa para doenças infecciosas. Pacientes com tipagem Rh negativa devem receber imunoglobulina anti-Rh após imunização.


Fonte: http://www.imunorepro.med.br/imunologia/imunizacao.html

Meu folículo cresce, mas não se rompe, por quê?


Quando o folículo cresce normalmente, mas não rompe para liberar o óvulo é chamado de síndrome do folículo luteinizado não roto (em termos médicos conhecido por LUF). Quando isso acontece, a produção de progesterona também aumenta, mesmo não tendo ocorrido a ovulação, como se tivesse corpo lúteo, por isso a dosagem de progesterona pode estar elevada, mesmo não tendo acontecido a ovulação. Os médicos ainda não identificaram as causas dessa síndrome.
O tratamento, para quem está tentando engravidar, é o coito programado (induzir a ovulação, monitorando com ultrassom e medicação à base de HCG para induzir o rompimento) ou Inserminação Artificial.

Obs.: é importante monitorar os hormônios e fazer o controle por mais de um ciclo, pois o não rompimento em 1 ciclo não indica que você tem a síndrome, pode ser apenas uma disfunção hormonal.

FAN (FATOR ANTINUCLEAR)?


Entenda o exame FAN (Fator AntiNuclear). Saiba todos os tipos e que doenças ele pode indicar

O FAN é solicitado para investigar o grupo de patologias auto-imune. Resumidamente, uma doença auto-imune é aquela onde o nosso sistema de defesa inapropriadamente começa a produzir anticorpos contra nossas próprias células e tecidos. Somos nós atacando nós mesmos.

O FAN (fator antinuclear) como o próprio nome diz, são anticorpos contra estruturas das nossas próprias células, principalmente contra o núcleo celular. Esses auto-anticorpos foram descobertos na década de 1940 em pacientes com Lúpus.

Com o passar do tempo, descobriu-se que o FAN é na verdade um conjunto de anticorpos, contra diferentes estruturas das células, podendo indicar várias doenças auto-imunes diferentes. Sabe-se também que 10% a 15% da população sadia pode ter FAN positivo em valores baixos sem que isso indique qualquer problema de saúde.

Bom, para entender os resultados do FAN, é preciso saber como ele é dosado. Vou tentar ser o mais simples possível.

O primeiro passo é pegar o sangue do paciente e marcar os anticorpos presentes com uma substância fluorescente. A seguir mistura-se esse sangue contra uma cultura de células humanas e vai-se ao microscópio. O resultado é o que se vê na foto do início do texto. Se houver anticorpos contra estruturas da células humanas, estes irão se fixar as mesmas ficando fluorescentes. Se o anticorpo é contra o núcleo, a imagem no microscópio será de vários núcleos fluorescentes. Se for contra o citoplasma da células, vários citoplasmas brilhando, e assim em diante. Se não houver auto-anticorpos, nada ficará fluorescente.

Os resultados são repetidos após diluições até a fluorescência desaparecer. Resultados positivos são aqueles que permanecem brilhando mesmo após 40 diluições (resultado 1/40 ou 1:40).

Como já expliquei antes, até 10% da população tem FAN positivo nas diluições menores que 1/80. São valorizados valores a partir de 1/160 e valores maiores ou iguais a 1/320 indicam doença auto imune em mais de 97% dos casos.

As diluições são normalmente feitas da seguinte forma: (1/40), (1/80), (1/160), (1/320), (1/640)...

A partir de agora, você já pode ter uma idéia dos resultados do FAN. Vamos à alguns exemplos:

1.) FAN (Hep2)= Reagente
Título = 1/80
Padrão = nuclear pontilhado fino

2.) FAN (Hep2) = reagente
Título = 1/640
Padrão = Citoplasmático pontilhado reticulado

São dois resultados positivos. O primeiro em títulos baixos com o núcleo sendo corado com finos pontos fluorescentes. O segundo em altos títulos, com anticorpos contra o citoplasma da célula formando uma imagem reticulada. Hep2 é o tipo de cultura de células humanas mais usado hoje em dia.

Existem mais de 20 padrões diferentes de Imunofluorescência. Algumas são típicas de doenças como Lúpus, esclerodermia, Artrite reumatóide e síndrome de Sjögren. Outros são inespecíficos e podem estar presentes em pessoas normais.

Os padrões mais comuns na prática e suas prováveis patologias, são:
  • Nuclear pontilhado Centromérico = Esclerodermia e Cirrose biliar primária
  • Nuclear homogêneo = Lúpus, Artrite Reumatóide, Artrite Idiopática Juvenil, Síndrome de Felty, Cirrose Biliar Primária.
  • Nuclear tipo membrana nuclear contínua = Lúpus, Hepatite auto-imune
  • Nuclear pontilhado fino = Síndrome de Sjögren Primária, Lúpus Eritematoso Sistêmico, Lúpus
  • Nuclear pontilhado fino Denso = Inespecífico, pode estar presente em várias doenças auto-imunee e também na Cistite Intersticial, Dermatite Atópica, Psoríase e Asma.
  • Nuclear pontilhado grosso = Doença Mista do Tecido Conjuntivo, Lúpus Eritematoso Sistêmico, Esclerose Sistêmica e Artrite Reumatóide
  • Nucleolar pontilhado = Esclerose Sistêmica
  • Citoplasmático pontilhado reticulado = Cirrose Biliar Primária e Esclerose Sistêmica
  • Citoplasmático pontilhado fino = Polimiosite e Dermatomiosite
É preciso saber interpretar os resultados do Fator antinuclear. Um mesmo padrão pode significar várias doenças auto-imunes diferentes, e dependendo do caso, não significar nada.

O FAN precisa ser avaliado junto com o quadro clínico do paciente. É importante lembrar que o doente é um todo e não um resultado de uma reação química em um pedaço de papel. As associações descritas acima são possibilidades e não fatos consumados. Tenho recebido pedidos de interpretação de FANs baseados apenas nos seus resultados. O Fator antinuclear sozinho não faz diagnóstico de nada. Este é um exame que não dá para ser avaliado à distância.

As doenças mais associadas com Fator antinuclear positivo são as doenças auto-imunes sistêmicas como o Lúpus e a Esclerodermia (esclereose sistêmica). O FAN pode ser positivo também em doenças auto-imunes restritas à alguns órgãos como na Tireoidite de Hashimoto e na hepatite auto-imune. Podemos também ter resultados positivos em doença que não são auto-imunes como mononucleose, HIV, linfomas, e tuberculose.

Uma vez que se tenha um FAN positivo, associado a um quadro clínico que sugira doença auto-imune, deve-se solicitar a pesquisa de auto-anticorpos específicos para tentar definir exatamente com qual doença auto-imune estamos lidando. O FAN indica a presença de um auto-anticorpo, mas não define qual.

Por exemplo, um FAN sugestivo de lúpus indica a pesquisa do Anticorpo anti-DNA nativo. Na suspeita de Sjögren solicita-se o Anticorpo anti SS-A/Ro e Anticorpo anti SS-B/La. Na Esclerodermia dosa-se o Anticorpo anti-centrômero etc...

Portanto, o Fator antinuclear é um exame de triagem das doenças auto-imunes. Não é para ser usado como exame final e só deve ser pesquisado se houver suspeita de patologia auto-imune.


Fonte: http://www.mdsaude.com

Síndrome Antifosfolípide


O que é a síndrome antifosfolípide?
A síndrome antifosfolípide foi definida como uma síndrome em 1983, consistindo de uma tríade de manifestações envolvendo trombose arterial e/ou venosa acompanhada por diminuição de plaquetas e títulos elevados de auto-anticorpos (anticoagulante lúpico e anticardiolipinas). Atualmente, sabemos que a doença é sistêmica, ou seja, pode afetar quase todos os órgãos e tecidos.

Quais as causas?
A causa ainda é considerada um mistério. Uma combinação de fatores genéticos e ambientais tem sido proposta. Dados recentes indicam a participação de agentes infecciosos.

Quais os sintomas?
Na síndrome antifosfolípide, todo o sistema de coagulação está envolvido (associando-se a tromboses), assim como outros mecanismos. De fato, os anticorpos têm se mostrado diretamente tóxicos ao desenvolvimento fetal (numa pesquisa, esses anticorpos foram transferidos de humanos para ratos e induziram a perdas fetais nestes).
Recomenda-se pesquisar a síndrome nos indivíduos com trombose e nas mulheres com complicações da gestação citadas acima. Outros sintomas são difíceis de encontrar, mas a síndrome também pode estar associada à queda nas plaquetas e a algumas lesões de pele.

Como é a evolução da doença?
Naquele paciente que sabe ser portador da doença, os riscos são avaliados e a evolução costuma ser boa, pois há várias formas de prevenção de trombose que podem ser orientadas, mas o seguimento com um especialista é recomendado, pois a evolução da doença é instável.

Quais os fatores de risco?
Obesidade, tabagismo, varizes, cirurgias de grande porte, repouso prolongado, gestação e uso de hormônios são fatores de risco para desenvolver os sintomas da síndrome, e a trombose pode se manifestar mais freqüentemente nos pacientes com anticorpos positivos.

Quem mais atinge?
É mais comum em mulheres, principalmente as mulheres em seu período de vida reprodutivo.

Como é feito o diagnóstico?
São dosados os anticorpos antifosfolipídeos. É importante frisar, no entanto, que os resultados alterados devem ser sempre confirmados por exames a serem repetidos no período mínimo de 3 meses, pois hoje sabemos que pessoas normais podem apresentar alteração passageira desses exames.

Qual o tratamento?
O tratamento é feito com medicamentos anticoagulantes. O tempo de tratamento e o tipo de anticoagulação deverão ser determinados pelo médico especialista que segue o paciente. Em geral, os especialistas que lidam com a síndrome são reumatologistas, hematologistas, mas também hoje alguns obstetras têm experiência nesta área, em vista da doença atingir mulheres jovens em idade reprodutiva.

Existe prevenção?
Recomendamos prevenir trombose tratando a obesidade, as varizes, suspender o tabagismo, avaliar adequadamente os riscos do paciente quando se trata de introdução de terapêuticas hormonais, tais como pílulas anticoncepcionais ou tratamento do climatério.
Durante a gestação o uso de anticoagulantes (heparina/aspirina) ajuda a evitar os abortamentos e as outras complicações.


Fonte: http://www.idmed.com.br"

Incompatibilidade de Rh


A incompatibilidade de Rh ocorre quando o tipo de sangue da mãe é Rh negativo e o tipo de sangue de seu filho é Rh positivo. Um nome alternativo é doença do Rh. Rh é uma abreviação para Rhesus.

O que é? (Informações gerais)

Todos nascemos com um certo tipo de sangue que pode ser tanto Rh positivo quanto Rh negativo. O sangue Rh positivo é mais comum do que o outro tipo. Cerca de 85% da etnia branca é Rh positivo, enquanto a porcentagem é ainda maior nos negros, asiáticos e índios americanos. Se você for Rh positivo, ou se tanto você e o pai do bebê forem Rh negativo, não há razão para se preocupar com incompatibilidade de Rh. No entanto, se você for Rh negativo e o pai do bebê for Rh positivo, então muito provavelmente seu bebê irá herdar o tipo de sangue do pai, causando incompatibilidade entre você e o feto.
Na incompatibilidade de Rh, se um pouco de sangue fetal entrar em contato  com sua corrente sangüínea seu corpo irá produzir anticorpos. Esses anticorpos podem voltar para a placenta e danificar o desenvolvimento dos glóbulos vermelhos do bebê, causando uma anemia no feto que pode ser de muito suave a muito grave. A doença do Rh é muito mais comum na segunda gestação (e nas subseqüentes) que foram Rh incompatíveis pois os sangues fetal e maternal normalmente não se misturam até o parto.

Como vou saber se tenho esse problema? (Sintomas e diagnóstico)

Não existem sintomas físicos que permitam você detectar sozinha se tem incompatibilidade de Rh com o bebê. Se você estiver grávida, o procedimento padrão que seu médico deve pedir é um exame de sangue que irá determinar se você é Rh positivo ou negativo. Se o exame de sangue indicar que você apresenta anticorpos Rh, seu sangue será monitorizado regularmente para verificar seu nível de anticorpos. Se os níveis forem altos, é realizada uma amniocentese para determinar o grau de anemia no feto.

Como posso tratar? (Tratamentos)

Durante os cuidados pré-natais, o médico normalmente irá fazer medições que previnem uma mãe Rh negativa de desenvolver anticorpos em resposta ao sangue Rh positivo do feto.
Se os anticorpos estiverem presentes e for detectada anemia no feto, é realizada uma transfusão de sangue para substituir o suprimento de sangue do feto com sangue Rh negativo, que não será danificado pelos anticorpos que seu corpo criou. A transfusão é feita pelo cordão umbilical enquanto o feto ainda estiver no útero, começando nas 18 semanas ou mais de gestação. Este procedimento pode ser um pouco arriscado, portanto alguns cirurgiões preferem induzir um trabalho de parto prematuro. A transfusão de sangue então é administrada após o nascimento do bebê.

Como posso prevenir? (Prevenção)

A prevenção do desenvolvimento de anticorpos Rh durante os cuidados pré-natais é a melhor forma de proteção para seu feto. Na verdade, as transfusões de sangue só são usadas em 1% desses tipos de gestações. Se você for Rh negativo, seu médico irá lhe prescrever uma dose de imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) na 28ª semana de gestação, independentemente do tipo sangüíneo do feto. Essa vacina irá destruir quaisquer glóbulos sangüíneos vermelhos que tenham entrado em sua corrente sangüínea antes de seu corpo ter a chance de criar novos anticorpos. Se seu bebê nascer Rh positivo, será administrada outra dose dentro de 72 horas após o parto. Isso irá evitar que que seu corpo crie futuros anticorpos que poderia causar danos durante uma subseqüente gestação Rh incompatível.

Perguntas mais freqüentes (FAQ)

P: Se meu bebê nasceu Rh negativo, mas recebeu a vacina de imunoglobulina Rh, ele será prejudicado?
R: não Não existe risco de a vacina fazer mal nem para você nem para o bebê. É sempre melhor ser cuidadoso e administrar a vacina, mesmo se seu bebê for Rh negativo em vez de Rh positivo.
Q: Por que algumas pessoas nascem com sangue Rh positivo e outras com sangue Rh negativo?
A: Os grupos sangüíneos são determinados pela quantidade específica de moléculas de proteína que aparecem na superfície das células sangüíneas. O fator Rh é um desses grupos sangüíneos. Apenas uma pequena parcela da população é Rh negativa.
Q: Quais são minhas chances de desenvolver a doença do Rh em minha primeira gestação?
A: Há uma pequena possibilidade de sangue fetal entrar em sua corrente sangüínea através de sua placenta ou durante uma amniocentese na primeira gestação. Normalmente a doença do Rh ocorre somente na segunda gestação (ou nas subseqüentes).

Glossário

Anticorpos: Proteínas especializadas criadas em resposta à presença de antígenos no corpo.
Antígeno: Proteína, toxina ou outra substância que faz o corpo reagir pela produção de anticorpos.
Fator Rh: Um grupo de antígenos presente nos glóbulos vermelhos

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