14 de jun. de 2012

Verdades ou mentiras sobre a Endometriose

Oi, guerreiras! 

Hoje vamos falar sobre as "Verdades e Mentiras" da endometriose. Não é raro lermos ou ouvirmos comentários totalmente equivocados sobre a nossa doença. Isto acontece porque a endometriose é um verdadeiro enigma. Cada um faz sua própria tentativa de explicá-la, baseando-se nas suas próprias experiências ou na história que ouviu de uma amiga, prima, irmã, cunhada...

Ao longo da minha caminhada ouvi (e li) muitas dúvidas, mitos e asneiras sobre a endometriose. E acredito que é importante tentar organizar um texto que procure explicar e desmistificar a doença.

Vamos, então, para algumas das "Verdades e Mentiras" sobre a endometriose: 

1) A Endometriose é uma doença no útero. MENTIRA!
Há um grande equívoco nesta afirmação. A endometriose é uma doença crônica que ocorre quando o tecido que reveste a cavidade uterina (chamado endométrio) é encontrado fora do útero, ou seja, dentro do abdômen. Ela pode estar presente em qualquer lugar da cavidade pélvica, como por exemplo, nos ovários, tubas uterinas, ligamentos que sustentam o útero, na área entre a vagina e o reto (septo retovaginal) e no revestimento da cavidade pélvica (peritôneo). Eventualmente, a endometriose pode surgir na superfície externa ou na musculatura interna do útero, neste caso recebe o nome de "Adenomiose". Vale lembrar que em alguns casos, a Endometriose também pode atingir outros órgãos, como a bexiga, intestino, vagina, colo do útero, vulva e cicatrizes cirúrgicas abdominais. Existem ainda, relatos que mostram focos de Endometriose em locais raros, como a pele, pulmão, coluna vertebral e cérebro.


2) A Endometriose é uma doença sem cura. VERDADE!
Infelizmente, a endometriose AINDA NÃO tem cura. Digo, "ainda" porque existem algumas pesquisas em andamento e acreditamos que logo, logo encontrarão nossa tão sonhada "cura". Porém, devo dizer que EXISTE TRATAMENTO, e para muitas mulheres, é possível controlar seus sintomas através de uma combinação de tratamentos prolongados.


3) A Endometriose é uma doença infecciosa que pode ser transmitida sexualmente. MENTIRA!
Apesar de não se ter conhecimento exato sobre a causa da endometriose, sabe-se que ela NÃO pode ser transmitida de um ser humano para outro e não é uma doença infecciosa. 


4) A Endometriose pode ser hereditária. VERDADE!
Pode ser, não se sabe ao certo se é. O fato é que pesquisas mostram que parentes de primeiro grau de mulheres com esta doença têm mais probabilidade de desenvolver a endometriose. Recentemente foi publicado o resultado parcial de um estudo que visava descobrir as variantes genéticas que poderiam estar associadas ao aparecimento da Endometriose. Ao que parece, descobriram que dois cromossomos (1 e 7) podem estar intimamente relacionados ao desenvolvimento da doença, o que daria características genéticas à mesma. A pesquisa continua em andamento. Vamos aguardar para novas informações.


5) Cólicas moderadas durante a menstruação são normais.MENTIRA!
Esta afirmação é totalmente equivocada e perigosa! É claro que esta idéia vem arraigada em nossa cultura há algum tempo. Nossas mamães, vovós, titias já nos diziam isto: "Cólica é normal, quando você casar passa". Não é culpa delas. Naquela época (a da vovó principalmente), pouco se diagnosticava a endometriose por vários motivos. Primeiro, porque as mulheres passavam menos tempo menstruando (iam tendo um filho após o outro) e segundo porque a endometriose era uma completa desconhecida, até para os médicos! Com o passar dos anos muitas coisas mudaram. As mulheres sairam de casa e foram atrás da sua carreira profissional; casamento e filhos ficaram para segundo plano. Com isto passaram a menstruar mais vezes e ficaram bem mais estressadas. Nada de errado com estas mudanças, não fosse pelo fato de que este "novo estilo de vida" está entre uma das explicações dadas para a causa da endometriose. Quer dizer: quanto mais menstruações e mais estresse, maiores as chances de desenvolver a doença. Desta forma, as cólicas durante o período menstrual, têm levado muitas mulheres aos consultórios dos ginecologistas e, infelizmente, alguns destes médicos continuam ouvindo nossas avós! Conheço várias meninas que descobriram a endometriose tardiamente porque ouviram seus próprios ginecologistas dizerem que sentir cólica é normal! Olha o perigo! Por isto, muita atenção: se você sofre com cólicas durante o período menstrual e está reparando que elas não passam nem tomando aquele analgésico que está acostumada, fique atenta! Pode ser endometriose! Ou não! Na dúvida, investigue!


6) Mulheres com endometriose nunca poderão engravidar.MENTIRA!
O legal de contestar esta afirmação é que temos várias portadoras que podem comprovar exatamente o contrário! É claro que a infertilidade está entre um dos principais sintomas desta doença. É fato também que as portadoras de endometriose têm muito mais dificuldade para engravidar em comparação às outras mulheres, pois a doença pode causar obstrução tubária, aderência entre os órgãos, cistos ovarianos e inflamação na pelve. Mas isto não quer dizer que jamais conseguirão. Felizmente, hoje, com o avanço da medicina e das técnicas de Reprodução Assistida, é possível tratar a endometriose de forma que a mulher consiga alcançar seu desejo de engravidar. Claro, nem todas têm acesso a estes tratamentos, e mesmo as que tem, podem nunca engravidar, pois existem inúmeros outros fatores (relacionados ou não à endometriose) que também podem dificultar a gravidez.


7) Mulheres com endometriose sofrem com dores incapacitantes.VERDADE!
Nas postagens anteriores, falamos muito sobre as "dores da endometriose". A dor é o principal sintoma da doença e o principal problema também! A inflamação dos órgãos, as aderências, os cistos ovarianos, o sangramento abdominal são alguns dos motivos para as dores. Algumas mulheres relatam sentir dor todos os dias, outras sentem durante a menstruação, e outras têm dores específicas, como para evacuar ou urinar. O fato é que a doença causa dor e por isto nunca se deve deixar de tratá-la.


8) A histerectomia (retirada do útero) cura a endometriose.MENTIRA!
Algumas pessoas imaginam que se o útero da portadora de endometriose for retirado, ela estará curada da doença, pois não irá mais menstruar! Isto seria verdade se a endometriose fosse uma doença no útero. Mas... como já desmistificamos no primeiro item da nossa lista, a endometriose é uma doença que acomete, principalmente, os órgãos fora do útero. O que quer dizer que mesmo sem o útero, a portadora de endometriose continua a menstruar! Sim, pois os implantes de endométrio que se encontram "grudados" em outros órgãos, responderão ao estímulos hormonais e funcionarão como pequenos endométrios, crescendo e menstruando, com a diferença que, neste caso, o sangue não tem como sair do corpo, acumula-se na pelve causando inflamação, aderências e todos os sintomas que já mencionamos. Logo, a histerectomia é um último recurso que não garante um alívio completo das dores e só surtirá efeito se for possível retirar todos os implantes da doença durante a cirurgia. Difícil...


9) A gravidez cura a endometriose. MENTIRA!
Recentemente li a entrevista de uma atriz global fazendo a seguinte afirmação: "Conheci mulheres com a doença, mas depois que elas têm filho o problema passa". A falta de informação é algo muito prejudicial para as portadoras da doença. Sempre ouvimos que o melhor tratamento para a endometriose é a gravidez. Ok! Isto é verdade. A gravidez serve como um tipo de TRATAMENTO natural para CONTROLAR a doença, mas não traz a cura e não faz o "problema passar"! Aliás, a endometriose não é como um simples resfriado que "vai passar", é na verdade uma doença crônica, e como já dissemos, sem cura.  Além disto, preciso dizer que chega a ser irritante e incoerente quando os médicos nos mandam engravidar. Oras! Não é justamente esta a nossa maior dificuldade? Engravidar?  Coisa mais sem sentido!


10) Portadoras de endometriose são mais vulneráveis à depressão. VERDADE!
Acredito que todas as pessoas com algum tipo de doença crônica, estão mais propensas à depressão. Com a portadora de endometriose não é diferente. Sendo uma doença tão complexa, cheia de dores e infertilidade, com um tratamento longo, difícil, e por vezes, sem resultados; é compreensível ficar deprimida. E, para piorar, muitas vezes somos mal compreendidas, nos deixando a sensação de estarmos sofrendo sozinhas com a doença. Quando a depressão aparece, a melhor solução é buscar ajuda, seja através dos grupos de apoio (virtuais ou não), tratamento psicoterápico, ioga, acupuntura, religião, entre outras. O importante é não se entregar à doença e à depressão.



11) A endometriose é uma doença de mulher branca, com ensino superior e classe média alta. MENTIRA!
Deslavada! Eu gostaria muito de ficar frente a frente com o responsável por espalhar tamanha asneira! A única verdade nesta afirmação é que a endometriose é uma doença de mulher (os homens podem ficar despreocupados quanto a isto)! É bom que fique claro: A endometriose é uma doença de QUALQUER mulher em fase reprodutiva (é mais difícil desenvolvê-la depois da menopausa). Ela não escolhe cor de pele, grau de escolaridade, muito menos classe social econômica. Eu arriscaria até em dizer que a maior parte das portadoras gostariam de poder ser ricas para tratar a doença!


12) A endometriose é uma doença maligna como um câncer.MENTIRA!
Explicamos que na endometriose, células do endométrio, crescem e se desenvolvem fora do seu lugar habitual, ou seja, em outros órgãos. Esta característica se assemelha muito com a formação do câncer e por isto, algumas vezes, os focos e nódulos da endometriose são comparados a um "tumor benigno". Apesar da semelhança entre o mecanismo das duas doenças, sabe-se que a relação entre endometriose e câncer é muito pequena, algo em torno de 0,5% a 1% dos casos. Além disto, a endometriose não é letal, apesar de causar muitos incômodos.


13) Os remédios naturais e fitoterápicos são melhores para o tratamento da endometriose, pois não causam os efeitos colaterais indesejáveis do tratamento convencional. MENTIRA!
Quem nunca ouviu uma amiga ou parente indicando um chá natural para eliminar cistos ovarianos ou para fazer uma "limpeza no útero"? Também não são incomuns as "garrafadas" para diversas patologias ginecológicas e estimulação ovariana. Sempre achamos que por "ser natural" não nos fará mal. Isto é um engano. Os remédios naturais e os fitoterápicos também possuem efeitos colaterais e nunca devem ser utilizados sem orientação médica. Aliás, em se tratando de endometriose, deve-se ter demasiado cuidado com a "auto-medicação", seja por remédios naturais ou medicações alopáticas (tradicionais).


14) A endometriose pode ser diagnosticada e tratada por qualquer médico ginecologista. MENTIRA!
Ah! Como eu gostaria que fosse verdade! Infelizmente nem todos os ginecologistas estão suficientemente familiarizados com a doença a ponto de conseguir diagnosticá-la e tratá-la da maneira correta. Isto porque tanto o diagnóstico como o tratamento (especialmente o cirúrgico) são complexos e exigem especialização. Esta especialização envolve altos custos e necessita de muito tempo de estudo e prática. Penso que muitos ginecologistas não têm condições, oportunidade ou não demonstram interesse por esta área. Por este motivo, a disponibilidade de profissionais especializados é escassa, o que faz o tratamento se tornar oneroso e pouco acessível, deixando muitas portadoras sem atendimento adequado ou sofrendo nas filas de espera do Sistema Único de Saúde.


15) A única maneira de se obter o "diagnóstico de certeza" da endometriose é através da videolaparoscopia. VERDADE!
O diagnóstico é um assunto complicado em endometriose. Existem exames específicos (geralmente de imagem), realizados por médicos treinados, que conseguem levantar uma hipótese da doença. Além disto, um bom médico, é capaz de suspeitar apenas ouvindo as queixas da paciente e examinando-a clinicamente. Porém, o "diagnóstico de certeza" só pode ser obtido através da videolaparocospia - cirurgia minimamente invasiva. Esta cirurgia serve tanto para diagnosticar, como para tratar, pois o médico utiliza uma lente de aumento que possibilita visualizar e retirar amostras dos focos e implantes da doença. Estas amostras são obrigatoriamente enviadas ao laboratório a fim de que seja realizado um exame anatomo-patológico que confirmará a presença ou não da endometriose. Atualmente, com o avanço dos exames por imagem, os especialistas aconselham um "mapeamento" da doença, antes de partir para a videolaparoscopia, preparando-se melhor para a cirurgia, e evitando, assim, a necessidade de submeter a paciente a vários procedimentos cirúrgicos desnecessários.


É isto. Caso alguém se lembre de mais alguma "Verdade ou Mentira" sobre a endometriose, fique à vontade para postar nos comentários.



fonte:http://eutenhoendometriose.blogspot.com.br/2011/01/verdades-e-mentiras-sobre-endometriose.html

O QUE É A COLONOSCOPIA?

A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização do interior de todo o cólon. O instrumento utilizado é um tubo flexível com cerca de um metro de comprimento e um centímetro de diâmetro. Na extremidade final desse tubo existe uma mini camera de TV, que transmite para um monitor colorido, as imagens do interior do cólon e do íleo-terminal (parte final do intestino fino). Essas imagens são fotografadas em uma impressora a laser e são gravadas em fita de videocassete. 
Desenho do cólon com seus diversos segmentos

É NECESSÁRIO ALGUM PREPARO?


Durante o procedimento endoscópico, o cólon precisa estar completamente limpo, isto é, isento de fezes e resíduos alimentares. Partículas de fezes ou de alimentos interferem na visualização adequada e na segurança do exame. Assim, na véspera, você deverá alimentar-se apenas com dieta líquida e fazer uso de um laxativo. Esse preparo inicial, será complementado na manhã do exame, no quarto do hospital, com 4 a 5 copos de um produto chamado Manitol. Após 2 a 3 horas, esse líquido ingerido será eliminado pelos intestinos, deixando-os limpos e em condições de a colonoscopia ser iniciada. Raramente, e em casos selecionados, esse preparo pode ser complementado ou ser feito, exclusivamente, por lavagem intestinal.

DEVO INTERROMPER O USO DE ALGUM MEDICAMENTO ?

A maioria dos medicamentos usada, habitualmente, por você, pode ser continuada. Porém, alguns precisam ter seu uso interrompido 2 a 3 dias antes, principalmente, aqueles ricos em fibras (Ex: Metamucil, Fibrax) e aqueles contendo ferro.
Se você faz uso crônico de aspirina, persantin, antiinflamatórios, anticoagulantes, insulina, deverá discutir com o seu clínico, sobre a possibilidade de interrompê-los alguns dias antes.
Por fim, informe se tem algum tipo de alergia, problemas nas válvulas cardíacas e/ou no fígado, ou próteses ortopédicas. 

É NECESSÁRIA A INTERNAÇÃO?


A colonoscopia costuma ser realizada em hospital, em regime ambulatorial, isto é, não há necessidade de internação. Você ficará em um quarto com banheiro privativo e com direito a acompanhante, sob os cuidados de uma equipe de enfermagem especializada. Raramente, pode haver necessidade da internação.

VOU SENTIR DOR?


Não! No máximo, você sentirá algum desconforto abdominal. Para minimizá-lo, você será medicado, por via endovenosa, imediatamente antes de iniciar o exame, com um sedativo associado a um analgésico, em pequenas doses, suficientes para mantê-lo tranqüilo e colaborativo. Raramente pode haver a necessidade de uma sedação mais profunda, que será feita por um anestesista. Em crianças menores de 4 anos, o procedimento é realizado sob anestesia geral e superficial.

POSSO IR DESACOMPANHADO?Não é recomendável. Os medicamentos utilizados durante a colonoscopia provocam uma diminuição de seus reflexos de atenção por algumas horas. Assim, você não deverá sair sozinho e, principalmente, não deverá dirigir qualquer tipo de veículo.

COMO É O PROCEDIMENTO ENDOSCÓPICO ?


A colonoscopia é realizada, habitualmente, numa sala apropriada, do Serviço de Endoscopia do hospital. Você será posicionado, confortavelmente, numa maca, deitado sobre o seu lado esquerdo. Um monitor será fixado em um de seus dedos da sua mão, para controlar seus batimentos cardíacos e a concentração de oxigênio do seu sangue.

Após a administração dos medicamentos tranqüilizantes, será realizado um toque retal para relaxamento dos esfíncteres anais, seguido da introdução do aparelho. Esses procedimentos são indolores.
Após posicionamento apropriado, o aparelho será introduzido suavemente através dos segmentos cólicos, permitindo o exame cuidadoso de toda a mucosa. Para melhorar a visualização, é necessário injetar pequenas quantidades de ar dentro do intestino, o que pode causar um pouco de cólica. Quando isso ocorre, esse ar é retirado através do próprio aparelho, aliviando a distensão. Por fim, para facilitar a progressão do aparelho, você pode ser solicitado a mudar de posição e ficar deitado de costas.
Todo esse procedimento é auxiliado por uma enfermeira especialmente treinada.

E SE O EXAME NÃO FOR NORMAL?


Se, a colonoscopia revelar alguma alteração na mucosa, uma pinça de biópsia pode ser introduzida por um canal do aparelho até a sua extremidade final a fim de retirar alguns fragmentos do tecido alterado e enviá-los para a análise de um patologista. Lembre-se que, biópsias podem ser feitas por várias razões, como para inflamações e úlceras, não significando, necessariamente, suspeita de câncer.
Além disso, se durante a colonoscopia for identificado algum local com sangramento ativo, este pode ser controlado através de coagulação ou de injeção de substâncias esclerosantes introduzidas através do próprio aparelho. Por fim, se pólipos forem encontrados, eles deverão ser removidos. Mais uma vez, vale salientar que esses procedimentos são totalmente indolores.

E APÓS A COLONOSCOPIA?


Após o exame, você retornará para o seu quarto. Lá, permanecerá por mais ou menos uma hora e meia, até diminuir os efeitos do sedativo. Nesse período, você poderá sentir o abdômen um pouco distendido e com cólicas. Esse desconforto desaparecerá assim que você eliminar os gases que foram injetados no seu cólon durante o exame. Ainda no quarto, lhe será servida uma dieta leve. Quando estiver bem recuperado, você receberá a visita do seu médico colonoscopista o qual, após examiná-lo, lhe dará as últimas informações e orientações antes da alta. Em sua casa, poderá alimentar-se normalmente. Porém, a ingestão de bebidas alcoólicas deverá ser evitada durante as próximas 12 horas. O relatório dos procedimentos estará a sua disposição, 48 a 72 horas após. Lembre-se que você deve sair acompanhado.

ESSES PROCEDIMENTOS SÃO PERIGOSOS?


Todo procedimento médico envolve algum risco. As complicações decorrentes da colonoscopia e da polipectomia são muito raras quando realizadas por um profissional experiente e especialmente treinado. A combinação dessa experiência, com a sua colaboração e com os modernos equipamentos utilizados, torna a colonoscopia diagnóstica e terapêutica um procedimento simples e seguro. 

QUAIS SÃO AS CONTRA-INDICAÇÕES DA COLONOSCOPIA?


As contra-indicações da colonoscopia podem ser absolutas ou relativas. A colonoscopia deve ser contra-indicada de maneira absoluta quando um paciente apresentar qualquer suspeita clínica ou radiológica de abdômen agudo perfurativo, ou de diverticulite aguda ou de megacólon tóxico. A polipectomia está contra-indicada quando o preparo do cólon não estiver adequado, devido ao risco de explosão gasosa.
Outras contra-indicações da colonoscopia são relativas, sendo as mais importantes:
  1. Infarto recente do miocárdio,
  2. Embolia pulmonar recente,
  3. Neutropenia importante,
  4. Gravidez após o 2o semestre,
  5. Grande aneurisma de aorta ou de ilíaca,
  6. Grande esplenomegalia,
  7. Inexperiência do colonoscopista
A polipectomia deve ser adiada para uma ocasião mais propícia nos pacientes com coagulopatias ou que fazem uso de drogas anticoagulantes.

A COLONOSCOPIA É UM PROCEDIMENTO FÁCIL DE SER REALIZADO?


Vale salientar ao endoscopista iniciante que a colonoscopia é um procedimento de técnica difícil, de longo aprendizado e com riscos que devem ser sempre lembrados quando por ocasião da sua indicação e realização. A sistematização do método para a execução desse exame, a sua repetição dentro de princípios bem estabelecidos e o acompanhamento por um colonoscopista experiente são fundamentais para ajudar o iniciante a aperfeiçoar seu aprendizado, assim como, consolidar a técnica como estes procedimentos são realizados. 










13 de jun. de 2012

Exame de Papanicolau ou Citologia Oncótica


Sinônimos:
Preventivo, exame citológico, exame colpocitológico, citologia oncótica.
O que é?
É uma maneira de examinar células coletadas do colo do útero. O objetivo principal do exame é detectar o câncer de colo de útero em estágio precoce ou anormalidades nas células que podem estar associadas ao desenvolvimento deste tipo de tumor.
Ele também pode encontrar condições não cancerígenas, como infecções viróticas no colo do útero, tais como verrugas genitais causadas pelo HPV (papilomavírus humano) e herpes, infecções vaginais causadas por fungos, como a candidíase ou por bactérias, como o Trichonomas vaginalis. O exame também pode dar informações sobre os níveis hormonais, principalmente estrogênio e progesterona.
Quem deve fazer este exame?
É recomendado para todas as mulheres sexualmente ativas, independentemente da idade. Deve ser iniciado pelo menos 3 anos após início da vida sexual ativa ou antes dos 21 anos de idade (o que acontecer primeiro).
A coleta pode ser interrompida aos 65 anos, se houver exames anteriores repetidamente normais.
Qual o intervalo ideal entre as coletas?
O intervalo entre as coletas de citologia varia entre um e três anos baseado na presença de fatores de risco, tais como:
  • Início precoce da atividade sexual
  • História de múltiplos parceiros sexuais
  • Nível socioeconômico baixo
  • História de ter tido parceiro com infecções genitais
  • Passado de câncer de vulva ou de vagina
  • Ter parceiro com história de câncer de pênis
  • Ser fumante
  • Estar imunodeprimida
A coleta deve ser anual se algum destes fatores estiver presente.
Como devo me preparar para a realização do exame?
O melhor período do ciclo menstrual para a realização do exame é pelo menos uma semana antes da menstruação.
Deve ser evitado o uso de cremes ou duchas vaginais por 48 horas anteriores ao exame e não ter relações sexuais pelo menos 24 horas antes do procedimento.
O que ocorre durante a realização do procedimento?
É um exame bastante simples. A mulher fica na posição ginecológica (deitada , com os joelhos dobrados e as pernas afastadas), o médico introduz um espéculo na vagina, retira material do orifício do colo do útero e da parede vaginal e encaminha para análise em laboratório de citopatologia.
Não há dor durante o exame, algumas mulheres sentem um leve desconforto. É importante manter-se relaxada durante o procedimento para facilitar a introdução do espéculo.
O que esperar após a realização do procedimento?
Se o resultado mostrar células normais, não é necessário nenhum tratamento.
Caso haja alguma infecção, o ginecologista irá orientar um tratamento específico.
Se as células apresentarem alguma alteração, poderão ser necessários outros exames, como por exemplo uma colposcopia. Converse com o seu médico sobre esta necessidade.
Como é coletado material do colo do útero, às vezes, pode ocorrer um leve sangramento no local. A presença de dor ou a manutenção do sangramento deve ser prontamente comunicada ao ginecologista.

Fontes:
National Cancer Institute – U.S. National Institutes of Health
U.S. Preventive Services Task Force
Agency for Healthcare Research and Quality

12 de jun. de 2012

♥Homenagem do Dia dos Namorados♥


Querido Amor Rodrigo Teixeira,

Não há amor maior que o meu por você e, acredito que a recíproca seja verdadeira, pois tenho muita confiança em tudo o que você me diz, em tudo o que você faz, em todos os seus gestos e atitudes. 
Há muito tempo desfrutamos de uma linda convivência. Convivência marcada pela doação e pela dedicação. Pelo sentido mais estrito de amor. Não me imagino sem você. Se você não existisse, o mundo seria muito mais pobre para mim. Você me traz paz, esperança, conforto e uma espécie de riqueza que eu não sou bem capaz de definir. De alguma forma, você me transforma em um ser humano mais válido e mais valioso.
Você me faz perceber belezas que eu não perceberia sem a sua presença. Você tem o dom de sufocar tristezas, alimentar belezas, transformar em esperança o que poderia se converter em desespero.
Não é à toa que eu te amo. Não é à toa que o meu pensamento dorme e acorda consigo. Em todos os momentos do dia, da tarde, da noite ou de madrugada, mesmo quando estamos fisicamente distantes, o meu espírito está com você. Tenha esta certeza.
A vida sempre revela surpresas para todos, às vezes boas e às vezes más. Mas, para mim, saiba que você foi a mais agradável surpresa que já me ocorreu. Você transformou minha vida gris e insossa em algo mais colorido, saboroso e salubre.
O seu convívio me faz mais humano, me faz perceber que o mundo precisa, mesmo, ser recheado de amor, de bons propósitos, de intenções puras. Assim, eu jamais cansarei de repetir que o meu coração é todo seu. Pois você só me faz sentir coisas boas, me conforta sempre, me alivia dores. Não deixa que lágrimas escorram pelos meus olhos e quando, por acaso ou falha da natureza, elas escorrem, você logo as enxuga e me beija.
Enfim, conte sempre comigo. Para tudo e para sempre. Definitivamente, estou com você. Jamais admitiria saber-lhe triste ou carente. Aconteça o que acontecer, sempre conte comigo.
Receba meu beijo imenso, sincero e carinhoso. E, mais uma vez, tenha a certeza de que estou sempre consigo.

Com amor,
Soraia Costa

11 de jun. de 2012

ZOLADEX® 3,6 mg



FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - ZOLADEX
Depot e depot de liberação prolongada. Embalagem com uma seringa para injeção subcutânea abdominal previamente carregada com um depot cilíndrico estéril, de coloração cremosa, no qual o acetato de gosserrelina é disperso em uma matriz biodegradável.
 
USO ADULTO 
- COMPOSIÇÃO

Cada depot contém:
acetato de gosserrelina.........................3,6 mg
Excipiente: lactato-glicolato.



- INDICAÇÕES

ZOLADEX 3,6 mg é indicado para:
       - Controle de câncer prostático passível de manipulação hormonal.
  - Controle de câncer de mama passível de manipulação hormonal, em mulheres em pré e perimenopausa.
       - Controle da endometriose, aliviando os sintomas, inclusive a dor, e reduzindo o tamanho e o número das lesões endometriais.
       - Controle de leiomioma uterino, reduzindo o seu volume na maioria dos casos, melhorando o estado hematológico da paciente e reduzindo os sintomas, inclusive a dor. É utilizado previamente à cirurgia para  facilitar as técnicas operatórias e reduzir a perda sangüínea intra-operatória.
 - Diminuição da espessura do endométrio, utilizado antes da ablação endometrial.
 - Fertilização assistida: bloqueio hipofisário na preparação para a superovulação.

REAÇÕES ADVERSAS - ZOLADEX

As seguintes categorias de frequência de reações adversas medicamentosas foram calculadas com base em relatórios de ensaios clínicos e fontes pós-comercialização de ZOLADEX 3,6 mg e 10,8 mg.


- POSOLOGIA E MODO DE USAR 


 Adultos: um depot de ZOLADEX de 3,6 mg, injetado por via subcutânea na parede abdominal inferior a cada 28 dias nos casos de:

  - Controle de câncer prostático passível de manipulação hormonal.
  - Controle de câncer de mama passível de manipulação hormonal, em mulheres em pré e perimenopausa.
       - Controle da endometriose, aliviando os sintomas, inclusive a dor, e reduzindo o tamanho e o número das lesões endometriais.
       - Controle de leiomioma uterino, reduzindo o seu volume na maioria dos casos, melhorando o estado hematológico da paciente e reduzindo os sintomas, inclusive a dor. É utilizado previamente à cirurgia para facilitar as técnicas operatórias e reduzir a perda sangüínea intra-operatória.
 - Diminuição da espessura do endométrio: para diminuição da espessura do endométrio antes da ablaçãoendometrial devem ser administrados dois depots de ZOLADEX 3,6 mg, com uma diferença de quatro semanas entre um e outro, com cirurgia planejada entre zero e duas semanas após a administração do segundo depot.
 - Fertilização assistida: uma vez atingido o bloqueio hipofisário com ZOLADEX 3,6 mg, a superovulação e a captação de oócito devem ser realizadas de acordo com as práticas normais.






7 de jun. de 2012

SEPTOPLASTIA


Anormalidades congênitas do útero são relativamente comuns na população. Embora muitas espécies animais tenham úteros septados ou bicornos, sem nenhum problema, no homem isso resulta no aumento da incidência de infertilidade, abortamentos e partos prematuros.
Seu diagnóstico normalmente é feito por histerossalpingografia, ultra-sonografia ou curetagem uterina, geralmente no decurso de investigações para infertilidade ou perdas gestacionais de repetição.
 
Antes do desenvolvimento das modernas técnicas de histeroscopia cirúrgica, a correção desses defeitos era feita por laparotomia, com potencial de levar a um alto índice de morbidade e afastamento das atividades laborativas por um prolongado período (4 a 6 semanas). Por isso, esta cirurgia era reservada para quando as pacientes já haviam enfrentado um verdadeiro calvário de perdas fetais ou sentido o trauma de uma morte neonatal.
Com a histeroscopia cirúrgica, a correção da anatomia de seu útero pode ser oferecida mesmo para aquelas que ainda não gestaram, sem os agravos da técnica laparotômica.


PRÉ OPERATÓRIO:
Após uma boa anamnese e exame ginecológico criterioso, consideramos importante a realização de uma histeroscopia diagnóstica para avaliação do defeito a ser corrigido e planejamento do ato cirúrgico. A histeroscopia diagnóstica prévia, também vai proporcionar uma avaliação da presença ou não de patologias concomitantes como: pólipos, miomas, sinéquias e também vai dar importantes informações sobre tamanho e formato da cavidade uterina a ser operada.
A avaliação laboratorial vai depender da história e da clínica da paciente, mas no geral é suficiente a realização de um ECG, hemograma completo, glicemia, coagulograma e eletrólitos (que podem sofrer grandes alterações em caso de absorção excessiva do meio de distensão).
Antes da cirurgia a paciente deve ser adequadamente informada sobre que resultados esperar da cirurgia, complicações potenciais e assinar um consentimento informado.

PREPARO PRÉ OPERATÓRIO:
O cirurgião deve ter uma exata noção da natureza da deformidade que vai ser operada. Existem muitas variações como: útero arcuados, septados, unicornos, bicornos e didelfos.
O formato do útero e de sua cavidade deve ser exaustivamente estudado até existir uma certeza do que vai ser abordado. Esta avaliação pode ser feita por ultra-sonografia, histerossalpingografia, histeroscopia diagnóstica e eventualmente ressonância nuclear magnética.
Certamente não vamos utilizar todos estes métodos em todas as pacientes, mas o cirurgião não deve hesitar em utilizar todos os métodos disponíveis, diante de uma dúvida não resolvida sobre a anatomia do útero.
Independente de toda informação disponível no pré operatório, uma laparoscopia obrigatoriamente deve ser realizada imediatamente antes da septoplastia, a fim de se avaliar a exata conformação externa do útero. Se existir um vídeo ou fotos de alguma laparoscopia prévia, isto pode ser o suficiente.
Uma ampola de goserelina 3,6, deve ser utilizada de 4 a 6 semanas antes da cirurgia sempre que for possível. Com isso, obtemos um adelgaçamento do endométrio, que nos permite melhor visualização da cavidade, do septo e também uma melhor visualização dos óstios tubáreos. Como estas cirurgias visam a melhora da performance reprodutiva, especial atenção deve ser dada aos cuidados para não provocar inadvertidamente uma lesão nos óstios tubáreos.

O PROCEDIMENTO:
A ressecção do septo pode ser feita com tesoura, laser, ressectoscópio monopolar ou bipolar. Utilizamos o ressectoscópio monopolar com alça em "L", devido a sua versatilidade, corte preciso e mais exangue que a tesoura e muito maior disponibilidade que o laser. Atualmente está sendo disponibilizado em nosso meio, um novo instrumento destinado à ressecção bipolar em vídeo histeroscopia cirúrgica.
Pelas nossas observações preliminares, acreditamos que devido ao menor dano tecidual, este equipamento deverá ocupar o lugar do ressectoscópio monopolar na septoplastia.
Iniciamos com uma detalhada inspeção histeroscópica onde tentamos precisar a extensão e disposição do septo e estudar seu posicionamento em relação à área que vai ser abordada. Mentalmente devemos tentar traçar o trajeto que vamos percorrer durante a cirurgia. O septo deve ser dividido o mais próximo possível de seu meio, eqüidistante das paredes uterinas anteriores e posteriores, onde o sangramento, o risco de perfuração e falso trajeto é menor. Durante o procedimento, devemos freqüentemente recuar a ótica, fim de se obter uma visão panorâmica do septo e da cavidade uterina, com isso pode ser corrigido o trajeto da incisão, quando esta começa a se afastar da linha média.
Ao contrário dos outros procedimentos de cirurgia histeroscópica, na ressecção do septo muitas vezes caminhamos com a alça da ótica para o fundo uterino. Por isso, devemos utilizar a carga elétrica em pequenas "rajadas", pisando e soltando rápida e repetidamente o pedal do gerador eletrocirúrgico. Para isto, devemos regular o gerador eletrocirúrgico para corrente de corte ou "blend" (com o uso da corrente Blend 1, obtemos uma melhora da hemostasia) e potência entre 100 e 125 Watts.

CUIDADOS PÓS OPERATÓRIOS
As pacientes devem ser avisadas que podem ter um fluxo vaginal sanguinolento por até 6 semanas. Utilizamos antibiótico (quinolona) por 3 dias, anti inflamatórios não esteróides por 6 dias e analgésicos-antiespamódicos (hioscina+acetaminofen) para alívio de algumas cólicas uterinas que podem surgir.
Não fazemos colocação de DIU ou de nenhum outro método mecânico de afastamento das paredes do útero, embora alguns autores o façam.
Se houve uso de análogo do GnRH, prescrevemos 25 dias de estrógenos conjugados 1,25 mg e adicionamos 10 mg de medoxiprogesterona do dia 21 ao dia 25.
Adicionalmente, as pacientes são instruídas a reportar qualquer sangramento vaginal de maior intensidade, dor, febre ou corrimento vaginal com odor forte.
Por volta de 8 semanas após o procedimento, fazemos uma histeroscopia diagnóstica para avaliação da cavidade. Eventualmente surpreendemos pequenas sinéquias velamentosas, que são facilmente desfeitas com a própria ótica. Após o exame, liberamos a paciente para tentar gestar.
RESULTADOS
Sucesso na remoção do septo uterino é a regra após uma metroplastia histeroscópica, em um muito pequeno percentual de casos, será necessário repetir o procedimento devido a septo residual.
No caso da septoplastia feita devido a abortamentos tardios ou perdas fetais de segundo trimestre, praticamente todos os estudos reportam uma taxa de sucesso muito grande. Já nos casos de infertilidade e de abortamento precoces, os dados são de mais difícil interpretação, embora em ambos casos existam trabalhos reportando aumento das taxas de bebê em casa.
Em função da facilidade com que o procedimento é realizado, de sua baixa morbidade e bons resultados na correção da anatomia uterina, recomendamos que a septoplastia seja realizada em todas as pacientes portadoras dessa patologia que pretendam gestar. Com esta medida, podemos fazer a profilaxia de boa parte das perdas fetais, que ocorrem com freqüência nas pacientes com deformidade da cavidade uterina.

Útero septado


O septo uterino é uma anomalia congênita que resulta de um defeito na reabsorção do septo formado pela fusão dos ductos müllerianos. É o tipo mais comum de malformação do sistema reprodutivo e única com possibilidade de tratamento cirúrgico histeroscópico.


Sua prevalência está aumentada em mulheres com repetidas perdas gestacionais. A presença do septo uterino está associada com alta incidência de falência reprodutiva e complicações obstétricas, tais como abortamentos recorrentes de primeiro e segundo trimestres, RCIU, apresentação fetal anômala, nascimento prematuro e infertilidade por dificuldade de implantação do blastocisto.

O diagnóstico pode ser feito por ultra-sonografia tridimensional, que apresenta 91,6% de correlação com laparoscopia para configuração externa do útero, por ressonância magnética, que apresenta 100% de acurácia diagnóstica (Pellerito et al, 1992; Fischetti et al, 1995) ou por laparoscopia associada à histeroscopia, que é considerada padrão ouro tanto para diagnóstico como para tratamento.

A metroplastia (ressecção do septo) histeroscópica está indicada nas seguintes situações: 
1. Perdas gestacionais e recorrentes (2 ou +);
2. Mulheres com infertilidade já investigada e inexplicada;
3. Mulheres acima de 35 anos (melhora a fecundidade);
4. Mulheres que serão submetidas a reprodução assistida;
5. Mulheres submetidas a histeroscopia e laparoscopia por outras razões, a excisão do septo é oportuna e parece lógica;
6. Na presença de dismenorréia e sangramento anormal.

Alguns autores recomendam sua realização mesmo em pacientes sem história de perdas fetais e que desejam engravidar (Mencaglia,2004, Pace, S,2006).

Resultados da metroplastia histeroscópica (Hayden A H, Fertility and sterility, 2000-Meta analise):
- Redução das taxas de abortamentos de 88% para 5,9% após a cirurgia;
- Redução das taxas de nascimentos prematuros de 9% para 6%; 
- Infertilidade primária: taxas de gravidez de 48% após metroplastia histeroscópica.
Recomenda-se follow-up histeroscópico em 1 a 2 meses após a cirurgia para prevenção de sinéquias.


Fonte:http://www.videohisteroscopia.net/site/home.php?funcao=septo

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