14 de jun. de 2012

Exames indispensáveis que toda mulher precisa fazer

Cuidados preventivos são as melhores formas de manter a saúde em dia. Por isso, visitar um ginecologista pelo menos uma vez por ano deve fazer parte da rotina de toda mulher depois da primeira menstruação.


"Além da consulta periódica, adotar hábitos saudáveis e manter os exames em dia - desde a primeira relação sexual até o período da pós-menopausa - são fundamentais para proteger a saúde", diz a ginecologista Maria Luisa Nazar, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. O Minha Vida reuniu especialistas no assunto para listar os cuidados e exames essenciais de acordo com cada fase da vida feminina. 

Em todas as idades
Há alguns exames de rotina que devem marcar presença durante toda a vida da mulher: glicemia, colesterol total e suas frações, triglicerídeos, creatina (avaliação da função renal), TGO e TGP (avaliação da função hepática), hemograma e exame de urina. 


Independente da idade, todos os especialistas reforçam que a consulta rotineira ao ginecologista é fundamental. "Com o início da puberdade, o sistema reprodutor feminino pode sofrer algumas complicações, daí a importância do acompanhamento médico periódico", explica a ginecologista Maria Luisa Nazar, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. 


O médico patologista Paulo Roberto Oliveira, diretor do Laboratório PATHOS, também recomenda outro hábito preventivo essencial: controlar o peso com exercícios físicos e alimentação balanceada. "Se ocorrer acúmulo excessivo de tecido adiposo no corpo, o equilíbrio entre todas as funções dos órgãos é afetado, favorecendo o aparecimento de diversas doenças, inclusive, câncer", alerta.  

Casal jovem dando risada - Foto: Getty ImagesAos 20 anos (ou ao iniciar as relações sexuais) 
Alguns cuidados preventivos são necessários antes mesmo de começar a vida sexual. "Indico a vacinação contra a infecção por HPV, responsável pela transmissão do condiloma e da maioria dos cânceres de colo do útero, e para Hepatite B", indica a médica patologista Ana Letícia Daher, do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica. 


De acordo com o INCA, o câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina - atrás apenas do câncer de mama - e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. O Ministério da Saúde também registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV no país, vírus responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero. 


Para a mulher que já teve a primeira relação sexual, o exame de Papanicolau deve entrar na lista de exames rotineiros. "O objetivo é avaliar o colo uterino em busca de células alteradas para indicar a necessidade de outros exames, como colposcopia e biópsia", explica o oncologista Charles Pádua, diretor do Cetus-Hospital Dia. 


A ginecologista Maria Luisa também recomenda ultrassom pélvico transvaginal e de mamas, colposcopia, vulvoscopia, captura hibrida e exames de sangue. "Eles ajudam na prevenção de lesões no colo do útero, miomas, cistos nos ovários, infecções, endometriose, entre outros problemas", esclarece.  

Recém-casados - Foto: Getty ImagesAntes de engravidar
Na hora de planejar o bebê, os exames de rotina (colesterol, glicemia, entre outros) devem ser os primeiros a serem feitos. "Além deles, o médico pode pedir uma histerossalpingografia - exame de raios-x realizado com contraste - e uma histeroscopia - exame endoscópico -, que servem para avaliar mais profundamente sistema reprodutivo", conta a ginecologista Maria Luisa Nazar. 


Também são indicados os exames sorológicos que pesquisam a imunidade contra determinadas doenças, como rubéola, toxoplasmose e citomegalovirose. "Quando acontecem durante a gestação, essas enfermidades podem prejudicar a saúde do feto, provocando problemas de visão, retardo mental, defeitos congênitos e até morte", justifica Maria Luisa. 

Grávida com a mão na barriga - Foto: Getty ImagesPré-natal
A realização de exames na gravidez é de suma importância para diminuir os riscos de doenças e até de morte da mãe e do bebê. "Destaco hemograma para avaliar presença de anemia, tipagem sanguínea, glicemia de jejum, avaliação da função tireoidiana (TSH) e ultrassom transvaginal ou pélvico", orienta a médica patologista Ana Letícia. As sorologias também devem ser realizadas: sífilis, HIV, toxoplasmose, rubéola e hepatites B e C.  

Mulher conversando com a médica - Foto: Getty ImagesAos 30 anos 
De acordo com a médica patologista Ana Letícia, doenças relacionadas ao aparelho genital feminino ainda são o foco nesta fase da vida. "Portanto, colpocitologia oncótica, colposcopia e ultrassonografia devem ser mantidos na rotina", afirma. 


O rastreamento do câncer de mama com exame clínico e mamografia também pode ser necessário em mulheres com histórico na família. "Mulheres com parentes de primeiro grau que tiveram a doença antes dos 50 anos, ou que tiveram câncer bilateral de mama ou ovário em qualquer idade, já devem começar com os exames nesta fase", orienta Ana Letícia. 

Mulher fazendo ultrassom de tireoide - Foto: Getty ImagesAos 40 anos 
"Os 40 anos são um marco, pois nessa idade a mamografia passa a fazer parte do check-up feminino", conta a ginecologista Maria Luisa. Segundo o INCA, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. 


Também é importante acrescentar uma avaliação cardiológica nessa fase, já que ocorrem alterações hormonais que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares. 


O hipotireoidismo pode afetar com mais frequência nas mulheres após os 40. "Portanto, uma avaliação dos hormônios tireoidianos deve ser realizada, associado a um ultrassom de tireoide", recomenda Ana Letícia.  

Casal na faixa dos 50 anos - Foto: Getty ImagesAos 50 anos 
Com a chegada da menopausa, as chances de osteoporose são maiores e a densitometria óssea torna-se ainda mais importante." O risco de a mulher após a menopausa apresentar doenças relacionadas ao coração passa a ser de duas a três vezes maior", afirma Ana Letícia. Por isso, também é preciso cuidado redobrado com o órgão cardíaco. 


Nessa fase, as chances de câncer passam a ser maiores. "Os cânceres de mama, cólon e colo uterino são os mais comuns", conta o oncologista Charles Pádua. Ele recomenda continuar com mamografia, Papanicolau e exames de sangue e ainda reforça a necessidade de realizar colonoscopia. "É comprovado cientificamente que esse exame ajuda a identificar tumores que afetam os intestinos grosso e reto, prevenindo a morte causada por esse câncer", diz o médico.  

Mulher fazendo exames - Foto: Getty ImagesAos 60 anos 
Os exames são os mesmos, mas precisam ser ainda mais frequentes. Cuidados com a osteoporose devem ser intensificados, com a realização periódica da densitometria óssea. "Além disso, a ida ao cardiologista para prevenção da hipertensão arterial e doenças do coração deve ser uma regra", orienta a médica patologista Ana Letícia. Os demais exames, como dosagem do colesterol, glicemia, cálcio e hemograma também não podem deixar de ser realizados. 

Diferenças entre hipotireoidismo e o hipertireoidismo

Cerca de 15% da população sofre com problemas na tireoide, o que coloca essas doenças entre as que mais atingem os brasileiros, principalmente o sexo feminino, de acordo com o censo do IBGE, Outro dado da instituição afirma que cinco milhões de mulheres não sabem que tem algum tipo de disfunção na tireoide por falta de conhecimento dos sintomas.

"Os maus que mais acometem a tireoide são o hipotireoidismo, o hipertireoidismo e a aparição de nódulos benignos nessa glândula. Todas essas alterações podem ser tratadas sem maiores problemas se diagnosticadas rapidamente. Contudo, como os sintomas são difíceis de detectar, uma grande parte das pessoas que sofre com problemas na tireoide não consegue identificar o problema". 
A tireoide, que se localiza no pescoço, libera dois hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo, o T3 (tri-iodotironina) e o T4 (tiroxina). Eles regulam a velocidade do metabolismo e interferem no desempenho de órgãos importantes, como o coração, rins e também no ciclo menstrual. Por isso, qualquer disfunção na tireoide afeta várias funções vitais do nosso corpo. É importante, portanto, conhecer as principais diferenças entre as duas doenças mais comuns na tireoide: o hipotoreoidismo e o hipertireoidismo. 

O hipotireoidismo

O hipotireoidismo pode ser classificado como a baixa produção dos hormônios produzidos pela tireoide. O sexo feminino é mais afetado com essa falha na produção no T3 e T4. Estimativas feitas pelo IBGE dizem que atinja cerca de 10 vezes mais as mulheres do que os homens. Isso acontece principalmente no climatério, última menstruação antes da menopausa, quando o tipo mais comum de hipotireoidismo, a Tireoidite de Hashimoto, se mostra mais comum. O hipotireoidismo pode ser causado por uma série de motivos, embora o mais frequente seja uma variação autoimune, quando o próprio corpo começa a atacar a tireoide. Esse tipo de hipotireoidismo é classificado como Tiroidite de Hashimoto. "A doença de Hashimoto corresponde a 95% dos casos de hipotireoidismo. Ela acontece quando os próprios anticorpos do organismo encaram a glândula tireoide como um corpo estranho no organismo.
"Os sintomas de hipotireoidismo podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está desacelerado"
Outro fator que pode causar o hipotireoidismo é a quantidade de iodo no organismo. Tanto altas doses como baixos níveis dessa substância no organismo podem afetar a produção dos hormônios T3 e T4.  

Sintomas

Os sintomas podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está desacelerado, como menor número de batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, diminuição da memória, cansaço excessivo e dores musculares.

Outros sintomas como pele seca, queda de cabelo, ganho de peso, aumento de colesterol no sangue e alterações no humor - que normalmente leva à depressão-, também são observados em pessoas que têm hipotireoidismo. "Esses sintomas não aparecem repentinamente, ou em conjunto, e podem variar de pessoa para pessoa", diz Glaucia Duarte. Por isso, é difícil fazer o diagnóstico precocemente. 

Alimentação

A alimentação não determina o surgimento da doença. Como fator de proteção, os alimentos ricos em selênio são uma boa opção. O selênio parece contribuir para o bom funcionamento tireoidiano. Além disso, este mineral tem um papel antioxidante, que também age no controle de radicais livres que podem causar danos às células saudáveis do corpo. As melhores fontes de selênio encontradas na natureza são peixes, alho, cebola, pepino e cogumelo.
Outro nutriente que pode fazer bem a tireoide é o iodo. Os fabricantes de sal de são obrigados por lei a colocar uma quantidade de iodo que possa prevenir doenças na tireoide. A ingestão de frutos do mar e algas, também ajuda a aumentar os níveis de iodo no organismo. Não é preciso salgar demais a comida, já que ingerir mais do que seis gramas de sal e de iodo pode até ser prejudicial à saúde da tireoide. 
existem alimentos conhecidamente bociogênicos (causadores do aumento do volume da tireoide), e seu consumo não deve ser exagerado, já que, somados com outros fatores como pré-disposição genética e falta de iodo no organismo, podem causar problemas na tireoide. Entre esses alimentos estão o repolho, couve-de-bruxela, brócolis, espinafre e couve-flor. 

Tratamento

O tratamento consiste na reposição hormonal, em geral, à base de levotiroxina (L-T4). O comprimido é tomado uma vez ao dia, cedo, em jejum. Solicita-se que a alimentação ocorra somente após 30 minutos da ingestão da medicação, pois os alimentos aumentam o pH estômago, diminuindo a absorção da levotiroxina.

O hipertireoidismo


O hipertiroidismo, mesmo sendo um pouco menos comum que o hipotireoidismo, ainda afeta milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE. Assim como o hipotireoidismo, o hipertireoidismo é mais comum nas mulheres. O sexo feminino está mais propenso a ter essa doença. Os números da Organização Mundial da Saúde estimam que as mulheres sofrem até cinco vezes mais com o hipertireoidismo do que os homens. 

Causas

A causa mais comum de hipertiroidismo é quando a glândula da tireoide encontra-se exageradamente ativa, produzindo uma excessiva quantidade de hormônios, condição denominada também de bócio difuso tóxico ou Doença de Graves.

Outros problemas, como tumores e excesso de iodo no organismo também podem fazer com que a tireoide passe a produzir uma quantidade maior de T3 e T4, causando assim mudanças em todo o corpo.  

Sintomas

Os principais sintomas do hipertireoidismo são o oposto do hipotireoidismo, ou seja, irregularidade e aceleração nos batimentos cardíacos, geralmente acima de 100 batimentos por minuto, nervosismo, mãos trêmulas e sudoreicas, ondas de calor repentinas, intestino solto, perda de peso acentuada sem intenção.

Alguns sintomas, no entanto, são os mesmos como enfraquecimento e queda de cabelos, fraqueza e dores musculares e alterações no ciclo menstrual. Ela também aumenta as chances de aborto e acelera a perda de cálcio dos ossos, com aumento do risco de osteoporose e fraturas. "A semelhança entre os sintomas é um fator que dificulta o diagnóstico do tipo de doença na tireoide. Por isso que os exames TSH sérico e ultrassom da tireoide são essenciais para fazer o diagnóstico".

Alimentação

O excesso de ingestão de iodo (alimentos ricos em iodo: ostras, moluscos e outros mariscos e peixes de água salgada, algas, consumo excessivo de sal iodado) pode, em indivíduos predispostos, levar ao quadro de hipertiroidismo e suas complicações (arritmias cardíacas, por exemplo), principalmente em idosos. 

Tratamento

O tratamento com medicamentos específicos, como Tapazol ou Propiltiouracil, que reduzem a função tireoidiana e controlam a produção hormonal pela tireoide, é o mais comum. Esses dois medicamentos são administrados pela via oral, e devem ser receitados por um médico. 
Outro tratamento bastante comum é com iodo radioativo, mais conhecido como radiodoterapia. Durante esse tratamento, a glândula tireoide absorve o iodo da circulação e quando ele penetra na glândula, começa a destruí-la lentamente. Esse processo pode durar meses, mas tem efeito definitivo. 



Os principais sintomas do hipertireoidismo são o oposto do hipotireoidismo, ou seja, irregularidade e aceleração no metabolismo.


Útero didelfo

Explicação Útero Didelfo
O útero Didelfo é uma má formação uterina, onde a mulher possui então dois úteros distintos. Afeta 10 mulheres em 20 mil e mesmo que rara, existem alguns casos de gravidez com útero didelfo.


Algumas mulheres possuem dificuldade para engravidar, por diversos motivos, seja por um déficit na ovulação ou devido a mulher possuir um útero inóspito.

Mas nem sempre alterações no útero indicam que a mulher não poderá ter filhos. Muitas mulheres possuem má formações uterinas e conseguem engravidar normalmente, mesmo que apresentando uma gravidez de risco. Dentre todos os casos de má formação, uma das alterações mais raras é a de Útero Didelfo.

O que é o Útero Didelfo?

O Útero Didelfo é uma má formação uterina congênita, ou seja, que já nasce com ela, que se caracteriza pela presença de duas partes, ou seja, como se a mulher tivesse dois úteros distintos, que são separados por um septo longo que chega até o cérvix, parte final do útero. O septo ainda pode alcançar a metade ou 1 terço da longitude da cavidade uterina.
Anatomicamente, o útero didelfo se destaca por ter um fundo curvado, com as porções superiores ou corpo independente, colo uterino comum e a vagina pode ser única ou dupla. As más-formações uterinas habitualmente são assintomáticas, ou seja, não provocam nenhum sintoma que faça com que a mulher desconfie da má formação.


Útero Didelfo x Gravidez: Quais os riscos oferecidos?

O Útero Didelfo é uma má formação rara que afeta cerca de 10 entre 20 mil mulheres. Essa estatística é apenas uma base, pois muitas mulheres possuem útero didelfo e não tem o conhecimento e acabam descobrindo somente quando engravidam ou na realização de outros exames como ultrassonografia tridimensional ou uma ressonância nuclear. Antes disso, podem ocorrer suspeitas após a realização de procedimentos simples.
Grande parte dos casos de grávidas que possuem útero didelfo não sofrem nenhum problema e conseguem levar a gestação até o final tranquilamente. Em alguns casos mais isolados podem ocorrer aborto espontâneo entre outros problemas. Por isso é importante um diagnóstico precoce para que haja um acompanhamento da gravidez semana a semana pelo médico.

Sintomas:
Anatomicamente destaca-se por um fundo incurvado, com as porções superiores ou corpo independente, colo uterino comum e a vagina pode ser única ou dupla. As más-formações uterinas habitualmente são sintomáticas e o seu diagnóstico realiza-se através de uma ecografia transvaginal e histerossalpingografia ou histeroscopia.


Oque é Incompetência ou Insuficiência Istmo Cervical (IIC)?

Numa gravidez normal, o colo do útero permanece firme, comprido e fechado até as últimas semanas, quando começa a amolecer, afinar e dilatar (abrir) preparando-se para dar passagem ao bebê no parto vaginal. Ter insuficiência (ou incompetência) istmo-cervical quer dizer que seu colo do útero é mais fraco que o normal, ou que sempre foi mais curto, e que tende a dilatar e afinar sem que haja contrações, só pelo peso do bebê. O grande problema é que a dilatação pode acontecer rápido demais e o bebê nascer muito antes do tempo, ainda no segundo trimestre, quando ainda não tem condições de sobreviver fora da barriga. Infelizmente a Maioria das mulheres só descobrem após alguma perda ainda no segundo Trimestre de gestação. 


Causas? 
As causas de incompetência istmo-cervical podem ser de dois tipos: congênitas ou adquiridas Causas congênitas São aquelas que já nascemos com ela, como no meu caso.
Causas adquiridas por sua vez, são aquelas que levam a uma deformidade deste canal após o nascimento (ex.: partos com utilização de fórceps, partos traumáticos, dilatação forçada do colo uterino, conização, forceps tumoração istmo-cervical (miomas. etc.).
 


Tratamento? 
Até hoje não existe tratamento para a IIC, Existe medida de precaução. As medidas de precaução geralmente são: - Repouso moderado à absoluto - Cerclagem (circlagem) - Medicamentos inibidores de contração uterina precoce (Inibina, Dactil),Solicitar o medicamento para amadurecimento do pulmão do bebê também é uma medida preventiva. 


Oque é Cerclagem (Circlagem)? 
É uma costura no colo uterino que ajuda a manter o colo fechado, é feita no Hospital com anestesia e muitas vezes a mulher pode ir para casa no mesmo dia ou no dia seguinte.. Ela pode receber, pela veia, medicamentos para inibir contrações, durante algumas horas. O médico receitará repouso nos dias seguintes, e é possível que você sinta um pouco de cólica ou tenha um leve sangramento.
As relações sexuais ficarão proibidas, por um tempo ou pela gravidez toda. Provavelmente você vai tomar remédios para evitar infecções ou parto prematuro, e será acompanhada atentamente até as 37 semanas de gravidez. O melhor periodo para se fazer a cerclagem, é por volta das 12 semanas, onde já não ha mais risco de aborto espontâneo e de prefêrencia antes das 20.
A cerclagem pode ser retirada por volta de 37 semanas para esperar o parto normal, durante o trabalho de parto ou mesmo Só depois do nascimento com Cesariana. 


Quais são os exames para diagnosticar a IIC? 
Histerossalpingografia, vela de Hegar número 8, vídeo histeroscopia. Todos são eficientes para o diagnóstico, mas não há um muito melhor que o outro, especialmente porque eles são solicitados quando já se tem uma suspeita clínica(pelo histórico de perdas), e essa é o mais importante de todos. 


Por que muitas gestantes fazem cerclagem fazem Repouso relativo ,enquanto outras têm que fazer repouso absoluto? 
A recomendação de repouso absoluto depende de vários fatores: do passado de perdas em gestações anteriores com circlagem, das condições do colo uterino no momento da circlagem, da dificuldade do procedimento, do afrouxamento do fio de circlagem e da ocorrência de outras complicações como a ruptura de membranas e o trabalho de parto prematuro. Dependendo dessas condições será prescrito repouso absoluto ou não para a gestante. Um dos dados importantes nessa consideração é a resposta uterina ao procedimento. Algumas mulheres têm mais contrações uterinas após a cirurgia, enquanto outras têm uma adaptação melhor. 


Obs:Colo uterino menor que 3 cm exige cautela pois corre-se o risco de arrebentar com os pontos da cerclagem. 

Verdades ou mentiras sobre a Endometriose

Oi, guerreiras! 

Hoje vamos falar sobre as "Verdades e Mentiras" da endometriose. Não é raro lermos ou ouvirmos comentários totalmente equivocados sobre a nossa doença. Isto acontece porque a endometriose é um verdadeiro enigma. Cada um faz sua própria tentativa de explicá-la, baseando-se nas suas próprias experiências ou na história que ouviu de uma amiga, prima, irmã, cunhada...

Ao longo da minha caminhada ouvi (e li) muitas dúvidas, mitos e asneiras sobre a endometriose. E acredito que é importante tentar organizar um texto que procure explicar e desmistificar a doença.

Vamos, então, para algumas das "Verdades e Mentiras" sobre a endometriose: 

1) A Endometriose é uma doença no útero. MENTIRA!
Há um grande equívoco nesta afirmação. A endometriose é uma doença crônica que ocorre quando o tecido que reveste a cavidade uterina (chamado endométrio) é encontrado fora do útero, ou seja, dentro do abdômen. Ela pode estar presente em qualquer lugar da cavidade pélvica, como por exemplo, nos ovários, tubas uterinas, ligamentos que sustentam o útero, na área entre a vagina e o reto (septo retovaginal) e no revestimento da cavidade pélvica (peritôneo). Eventualmente, a endometriose pode surgir na superfície externa ou na musculatura interna do útero, neste caso recebe o nome de "Adenomiose". Vale lembrar que em alguns casos, a Endometriose também pode atingir outros órgãos, como a bexiga, intestino, vagina, colo do útero, vulva e cicatrizes cirúrgicas abdominais. Existem ainda, relatos que mostram focos de Endometriose em locais raros, como a pele, pulmão, coluna vertebral e cérebro.


2) A Endometriose é uma doença sem cura. VERDADE!
Infelizmente, a endometriose AINDA NÃO tem cura. Digo, "ainda" porque existem algumas pesquisas em andamento e acreditamos que logo, logo encontrarão nossa tão sonhada "cura". Porém, devo dizer que EXISTE TRATAMENTO, e para muitas mulheres, é possível controlar seus sintomas através de uma combinação de tratamentos prolongados.


3) A Endometriose é uma doença infecciosa que pode ser transmitida sexualmente. MENTIRA!
Apesar de não se ter conhecimento exato sobre a causa da endometriose, sabe-se que ela NÃO pode ser transmitida de um ser humano para outro e não é uma doença infecciosa. 


4) A Endometriose pode ser hereditária. VERDADE!
Pode ser, não se sabe ao certo se é. O fato é que pesquisas mostram que parentes de primeiro grau de mulheres com esta doença têm mais probabilidade de desenvolver a endometriose. Recentemente foi publicado o resultado parcial de um estudo que visava descobrir as variantes genéticas que poderiam estar associadas ao aparecimento da Endometriose. Ao que parece, descobriram que dois cromossomos (1 e 7) podem estar intimamente relacionados ao desenvolvimento da doença, o que daria características genéticas à mesma. A pesquisa continua em andamento. Vamos aguardar para novas informações.


5) Cólicas moderadas durante a menstruação são normais.MENTIRA!
Esta afirmação é totalmente equivocada e perigosa! É claro que esta idéia vem arraigada em nossa cultura há algum tempo. Nossas mamães, vovós, titias já nos diziam isto: "Cólica é normal, quando você casar passa". Não é culpa delas. Naquela época (a da vovó principalmente), pouco se diagnosticava a endometriose por vários motivos. Primeiro, porque as mulheres passavam menos tempo menstruando (iam tendo um filho após o outro) e segundo porque a endometriose era uma completa desconhecida, até para os médicos! Com o passar dos anos muitas coisas mudaram. As mulheres sairam de casa e foram atrás da sua carreira profissional; casamento e filhos ficaram para segundo plano. Com isto passaram a menstruar mais vezes e ficaram bem mais estressadas. Nada de errado com estas mudanças, não fosse pelo fato de que este "novo estilo de vida" está entre uma das explicações dadas para a causa da endometriose. Quer dizer: quanto mais menstruações e mais estresse, maiores as chances de desenvolver a doença. Desta forma, as cólicas durante o período menstrual, têm levado muitas mulheres aos consultórios dos ginecologistas e, infelizmente, alguns destes médicos continuam ouvindo nossas avós! Conheço várias meninas que descobriram a endometriose tardiamente porque ouviram seus próprios ginecologistas dizerem que sentir cólica é normal! Olha o perigo! Por isto, muita atenção: se você sofre com cólicas durante o período menstrual e está reparando que elas não passam nem tomando aquele analgésico que está acostumada, fique atenta! Pode ser endometriose! Ou não! Na dúvida, investigue!


6) Mulheres com endometriose nunca poderão engravidar.MENTIRA!
O legal de contestar esta afirmação é que temos várias portadoras que podem comprovar exatamente o contrário! É claro que a infertilidade está entre um dos principais sintomas desta doença. É fato também que as portadoras de endometriose têm muito mais dificuldade para engravidar em comparação às outras mulheres, pois a doença pode causar obstrução tubária, aderência entre os órgãos, cistos ovarianos e inflamação na pelve. Mas isto não quer dizer que jamais conseguirão. Felizmente, hoje, com o avanço da medicina e das técnicas de Reprodução Assistida, é possível tratar a endometriose de forma que a mulher consiga alcançar seu desejo de engravidar. Claro, nem todas têm acesso a estes tratamentos, e mesmo as que tem, podem nunca engravidar, pois existem inúmeros outros fatores (relacionados ou não à endometriose) que também podem dificultar a gravidez.


7) Mulheres com endometriose sofrem com dores incapacitantes.VERDADE!
Nas postagens anteriores, falamos muito sobre as "dores da endometriose". A dor é o principal sintoma da doença e o principal problema também! A inflamação dos órgãos, as aderências, os cistos ovarianos, o sangramento abdominal são alguns dos motivos para as dores. Algumas mulheres relatam sentir dor todos os dias, outras sentem durante a menstruação, e outras têm dores específicas, como para evacuar ou urinar. O fato é que a doença causa dor e por isto nunca se deve deixar de tratá-la.


8) A histerectomia (retirada do útero) cura a endometriose.MENTIRA!
Algumas pessoas imaginam que se o útero da portadora de endometriose for retirado, ela estará curada da doença, pois não irá mais menstruar! Isto seria verdade se a endometriose fosse uma doença no útero. Mas... como já desmistificamos no primeiro item da nossa lista, a endometriose é uma doença que acomete, principalmente, os órgãos fora do útero. O que quer dizer que mesmo sem o útero, a portadora de endometriose continua a menstruar! Sim, pois os implantes de endométrio que se encontram "grudados" em outros órgãos, responderão ao estímulos hormonais e funcionarão como pequenos endométrios, crescendo e menstruando, com a diferença que, neste caso, o sangue não tem como sair do corpo, acumula-se na pelve causando inflamação, aderências e todos os sintomas que já mencionamos. Logo, a histerectomia é um último recurso que não garante um alívio completo das dores e só surtirá efeito se for possível retirar todos os implantes da doença durante a cirurgia. Difícil...


9) A gravidez cura a endometriose. MENTIRA!
Recentemente li a entrevista de uma atriz global fazendo a seguinte afirmação: "Conheci mulheres com a doença, mas depois que elas têm filho o problema passa". A falta de informação é algo muito prejudicial para as portadoras da doença. Sempre ouvimos que o melhor tratamento para a endometriose é a gravidez. Ok! Isto é verdade. A gravidez serve como um tipo de TRATAMENTO natural para CONTROLAR a doença, mas não traz a cura e não faz o "problema passar"! Aliás, a endometriose não é como um simples resfriado que "vai passar", é na verdade uma doença crônica, e como já dissemos, sem cura.  Além disto, preciso dizer que chega a ser irritante e incoerente quando os médicos nos mandam engravidar. Oras! Não é justamente esta a nossa maior dificuldade? Engravidar?  Coisa mais sem sentido!


10) Portadoras de endometriose são mais vulneráveis à depressão. VERDADE!
Acredito que todas as pessoas com algum tipo de doença crônica, estão mais propensas à depressão. Com a portadora de endometriose não é diferente. Sendo uma doença tão complexa, cheia de dores e infertilidade, com um tratamento longo, difícil, e por vezes, sem resultados; é compreensível ficar deprimida. E, para piorar, muitas vezes somos mal compreendidas, nos deixando a sensação de estarmos sofrendo sozinhas com a doença. Quando a depressão aparece, a melhor solução é buscar ajuda, seja através dos grupos de apoio (virtuais ou não), tratamento psicoterápico, ioga, acupuntura, religião, entre outras. O importante é não se entregar à doença e à depressão.



11) A endometriose é uma doença de mulher branca, com ensino superior e classe média alta. MENTIRA!
Deslavada! Eu gostaria muito de ficar frente a frente com o responsável por espalhar tamanha asneira! A única verdade nesta afirmação é que a endometriose é uma doença de mulher (os homens podem ficar despreocupados quanto a isto)! É bom que fique claro: A endometriose é uma doença de QUALQUER mulher em fase reprodutiva (é mais difícil desenvolvê-la depois da menopausa). Ela não escolhe cor de pele, grau de escolaridade, muito menos classe social econômica. Eu arriscaria até em dizer que a maior parte das portadoras gostariam de poder ser ricas para tratar a doença!


12) A endometriose é uma doença maligna como um câncer.MENTIRA!
Explicamos que na endometriose, células do endométrio, crescem e se desenvolvem fora do seu lugar habitual, ou seja, em outros órgãos. Esta característica se assemelha muito com a formação do câncer e por isto, algumas vezes, os focos e nódulos da endometriose são comparados a um "tumor benigno". Apesar da semelhança entre o mecanismo das duas doenças, sabe-se que a relação entre endometriose e câncer é muito pequena, algo em torno de 0,5% a 1% dos casos. Além disto, a endometriose não é letal, apesar de causar muitos incômodos.


13) Os remédios naturais e fitoterápicos são melhores para o tratamento da endometriose, pois não causam os efeitos colaterais indesejáveis do tratamento convencional. MENTIRA!
Quem nunca ouviu uma amiga ou parente indicando um chá natural para eliminar cistos ovarianos ou para fazer uma "limpeza no útero"? Também não são incomuns as "garrafadas" para diversas patologias ginecológicas e estimulação ovariana. Sempre achamos que por "ser natural" não nos fará mal. Isto é um engano. Os remédios naturais e os fitoterápicos também possuem efeitos colaterais e nunca devem ser utilizados sem orientação médica. Aliás, em se tratando de endometriose, deve-se ter demasiado cuidado com a "auto-medicação", seja por remédios naturais ou medicações alopáticas (tradicionais).


14) A endometriose pode ser diagnosticada e tratada por qualquer médico ginecologista. MENTIRA!
Ah! Como eu gostaria que fosse verdade! Infelizmente nem todos os ginecologistas estão suficientemente familiarizados com a doença a ponto de conseguir diagnosticá-la e tratá-la da maneira correta. Isto porque tanto o diagnóstico como o tratamento (especialmente o cirúrgico) são complexos e exigem especialização. Esta especialização envolve altos custos e necessita de muito tempo de estudo e prática. Penso que muitos ginecologistas não têm condições, oportunidade ou não demonstram interesse por esta área. Por este motivo, a disponibilidade de profissionais especializados é escassa, o que faz o tratamento se tornar oneroso e pouco acessível, deixando muitas portadoras sem atendimento adequado ou sofrendo nas filas de espera do Sistema Único de Saúde.


15) A única maneira de se obter o "diagnóstico de certeza" da endometriose é através da videolaparoscopia. VERDADE!
O diagnóstico é um assunto complicado em endometriose. Existem exames específicos (geralmente de imagem), realizados por médicos treinados, que conseguem levantar uma hipótese da doença. Além disto, um bom médico, é capaz de suspeitar apenas ouvindo as queixas da paciente e examinando-a clinicamente. Porém, o "diagnóstico de certeza" só pode ser obtido através da videolaparocospia - cirurgia minimamente invasiva. Esta cirurgia serve tanto para diagnosticar, como para tratar, pois o médico utiliza uma lente de aumento que possibilita visualizar e retirar amostras dos focos e implantes da doença. Estas amostras são obrigatoriamente enviadas ao laboratório a fim de que seja realizado um exame anatomo-patológico que confirmará a presença ou não da endometriose. Atualmente, com o avanço dos exames por imagem, os especialistas aconselham um "mapeamento" da doença, antes de partir para a videolaparoscopia, preparando-se melhor para a cirurgia, e evitando, assim, a necessidade de submeter a paciente a vários procedimentos cirúrgicos desnecessários.


É isto. Caso alguém se lembre de mais alguma "Verdade ou Mentira" sobre a endometriose, fique à vontade para postar nos comentários.



fonte:http://eutenhoendometriose.blogspot.com.br/2011/01/verdades-e-mentiras-sobre-endometriose.html

O QUE É A COLONOSCOPIA?

A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização do interior de todo o cólon. O instrumento utilizado é um tubo flexível com cerca de um metro de comprimento e um centímetro de diâmetro. Na extremidade final desse tubo existe uma mini camera de TV, que transmite para um monitor colorido, as imagens do interior do cólon e do íleo-terminal (parte final do intestino fino). Essas imagens são fotografadas em uma impressora a laser e são gravadas em fita de videocassete. 
Desenho do cólon com seus diversos segmentos

É NECESSÁRIO ALGUM PREPARO?


Durante o procedimento endoscópico, o cólon precisa estar completamente limpo, isto é, isento de fezes e resíduos alimentares. Partículas de fezes ou de alimentos interferem na visualização adequada e na segurança do exame. Assim, na véspera, você deverá alimentar-se apenas com dieta líquida e fazer uso de um laxativo. Esse preparo inicial, será complementado na manhã do exame, no quarto do hospital, com 4 a 5 copos de um produto chamado Manitol. Após 2 a 3 horas, esse líquido ingerido será eliminado pelos intestinos, deixando-os limpos e em condições de a colonoscopia ser iniciada. Raramente, e em casos selecionados, esse preparo pode ser complementado ou ser feito, exclusivamente, por lavagem intestinal.

DEVO INTERROMPER O USO DE ALGUM MEDICAMENTO ?

A maioria dos medicamentos usada, habitualmente, por você, pode ser continuada. Porém, alguns precisam ter seu uso interrompido 2 a 3 dias antes, principalmente, aqueles ricos em fibras (Ex: Metamucil, Fibrax) e aqueles contendo ferro.
Se você faz uso crônico de aspirina, persantin, antiinflamatórios, anticoagulantes, insulina, deverá discutir com o seu clínico, sobre a possibilidade de interrompê-los alguns dias antes.
Por fim, informe se tem algum tipo de alergia, problemas nas válvulas cardíacas e/ou no fígado, ou próteses ortopédicas. 

É NECESSÁRIA A INTERNAÇÃO?


A colonoscopia costuma ser realizada em hospital, em regime ambulatorial, isto é, não há necessidade de internação. Você ficará em um quarto com banheiro privativo e com direito a acompanhante, sob os cuidados de uma equipe de enfermagem especializada. Raramente, pode haver necessidade da internação.

VOU SENTIR DOR?


Não! No máximo, você sentirá algum desconforto abdominal. Para minimizá-lo, você será medicado, por via endovenosa, imediatamente antes de iniciar o exame, com um sedativo associado a um analgésico, em pequenas doses, suficientes para mantê-lo tranqüilo e colaborativo. Raramente pode haver a necessidade de uma sedação mais profunda, que será feita por um anestesista. Em crianças menores de 4 anos, o procedimento é realizado sob anestesia geral e superficial.

POSSO IR DESACOMPANHADO?Não é recomendável. Os medicamentos utilizados durante a colonoscopia provocam uma diminuição de seus reflexos de atenção por algumas horas. Assim, você não deverá sair sozinho e, principalmente, não deverá dirigir qualquer tipo de veículo.

COMO É O PROCEDIMENTO ENDOSCÓPICO ?


A colonoscopia é realizada, habitualmente, numa sala apropriada, do Serviço de Endoscopia do hospital. Você será posicionado, confortavelmente, numa maca, deitado sobre o seu lado esquerdo. Um monitor será fixado em um de seus dedos da sua mão, para controlar seus batimentos cardíacos e a concentração de oxigênio do seu sangue.

Após a administração dos medicamentos tranqüilizantes, será realizado um toque retal para relaxamento dos esfíncteres anais, seguido da introdução do aparelho. Esses procedimentos são indolores.
Após posicionamento apropriado, o aparelho será introduzido suavemente através dos segmentos cólicos, permitindo o exame cuidadoso de toda a mucosa. Para melhorar a visualização, é necessário injetar pequenas quantidades de ar dentro do intestino, o que pode causar um pouco de cólica. Quando isso ocorre, esse ar é retirado através do próprio aparelho, aliviando a distensão. Por fim, para facilitar a progressão do aparelho, você pode ser solicitado a mudar de posição e ficar deitado de costas.
Todo esse procedimento é auxiliado por uma enfermeira especialmente treinada.

E SE O EXAME NÃO FOR NORMAL?


Se, a colonoscopia revelar alguma alteração na mucosa, uma pinça de biópsia pode ser introduzida por um canal do aparelho até a sua extremidade final a fim de retirar alguns fragmentos do tecido alterado e enviá-los para a análise de um patologista. Lembre-se que, biópsias podem ser feitas por várias razões, como para inflamações e úlceras, não significando, necessariamente, suspeita de câncer.
Além disso, se durante a colonoscopia for identificado algum local com sangramento ativo, este pode ser controlado através de coagulação ou de injeção de substâncias esclerosantes introduzidas através do próprio aparelho. Por fim, se pólipos forem encontrados, eles deverão ser removidos. Mais uma vez, vale salientar que esses procedimentos são totalmente indolores.

E APÓS A COLONOSCOPIA?


Após o exame, você retornará para o seu quarto. Lá, permanecerá por mais ou menos uma hora e meia, até diminuir os efeitos do sedativo. Nesse período, você poderá sentir o abdômen um pouco distendido e com cólicas. Esse desconforto desaparecerá assim que você eliminar os gases que foram injetados no seu cólon durante o exame. Ainda no quarto, lhe será servida uma dieta leve. Quando estiver bem recuperado, você receberá a visita do seu médico colonoscopista o qual, após examiná-lo, lhe dará as últimas informações e orientações antes da alta. Em sua casa, poderá alimentar-se normalmente. Porém, a ingestão de bebidas alcoólicas deverá ser evitada durante as próximas 12 horas. O relatório dos procedimentos estará a sua disposição, 48 a 72 horas após. Lembre-se que você deve sair acompanhado.

ESSES PROCEDIMENTOS SÃO PERIGOSOS?


Todo procedimento médico envolve algum risco. As complicações decorrentes da colonoscopia e da polipectomia são muito raras quando realizadas por um profissional experiente e especialmente treinado. A combinação dessa experiência, com a sua colaboração e com os modernos equipamentos utilizados, torna a colonoscopia diagnóstica e terapêutica um procedimento simples e seguro. 

QUAIS SÃO AS CONTRA-INDICAÇÕES DA COLONOSCOPIA?


As contra-indicações da colonoscopia podem ser absolutas ou relativas. A colonoscopia deve ser contra-indicada de maneira absoluta quando um paciente apresentar qualquer suspeita clínica ou radiológica de abdômen agudo perfurativo, ou de diverticulite aguda ou de megacólon tóxico. A polipectomia está contra-indicada quando o preparo do cólon não estiver adequado, devido ao risco de explosão gasosa.
Outras contra-indicações da colonoscopia são relativas, sendo as mais importantes:
  1. Infarto recente do miocárdio,
  2. Embolia pulmonar recente,
  3. Neutropenia importante,
  4. Gravidez após o 2o semestre,
  5. Grande aneurisma de aorta ou de ilíaca,
  6. Grande esplenomegalia,
  7. Inexperiência do colonoscopista
A polipectomia deve ser adiada para uma ocasião mais propícia nos pacientes com coagulopatias ou que fazem uso de drogas anticoagulantes.

A COLONOSCOPIA É UM PROCEDIMENTO FÁCIL DE SER REALIZADO?


Vale salientar ao endoscopista iniciante que a colonoscopia é um procedimento de técnica difícil, de longo aprendizado e com riscos que devem ser sempre lembrados quando por ocasião da sua indicação e realização. A sistematização do método para a execução desse exame, a sua repetição dentro de princípios bem estabelecidos e o acompanhamento por um colonoscopista experiente são fundamentais para ajudar o iniciante a aperfeiçoar seu aprendizado, assim como, consolidar a técnica como estes procedimentos são realizados. 










13 de jun. de 2012

Exame de Papanicolau ou Citologia Oncótica


Sinônimos:
Preventivo, exame citológico, exame colpocitológico, citologia oncótica.
O que é?
É uma maneira de examinar células coletadas do colo do útero. O objetivo principal do exame é detectar o câncer de colo de útero em estágio precoce ou anormalidades nas células que podem estar associadas ao desenvolvimento deste tipo de tumor.
Ele também pode encontrar condições não cancerígenas, como infecções viróticas no colo do útero, tais como verrugas genitais causadas pelo HPV (papilomavírus humano) e herpes, infecções vaginais causadas por fungos, como a candidíase ou por bactérias, como o Trichonomas vaginalis. O exame também pode dar informações sobre os níveis hormonais, principalmente estrogênio e progesterona.
Quem deve fazer este exame?
É recomendado para todas as mulheres sexualmente ativas, independentemente da idade. Deve ser iniciado pelo menos 3 anos após início da vida sexual ativa ou antes dos 21 anos de idade (o que acontecer primeiro).
A coleta pode ser interrompida aos 65 anos, se houver exames anteriores repetidamente normais.
Qual o intervalo ideal entre as coletas?
O intervalo entre as coletas de citologia varia entre um e três anos baseado na presença de fatores de risco, tais como:
  • Início precoce da atividade sexual
  • História de múltiplos parceiros sexuais
  • Nível socioeconômico baixo
  • História de ter tido parceiro com infecções genitais
  • Passado de câncer de vulva ou de vagina
  • Ter parceiro com história de câncer de pênis
  • Ser fumante
  • Estar imunodeprimida
A coleta deve ser anual se algum destes fatores estiver presente.
Como devo me preparar para a realização do exame?
O melhor período do ciclo menstrual para a realização do exame é pelo menos uma semana antes da menstruação.
Deve ser evitado o uso de cremes ou duchas vaginais por 48 horas anteriores ao exame e não ter relações sexuais pelo menos 24 horas antes do procedimento.
O que ocorre durante a realização do procedimento?
É um exame bastante simples. A mulher fica na posição ginecológica (deitada , com os joelhos dobrados e as pernas afastadas), o médico introduz um espéculo na vagina, retira material do orifício do colo do útero e da parede vaginal e encaminha para análise em laboratório de citopatologia.
Não há dor durante o exame, algumas mulheres sentem um leve desconforto. É importante manter-se relaxada durante o procedimento para facilitar a introdução do espéculo.
O que esperar após a realização do procedimento?
Se o resultado mostrar células normais, não é necessário nenhum tratamento.
Caso haja alguma infecção, o ginecologista irá orientar um tratamento específico.
Se as células apresentarem alguma alteração, poderão ser necessários outros exames, como por exemplo uma colposcopia. Converse com o seu médico sobre esta necessidade.
Como é coletado material do colo do útero, às vezes, pode ocorrer um leve sangramento no local. A presença de dor ou a manutenção do sangramento deve ser prontamente comunicada ao ginecologista.

Fontes:
National Cancer Institute – U.S. National Institutes of Health
U.S. Preventive Services Task Force
Agency for Healthcare Research and Quality

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