9 de jun de 2011

Insuficiência Renal

Informações para pessoas que sofrem de insuficiência renal crônica, em especial, para aquelas cujo estágio da doença alterou sua vida e que precisam se submeter ao tratamento conservador, dialítico ou ao transplante renal.



O QUE É O RIM ?
O rim é um órgão duplo, situado na parte mais posterior do abdômen; um deles fica junto à coluna, à direita, logo abaixo do fígado; o outro se situa à esquerda, logo abaixo do baço. Cada rim pesa em torno de 150 gramas e mede de 11 a 12 cm.
É um órgão extremamente vascularizado, recebendo a quarta parte de todo o sangue que sai do coração. O sangue que passa pelos rins é filtrado, retirando as impurezas através de um processo chamado de filtração renal. Assim, o rim é um órgão depurador de substâncias indesejáveis ou que estejam em excesso no nosso organismo e, por isso, precisam ser eliminadas.
A urina produzida diariamente tem um volume de 700 a 1500 mililitros, contém sais (sódio, potássio, cálcio, fósforo, amônia) e outras substâncias, como uréia, creatinina e ácido úrico. O volume de urina aumenta ou diminui conforme a necessidade de eliminar água, evitando que falte ou se acumule no organismo. Além de eliminar as impurezas e controlar o volume dos líquidos do organismo, o rim produz hormônios. Dentre os muitos hormônios produzidos pelos rins, destacam-se a eritropoetina, que ajusta a produção de glóbulos vermelhos evitando a anemia e a vitamina D3, que regula a absorção do cálcio no intestino.
DOENÇAS RENAIS
Infelizmente, uma em cada 5.000 pessoas adoece dos rins por motivos diversos.
Quando o rim adoece, ele não consegue realizar as tarefas para as quais foi programado, tornando-se insuficiente. As principais doenças que tornam o rim incapaz ou insuficiente são as seguintes: 
 
Nefrites (50%)
Hipertensão arterial severa
Infecção dos rins
Diabete (25%)
Doenças hereditárias (rim policístico)
Pedras nos rins (cálculos)
Obstruções
Das doenças acima citadas, muitas podem ser evitadas quando precocemente identificadas e acompanhadas pelos médicos especializados em doenças renais (nefrologistas). A detecção precoce também auxilia no controle da doença e para evitar a progressão da mesma, evitando que ela atinja os estágios mais avançados onde há necessidade de terapia renal substitutiva (diálise ou transplante).
Geralmente, quando surge uma doença renal, ela ocorre nos dois rins, raramente de um lado só. Quando a doença renal se torna irreversível, na maioria das vezes, a perda da função é lenta e progressiva. Daí a importância do acompanhamento e da orientação médica, que visa a prolongar o funcionamento adequado do rim, mesmo com algum grau de deficiência.
A perda de 25%, 50% ou de até 75% das funções renais apresenta poucos problemas médicos. Porém, perdas superiores a 75% da função renal alteram de tal modo o funcionamento do organismo, que modificam a qualidade de vida do paciente.
São facilmente identificáveis os problemas clínicos que a insuficiência renal traz aos pacientes que perderam mais de 75% da função do rim: 
 
hipertensão arterial, de moderada a severa;
anemia severa, que não responde ao tratamento com sulfato ferroso;
edema por todo o corpo, aumentando o peso;
pele pálida (cor de palha);
fraqueza, cansaço, emagrecimento, coceira no corpo;
anorexia, náuseas, vômitos e gastrite;
cheiro desagradável na boca (cheiro de urina);
piora da pressão arterial e aborto em mulheres grávidas;
aumento do volume e da micção urinária, com maior volume urinário noturno.
a urina é sempre muito clara e da mesma cor;
alterações dos exames plasmáticos, uréia sempre superior a 150mg% e a creatinina maior do que 6mg%.
Quando a doença avança, destruindo 90% da capacidade funcional do rim, os 10% restantes pouco poderão fazer para manter a saúde do paciente.
Neste estágio da doença, o médico deve avisar que o tratamento conservador sozinho não terá mais efeito desejado e a diálise irá substituir o rim irreversivelmente doente e incapaz de manter a vida do paciente crônico.
O QUE É A DIÁLISE ?
É um processo mecânico e artificial utilizado para limpar o sangue das impurezas acumuladas pelo organismo. Os "tóxicos" que devem sair do organismo são eliminados através de uma membrana filtrante do rim artificial ou a do peritônio (uma membrana do nosso abdômen). Assim, existem dois tipos de diálise: a peritoneal que usa o peritônio como membrana filtrante e a hemodiálise que usa uma membrana artificial como filtro.
Para realizar uma hemodiálise o sangue deve chegar ao filtro em grande quantidade num volume superior a 200 ml. Para obter um volume de sangue tão grande é necessário que um cirurgião vascular una uma veia a uma artéria do braço para aumentar bastante o volume de sangue que passa no vaso, tornando-o volumoso e resistente. A fístula artério-venosa, assim formada, deverá ser sempre bem protegida e vigiada pelo paciente para ter um longo período de uso. Uma hemodiálise eficiente e prolongada depende muito dos cuidados com a fístula artério-venosa.
Para isso, é preciso manter o braço limpo sem traumatismos e infecções. A ruptura ou o corte da fístula produz uma perda rápida e importante de sangue. Se isto acontecer fora do local onde o paciente realiza as hemodiálises, ele deve colocar um garrote bem apertado acima da fístula, cobrindo o local com um pano limpo e dirigir-se, imediatamente, a um hospital preparado para atender estas emergências.
Em caso de qualquer outra alteração na fístula, tal como um ponto vermelho ou se surgir um aumento de temperatura local ou geral, o médico deve ser imediatamente comunicado.
QUAL O EFEITO DA DIÁLISE ?
O rim artificial tem a mesma capacidade do rim humano. Assim, uma hora de diálise equivale a uma hora de funcionamento do rim normal. A diferença é que, no tratamento dialítico, realizamos 3 sessões de 4 horas cada uma, num total de 12 horas semanais. Um rim normal trabalha na limpeza do organismo 24 horas por dia, sete dias, perfazendo 168 horas semanais. Assim, o tratamento com rim artificial, deixa o paciente 156 horas sem depuração (168-12=156). Apesar destas poucas horas (12 horas semanais em média), já está provado que uma pessoa pode viver bem nesse esquema de hemodiálise.
A hemodiálise é adequada quando o paciente vive em boas condições: 
 
sem hipertensão (inferior a 150/90 mm/hg);
sem edema e sem falta de ar;
sem grande aumento de peso entre uma e outra hemodiálise;
com o potássio normal (menos de 5);
sem acidose (pH do sangue);
com o fósforo normal (menos de 5)
com anemia discreta e sem desnutrição
com uma fístula funcionante.
Com estas condições, poderá viver muito tempo realizando hemodiálise.
A hemodiálise tem seus riscos como qualquer tipo de tratamento e apresenta complicações que devem ser evitadas. Por isso, os médicos controlam os sinais exteriores: temperatura corporal, peso, edema, pressão arterial, tosse, falta de ar, anemia e estado da fístula em cada sessão de hemodiálise. Uma vez por mês devem ser solicitados exames de sangue para ver como estão as taxas de uréia, creatinina, potássio, cálcio, fósforo, ácido úrico e sódio (sal). É importante verificar,também, o pH sangüíneo, a nutrição (albumina) e a anemia (hemograma).

CUIDADOS NECESSÁRIOS DURANTE O TRATAMENTO DIALÍTICO 
 

Dieta
Comer bem, sem sal e com a quantidade de água ajustada, é o grande trunfo do paciente em hemodiálise. Quem consegue isso é um felizardo. Por isso, informe-se com seu médico o que pode e o que não pode comer para conseguir manter seu estado nutricional em boas condições. Lembre-se que comer carne faz menos mal do que sal e água, porque o rim artificial depura muito bem a uréia. O doente renal crônico precisa cuidar da sua alimentação, principalmente, da ingestão de calorias, proteínas, açúcares e gorduras em quantidades adequadas para não emagrecer.
Água
A água do nosso organismo é eliminada 90 % pelos rins e 10% pela respiração, pele e fezes. Assim, quem não urina e bebe água, vai acumulá-la, aumentando o peso. O que fazer então? Equilibrar a entrada e saída de água, ou seja, se a quantidade de urina é de 500 ml, o paciente só pode beber 500 ml de líquidos. Mas atenção, todos os alimentos têm água. Alguns, praticamente, só têm água, como as frutas. Outros têm 50% de água quando cozidos, como feijão, arroz, legumes, grãos e massas. Esta água deve ser somada também. A água é um grande risco para quem não urina, pois cria muitas complicações e alguns pacientes podem perder a vida nestas complicações. Algumas das complicações do excesso de água são: tremores, tonturas, náuseas, dores de cabeça, hipertensão, falta de ar, edema generalizado, insuficiência cardíaca e edema agudo de pulmão. Se o doente renal crônico urinar menos de 500 mililitros por dia, deve abandonar os copos grandes, usar aqueles para vinhos ou mesmo os pequenos copos para licor. As frutas podem ser consideradas como água pura ingerida. Quando, no verão, a sede é muito grande, chupar pequenos cubos de gelo feitos com água pura: a água pura gelada "mata" mais a sede do que qualquer outro tipo de líquido. Se gostar de água mineral com gás, também pode tomar.
Sal
É um dos maiores inimigos do doente renal, pelas diversas complicações que causa e, logicamente, também afeta os pacientes em hemodiálise. O sal e a água juntos produzem sede intensa, edema, falta de ar, aumento de peso, hipertensão, tonturas, mal-estar, confusão mental, tremores e abalos musculares. Cada pessoa doente tem um limite de sal que pode ingerir. O seu médico vai lhe dizer qual é a quantidade que pode ingerir por dia, em gramas.Informação prática sobre o sal Tente se acostumar com comida praticamente sem sal. Para manter o sabor, use temperos verdes, ou outras especiarias. Fuja dos enlatados e de carnes processadas, tais como salames, presuntos, mortadelas, salsichas, sardinhas em lata e outros embutidos semelhantes.
Proteínas
Existem dois tipos de proteínas: as de origem animal (alto valor biológico) e as de origem vegetal (baixo valor biológico). O nosso organismo utiliza e assimila melhor as proteínas animais que as vegetais, por isso, para o doente renal crônico é melhor ingerir proteína animal: carnes, ovos, leite, queijos. Consulte seu médico para saber qual a quantidade diária que pode ingerir. Proteínas de origem vegetal, tais como amêndoas, amendoim, aveia, cacau, ervilha seca, feijões, soja e seus derivados devem ser consumidos com parcimônia, por serem de baixo valor biológico. Três gramas de proteínas vegetais equivalem a uma de alto valor, mas produzem mais uréia para ser eliminada. Os conselhos dietéticos de um nutricionista sempre serão importantes e bem recebidos.
Açúcar
Se você não tem problema com os açúcares, nem é diabético, é importante que ingira boas quantidades de açúcares, porque eles diminuem a produção de uréia (menor catabolismo protéico).
Gorduras
Como em toda alimentação sadia, não se deve usar mais do que 20% em gordura. O azeite de oliva é um excelente alimento, use-o nas saladas e nos alimentos para aumentar as calorias. Evite as gorduras animais e frituras.
Potássio
O potássio deve ser ingerido com muito cuidado, pois seu excesso no doente renal crônico é muito perigoso. Os alimentos mais ricos em potássio são: frutas secas (uva, damasco e ameixa), amêndoa, amendoim, avelã, bacalhau, cacau, castanhas, chocolate em pó, cogumelo, ervilha, fava, feijões, leite em pó, lentilha seca, melado e rapadura de cana, gérmen de trigo e caldas das compotas de frutas. As frutas, em geral, contêm muito potássio. A banana é a fruta que contém mais potássio. Elas não devem ser ingeridas, em demasia, por dois motivos: ninguém consegue comer pouca quantidade e elas são em sua maioria constituídas quase só de água, o que prejudica o controle do potássio e dos líquidos. Se você tem problema de potássio alto, atente para estes alimentos. Se tiver "desejos" de comer frutas, deve ingeri-las durante a sessão de hemodiálise, pois o rim artificial se encarrega de eliminar o excesso de potássio.
Cálcio
No nosso organismo, os ossos sustentam os músculos, protegem o cérebro dos traumatismos e armazenam o cálcio e o fósforo. Os rins normais controlam o cálcio e fósforo do nosso corpo, poupando ou eliminando estes sais quando necessário. Na insuficiência renal, ocorre um desequilíbrio do cálcio e do fósforo, provocando doença óssea (osteodistrofia renal). Isto ocorre porque o rim é o produtor de um hormônio, a Vitamina D³, que promove a absorção do cálcio no intestino. Sem a Vitamina D³, a taxa de cálcio no sangue é sempre inferior ao normal (hipocalcemia). Havendo hipocalcemia, o organismo tenta normalizar a taxa de cálcio através da retirada de cálcio do osso, surgindo a osteodistrofia renal. Assim o osso desmineralizado apresenta-se dolorido, fratura fácil e o andar pode ser difícil. Com a queda do cálcio, o fósforo aumenta e produz coceiras por todo o corpo, acompanhadas de lesões dermatológicas. O tratamento da hipocalcemia é feito com uma ingestão abundante de cálcio, junto com a Vitamina D³, que, além de melhorar o cálcio, também regulariza o fósforo.
Fósforo
Os alimentos ricos em fósforo devem ser ingeridos com cuidado. Os alimentos que devem ser evitados são: amêndoa, amendoim, aveia, bacalhau, cacau em pó, castanha de cajú, farinha de soja, feijão, gema de ovo, germen de trigo, leite desidratado, chocolate, bacalhau e peixes salgados, sardinha em conserva, alguns tipos de queijo, alimentos desidratados ou salgados em geral. Se o médico lhe recomendar atenção e cuidado com o fósforo, procure evitar esses alimentos e solicite medicação para diminuí-lo no sangue. É importante retirar o excesso de fósforo do organismo para evitar que, junto com a hipocalcemia, provoque e acentue as lesões ósseas. Quando há excesso de fósforo no sangue, o paciente se queixa de muita coceira pelo corpo todo.
Remédios
O paciente de insuficiência renal crônica sempre vai necessitar deles para tratar a hipertensão, anemia, hipocalcemia e hiperfosfatemia. Siga rigorosamente a prescrição do seu médico.

TRANSFUSÕES
Quando a anemia é muito intensa, pode provocar sintomas, como tontura, cansaço, falta de ar, dor no peito, coração acelerado (taquicardia) e queda de pressão arterial. Nesta situação, a transfusão de glóbulos torna-se necessária. Quanto menos transfusões, menos complicações, como hepatite e sensibilização imunológica, que podem dificultar o transplante futuro. PPara evitar as transfusões é importante tratar adequadamente a anemia associada a doença renal crônica coma reposição de ferro, vitaminas e eritropoetina quando necessário.
INSTRUÇÕES GERAIS
Com os rins artificiais modernos e o uso de medicações adequadas, o tempo de sobrevivência e a qualidade de vida dos renais crônicos vêm melhorando muito.
Como o indivíduo com insuficiência renal é potencialmente produtivo é importante que ele seja orientado para adquirir capacidade física para o trabalho. Os exercícios para o sistema cardiovascular são importantes para aumentar o desempenho diário.
Além disso, o paciente que faz hemodiálise deve: comparecer a todas as sessões de diálise; realizar sempre diálises de no mínimo quatro horas; evitar o excesso de sal, potássio, fósforo e água; manter a taxa de uréia do plasma inferior a 150 mg% e manter a fístula em boas condições. As mulheres, devem evitar a gravidez, porque piora o estado geral de saúde e o aborto é muito comum.
QUEM PODE FAZER TRANSPLANTE ?
Todo o paciente renal crônico pode submeter-se a um transplante, desde que apresente as seguintes condições: 
 
possa suportar uma cirurgia;
não apresente doenças em outros órgãos, por exemplo: cirrose, câncer, acidentes vasculares;
não tenha infecção ou focos ativos: urinários, dentários, tuberculose, fungos;
não tenha problemas imunológicos provocados por muitas transfusões e/ou múltiplas gravidezes.
Se o paciente tiver um doador vivo aparentado é melhor. Porém, em todo o mundo, cresce o número de transplantes de cadáver. Esperar um rim de cadáver, entretanto, no nosso país, requer paciência e hemodiálises por um longo período, às vezes anos.
Durante o tempo em que aguarda um transplante ou enquanto estiver em hemodiálise, o paciente renal crônico deve assumir algumas atitudes: 
 
manter os seus familiares informados sobre a doença renal crônica;
observar e avisar o médico de qualquer desvio ou complicação que tenha surgido;
conhecer todas as condutas para evitar as complicações;
lutar pela doação de órgãos, ajudando e incentivando as campanhas neste sentido
lutar para que todos tenham acesso e facilidades no tratamento, quando infelizmente adoecerem.
Um lema e uma luta: "Não enterre seus rins, transplante-os!"
PERGUNTAS QUE VOCÊ PODE FAZER AO SEU MÉDICO
A hemodiálise é segura?
Quais são as principais complicações das diálises?
Qual é a melhor diálise?
A lista para o transplante é para todos?
O doador vivo fica prejudicado com um só rim? 


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       Composição dos Alimentos 



Alimentos - São todas as substâncias sólidas e líquidas que, levadas ao trato digestivo, são degradadas e utilizadas no crescimento e desenvolvimento do corpo. 







Os alimentos que ingerimos diariamente fornecem as substâncias que o nosso corpo necessita para viver – proteínas, gorduras, hidratos de carbono, sais minerais (sódio, potássio, cálcio, fósforo etc), vitaminas, água e outros. 




Dentre estas substâncias destacamos as proteínas, o sódio, o cálcio, o fósforo, o potássio e a água , cujo controle deverá merecer toda a nossa atenção para uma melhor qualidade de vida do renal. 




Proteínas 




As proteínas constituem um dos componentes fundamentais do corpo humano. Elas são peças chaves na construção e a renovação das células dos tecidos. Para que nosso organismo funcione bem, deveremos ingeri-las numa quantidade correta. 




O processo de digestão da proteína fornece uréia. Como seus rins não estão funcionando, você retém esse excesso de uréia no sangue. A uréia sangüínea excessivamente alta pode originar os seguintes sintomas: náuseas , vômitos, falta de apetite. Porém, o consumo inadequado de proteína, poderá levar aos seguintes sintomas: perda de peso, perda de massa muscular e desnutrição. 




As proteínas encontram-se no nosso corpo numa proporção de 18 a 19%, o que num indivíduo de 70 kg representa mais ou menos, 13 kg de proteínas. No entanto, este valor não é estável, visto que diariamente proteínas são destruídas e sintetizadas, assim como ocorrem perdas de proteína em cada sessão de diálise 




Os alimentos ricos em proteína podem ser classificados em: 




Alimentos fonte de proteína animal como: carne de frango, carne de boi, peixes, peru, fígado, leite, queijos, iogurtes, ovos,... são proteínas denominadas como de alto valor biológico (maior qualidade), pois fornecem todos aminoácidos essenciais. 




Alimentos fonte de proteína vegetal como: soja, lentilha, feijão, nozes, grão-de- bico, são denominadas proteínas de baixo valor biológico (menor qualidade) , pois necessitam de um equilíbrio entre os alimentos fontes de proteína a fim de que sejam fornecidos todos os aminoácidos essenciais. 




É importante que você coma de forma equilibrada os dois tipos de proteínas; proteína de alto valor biológico deve perfazer de 50 a 80% do total de proteína consumida diariamente e a quantidade varia de acordo com o seu peso. 




Gorduras 




As gorduras constituem a reserva energética mais importante do nosso organismo. Dado o seu elevado poder energético fornece-nos uma quantidade razoável de calorias. Em hemodiálise, a dose recomendada é praticamente igual a de uma dieta normal. 




Suas funções são fornecer e estocar energia, fornecer ácidos graxos e vitaminas fundamentais para crescimento, metabolismo, produção de hormônios sexuais e de membranas celulares. 




O consumo excessivo de lipídios está correlacionado ao aparecimento de obesidade, ao aumento do risco de câncer e de doenças de coração e problemas circulatórios, esses últimos decorrentes do uso de gordura saturada. 




É importante que o tipo de gordura seja controlado, dando preferência às fontes de gordura monoinsaturadas e poliinsaturadas, a fim de prevenir ou tratar alterações lipídicas comuns nos pacientes em Hemodiálise. 




Os alimentos fontes de gordura: 




Saturados: manteiga, banha, bacon, gordura visível das carnes, creme de leite, chocolate, gordura de coco, manteiga de cacau 




Monoinsaturados: margarina macia ou líquida, azeite, azeitona, amêndoas, noz, castanhas, amendoim, óleo de amendoim, creme de amendoim, abacate, óleo de canola 




Poliinsaturados: óleo de algodão, de milho, de girassol, de soja, de linhaça, gordura de peixe, gérmen de trigo e óleo de gérmen de trigo. 




Hidratos de Carbono 




Os hidratos de carbono ou carboidratos , constituem a principal fonte energética do nosso organismo. Do ponto de vista prático poderemos dividi-los em dois grupos: 




--> Os “simples” ou de absorção rápida, geralmente designados por “açúcares” ; 




Os carboidratos simples precisam de pouca ou nenhuma digestão para serem absorvidos, portanto devem ser utilizados de maneira muito criteriosa pelos indivíduos portadores de deficiências de absorção de carboidratos, dentre eles os diabéticos, em que a glicose e sacarose são contra indicados . 




Alimentos fontes dos carboidratos simples: açúcar de mesa (sacarose), frutas (frutose, galactose), leite (lactose), mel (frutose) 




--> Os “ complexos” ou de absorção lenta, que permitem um aproveitamento mais gradual desta fonte de energia, entre os quais se encontram os cereais e seus derivados (batata, arroz, macarrão etc). 




Os carboidratos complexos precisam sofrer diversas etapas de digestão a fim de serem absorvidos sendo portanto, indicados dentre outros para os pacientes diabéticos, pois esses tipos de carboidratos liberam glicose gradativamente para a corrente sangüínea. 




Os alimentos fontes de carboidratos complexos são: cereais, arroz, milho, trigo, aveia, pães, biscoitos, cereais matinais, maisena, batata, massas, pipoca, farinha. 




O paciente renal muitas vezes pode apresentar constipação intestinal (obstipação), devido a menor ingestão de líquido e também a uma menor atividade física. Para prevenir ou melhorar essa constipação intestinal é importante o consumo diário de fibras e a prática de exercícios físicos . 




Porém os alimentos fontes de fibras, normalmente, são ricos em potássio e fósforo e você precisa fazer escolhas equilibradas. 




Alimentos fontes de fibra são: 
Frutas: abacaxi, maçã com casca, tangerina, uva. 
Hortaliças: alface, abobrinha, repolho, milho. 
Cereais: arroz integral , aveia. 




Minerais 




O nosso organismo necessita de um elevado número de sais minerais para poder funcionar corretamente. Falaremos daqueles que mais interessam na Hemodiálise, ou sejam:o potássio, o sódio, o cálcio e o fósforo. 




Potássio 




O potássio é muito importante para o bom funcionamento dos nervos e músculos. Os alimentos fornecem potássio ao nosso organismo, sendo que este é posteriormente eliminado pelo rim. No caso da Insuficiência Renal, por esta eliminação estar dificultada, este se acumula no sangue e conduz a perturbações da atividade muscular, até mesmo no coração, podendo provocar, em caso extremo, parada cardíaca. 




Logo, a sua restrição constitui um fator muito importante na alimentação do hemodialisado. Por isso, aconselha-se o conhecimento da sua concentração nos alimentos para a redução da quantidade a ingerir. A recomendação diária de potássio deve ser individualizada conforme a função renal residual e os níveis séricos do mineral, que devem ser monitorados rotineiramente. Atualmente permite-se ao IRC, em tratamento dialítico, a ingestão de um máximo de 2 gramas (2.000 miligramas). 




Ainda que o potássio exista em praticamente todos os alimentos, deve-se saber que, por ser um sal hidrossolúvel, quando em contato com a água uma parte do potássio vai passar do alimento para a água. 




DICAS ÚTEIS e IMPORTANTES: 




1- Devido ao maior intervalo de hemodiálise durante os fins de semana , é importante que como primeira medida, REDUZA especialmente os alimentos ricos em potássio. 




2- Sendo o potássio um sal facilmente solúvel em água, poderá eliminá-lo de grande parte dos alimentos (aproximadamente 60%), utilizando as seguintes dicas: 




LEGUMES: 
• Descasque, pique e deixe de molho por algumas horas renovando a água de vez em quando; 
• Despreze a água; 
• Cozinhe em água em abundância; 
• Despreze a água de cozimento. 




FRUTAS: 




• A fruta cozida contém aproximadamente metade do potássio existente na fruta fresca (dado que a outra metade se encontra dissolvida na água do cozimento). ATENÇÃO! Você NUNCA deverá beber este líquido porque é muito rico em potássio. 




O ato de deixar de molho os legumes e frutas têm o inconveniente de perder grande parte das vitaminas solúveis em água. Daí que o Insuficiente Renal Crônico em hemodiálise necessite de complexos vitamínicos adicionais. 




Sódio 




O sódio é um componente do sal de mesa. Na insuficiência renal, os rins não conseguem eliminá-lo de modo a manter o equilíbrio no organismo, pelo que se acumula originando a retenção de água. Por isso é responsável pelo aumento de peso, inchaço (edemas) das pernas, do rosto, dos olhos etc. e pelas elevações da pressão arterial. Toda esta sobrecarga pode levar a uma falência cardíaca, podendo até mesmo provocar insuficiência cardíaca ou edema do pulmão. 




Essas complicações interferem no bem-estar do doente em diálise, tornando a sessão mais penosa pela necessidade de eliminar os líquidos em excesso. 




O nefrologista e o nutricionista poderão orientá-lo sobre esse assunto. Eles o orientarão se a sua dieta deve ser pobre em sal (o que acontece com a maioria dos hemodialisados) o que inclui a proibição do uso do sal de mesa ou alimentos salgados: dieta com sal normal ou ainda rigorosamente sem sal. Neste caso, devem ser também eliminados os alimentos que, por origem e natureza, contenham sódio. 




DICAS ÚTEIS e IMPORTANTES: 




1- Os alimentos que foram deixados de molho podem perder parte do seu sabor, que poderá ser restituído pela utilização de ervas e condimentos, mas NUNCA o sal de mesa, nem os concentrados de carne, galinha e peixe, que também são ricos em sódio ; 




2- Os vegetais em conserva também contêm sódio; 




3- Não coloque o saleiro à mesa; 




4- Deve-se ter um cuidado especial com os chamados “sais dietéticos”, cujo componente principal pode ser o potássio; 




5- Observe o teor de sódio/sal nos rótulos dos alimentos, na hora da compra e faça escolhas saudáveis; 




6- Algumas pessoas não acreditam que seja possível obter pratos saborosos sem a ajuda do sal. É um engano. Infelizmente uma grande parte das ervas aromáticas é desconhecida de muita gente, apesar de servirem para enriquecer extraordinariamente os nossos pratos. Existem muitas à venda no mercado, bastando escolhê-las ao seu gosto. Devido ao seu sabor intenso, será conveniente começar a utilizá-las em pequenas quantidades, adicionando-as já no fim do cozimento para evitar perda do sabor. 




• Ervas aromáticas: salsa, louro, coentro, hortelã etc; 
• Legumes aromáticos: cebola, cebolinha, alho etc; 
• Especiarias: pimenta, pimentão, vinagre, anis, açafrão etc. 




• Cálcio e Fósforo 




O cálcio e fósforo são dois minerais que, juntos, ajudam a manter os ossos e dentes saudáveis. Os rins têm importante papel na manutenção das quantidades adequadas de fósforo e cálcio no organismo. No paciente com insuficiência renal, como os rins não funcionam adequadamente, o equilíbrio entre esses dois minerais está prejudicado. Assim, a eliminação de fósforo pela urina diminui, acumulando-o no sangue. 




Uma diálise adequada, ajuda a retirar uma parte do fósforo acumulado no sangue. 




Altos níveis de fósforo no sangue facilitam a retirada de cálcio dos ossos. Esta situação de desequilíbrio dos sais minerais pode levar à doença óssea, que provoca dores, enfraquecimento e quebra dos ossos. Outros sintomas são: coceiras em todo o corpo e calcificação (endurecimento) dos tecidos moles, como vasos sanguíneos, coração e pulmões, devido ao acumulado de cálcio e do fósforo nestes locais. 




Dado que o fósforo existe em quase todos os alimentos e não é eliminado em contato com a água (como o potássio ), os médicos descobriram uma classe de medicamentos para impedir a sua acumulação, o uso de quelantes de fósforo. Administrando Renagel (Sevelamer) ou carbonato de cálcio ou acetato de cálcio ou alumínio (indicado apenas por períodos curtos, em casos excepcionais, pois é um metal pesado e deposita-se nos ossos) junto com as refeições, estes se ligam ao fósforo ainda no aparelho digestivo e que, assim,será eliminado nas fezes. 




Sevelamer (Renagel) – usado como quelante de fósforo, produto não absorvível, faz parte da lista de Medicamentos Excepcionais do Ministério da Saúde. 




Também neste caso o seu médico assistente saberá aconselhar a dose indicada. 




DICAS ÚTEIS e IMPORTANTES: 




1- Principais alimentos ricos em fósforo 




• Carnes em geral: boi, frango, peixe e porco; 
• Leite e derivados de leite: queijo, iogurte, requeijão, ricota e doces à base de leite, como sorvete, doce de leite, chocolate; 
• Ovos: gema; 
• Feijão e outros “feijões”: como a lentilha, grão de bico e soja. 




Além de ricos em fósforo, esses alimentos são as principais fontes de proteínas na alimentação, e todo paciente em diálise precisa comer quantidades adequadas de proteínas. 




2- Alimentos ricos em fósforo que não devem ser consumidos: 




Existem também outros alimentos ricos em fósforo que não são necessários na sua alimentação diária: 




• Outras carnes: sardinha, miúdos de frango, fígado de vaca, lingüiça, salsicha, presunto; 
• Amendoim e preparações à base de amendoim, castanha de caju, nozes ou avelã; 
• Bebidas: cerveja e refrigerantes à base de cola (Coca-Cola, Pepsi), chocolates. 




3- Como reduzir o fósforo elevado no sangue? 




Uma alimentação com pouco fósforo, adequando-se a quantidade, e/ou uso de um quelante de fósforo pode ajudar. Os quelantes de fósforo mais usados atualmente são Renagel, Acetato de Cálcio ou Carbonato de Cálcio. 




Os quelantes devem ser tomados durante as refeições e lanches que contenham alimentos com grande quantidade de fósforo, conforme orientação do médico ou nutricionista. 




O QUE É UM QUELANTE? 




O quelante é um medicamento que tem a função de evitar que o fósforo do alimento vá para o sangue. Ele gruda no fósforo presente no alimento, sendo eliminado através das fezes. 




A quantidade e o tipo de quelante que deverá ser tomado vai depender da orientação do médico ou nutricionista. 




Não esqueça de tomar o quelante caso você coma algum tipo de lanche, fora das refeições habituais, que contenha leite, queijo, carne, frios ou preparações à base destes alimentos, como por exemplo, pudins, coxinha de frango, pastel de queijo ou carne, pizza etc. 




Quelante pode e deve ser tomado durante a diálise caso você coma alimentos com fósforo. 




Tenha sempre uma quantidade de seu quelante em seu bolso ou bolsa, pois você pode querer comer algum alimento rico em fósforo fora de seu horário habitual e precisa tomar seu Quelante imediatamente . 




Lembre-se ALIMENTO RICO EM FÓSFORO + QUELANTE = SAÚDE !! 




Vitaminas 




As vitaminas são essenciais à vida e devem ser adquiridas através de uma alimentação correta. Podemos dividi-las em dois grupos: 




• Vitaminas solúveis na água, como as vitaminas B e C. Encontram-se fundamentalmente nas frutas e legumes; 




• Vitaminas solúveis nas gorduras, como as vitaminas A, D, E e K , que são encontradas em determinados alimentos gordurosos. 




Durante cada sessão de diálise, ocorre perda de vitaminas hidrossolúveis, porém a necessidade de suplementação de vitaminas deve ser individualizada e depende da avaliação nutricional completa e freqüente. Consulte seu nefrologista e nutricionista sobre a sua suplementação vitamínica. 




Líquidos 




A água é indispensável à vida, constituindo 60% do nosso corpo. Para se ter uma idéia da sua importância, basta pensar que em um indivíduo que pesa 70 kg, 42 kg são de água. 
Quando os rins funcionam normalmente, o controle de líquido é feito pela excreção de urina. Quando os rins não funcionam, normalmente o excesso de líquido fica retido no organismo. Esse líquido extra pode causar: 




• Dificuldade de respiração; 
• Inchaço no calcanhar e nos pés, mão e também ao redor dos olhos. 
• Aumento da pressão arterial. 




DICAS ÚTEIS e IMPORTANTES: 




1- O consumo de líquidos deve ser o suficiente para ganhar de 1 até 3 Kg entre as sessões de diálise. 




2- No conceito de água, englobar tudo o que seja líquido e úmido. Portanto, água é igual a sopa, fruta, salada, gelatina, café e demais bebidas, leite, gelo, pudim. Um melão, por exemplo, contém 93% de água. Portanto se você ingerir um desses alimentos, deverá descontar da quantidade de líquidos permitida. 




3- Utilize uma garrafa medidora. Preencha essa garrafa de água com quantidade de líquido liberada para seu consumo diário (ex. 500ml ou 800ml), conforme você vai bebendo ou consumindo alimento rico em líquido, vai retirando da garrafa a mesma quantidade de água. Quando a garrafa estiver vazia é sinal que você já consumiu sua cota diária de líquido 




4- Diminua a quantidade de sal da sua alimentação, pois sal provoca sede e retém líquido (fica mais inchado). 




5- Mastigue chicletes 




6- Chupe bala de hortelã. Se for diabético utilize sem açúcar. 




7- Congele água com limão em bandejas de gelo e chupe quando tiver muita sede. Cada pedra de gelo tem em torno de 30 ml de líquido. 




Como explicamos anteriormente, a água acompanha o sódio e é igualmente responsável pela sobrecarga de líquidos: aumento de peso, inchaço, hipertensão e até insuficiência cardíaca. Também com relação à água, seu nefrologista dirá quanto de líquido você deverá ingerir diariamente. 
Conhecendo a Pirâmide dos Alimentos 




A seguir daremos algumas informações para que você possa equilibrar de maneira correta seu consumo total de alimentos, para isso iremos utilizar o Guia Alimentar da Pirâmide dos Alimentos, publicado em 1992 pelo Departamento de Agricultura e os Departamentos de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos 




Os alimentos de cada grupo contribuem com diferentes tipos e cotas de nutrientes. Nenhum grupo é mais importante que o outro, para obter boa saúde todos os grupos são necessários. 
Grupo dos Pães, Cereais, Arroz e Massas 




Esse grupo de alimentos fornece carboidratos complexos, que são importantes fonte de energia. Os alimentos desse grupo também são importante fonte de vitaminas, minerais e fibras. 




• Atenção para a Saúde 




- Para obter fibras: escolha alimentos feitos de grãos integrais, tais como pão e cereais integrais. 




- Escolher com maior frequência alimentos feitos com pouco açúcar ou gordura, tais como pães, arroz e massas. Os diabéticos não podem utilizar alimentos com açúcar 




- Atenção à quantidade de gordura e açúcar adicionado, tais como recheios, temperos ou molhos. 




- Alimentos prontos como biscoitos, bolos, croissants, fazem parte desse grupo, mas são riquíssimos em gordura, sal e açúcar. Utilize-os com moderação. 




- Freqüentemente, os alimentos integrais são ricos em fósforo – utilizar seu quelante. 




Grupo dos Vegetais 




Esse grupo de alimentos fornece vitaminas como vitaminas A , C, ácido fólico e minerais como potássio, ferro e magnésio. São naturalmente pobres em gordura e alguns tipos são fontes importantes de fibras. 




• Atenção para a Saúde 




- Diferentes tipos de vegetais fornecem diferentes nutrientes – é importante oferecer uma dieta variada nos mais diversos vegetais. 




- Por alguns vegetais serem ricos em água e potássio recomendamos o consumo controlado. 
- Utilize as dicas já descritas para diminuir a quantidade de potássio dos vegetais. 
- Vegetais ricos em potássio: couve-flor, espinafre, cogumelo. 




- Adicionar o mínimo possível de gordura à verduras durante o preparo. Cuidado com a adição de cremes, molho e maionese, pois contam como fonte de gordura e fósforo. 




Grupo das Frutas 




Esse grupo de alimentos fornece vitaminas como vitaminas A e C, minerais como ferro, potássio e magnésio e fibras. São naturalmente pobres em gordura e sódio. 




• Atenção para a Saúde 




- Optar por frutas frescas. Frutas em lata contêm muito açúcar, sódio e potássio como conservante. 




- Consumir frutas inteiras freqüentemente – são mais ricas em fibras, quando comparadas com os sucos. 




- Por algumas frutas serem ricas em água e potássio recomendamos o consumo controlado. 
- Utilize as dicas já descritas para diminuir a quantidade de potássio das frutas. 
- Frutas ricas em potássio: água de coco, banana, damasco, frutos secos (figos, passas, ameixas, cerejas e etc.). 




- Escolha frutas com baixo teor de água. 




-Não coma carambola – é tóxica para o hemodialisado. 




Grupo do Leite, Queijos e Iogurte 




Produtos lácteos fornecem proteína, vitaminas e minerais. Leite, queijo e iogurte são ótimas fontes de proteína de alto valor biológico, cálcio e fósforo. 




• Atenção para a Saúde 




- Escolher leite e iogurte com baixos teores de gordura e sal. 




- Por serem ricos em fósforo você precisa consumir apenas sua recomendação diária e fazer uso do quelante de fósforo 




- O leite contém 90% de água que deve ser incluída na sua dose de líquido diária. 




Grupo das Carnes, Aves, Peixes, Ovos, Feijão e Nozes 




Carnes, aves e peixe fornecem proteínas, vitaminas do complexo B, ferro e zinco. Ovos, feijão e nozes fornecem proteínas e algumas vitaminas e minerais, como o fósforo. 




• Atenção para a Saúde 




- Escolher carne magra e prepará-la com pouca gordura: 
- Retirar toda gordura aparente. 
- Grelhar, assar ou cozinhar, em vez de fritar. 




- Por serem ricos em fósforo você precisa consumir apenas sua recomendação diária e fazer uso do quelante de fósforo 




- Consumir gemas de ovos com moderação, pois são fonte de colesterol e de fósforo. 




- Consumir com moderação nozes e sementes, pois são ricas em gordura, fósforo e potássio. 




Gorduras, Óleos e Doces 




Consumir esporadicamente. 
• Atenção para a Saúde 




- Atenção ao consumo biscoitos recheados, eles são ricos em gordura, açúcar e sal. 




- Controlar o consumo de batatas fritas e biscoitos tipo "cheetos", pois são ricos em gordura e sal. 




- Verificar os rótulos dos produtos prontos. Atenção à quantidade de calorias, açúcar, gorduras totais, gordura saturada, colesterol e sal . 




- Reduzir a quantidade de gordura das receitas. 




CONSELHOS DIETÉTICOS PRÁTICOS PARA A HEMODIÁLISE 




Se você observar atentamente este conjunto de regras básicas e utilizar corretamente as tabelas, verificará que pode variar bastante a sua dieta, apesar das restrições impostas pela sua situação e pela sua diálise, sempre sob o controle do médico nefrologista ou da nutricionista. 




Daremos ainda alguns conselhos práticos para a sua “ dieta individual ”, os quais permitirão um controle adequado de substâncias tão importantes como o sódio, o potássio, o fósforo e as proteínas. 




CONSELHOS PARA QUANDO COMER FORA DE CASA 




Uma dieta, mais ou menos severa, não deve impedir a sua vida social, nem a ida a restaurantes. Pode fazê-la, desde que: 




1 - Peça que não seja adicionado sal aos pratos; 
2 - Escolha os grelhados; 
3 - Controle as quantidades; 
4 - Evite pratos ricos em proteínas, sódio ou potássio. 




Peixe, Carne ou Marisco 




- Quase todos podem ser grelhados; 




- Os pratos que incluírem tomate ou cogumelos não deverão conter batatas (rica em potássio), que deverão ser substituídas por arroz ou massa; 




- Os ingredientes dos molhos devem ser examinados atentamente. 




Batatas 




- Cozidas ou em purê. 




Vegetais 




- Escolha os que são menos ricos em potássio, ou tente reduzir a quantidade se não for possível evitá-los; 




- Os condimentos (vinagre, limão etc) podem ser usados livremente. 




Sobremesas 




- Escolha frutas menos ricas em potássio ou compota de fruta; 




- Pode também recorrer a bolos secos (biscoitos etc); 




- Procure também evitar os doces à base de ovo ou que contenham fruta seca ou chocolate. Poderá ingeri-los apenas se a refeição tiver sido pobre em potássio. 




Bebidas 




- Reduza a dose diária; 




- Beba menos no dia anterior; 




- Escolher bebidas “mini”, tomando-a em pequenos goles para durar mais.

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