21 de jun. de 2012

Histeroscopia Cirurgica - indicações, contra indicações e complicações.

Meninas algumas de vcs sabem que vou operar então foi pensando nisso que resolvi pesquisar mais a fundo a respeito dessa cirurgia então vamos lá:


                                                                   INDICAÇÕES
 Baixa complexidade:

  • Lise de sinéquias mucosas 
  • Cateterismo tubáreo 
  • Biópsia de endométrio 
  • Retirada de Diu ou corpos estranhos 
Média complexidade:

  • Polipectomias 
  • Endometrectomia 
  • Lise de sinéquias musculares 
  • Miomectomia de miomas sub mucosos 
Alta complexidade:  

  • Septoplastia 
  • Lise de sinéquias fibrosas 
  • Miomectomia de miomas com porção sub mucosa e intra mural 
 Sangramento Uterino Anormal (Sua)
Abaixo de 35 anos:
Nessa idade, mais comumente encontramos boa resposta ao tratamento hormonal da metrorragia. Em caso de falha terapêutica, devemos suspeitar da existência de um fator mecânico como um pólipo ou mioma submucoso. A histeroscopia é o método de escolha para diagnóstico destas patologias e a histeroscopia cirúrgica é uma excelente indicação para o seu tratamento na maioria dos casos.


Acima de 35 anos:
A partir dessa faixa etária, além das metrorragias por alterações hormonais ligadas à peri menopausa e também aos pólipos e miomas, não podemos esquecer das provocadas por hiperplasias e adenocarcinomas.


A histeroscopia é um excelente método para o diagnóstico dessas patologias, nos permitindo fazer biópsias assistidas ou dirigidas. Porém devemos excluir a patologia maligna para o tratamento histeroscópio da metrorragia. Inicialmente, a histeroscopia cirúrgica foi encarada como uma potencial panaceia no tratamento do SUA. Com o passar do tempo, foi sendo reconhecido que a técnica tem suas limitações e depende de ser muito bem indicada, para obtenção de bons resultados.


Infertilidade, abortamentos de repetição:
Podem ser provocados tanto por sinéquias como por malformações uterinas como septos, que podem, serem corrigidas por histeroscopia cirúrgica. Para estas indicações, a histeroscopia cirúrgica é o método considerado "gold standard", sendo sempre o de primeira escolha.


DIUs perdidos e corpos estranhos:
Quando o fio do DIU não está visível e não conseguimos removê-lo ambulatorialmente ou nos encontramos, por exemplo, diante de uma metaplasia óssea de difícil remoção, podemos recorrer à histeroscopia cirúrgica para a retirada do corpo estranho.


                                                                     CONTRA-INDICAÇÕES


Existem poucas contra-indicações para a realização de uma cirurgia vídeo histeroscópica, sendo que a mais absoluta é a inexperiência do endoscopista na realização do procedimento proposto.
Não existe nenhuma área em que a cirurgia ginecológica pode estar sujeita a desastres tão súbitos e catastróficos, diante de uma deficiência no treinamento do cirurgião.


Contra-indicação absoluta:
  • Cirurgião inexperiente 
  • Patologia maligna. 
  • Infecção ativa. 
  • Histerotomia ou perfuração uterina há menos de 4 semanas. 
Contra-indicações relativas: 

  • Doença cárdio-respiratória grave. 
  • Sangramento uterino ativo. 

                                                            COMPLICAÇÕES 




A incidência de complicações na cirurgia histeroscópica, a exemplo de qualquer outro tipo de cirurgia, depende dos cuidados profiláticos que forem tomados. Apesar de ser um procedimento aparentemente fácil, não deve ser vendida ao paciente a impressão de ser totalmente inócuo e isento de complicações.Quando se utiliza todo o rigor da técnica e equipamentos adequados, realmente a incidência de complicações graves é pequena, mas quando ocorrem podem ser muito devastadoras, chegando a óbito da paciente.
Devem ser observados três princípios básicos para se minimizar o risco de complicações:
  1. Instrumental adequado e em bom estado de conservação.
  2. Indicação cirúrgica e seleção do paciente criteriosas.
  3. Adequado treinamento e experiência do cirurgião e de sua equipe.
As complicações podem ser divididas nas gerais e nas específicas do procedimento.
Gerais:
  Anestésicas
 Infecções

 Específicas: 
 Lacerações de colo.

Podem ser minimizadas através do uso de creme de estrógenos por via vaginal por 2 a 3 semanas nas pacientes climatéricas. O uso de prostaglandina intra vaginal facilita muito a dilatação do colo, devido ao amolecimento de seu estroma. Em nosso meio dispomos de misoprostol, utilizando-se dentro da vagina, um comprimido partido em quatro pedaços 1-2 horas antes do procedimento. Durante a dilatação cuidado ao se utilizar as velas de Hegar.

Perfuração uterina: As perfurações são mais freqüentes durante a dilatação do colo do que no ato cirúrgico propriamente dito. Além dos cuidados supracitados, devemos fazer uma histeroscopia com a ótica com camisa diagnóstica, antes de iniciarmos a dilatação do colo. Com isso, já fazemos uma dilatação prévia sob visão e podemos avaliar tanto a endocérvix, como a cavidade uterina, minimizando o risco de uma perfuração. Durante o ato cirúrgico devemos tomar todo o cuidado com o uso da alça do ressectoscópio próximo aos óstios tubáreos, que é uma região muito delgada e propensa a perfurações. Nunca devemos utilizar a alça do ressectoscópio no sentido ótica à fundo uterino e sim no sentido fundo ótica.


Fonte:http://histeroscopia.med.br/index/?q=node/62                                             

20 de jun. de 2012

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17 de jun. de 2012

Problemas na tireoide podem prejudicar fertilidade da mulher

Os distúrbios que afetam a tireoide podem ser mais uma causa dos problemas de fertilidade. O fenômeno acontece porque o ciclo menstrual e a ovulação .... Foto: Shutterstock/Especial para Terra
Os distúrbios que afetam a tireoide podem ser mais uma causa dos problemas de fertilidade. O fenômeno acontece porque o ciclo menstrual e a ovulação dependem diretamente do bom funcionamento da glândula. Se há alguma irregularidade, o ciclo fértil da mulher também sofre mudanças, o que acaba interferindo na fertilidade feminina. 

De acordo com Marcio Coslovsky, ginecologista e diretor da clínica de reprodução humana Primórdia, do Rio de Janeiro, os tratamentos dos distúrbios podem ser a solução para o problema de fertilidade. "Se a tireoide for a única causa, e a paciente for jovem, nós tratamos e ela vai tentar engravidar naturalmente. Caso a mulher já tenha idade mais avançada, vamos iniciar o tratamento para o distúrbio aliado a uma das técnicas de reprodução assistida", afirma. 

Problemas na tireoide durante a gestação
Casos de descontrole do hipotireoidismo (quando a tireoide funciona menos que o necessário e o metabolismo fica abaixo do esperado) ou do hipertireoidismo (quando a glândula funciona de maneira muito acelerada) durante a gestação podem representar um grande risco para o bebê. 

"Quando a tireoide de uma gestante funciona de maneira errada, as chances de abortamento no primeiro trimestre da gravidez são muito altas e a probabilidade de parto prematuro também é alta", diz Marcio. 

Tratamento para mulheres grávidas
Segundo o médico, para passar bem pelos nove meses de gestação, a futura mãe deve tratar o distúrbio da tireoide e fazer um pré-natal que acompanhe o desenvolvimento da doença. A relação entre o obstetra e o endocrinologista deve ser efetiva durante o período. 



As medicações que controlam o hipotireoidismo durante a gravidez podem ser as mesmas que são utilizadas em qualquer outra situação. A diferença é que ela é ministrada em doses maiores. No caso do tratamento para o hipertireoidismo, os remédios devem ser bem controlados, porque podem influenciar a saúde do feto.


Fonte:http://vidaeestilo.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI5836315-EI20142,00-Problemas+na+tireoide+podem+prejudicar+fertilidade+da+mulher.html

16 de jun. de 2012

Perguntas mais frequentes sobre endometriose


A endometriose e a infertilidade estão sempre juntas?
Não, a endometriose é uma das causas de infertilidade sendo diagnosticada em cerca de 25% a 50% das mulheres inférteis. Dentre as portadoras de endometriose cerca de 30% a 50% são inférteis. Em 5% das mulheres férteis submetidas a laqueadura tubária foi diagnosticada endometriose. Sabe-se que a endometriose diminui as taxas de gravidez em ciclos de inseminação e de fertilização in vitro em mulheres portadoras da doença.

Porque a endometriose causa infertilidade?
A endometriose produz uma diminuição na taxa de fecundidade em mulheres portadoras da doença. Os mecanismos exatos pelos quais a endometriose causa infertilidade ainda não esta totalmente esclarecido. Nos casos em que há formação de aderências tubárias, ovarianas e distorção da anatomia pélvica que interferem com a ovulação, a captura do óvulo e o transporte do mesmo pelas trompas é fácil entender esta relação. Entretanto, em muitos casos a endometriose causa infertilidade mesmo quando não há aderências ou alterações tubo-ovarianas. Estudos demonstraram que a endometriose pode alterar a função do líquido peritoneal, alterar a produção hormonal, provocar anormalidades na ovulação, e interferir na implantação embrionária. Todos estes fatores isolados ou associados podem levar a infertilidade feminina.

Mulher com endometriose consegue engravidar?
Sim. As mulheres com endometriose tem sim grandes possibilidades de engravidar. Fatores como idade da mulher, grau da doença e reserva ovariana são extremamente importantes nesta avaliação. Algumas mulheres poderão engravidar espontaneamente nos casos mais leves. Outras engravidarão após tratamento cirúrgico e outras vão precisar de tratamento com reprodução assistida (fertilização in vitro  ou inseminação) para conseguir engravidar. 

O marcador CA-125 é um bom método para o diagnóstico da endometriose?
Não! O CA-125 é uma proteína usada como marcador de algumas doenças como o câncer de ovário e a endometriose entre outros. Quando comparado à laparoscopia o CA - 125  não tem valor no diagnóstico da endometriose. Seu maior problema é que o marcador não é específico para a endometriose, podendo estar aumentado em casos de câncer de ovário, inflamações na pelve, miomas e outras patologias que afetam o peritônio. O fato de vir resultado baixo não exclui a presença de endometriose assim como o fato de estar elevado não confirma o diagnóstico da doença.

A endometriose pode virar câncer?
Não, a endometriose é uma doença benigna que não se transforma em câncer.

Todo endometrioma de ovário deve ser operado?
Não! Endometriomas pequenos até 3,0cm em pacientes com diagnóstico prévio de endometriose através de laparoscopia e assintomáticas não precisam ser submetidas a nova laparoscopia. Entretanto, devem ser acompanhadas constantemente para avaliar o crescimento do endometrioma ou o surgimento de sintomas.

Quando a mulher deve suspeitar de endometriose?
Sempre que apresentar sintomas sugestivos da doença como dor tipo cólica no período menstrual, dor na relação sexual, dor para evacuar, sangramento nas fezes e infertilidade associada. Em geral os sintomas da doença começam antes dos 20 nos de idade e podem se acentuar com o passar dos anos.

É possível prevenir o aparecimento da endometriose?
Não! Ainda não sabemos a origem exata da doença e não temos um marcador genético ou molecular que possa nos predizer quem terá ou não endometriose. Tão pouco temos uma medicação ou comportamento que seja eficaz na prevenção do desenvolvimento ou agravamento da doença.

Os ginecologistas estão todos preparados para tratar a endometriose?
Em tese todos os ginecologistas devem ser capazes de identificar as pacientes com suspeita clinica de endometriose, assim como solicitar exames complementares para confirmação da doença. Entretanto, a endometriose é uma doença ainda muito enigmática tanto no seu aparecimento quanto no seu tratamento. O pensamento atual é que pacientes com esta doença deve ser acompanhadas por profissionais especializados em centros especializados em endometriose.

A endometriose sempre evolui para doença profunda de intestino e/ou de bexiga?
Não! Cerca 20% das mulheres com endometriose vão desenvolver a forma mais grave da doença - endometriose severa ou infiltrativa profunda. O órgão pélvico fora do sistema reprodutivo mais afetado pela doença é o intestino, em especial o reto e o sigmóide. Em seguida o sistema urinário é o mais afetado principalmente a bexiga e o ureter.


14 de jun. de 2012

Exames indispensáveis que toda mulher precisa fazer

Cuidados preventivos são as melhores formas de manter a saúde em dia. Por isso, visitar um ginecologista pelo menos uma vez por ano deve fazer parte da rotina de toda mulher depois da primeira menstruação.


"Além da consulta periódica, adotar hábitos saudáveis e manter os exames em dia - desde a primeira relação sexual até o período da pós-menopausa - são fundamentais para proteger a saúde", diz a ginecologista Maria Luisa Nazar, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. O Minha Vida reuniu especialistas no assunto para listar os cuidados e exames essenciais de acordo com cada fase da vida feminina. 

Em todas as idades
Há alguns exames de rotina que devem marcar presença durante toda a vida da mulher: glicemia, colesterol total e suas frações, triglicerídeos, creatina (avaliação da função renal), TGO e TGP (avaliação da função hepática), hemograma e exame de urina. 


Independente da idade, todos os especialistas reforçam que a consulta rotineira ao ginecologista é fundamental. "Com o início da puberdade, o sistema reprodutor feminino pode sofrer algumas complicações, daí a importância do acompanhamento médico periódico", explica a ginecologista Maria Luisa Nazar, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. 


O médico patologista Paulo Roberto Oliveira, diretor do Laboratório PATHOS, também recomenda outro hábito preventivo essencial: controlar o peso com exercícios físicos e alimentação balanceada. "Se ocorrer acúmulo excessivo de tecido adiposo no corpo, o equilíbrio entre todas as funções dos órgãos é afetado, favorecendo o aparecimento de diversas doenças, inclusive, câncer", alerta.  

Casal jovem dando risada - Foto: Getty ImagesAos 20 anos (ou ao iniciar as relações sexuais) 
Alguns cuidados preventivos são necessários antes mesmo de começar a vida sexual. "Indico a vacinação contra a infecção por HPV, responsável pela transmissão do condiloma e da maioria dos cânceres de colo do útero, e para Hepatite B", indica a médica patologista Ana Letícia Daher, do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica. 


De acordo com o INCA, o câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina - atrás apenas do câncer de mama - e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. O Ministério da Saúde também registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV no país, vírus responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero. 


Para a mulher que já teve a primeira relação sexual, o exame de Papanicolau deve entrar na lista de exames rotineiros. "O objetivo é avaliar o colo uterino em busca de células alteradas para indicar a necessidade de outros exames, como colposcopia e biópsia", explica o oncologista Charles Pádua, diretor do Cetus-Hospital Dia. 


A ginecologista Maria Luisa também recomenda ultrassom pélvico transvaginal e de mamas, colposcopia, vulvoscopia, captura hibrida e exames de sangue. "Eles ajudam na prevenção de lesões no colo do útero, miomas, cistos nos ovários, infecções, endometriose, entre outros problemas", esclarece.  

Recém-casados - Foto: Getty ImagesAntes de engravidar
Na hora de planejar o bebê, os exames de rotina (colesterol, glicemia, entre outros) devem ser os primeiros a serem feitos. "Além deles, o médico pode pedir uma histerossalpingografia - exame de raios-x realizado com contraste - e uma histeroscopia - exame endoscópico -, que servem para avaliar mais profundamente sistema reprodutivo", conta a ginecologista Maria Luisa Nazar. 


Também são indicados os exames sorológicos que pesquisam a imunidade contra determinadas doenças, como rubéola, toxoplasmose e citomegalovirose. "Quando acontecem durante a gestação, essas enfermidades podem prejudicar a saúde do feto, provocando problemas de visão, retardo mental, defeitos congênitos e até morte", justifica Maria Luisa. 

Grávida com a mão na barriga - Foto: Getty ImagesPré-natal
A realização de exames na gravidez é de suma importância para diminuir os riscos de doenças e até de morte da mãe e do bebê. "Destaco hemograma para avaliar presença de anemia, tipagem sanguínea, glicemia de jejum, avaliação da função tireoidiana (TSH) e ultrassom transvaginal ou pélvico", orienta a médica patologista Ana Letícia. As sorologias também devem ser realizadas: sífilis, HIV, toxoplasmose, rubéola e hepatites B e C.  

Mulher conversando com a médica - Foto: Getty ImagesAos 30 anos 
De acordo com a médica patologista Ana Letícia, doenças relacionadas ao aparelho genital feminino ainda são o foco nesta fase da vida. "Portanto, colpocitologia oncótica, colposcopia e ultrassonografia devem ser mantidos na rotina", afirma. 


O rastreamento do câncer de mama com exame clínico e mamografia também pode ser necessário em mulheres com histórico na família. "Mulheres com parentes de primeiro grau que tiveram a doença antes dos 50 anos, ou que tiveram câncer bilateral de mama ou ovário em qualquer idade, já devem começar com os exames nesta fase", orienta Ana Letícia. 

Mulher fazendo ultrassom de tireoide - Foto: Getty ImagesAos 40 anos 
"Os 40 anos são um marco, pois nessa idade a mamografia passa a fazer parte do check-up feminino", conta a ginecologista Maria Luisa. Segundo o INCA, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. 


Também é importante acrescentar uma avaliação cardiológica nessa fase, já que ocorrem alterações hormonais que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares. 


O hipotireoidismo pode afetar com mais frequência nas mulheres após os 40. "Portanto, uma avaliação dos hormônios tireoidianos deve ser realizada, associado a um ultrassom de tireoide", recomenda Ana Letícia.  

Casal na faixa dos 50 anos - Foto: Getty ImagesAos 50 anos 
Com a chegada da menopausa, as chances de osteoporose são maiores e a densitometria óssea torna-se ainda mais importante." O risco de a mulher após a menopausa apresentar doenças relacionadas ao coração passa a ser de duas a três vezes maior", afirma Ana Letícia. Por isso, também é preciso cuidado redobrado com o órgão cardíaco. 


Nessa fase, as chances de câncer passam a ser maiores. "Os cânceres de mama, cólon e colo uterino são os mais comuns", conta o oncologista Charles Pádua. Ele recomenda continuar com mamografia, Papanicolau e exames de sangue e ainda reforça a necessidade de realizar colonoscopia. "É comprovado cientificamente que esse exame ajuda a identificar tumores que afetam os intestinos grosso e reto, prevenindo a morte causada por esse câncer", diz o médico.  

Mulher fazendo exames - Foto: Getty ImagesAos 60 anos 
Os exames são os mesmos, mas precisam ser ainda mais frequentes. Cuidados com a osteoporose devem ser intensificados, com a realização periódica da densitometria óssea. "Além disso, a ida ao cardiologista para prevenção da hipertensão arterial e doenças do coração deve ser uma regra", orienta a médica patologista Ana Letícia. Os demais exames, como dosagem do colesterol, glicemia, cálcio e hemograma também não podem deixar de ser realizados. 

Diferenças entre hipotireoidismo e o hipertireoidismo

Cerca de 15% da população sofre com problemas na tireoide, o que coloca essas doenças entre as que mais atingem os brasileiros, principalmente o sexo feminino, de acordo com o censo do IBGE, Outro dado da instituição afirma que cinco milhões de mulheres não sabem que tem algum tipo de disfunção na tireoide por falta de conhecimento dos sintomas.

"Os maus que mais acometem a tireoide são o hipotireoidismo, o hipertireoidismo e a aparição de nódulos benignos nessa glândula. Todas essas alterações podem ser tratadas sem maiores problemas se diagnosticadas rapidamente. Contudo, como os sintomas são difíceis de detectar, uma grande parte das pessoas que sofre com problemas na tireoide não consegue identificar o problema". 
A tireoide, que se localiza no pescoço, libera dois hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo, o T3 (tri-iodotironina) e o T4 (tiroxina). Eles regulam a velocidade do metabolismo e interferem no desempenho de órgãos importantes, como o coração, rins e também no ciclo menstrual. Por isso, qualquer disfunção na tireoide afeta várias funções vitais do nosso corpo. É importante, portanto, conhecer as principais diferenças entre as duas doenças mais comuns na tireoide: o hipotoreoidismo e o hipertireoidismo. 

O hipotireoidismo

O hipotireoidismo pode ser classificado como a baixa produção dos hormônios produzidos pela tireoide. O sexo feminino é mais afetado com essa falha na produção no T3 e T4. Estimativas feitas pelo IBGE dizem que atinja cerca de 10 vezes mais as mulheres do que os homens. Isso acontece principalmente no climatério, última menstruação antes da menopausa, quando o tipo mais comum de hipotireoidismo, a Tireoidite de Hashimoto, se mostra mais comum. O hipotireoidismo pode ser causado por uma série de motivos, embora o mais frequente seja uma variação autoimune, quando o próprio corpo começa a atacar a tireoide. Esse tipo de hipotireoidismo é classificado como Tiroidite de Hashimoto. "A doença de Hashimoto corresponde a 95% dos casos de hipotireoidismo. Ela acontece quando os próprios anticorpos do organismo encaram a glândula tireoide como um corpo estranho no organismo.
"Os sintomas de hipotireoidismo podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está desacelerado"
Outro fator que pode causar o hipotireoidismo é a quantidade de iodo no organismo. Tanto altas doses como baixos níveis dessa substância no organismo podem afetar a produção dos hormônios T3 e T4.  

Sintomas

Os sintomas podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está desacelerado, como menor número de batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, diminuição da memória, cansaço excessivo e dores musculares.

Outros sintomas como pele seca, queda de cabelo, ganho de peso, aumento de colesterol no sangue e alterações no humor - que normalmente leva à depressão-, também são observados em pessoas que têm hipotireoidismo. "Esses sintomas não aparecem repentinamente, ou em conjunto, e podem variar de pessoa para pessoa", diz Glaucia Duarte. Por isso, é difícil fazer o diagnóstico precocemente. 

Alimentação

A alimentação não determina o surgimento da doença. Como fator de proteção, os alimentos ricos em selênio são uma boa opção. O selênio parece contribuir para o bom funcionamento tireoidiano. Além disso, este mineral tem um papel antioxidante, que também age no controle de radicais livres que podem causar danos às células saudáveis do corpo. As melhores fontes de selênio encontradas na natureza são peixes, alho, cebola, pepino e cogumelo.
Outro nutriente que pode fazer bem a tireoide é o iodo. Os fabricantes de sal de são obrigados por lei a colocar uma quantidade de iodo que possa prevenir doenças na tireoide. A ingestão de frutos do mar e algas, também ajuda a aumentar os níveis de iodo no organismo. Não é preciso salgar demais a comida, já que ingerir mais do que seis gramas de sal e de iodo pode até ser prejudicial à saúde da tireoide. 
existem alimentos conhecidamente bociogênicos (causadores do aumento do volume da tireoide), e seu consumo não deve ser exagerado, já que, somados com outros fatores como pré-disposição genética e falta de iodo no organismo, podem causar problemas na tireoide. Entre esses alimentos estão o repolho, couve-de-bruxela, brócolis, espinafre e couve-flor. 

Tratamento

O tratamento consiste na reposição hormonal, em geral, à base de levotiroxina (L-T4). O comprimido é tomado uma vez ao dia, cedo, em jejum. Solicita-se que a alimentação ocorra somente após 30 minutos da ingestão da medicação, pois os alimentos aumentam o pH estômago, diminuindo a absorção da levotiroxina.

O hipertireoidismo


O hipertiroidismo, mesmo sendo um pouco menos comum que o hipotireoidismo, ainda afeta milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE. Assim como o hipotireoidismo, o hipertireoidismo é mais comum nas mulheres. O sexo feminino está mais propenso a ter essa doença. Os números da Organização Mundial da Saúde estimam que as mulheres sofrem até cinco vezes mais com o hipertireoidismo do que os homens. 

Causas

A causa mais comum de hipertiroidismo é quando a glândula da tireoide encontra-se exageradamente ativa, produzindo uma excessiva quantidade de hormônios, condição denominada também de bócio difuso tóxico ou Doença de Graves.

Outros problemas, como tumores e excesso de iodo no organismo também podem fazer com que a tireoide passe a produzir uma quantidade maior de T3 e T4, causando assim mudanças em todo o corpo.  

Sintomas

Os principais sintomas do hipertireoidismo são o oposto do hipotireoidismo, ou seja, irregularidade e aceleração nos batimentos cardíacos, geralmente acima de 100 batimentos por minuto, nervosismo, mãos trêmulas e sudoreicas, ondas de calor repentinas, intestino solto, perda de peso acentuada sem intenção.

Alguns sintomas, no entanto, são os mesmos como enfraquecimento e queda de cabelos, fraqueza e dores musculares e alterações no ciclo menstrual. Ela também aumenta as chances de aborto e acelera a perda de cálcio dos ossos, com aumento do risco de osteoporose e fraturas. "A semelhança entre os sintomas é um fator que dificulta o diagnóstico do tipo de doença na tireoide. Por isso que os exames TSH sérico e ultrassom da tireoide são essenciais para fazer o diagnóstico".

Alimentação

O excesso de ingestão de iodo (alimentos ricos em iodo: ostras, moluscos e outros mariscos e peixes de água salgada, algas, consumo excessivo de sal iodado) pode, em indivíduos predispostos, levar ao quadro de hipertiroidismo e suas complicações (arritmias cardíacas, por exemplo), principalmente em idosos. 

Tratamento

O tratamento com medicamentos específicos, como Tapazol ou Propiltiouracil, que reduzem a função tireoidiana e controlam a produção hormonal pela tireoide, é o mais comum. Esses dois medicamentos são administrados pela via oral, e devem ser receitados por um médico. 
Outro tratamento bastante comum é com iodo radioativo, mais conhecido como radiodoterapia. Durante esse tratamento, a glândula tireoide absorve o iodo da circulação e quando ele penetra na glândula, começa a destruí-la lentamente. Esse processo pode durar meses, mas tem efeito definitivo. 



Os principais sintomas do hipertireoidismo são o oposto do hipotireoidismo, ou seja, irregularidade e aceleração no metabolismo.


Útero didelfo

Explicação Útero Didelfo
O útero Didelfo é uma má formação uterina, onde a mulher possui então dois úteros distintos. Afeta 10 mulheres em 20 mil e mesmo que rara, existem alguns casos de gravidez com útero didelfo.


Algumas mulheres possuem dificuldade para engravidar, por diversos motivos, seja por um déficit na ovulação ou devido a mulher possuir um útero inóspito.

Mas nem sempre alterações no útero indicam que a mulher não poderá ter filhos. Muitas mulheres possuem má formações uterinas e conseguem engravidar normalmente, mesmo que apresentando uma gravidez de risco. Dentre todos os casos de má formação, uma das alterações mais raras é a de Útero Didelfo.

O que é o Útero Didelfo?

O Útero Didelfo é uma má formação uterina congênita, ou seja, que já nasce com ela, que se caracteriza pela presença de duas partes, ou seja, como se a mulher tivesse dois úteros distintos, que são separados por um septo longo que chega até o cérvix, parte final do útero. O septo ainda pode alcançar a metade ou 1 terço da longitude da cavidade uterina.
Anatomicamente, o útero didelfo se destaca por ter um fundo curvado, com as porções superiores ou corpo independente, colo uterino comum e a vagina pode ser única ou dupla. As más-formações uterinas habitualmente são assintomáticas, ou seja, não provocam nenhum sintoma que faça com que a mulher desconfie da má formação.


Útero Didelfo x Gravidez: Quais os riscos oferecidos?

O Útero Didelfo é uma má formação rara que afeta cerca de 10 entre 20 mil mulheres. Essa estatística é apenas uma base, pois muitas mulheres possuem útero didelfo e não tem o conhecimento e acabam descobrindo somente quando engravidam ou na realização de outros exames como ultrassonografia tridimensional ou uma ressonância nuclear. Antes disso, podem ocorrer suspeitas após a realização de procedimentos simples.
Grande parte dos casos de grávidas que possuem útero didelfo não sofrem nenhum problema e conseguem levar a gestação até o final tranquilamente. Em alguns casos mais isolados podem ocorrer aborto espontâneo entre outros problemas. Por isso é importante um diagnóstico precoce para que haja um acompanhamento da gravidez semana a semana pelo médico.

Sintomas:
Anatomicamente destaca-se por um fundo incurvado, com as porções superiores ou corpo independente, colo uterino comum e a vagina pode ser única ou dupla. As más-formações uterinas habitualmente são sintomáticas e o seu diagnóstico realiza-se através de uma ecografia transvaginal e histerossalpingografia ou histeroscopia.


Postagem em destaque

O que significa colo do útero fechado e aberto.

O colo do útero caracteriza-se pela porção inferior do útero que entra em contato com a vagina e que possui uma abertura no centro, o c...